quarta-feira, março 15, 2006

Marx e o Estado

O Estado objeto de estudo de várias disciplinas, apresenta enfoque variado também, a partir do observador e sua orientação ideológica, é claro que chega-se a uma percepção díspares, por isso é necessário estabelecer o debate em torno do tema. Marx e Engels dão a contribuição em torno do papel desenvolvido pelo Estado junto à sociedade.

O conceito de Estado é de importância fundamental no pensamento marxista, este considera o Estado como a instituição que, mormente, tem como função assegurar e conservar a dominação e a exploração de classe.

É através do Manifesto Comunista, 1848, que se expressa a concepção marxista clássica de Estado.
"O executivo do Estado moderno nada mais é do que um comitê para a administração dos assuntos comuns de toda a burguesia". Esta afirmação traduz efetivamente a proposição central do marxismo com relação ao Estado.

A pergunta que não quer calar - ainda se pode ler Marx?
Encontramos em seus escritos uma incitação para pensar, estabelecer um diálogo com ele e as questões de seu tempo, que são bastante complexas.

A obra de Marx não cessa de nos interpelar.
É o esforço para compreender as instituições econômicas e políticas, as representações filosóficas, morais e religiosas, buscando acima de tudo o sentido das práticas sobre as quais elas se fundavam, para poder interferir nas relações sociais e no vir-a-ser histórico...

2 comentários:

Mauricio Leal Dias disse...

Camarada,
Sobre o bom velhinho coloquei no meu site um artigo, q ainda n havia sido traduzido do Marx, vale a leitura. tem tbm um livro q recomendo q e ELEMENTOS PARA ANÁLISE MARXISTA DO DIREITO Autor Gastão Rúbio de Sá Weyne (Doutor em Direito pela USP-Livre Docente em Engenharia pela Escola Politécnica da USP-Professor Titular da PUC/SP da FAAP e da Faculdade de Medicina do ABC)
da Fabris com o seguinte resumo: Um Breve perfil de Marx/ Concepções Marxianas e Marxistas do Direito/O Controle do Direito/ Bases para Análise Marxista do Direito/Legitimidade do Direito/ Direito como Modo de Produção/ Fetichismo da Norma Jurídica/ Direito e Alienação/ Direito e Materialismo Histórico/ A Práxis no Direito/ Direito, Ideologia e Fetichismos do Empirismo e de Especialização.

Ainda sou daqueles que ainda não abandonaram a trincheira e tenho no marximso uma ferramenta fundamental para a construção do conhecimento voltado para os interesses dos dominados.

citadinokane disse...

Maurício,
Vou ao teu sítio virtual, novamente, legal a dica. Em relação ao livro indicado, já tinha informações sobre o mesmo, inclusive, já o solicitei por reembolso postal...
O bom velhinho, não é culpado pelos erros comedidos pelo SOREX, assim como JESUS não pode ser responsabilizado pelas CRUZADAS... Faltou a leitura que interpreta dialeticamente os contextos históricos... Aí é inevitável pedirmos ajuda para Max Weber, é necessário encontrar o sentido de cada ação, abandonando-se a influência Comteana/Durkheimiana do evolucionismo, busca-se a pesquisa histórica para a compreensão das sociedades...
A perspectiva materialista, via, também, o conhecimento sociológico como histórico e baseado na observação da multiplicidade de fenômenos sociais, como as classes e o mercado. Mas diferentemente de Marx, Weber enfatiza que as transformações não podem ser explicadas somente pelas relações econômicas...
Ficou muito comprido este comentário.
Hasta la vista baby