quinta-feira, agosto 31, 2006

Frases de Caminhão...

Pesquisei pela internet e encontrei milhares de frases de caminhão, umas engraçadas, criativas, mas também carregadas de preconceitos... É claro que não postei todas, vai aí um bocado pra gente se divertir:

4ts:topo tudo, todo tempo.
6 pneus cheios e um coração vazio.
70 me passar, passe 100 atrapalhar.
80 ção! 20 ver! 100 você, não sei viver!
A cal é virgem porque só lida com brocha.
A calúnia é como carvão: quando não queima, suja.
A diferença entre um credor e um devedor é que o primeiro tem uma memória muito melhor!
A mata é virgem porque o vento é fresco.
A medicina não cura a dor da separação.
A melhor maneira de se lembrar do aniversario da mulher é esquecê-lo uma vez.
A mulher foi feita da costela...imagine se fosse do filé.
A noite não é uma criança, a noite se faz uma criança!
A primeira ilusão do homem começa na chupeta.
A terra é virgem porque a minhoca é mole.
Adoro as rosas, mas prefiro as trepadeiras...
Alegria de poste é estar no mato sem cachorro.
As mulheres perdidas são as mais procuradas.
Beijo de mulher casada sempre tem gosto de chumbo.
Beijo não mata a fome, mas abre o apetite.
Cada escola que se abre é uma cadeia que se fecha.
Cada ovo comido é um pinto perdido.
Cana na fazenda dá pinga; pinga na cidade dá cana.
Carteiro feliz é aquele que gosta de sê-lo!
Casamento é o fim das criancices e o começo das criançadas.
Casei-me com Maria, mas viajo com Mercedes.
Definição de casamento: Um meio caríssimo de ter a roupa lavada de graça.
Dinheiro não traz felicidade, mas ajuda a sofrer em Paris!
Discurso deve ser igual a vestido de mulher, quanto mais curto melhor.
Duas coisas que eu gosto: cerveja gelada e mulher quente.
É mais fácil fazer uma menina do que consertar uma mulher.
Em casa que mulher manda até o galo canta fino.
Escreveu, não leu? Então é burro.
Estatística é igual a biquíni, mostra tudo, mas esconde o essencial.
Existo porque insisto.
Fracassar é triste. Mais triste é não tentar vencer.
Língua afiada separa bons amigos.
Mais virgindades já se perderam pela curiosidade do que pelo amor.
Marido de mulher feia sempre acorda assustado.
Meu Computador não fala COM PUTA.
Mulher bonita e dinheiro só vejo na mão dos outros.
Mulher de amigo meu é que nem cebola: Eu como chorando.
Mulher deixa o rico sem dinheiro e o pobre sem vergonha.

"Era Vitoriana"



Para muitos o período que ficou conhecido como "Era Vitoriana" (1837 a 1901) foi o sinônimo de austeridade e comedimento no Império Britânico.
Traduzindo para o vernáculo camoniano, a "Era Vitoriana" está associada ao puritanismo moral e ao culto dos valores tradicionalistas.
A rainha Vitória, comandou o Império Britânico por 64 anos com pulso forte, e é claro protegendo de forma renhida os interesses britânicos, vide a "Guerra do Ópio", esta uma guerra das mais absurdas, a China proibira a comercialização do ópio droga que apresentava um contingente de mais de 18 milhões de viciados, mas como o cultivo e o comércio pertenciam aos britânicos, a rainha Vitória enviou a esquadra naval para submeter os chineses teimosos...
Vitória acabou entrando para a história como uma soberana de pulso forte, que conduziu o império, então em seu período mais difícil e contestado, como uma verdadeira e irresistível líder. O escritor Lytton Strachey (1880-1932), escreveu uma biografia, que foi lançada em 1921, humanizando a figura assustadora da rainha. Pioneiro na elaboração de uma pesquisa mais detalhada da biografada, Strachey não se limitou a tecer as habituais loas.
No Brasil o livro "Rainha Vitória", foi editado pela Editora Record, 382 págs., e custa R$ 40, a tradução é de Luciano Trigo. No livro não se vê a figura idealizada da soberana, mas uma mulher nem sempre segura de seus atos e profundamente avessa a modernidades que não fossem as sugeridas pelo marido (Príncipe Albert, seu primo). O escritor passa sem maiores comedimentos por vários temas como a insinuada paixão de Vitória pelo seu cavalariço escocês John Brown, após a morte de Albert, ou pelo seu secretário indiano Abdul Karim.

A figura acima que ilustra o post é do grafiteiro e artista plástico Banksy, um verdadeiro tapa na hipocrisia da "Era Vitoriana", não acha?!

Diz a lenda que a rainha Vitória tinha terríveis crises de flatulências, e aí não tinha quem não torcesse o nariz para tamanha jactância real... Tô fora!

El Cabeçón, non è vero?

Cabeção dirigia apressado, inevitável, tive que lembrá-lo dos dois filhos e da esposa que esperavam por ele... Num instante ficou calmo e até permitiu que tirasse a foto que está acima.
Grande cabeção, o coração é maior que a cabeça, brincalhão e sempre disposto a ajudar o próximo.
Lembro que certa vez assistimos a uma competição de atletismo - corrida de pessoas portadoras de necessidades especiais, uma criança que não tinha as pernas, isto é, havia amputadas as mesmas em acidente automobilístico e assim mesmo correu com "próteses", um grande esforço, lindo mesmo... Quando olhei ao meu lado, lá estava o Cabeção chorando, muito emocionado com o esforço da criança, não conseguia parar de chorar, passou mal mesmo.
O jeito foi chamar os paramédicos que imediatamente prestaram o socorro, aplicaram um calmante no Cabeção, mas ele não satisfeito pediu para o motorista da ambulância fazer uma respiração boca-a-boca...
É claro que eu não deixei.
Hoje o Cabeção não lembra dessa história, mas deixa pra lá...

terça-feira, agosto 29, 2006

Ao meu poeta com carinho...


