domingo, março 12, 2006

DUDA BUERES E SUA POESIA

Eduardo Bueres solicita que seja publicada uma poesia escrita por ele, abaixo realizamos o desejo do nosso amigo:

"QUE RIO É O DA MINHA CANÇÃO?

VER-O-PESO
DAS ÁGUAS BARRENTAS
QUE BRINCAM NAS PEDRAS ANTIGAS
DO MAR

SALIVA DA CHUVA QUE ADENTRA COM O VENTO
DA CIDADE VELHA
DO SOL ABOEMADO
LEMBRANÇAS GUARDADAS
DE UM CERTO CASARÃO

DO BRILHO DO AÇO QUE FULGA NOS TRILHOS
QUE ASSOMBRA A RIMA DA MINHA VISÃO
DAS MANHÃS MANHOSAS COM CHEIRO DE FRUTAS
DA SEMENTE AMARELA DAS MANGAS NO CHÃO
DAS TELHAS FRANCESAS
DA COMIDA DA MESA

POUSA UM VELHO POEMA "QUE RIO É O DA MINHA CANÇÃO?"
NOS TRAÇOS DE LANDI
DO BRIGUE-PALHAÇO
NAS ONDAS O GRITO DOS AZULEJOS DE COR
PASSADO FUTURO PRESENTE INCONTIDO...

PRA TI EU TROUXE ESCONDIDO
UM POEMA DE AMOR
EM CANTOS DO MATO CHEGADO NAS VELAS
O CAIS DA MINHA TERRA É UM GALO CANTADOR
QUE DA TORRE DE FERRO NA LUA AZULADA
ENTREGA PRA MADRUGADA AS CANÇÕES QUE NÃO DEI.

(Duda Bueres)"

3 comentários:

Mauricio Leal Dias disse...

Oi Pedro !! tudo Blz ? Beleza e esse poema do Bueres, me remete p tanta coisa de Belém, muito apropriado p esse periodo chuvoso e de muita nebulosidade política que promete para esse ano muitas trovoadas moralistas e hipócritas. Abs. Mauricio Leal Dias
PS: Querendo, te espero no meu space do msn: http:/spaces.msn.com/tgefabel

Direito & Esquerdo disse...

Nelito,

Que poesia bonita amigo.
Parabenize o poeta.
Bruno

citadinokane disse...

Aos amigos Maurício e Bruno,
Legal que vcs prestigiaram o nosso amigo talentoso - Bueres.

Maurício,
É verdade que essas nossas paragens são cinzentas, não vislumbro muita alegria na política, como outrora... ando meio desligado, que às vezes nem sinto o meu pé no chão(tudo bem, está um pouco mutante...).
Irei visitar o seu space no msn, sem falta.
Um abraço,
Pedro Nelito