“Il ne dit pas um mot qui ne soit à propos”

Um homem caminha por uma estrada tortuosa e cheia de percalços, não se intimidando com os perigos da empreitada, arranca um punhal que carrega na cintura e com a mão esquerda o mantém em riste, o olhar se fixa no horizonte, sente sede, mas não pode parar, sente fome, mas tem que caminhar...
Caminha, caminha...
Sente o cansaço, fome e sede...
Não pode parar...
Decidido segue pela estrada sem olhar para trás, por alguns momentos o medo se aproxima, as pernas fraquejam, o cansaço se abate novamente sobre o corpo, este já gasto por inúmeras batalhas. Muitas primaveras já se foram e deixaram marcas indeléveis no semblante do caminhante...
As lembranças invadem a sua alma, as pálpebras cansadas se fecham e por um átimo de segundo uma película da sua vida se projeta em sua frente... O coração dispara descompassadamente, só agora percebe que está suando em bicas. Morde os beiços, abre os olhos e sussurra bem baixinho: - “caminhar, eu preciso caminhar...”
Guarda o punhal que carregara empunhado, senta em uma raiz de uma frondosa árvore que está no caminho, não resiste e chora, as mãos em forma de concha encobrem o rosto, a jornada talvez exija dele mais do ele possa dar...
A noite desce seu manto escuro sobre o caminhante errante, as lágrimas secaram, em silêncio continua escutando os fantasmas, é torturante para ele escutá-los, se contorce, chora novamente, solta um grito... Mas ninguém o escuta...
Exausto nem percebe que dormira sobre a relva, um sono inquietante é verdade, mas o suficiente para recuperar as energias e retomar a caminhada.
Fez uma catarse, não quer mais pensar no passado, sente que já não anda sozinho, traz no coração uma companhia – a esperança. Exorcizou todas as incertezas e acredita que pode ser feliz novamente.
Os primeiros raios de sol inundam a estrada que ele escolheu para caminhar, de repente ver tantas belezas pelo caminho, resolve parar e comemorar as pequenas descobertas do seu caminhar. Traz um alforje e um violão, ambos dependurados em seus ombros, puxa a viola dos ombros e inicia uma cantoria desbragadamente mundana, despudoradamente bela e humana... Canta e declama versos redivivos, a canção dá novas cores as coisas que estão em torno dele...
Quando olha para os lados e atrás, o poeta se assusta com tantos loucos que estão a bailar e a comemorar a canção das suas vidas, brindando com destilados e fermentados, sorriem e gritam para o poeta não parar de cantar e declamar suas alegrias e desventuras, os olhos do poeta espraiam luzes por sobre os loucos...
Eles continuam levantando os copos, as taças...
Continuam brindando...
Os loucos continuam acompanhando o poeta pelo caminho errante...

Amigo poeta não te dou presente de lata, porque se amassa, não te dou presente de vidro, porque se quebra...
Receba humildemente este abraço de um irmão do caminho, mais um que se juntou aos loucos que te rodeiam e que são muitos, e continuam pedindo: -"Poeta não pára, continua cantando e declamando tuas alegrias e desventuras... Continua poeta, continua amigo..."

Parabéns hermano por teu aniversário, que é hoje e sempre.

Filosofar só em alemão...

domingo, agosto 27, 2006

Bananas indianas, ôpa!

Talvez muitos garotos(adolescentes) no ápice de suas digressões e fantasias sexuais, embalados pela testosterona em efusão, sonharam ou pensaram na possibilidade de possuir dois ou mais pênis...
Pois é, o que era apenas uma fantasia se tornou um pesadelo para um empresário indiano.
O desgraçado nasceu com dois pênis, é verdade, segundo o jornal Times of Índia, o homem de 24 anos havia se internado no hospital da Nova Delhi, com o objetivo de remover um deles para poder casar e ter uma vida sexual normal.
O mais interessante é que se trata de um caso médico extremamente raro de pênis duplicado, segundo informação prestada pela equipe médica que vai operar o rapaz, os dois pênis são funcionais.
É muito raro, o mais comum quando há duplicidade de órgãos, é que um seja mais rudimentar, que não é o caso, porque ambos funcionam normalmente.
Para a equipe médica, a cirurgia será um desafio, porque os dois pênis foram bem formados e têm um bom fornecimento de sangue.
Há cerca de 100 casos de órgãos duplicados ao redor do mundo.Este, em específico, acontece em um a cada 5,5 milhões de homens, segundo o jornal Times of India.
A duplicidade é causada por uma falha na formação da mesoderme, uma das três camadas primárias do embrião. A partir dela se formam várias partes do corpo.
O amigo Cabeção se estivesse no lugar do empresário indiano será que mandava retirar o membro excedente?!
Suspeito que não.
Do jeito que ele é saliente, a resposta dele seria a seguinte: - Quem têm dois, tem um. Quem tem um, não tem nenhum.
O Cabeção é danado.

Casamento gay no Nepal


O Nepal é um país asático dos Himalaias, limitado a norte pela China e a leste, sul e oeste pela Índia. Tem como Capital: Katmandu. A religião predominante é o budismo.
Situado muito bem o Nepal, agora podemos passar a informação de que no sábado (26/08/2006) foi registrado o primeiro casamento gay naquele país asiático.
O casal Anil Mahaju, 25 anos, e Diya Kashyap, 21 anos, fizeram os votos de fidelidade diante de dezenas de amigos e convidados que testemunharam o enlace. Houve as trocas de colares de calêndulas (flores de pétalas amarelas).
As minorias mesmo nos países de forte tradição como a sociedade nepalesa, se organizam e assumem o risco da exposição de suas diferenças...
Considero que a tolerância seja importante para que mais pessoas assumam a felicidade de ser o que é, sem subterfúgios ou dissimulações...
O importante é ser feliz, sem prejudicar a outrem.
Paz e amor.

Dante Milano, o poeta esquecido.

Quando nos encontramos em tertúlia, o amigo Nilton Atayde gosta de declamar a poesia de um brasileiro desconhecido, desconhecido mesmo, ou melhor dizendo, desconhecido para o grande público, porque pessoas como o nosso amigo estão sempre atentas ao bom alimento da alma – a poesia.
Não esqueço de um certo dia que estávamos em estágio alfa, tudo em decorrência da ingestão de destilados, fermentados e o líquido dionisíaco... O locobueres com a mão direita erguia uma taça transbordante de tinto chileno, com a língua pesada, palavras balbuciadas e os olhos quase que fechados, pergunta ao Nilton – Irmão como é o nome daquele poeta que tu gostas pra caramba?!
O indefectível Atayde responde ponderadamente – Qual deles, parceiro?!
O locobueres não responde, mas a sua mão direita agitada conduz a taça ao encontro dos lábios dissolutos... Bueres com a respiração presa e os olhos cerrados, verte goela a dentro o delicioso líquido vermelho, em pouco menos de 4 segundos restava apenas a taça vazia sobre a mesa, é isso mesmo, uma taça vazia e cheia de ar...
O locobueres recobrando o fôlego, complementa a pergunta feita antes ao amigo Nilton com a voz nasalar – É aquele poeta desconhecido e que o Manuel Bandeira também gostava.
Atayde agora alegre diz com todas as letras – Dante Milano!
Nilton não apenas declamou a poesia de Dante Milano, como fez questão de discorrer sobre a vida e parte da obra do poeta e assim aquela tarde findou-se alegremente.
Chegando em casa fiquei pensando, elucubrando em torno dos ensinamentos literários...
A brisa da madrugada a confirmar que só a experiência pode proporcionar aos pobres mortais, como nós, tesouros intangíveis, amealhados com a convivência dos justos e sábios...
A sabedoria nada tem a ver com a cultura acadêmica, a própria obra de Dante Milano não percorreu esses caminhos tortuosos tão bem guardados pela nossa intelligentsia tupiniquim.
Em um encontro recente com o amigo Atayde, trocamos muitas idéias e pedi que enviasse um e-mail sobre Dante Milano para que socializássemos com outros amigos e leitores informações sobre este grande poeta brasileiro, não tão conhecido como Vinícius e Mário Quintana.
Recebo as informações e abaixo publico na íntegra:

“Meu caro Pedro.
Eu não entendo porque algumas pessoas brilhantes têm o reconhecimento público e outras, igualmente brilhantes, não conseguem se destacar. Isso ocorre em todos os ramos do conhecimento, nas artes, na literatura, etc., e em todo lugar do mundo. No Brasil, por exemplo, e particularmente na poesia, existiu um poeta cuja qualidade nada deixava a desejar a outros como Drummond ou Manoel Bandeira, para ficar nessas duas expressões. Trata-se de Dante Milano (1899-1991), poeta carioca que, por muito pouco, não é absolutamente desconhecido na literatura brasileira. Aliás, pelo que lemos a seu respeito, ele fazia questão do anonimato, achava-se "avesso ao rumor de falsa glória", pois entendia que "só o silêncio é musical".
Dante Milano freqüentou as rodas literárias do Rio de Janeiro, onde nasceu e viveu, mas nunca esteve próximo da fama. Seu primeiro e único livro, "Poesias", foi publicado quando tinha 49 anos de idade e foi recebido efusivamente pela crítica. Embora convidado, recusou-se em candidatar-se à Academia Brasileira de Letras. Foi considerado por Carlos Drummond de Andrade "um poeta de extraordinária qualidade".
Incito-vos, portanto, a procurar conhecer melhor esse "extraordinário" poeta.
À propósito, existe amor falso e amor verdadeiro?
Com a palavra, Dante Milano, que além de poetizar, filosofa.

"O falso amor imita o verdadeiro
Com tanta perfeição que a diferença
Existente entre o falso e o verdadeiro

É nula. O falso amor é verdadeiro
E o verdadeiro, falso. A diferença
Onde está ? Qual dos dois é verdadeiro?

Se o verdadeiro amor pode ser falso
E o falso ser o verdadeiro amor,
Isso faz crer que todo amor é falso

Ou crer que é verdadeiro todo amor.
Ó verdadeiro amor, pensam que és falso
Pensam que és verdadeiro, ó falso amor "
(POEMA DO FALSO AMOR)
Um forte abraço do teu irmão,

Nilton Atayde.”

Agradeço a colaboração do Nilton, e resolvi encerrar este post com mais uma poesia de Milano, eu sei que neste momento alguns amigos estão chateados com o post eles gostam de coisas rápidas, são jovens por isso estão perdoados, mas prometo amigos que será rápida, uma pequena poesia muito linda e comovente, que só acrescenta ao grande poeta que Atayde nos revelou acima, trata-se do poema a Pietà, nele Dante Milano trata singularmente da dor. Não fala da dor de uma santa, mas da dor de uma mulher, acima de tudo – humana...

PIETÀ

Essa Mulher causa piedade
Com o filho morto no regaço
Como se ainda o embalasse.
Não ergue os olhos para o céu
À espera de algum milagre,
Mas baixa as pálpebras pesadas
Sobre o adorado cadáver.
Ressuscitá-lo ela não pode,
Ressuscitá-lo ela não sabe.
Curva-se toda sobre o filho
Para no seio guardá-lo,
Apertando-o contra o ventre
Com dor maior que a do parto.
Mãe, de Dor te vejo grávida,
Oh, mãe do filho morto!

quinta-feira, agosto 24, 2006

Mando Flores pra Você...



No site dos Malvados encontrei um link que me revelou o Banksy, um artista do grafite que brinca com as gravuras de maneira excepcional, muito lindo mesmo... Trabalha com temas sociais relevantes, mas sem deixar de tratar dos assuntos mais prosaicos da vida urbana... É só olhar na figura acima, em vez do coquetel molotov, Banksy desenha um buquê de flores na mão do manifestante... É poesia pura!!! A imaginação cria asas, basta olhar as imagens construídas pelo artista e fechar os olhos...

Boa Imagem: Viva o Papão!!!!



Deixa eu me ajeitar aqui na cadeira para postar com segurança... rsrsrs...

Muito bem este post é uma homenagem ao Clube de Futebol que melhor tem representado os paraenses nos certames nacionais - PAYSANDÚ SPORT CLUBE.

A fotografia foi enviada por um amigo, que também enviou uma fotografia de um travesti todo pomposo com o uniforme do adversário do Paysandú - o Clube do Remo... Confesso que me deu uma tentação para publicar, mas resolvi segurar... O modelo azulino iria chocar a todos quando comparado com a gostosóia acima, que parece bater um bolão, né?!

Não poderia deixar de homenagear com este post aos amigos bicolores e remistas que gostam de admirar as coisas boas da vida: Duda Bueres, Nilton Atayde, Xico Rocha, Augusto Nunes, Rogério Friza, Marcelinho Gustavo, Sílvio Meira, Almir Conceição, Tales, Ivan Daniel, Juca Arruda, Marcelo Barros e muitos outros...

Para encerrar, faço uma pergunta para todos: - Se você fosse goleiro e a gostosóia acima batesse um penalti, você voaria sobre a bola ou deixava passar????

terça-feira, agosto 22, 2006

Perguntas e respostas: A revanche das mulheres


Françoise Marie é nossa amiga, enviou para o blog uma lista com perguntas e suas respectivas respostas, fiquei pensando se publicava ou não... Considerando que o mundo hegemonizado pelos homens é cheio de histórias e piadas em que as mulheres sempre são derrotadas ou ridicularizadas, tomei coragem e resolvi publicar. Desde já peço perdão a todos os amigos que venham a ficar magoados com este post, é bom rirmos de nós mesmos... Hoje elas vão abrir aquele sorriso, vamos logo ler:

1. CORAÇÃO DE MULHER É IGUAL A CIRCO?
Sempre tem lugar para mais um palhaço...
2. O QUE SE DEVE DAR A UM HOMEM QUE PENSA QUE TEM TUDO?
Uma mulher para ensiná-lo como funciona!
3. COMO SE CHAMA UM HOMEM INTERESSANTE NO BRASIL?
Turista.
4. POR QUE APENAS 10% DOS HOMENS VÃO PARA O CÉU?
Porque se todos fossem, seria o inferno!
5. QUAL A DIFERENÇA ENTRE UM HOMEM E UM PAPAGAIO?
Você pode ensinar o papagaio a falar cordialmente.(ótima)
6. O QUE ACONTECEU À MULHER QUE CONSEGUIU ENTENDER OS HOMENS?
Ela morreu de tanto rir e não teve tempo de contar a ninguém. (a melhor)
7. POR QUE É QUE OS HOMENS TÊM A CONSCIÊNCIA LIMPA?
Porque nunca a usam...(perfeito)
8. POR QUE DEUS CRIOU PRIMEIRO O HOMEM, E DEPOIS A MULHER?
Porque as experiências são feitas primeiro com animais e depois com humanos!!! (essa é a melhor revanche)
9. POR QUE OS HOMENS GOSTAM DE MULHERES INTELIGENTES?
Porque os opostos se atraem! (hahaha)
10. QUAL O LIVRO MAIS FINO DO MUNDO?
"Tudo o que os homens sabem sobre as mulheres"
11. QUAL A DIFERENÇA ENTRE OS HOMENS E AS FRUTAS?
Um dia, as frutas amadurecem...(excelente!)
12. POR QUE AS PILHAS SÃO MELHORES QUE OS HOMENS?
Porque elas têm pelo menos um lado positivo..(pior que é verdade)
13. QUAL A SEMELHANÇA ENTRE O HOMEM E O CARACOL?
Ambos se arrastam, tem chifres, e acreditam que a "casa" é deles!!! (hahaha)
14. POR QUE UM HOMEM NÃO PODE TER UM BOM CARÁTER E SER INTELIGENTE AO MESMO TEMPO?
Porque assim seria mulher!!! (a melhor nº2)
15. O QUE DEUS DISSE DEPOIS DE CRIAR O HOMEM?
Creio que posso aperfeiçoá-lo...(ótima)
16. POR QUE SÃO NECESSÁRIOS MILHÕES DE ESPERMATOZÓIDES PARA FERTILIZAR UM ÚNICO ÓVULO?
Porque os espermatozóides são masculinos e se negam a perguntar o caminho!!! (hahaha)
17. QUANDO É QUE UM HOMEM PERDE 90% DE SUA INTELIGÊNCIA?
Quando fica viúvo! (a melhor nº3)
18. E QUANDO É QUE ELE PERDE OS 10% RESTANTES?
Quando morre o cachorro. (hahahahahhaha tadinho dele...)

segunda-feira, agosto 21, 2006

Mário Quintana


Recebi um pedido de uma amiga que freqüenta o blog, ela adora Mário Quintana, o ano do centenário do poeta gaúcho é comemorado por todo o país, além da singeleza das palavras a imagem de Quintana é ainda mais singela, um pouco de Mário Quintana para todos que nos acompanham:

"Olho em redor do bar em que escrevo estas linhas.
Aquele homem ali no balcão, caninha após caninha,
nem desconfia que se acha conosco desde o início
das eras.
Pensa que está somente afogando problemas
dele, João Silva...
Ele está é bebendo a milenar
inquietação do mundo!"

Mário de Miranda Quintana nasceu na cidade de Alegrete (RS), no dia 30 de julho de 1906. Falece, em Porto Alegre, no dia 5 de maio de 1994, próximo de seus 87 anos, o poeta e escritor.
O poeta gaúcho não conseguiu vaga na Academia Brasileira de Letras, por três vezes foi indicado mas não conseguiu ser eleito, tudo isso só fez aguçar seu conhecido humor e sarcasmo, e acabou compondo o conhecido poema:

Poeminho do Contra
Todos esses que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles passarão...
Eu passarinho!
(Prosa e Verso, 1978)

Sobre a morte escreveu Quintana: "Amigos não consultem os relógios quando um dia me for de vossas vidas... Porque o tempo é uma invenção da morte: não o conhece a vida - a verdadeira - em que basta um momento de poesia para nos dar a eternidade inteira".

E, brincando com a morte: "A morte é a libertação total: a morte é quando a gente pode, afinal, estar deitado de sapatos".

Mari escreve e pede que seja publicada a poesia abaixo, pedido feito, pedido atendido, afinal de contas é um grande poeta do Brasil:

Vida
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta feira...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, passaram-se 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo
caminho, a casca dourada e inútil das horas...
Dessa forma eu digo:
Não deixe de fazer algo que goste
devido à faltade tempo,
a única falta que terá, será desse tempo
que infelizmente não voltará mais.

Temos que engolir o Zagallo...


O ex-técnico da seleção brasileira de futebol Zagallo, ficou conhecido por ser uma pessoa cabeça-dura, não voltava atrás nas decisões tomadas, mesmo as mais erradas... Ele é também conhecido por ser muito supersticioso, é fascinado pelo número 13, segundo o mesmo traz sorte, era comum ele citar algumas palavras ou frases que somadas as letras dava o nº 13, abaixo algumas frases das mais citadas nos últimos meses... e tudo com 13 letras... É por isso que nós temos que engolir o Zagallo...

Ronaldo é gordo... 13 letras
Galvão é babaca... 13 letras
Zagallo é viado... 13 letras
Parreira burro... 13 letras
O Brasil perdeu... 13 letras
França um a zero... 13 letras
Brasil sem hexa... 13 letras
Brasil freguês... 13 letras
Henry é Matador... 13 letras
Ronaldo Baleia... 13 letras
Zagallo Caduco... 13 letras
Verde Amarelão... 13 letras
Cafú humilhado... 13 letras
Orrevuá Brasil... 13 letras
Golaço do Henry... 13 letras
Zidane é craque... 13 letras
Parreira bambi... 13 letras
Cadê o quadrado... 13 letras
Seleção d morto... 13 letras
O time amarelou... 13 letras
Só mercenários... 13 letras
Aposenta o Cafú... 13 letras
Agora só em 2010... 13 letras
Decepcionante... 13 letras
Volta para casa... 13 letras
De novo a França... 13 letras
Kaká é amarelão... 13 letras
PERDEMOS O HEXA... 13 letras
LULA É REELEITO... 13 letras
PEDRO É DOCENTE...13 letras
REMO É LANTERNA... 13 letras

Meu amigo "Cabeção"...



Solicitei para a minha filha que olhasse uma foto do amigo "Cabeção" e tentasse criar com o máximo de fidelidade a imagem do meu amigo. E não é que ela acertou a mão, eu olho para o desenho e vejo o Cabeção de verdade.

domingo, agosto 20, 2006

Rapaz incauto e formado em Direito


Um rapaz incauto e recém-formado em Direito, cheio de dúvidas resolve elaborar algumas perguntas para encaminhar à OAB, adianto logo, não foi meu aluno. Mas vamos às perguntas:
01. Qual a capital do estado civil?
02. Dizer que gato preto dá azar é preconceito racial?
03. Com a nova Lei Ambiental, afogar o ganso passou a ser crime?
04. Pessoas de má fé são aquelas que não acreditam em Deus?
05. Quem é canhoto pode prestar vestibular para Direito?
06. Levar a secretária eletrônica para a cama é assédio sexual?
07. Quantos quilos por dia emagrece um casal que optou pelo regime parcial?
08. Tem algum direito a mulher em trabalho de parto sem carteira assinada?
09. A gravidez da prostituta, no exercício de suas funções profissionais, caracteriza acidente de trabalho?
10. Seria patrocínio o assassinato de um patrão?
11. Cabe relaxamento de prisão nos casos de prisão de ventre?
12. A marcha processual tem câmbio manual ou automático?
13. Provocar o Judiciário é xingar o juiz?
14. Se um motel funciona somente das 8 às 18 horas, podemos dizer que ali só ocorrem transações comerciais?
15. Para tiro à queima-roupa é preciso que a vítima esteja vestida?

Pedro, meu filho...


Guardei esta poesia de Vinícius há muito tempo, copiada com o bico da caneta e guardada em algum lugar de uma gaveta esquecida, hoje quando minha chica já está para entrar para puberdade, releio o texto, o papel amarelado pelo tempo e a madureza beijando-me insistentemente... Continuo acreditando em cada palavra cravada pelo poetinha, numa ode aos heróis anônimos, simplesmente o pai, não o superhomem... O pai que ama e desnuda um mundo de amores e tristezas, mas que sussurra ao ouvido do filho, as lutas e derrotas, o esforço e a fraqueza própria de cada ser humano, talvez por isso tão bonita de ser contada e cantada em prosa ou em versos, realmente me encanta a percepção de Vinícius sobre as vicissitudes da vida humana. Em baixo deixo a folha amarelada falar o que não consigo traduzir, lembrem de Saint-Exupéry:"Só se escuta bem com o coração!"
Com a certeza de que minha filha irá ler, ofereço enternecido a ela cada palavra do poeta: "- É pra você Pipa!!!"

"Pedro, meu filho...
Vinicius de Moraes

Como eu nunca lutei para deixar-te nada além do amanhã indispensável: um quintal de terra verde onde corra, quem sabe, um córrego pensativo; e nessa terra, um teto simples onde possas ocultar a terrível herança que te deixou teu pai apaixonado - a insensatez de um coração constantemente apaixonado.
E porque te fiz com o meu sêmen homem entre os homens, e te quisera para sempre escravo do dever de zelar por esse alqueire, não porque seja meu, mas porque foi plantado com os frutos da minha mais dolorosa poesia.
Da mesma forma que eu, muitas noite, me debrucei sobre o teu berço e verti sobre teu pequenino corpo adormecido as minhas mais indefesas lágrimas de amor, e pedi a todas as divindades que cravassem na minha carne as farpas feitas para a tua.
E porque vivemos tanto tempo juntos e tanto tempo separados, e o que o convívio criou nunca a ausência pôde destruir.
Assim como eu creio em ti porque nasceste do amor e cresceste no âmago de mim como uma árvore dentro de outra, e te alimentaste de minhas vísceras, e ao te fazeres homem rompeste meu alburno e estiraste os braços para um futuro em que acreditei acima de tudo.
E sendo que reconheço nos teus pés os pés do menino que eu fui um dia, em frente ao mar; e na aspereza de tuas plantas as grandes pedras que grimpei e os altos troncos que subi; em tuas palmas as queimaduras do Infinito que procurei como um louco tocar.
Porque tua barba vem da minha barba, e o teu sexo do meu sexo, e há em ti a semente da morte criada por minha vida.
E minha vida, mais que ser um templo, é uma caverna interminável, em cujo recesso esconde-se um tesouro que me foi legado por meu pai, mas cujo esconderijo eu nunca encontrei, e cuja descoberta ora te peço.
Como as amplas estradas da mocidade se transformaram nestas estreitas veredas da madureza, e o Sol que se põe atrás de mim alonga a minha sombra como uma seta em direção ao tenebroso Norte.
E a Morte me espera em algum lugar oculta, e eu não quero ter medo de ir ao seu inesperado encontro.
Por isso que eu chorei tantas lágrimas para que não precisasse chorar, sem saber que criava um mar de pranto em cujos vórtices te haverias também de perder.
E amordacei minha boca para que não gritasses e ceguei meus olhos para que não visses; e quanto mais amordaçado, mais gritavas; e quanto mais cego, mais vias.
Porque a poesia foi para mim uma mulher cruel em cujos braços me abandonei sem remissão, sem sequer pedir perdão a todas as mulheres que por ela abandonei.
E assim como sei que toda a minha vida foi uma luta para que ninguém tivesse mais que lutar:Assim é o canto que te quero cantar, Pedro meu filho..."

José Saramago: Leitura é para minoria...


Navegando pela internet encontrei uma reportagem da Ag. Lusa, nela o escritor português José Saramago diz que leitura é para minoria, esse depoimento está datado de 1 de junho passado em Lisboa. José Saramago, Prêmio Nobel da Literatura, questionou a utilidade de o Estado estimular a leitura, afirmando que "voluntarismos" não valem a pena no que "sempre foi e será coisa de uma minoria".
Saramago integra juntamente com o jogador de futebol Luís Figo, o presidente do Grupo Sonae, Belmiro de Azevedo e outros a Comissão de Honra do Plano Nacional de Leitura, iniciativa dos ministérios portugueses da Cultura e da Educação que será apresentado ao público hoje.
Em debate ocorrido na Biblioteca Municipal de Oeiras, distrito de Lisboa, Saramago expôs que não vale a pena o voluntarismo, considera inútil mesmo, porque desde sempre ler foi e será coisa de uma minoria. Para o Prêmio Nobel de Literatura não se deve exigir a todo mundo a paixão pela leitura, visto que o estímulo à leitura é uma coisa estranha, não deveria existir outro estímulo além da necessidade de um instrumento que permita conhecer, o escritor português assevera que mal vão as coisas quando é preciso estimular. Observa que no futebol ninguém precisa de estímulos para ficar entusiasmado.
Outro ponto levantado por ele foi com relação: instrução x educação. Para Saramago não se pode confundir a "instrução", que está ligada ao conhecimento, com a "educação", ligada aos valores. O festejado escritor pergunta: - Onde está a educação na escola em que os professores são agredidos, humilhados e desprezados? Os professores são os heróis do nosso tempo, afirma Saramago. Não deixa de lembrar que existem "professores incompetentes", aqueles que trabalham "sem vocação".
Recomenda Saramago que a leitura em voz alta deveria ser encorajada na sala de aula.E criticou a linha de ensino que prega que a correção ortográfica não é importante. Finaliza o escritor dizendo: "Qualquer operário sabe que tem que ter suas ferramentas limpas e em condições de serem usadas. A língua é a ferramenta por excelência".

sexta-feira, agosto 18, 2006

Vieirinha Copyright ou O Pirata Recalcitrante


Há alguns meses escrevi sobre artistas, direitos autorais e pirataria... Um grande amigo repudiou o meu post, nas entrelinhas deixava uma reprovação, talvez por considerar muito caro os produtos originais, o inconformado amigo, dizia de maneira contundente, levantando as sobrancelhas: - Tu nunca copiaste uma musiquinha no teu computador?! Dei um sorriso, lembrei de uns amigos artistas que tinham feito um Show em Mosqueiro (uma Ilha linda) e gravaram o mesmo em CD, para depois vendê-lo aos mais próximos, tudo muito artesanal e amador, quando não mais havia para vender, eles permitiram que eu fizesse a cópia, justamente para presentear o indigitado amigo.
Quando confirmei que já havia feito cópia, um sorriso de Monalisa se estampou no rosto do famigerado amigo, não permitindo que eu completasse a informação. Insisto o pior cego é aquele que não quer ouvir, perdoe-me pelo trocadilho, não conseguindo fazê-lo escutar o que eu tinha a dizer, mudamos de assunto para evitar o desconforto da porfia estéril, não precisa falar que o exaltado amigo se considerou vitorioso na discussão, achando que um CD piratinha aqui, outro DVD piratinha acolá não faz mal para ninguém...
Silenciei para evitar os gritos do corpulento amigo, por alguns momentos o fitei, e em digressão silenciosa constatei mentalmente que o meu amigo Vieirinha tinha vaga garantida nas milícias do hezbollah, tamanha desenvoltura do mesmo para sufocar os argumentos para uma vida democrática.
Três semanas depois em um happy hour de frente para a Baía do Guajará, com um pôr de sol inesquecível e as embarcações sumindo no horizonte... Vieirinha entre os petiscos e goles generosos de chopp, virou-se de lado e quase num sussurro disse: - Tu tinhas razão.
Não entendendo o que Vieirinha havia falado retruquei imediatamente: - Não fale de boca cheia Vieirinha, não consigo entender nada.
Despudoradamente, Vieirinha me confidenciou que seu filho o Vieirinha Jr. havia recebido aulas de cidadania na escola, e um dos assuntos abordados foi a pirataria e os direitos autorais. O duro golpe que Vieirinha recebeu (sentiu de verdade) foi quando em sua casa, jogando o seu corpanzil desforme sobre o sofá, resolveu colocar um filme no aparelho de DVD para esperar a hora da sopa (jantar), se assustou quando o seu filho falou bem alto: - Papai nós vamos ser presos, esse DVD é pirata.
Vieirinha já emocionado e fazendo careta pra não chorar, concluiu dizendo: - Cara fiquei paralisado, sem reação mesmo... Meu filho angustiado, achando que todos nós seríamos presos, não sabia o que falar, me ajoelhei e abracei a criança, choramos abraçados... Meu filho pedindo para jogar aquele monte de DVDs fora, jurei pra ele que nunca mais compraria um produto pirata.
Vieirinha apertou o meu braço agradecendo pela solidariedade de escutá-lo, dizia que não agüentava mais, precisava falar pra mim tudo que aconteceu e até pedir perdão pela maneira que havia discutido comigo aquele assunto.
Retribui o gesto nobre com um abraço fraternal, não pude deixar de ficar emocionado, os homens quando choram me parecem mais frágeis que as mulheres... Disse para Vieirinha tomar cuidado e não mais comprar essas porcarias que desempregam tantos pais de famílias pelo Brasil afora.
Vieirinha na despedida, segundo ele, com a alma lavada, apertou-me a mão e disse no meu ouvido: - Deixa comigo irmão, não tem mais vacilação.
Não mais havia me encontrado com o Vieirinha, os afazeres profissionais tomam de verdade todo o nosso tempo.
Quando foi na última quinta-feira de julho, eis que encontro o Vieirinha, lá ele estava com um DVD pirata nas mãos, olhei firme nos olhos dele e com um sorriso amarelo ele balbuciou: - Eu ganhei.

Clarice Lispector Eterna.

Gabriela leitora Catalã-argentina, pergunta-me se gosto da literatura de Clarice Lispector, Gabriela é argentina e estuda a língua portuguesa em Barcelona na Espanha.
Gosto de Clarice.
Gosto muito de Clarice Lispector.
Os textos são instigantes com temas que versam sobre a solidão do homem diante do universo e a linguagem como o recurso para suportar esse desamparo...
Gabriela e queridos leitores apresento nesse post uma pequena mostra da genialidade de Clarice, o 1º texto, singelo, que diz e desdiz o amor, ou vice-versa. Ainda acrescento um 2º texto que exige de todos – prestar mais atenção na vida. Talvez o post fique um pouco comprido, mas vale a pena ler Clarice, conhecê-la. O amigo Tico Futrika não gosta de post longo, desde já peço perdão, mas é necessário falar de Clarice urgentemente.
Clarice Lispector nasceu a 10 de dezembro de 1920, em Tchetchelnik, Ucrânia. Recém-nascida veio com os pais, em 1921, para Maceió. Em 1924, a família mudou-se para Recife e, em 1935, passou a morar no Rio de Janeiro. Em 1943, tornou-se aluna da Faculdade de Direito. Nesse período escreveu seu primeiro romance, Perto do Coração Selvagem. Casou-se com o embaixador Maury Gurgel Valente. A seguir, morou em Nápoles, Berna, Torquay (Inglaterra) e Washington.
Em 1977, publicou seu último livro, A Hora da Estrela. Faleceu, no dia 9 de dezembro, desse mesmo ano, devido a um câncer no útero.

1º texto:
Não te amo mais (Clarice Lispector)

"Não te amo mais.
Estarei mentindo dizendo que
Ainda te quero como sempre quis.
Tenho certeza que
Nada foi em vão.
Sinto dentro de mim que
Você não significa nada.
Não poderia dizer jamais que
Alimento um grande amor.
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase:
EU TE AMO!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais... "
Obs.: Agora leia de baixo para cima.

2º texto:
Eu sei mas não devia (Clarice Lispector)

"Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor.
E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora.
E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas.
E porque não abre as cortinas logo se acostuma aacender cedo a luz.
E à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã
sobressaltado porque está na hora.
A tomar o café correndo porque está atrasado.
A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem.
A comer sanduíche porque não dá para almoçar.
A sair do trabalho porque já é noite.
A cochilar no ônibus porque está cansado.
A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro eouvir no telefone: hoje não posso ir.
A sorrir para as pessoas sem receber um sorrisode volta.
A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita.
E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar.
E a pagar mais do que as coisas valem.
E a saber que cada vez pagará mais.
E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em
que se cobra.
A gente se acostuma à poluição.
Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro.
À luz artificial de ligeiro tremor.
Ao choque que os olhos levam na luz natural.
Às bactérias de água potável.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer.
Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento
ali, uma revolta acolá.
Se a praia está contaminada a gente molha só os pés e sua no resto do corpo.
Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço.
Se o trabalho está duro a gente se consola pensando no fim de semana.
E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda fica
satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.
Se acostuma para evitar feridas, sangramentos,para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida.
Que aos poucos se gasta, e que gasta de tanto se acostumar,
e se perde de si mesma."
__________________________________________

"... E agora - agora só me resta acender um cigarro e ir para a casa. Meu Deus, só agora me lembrei que a gente morre. Mas - mas eu também?!Não esquecer que por enquanto é tempo de morangos.Sim." (Clarice Lispector - A Hora da Estrela)

quarta-feira, agosto 16, 2006

Eleições

Porta-caneta Bush...


O porta-caneta ao lado estava no Blog Ambiental e segundo o 5ª Emenda é um dos mais vendidos nos Estados Unidos.
Você compraria?!

Insônia...

Ele chegara cansado, a casa em completo silêncio... A esposa e os filhos viajaram para visitar uns parentes no final de semana. O silêncio o incomodava profundamente, mergulha na banheira da suite, a água quente o relaxa por um momento, bastou se encaminhar para o quarto e várias preocupações se apossam dele, deita rola de um lado para o outro e nada do sono... Fica a pensar na vida, na sua especificamente... Fecha os olhos e a imagem pictórica o transporta para longe.

A sua infância transcorrera em Belém, uma cidade amazônica, quente e com alta umidade do ar, encravada sob a linha do equador. Ali, nas origens remotas de sua cultura, estava a derrota, e sempre se perguntava: - Porque Deus havia transformado a região da fartura em pobreza?! Não compreendia. Mas trazia no peito uma esperança que sempre se avivava juntamente com o seu povo; o mesmo que no passado havia incendiado a região com a Revolução Cabana.
Acreditava que trazia toda uma imaginação cultivada por sua avó...
A evocação da imagem de sua avó fez com que se perdesse em lembranças...
Aos borbotões as lembranças de sua infância afloravam, transbordando num saudosismo bem idiossincrásico, não conseguia conter a emoção que parecia querer saltar de sua boca... Talvez fosse bom gritar, chorar... Mas não conseguia, aquele nó na garganta começava a incomodá-lo.Com os olhos marejados, recorda quando caía a noite, já deitado em sua rede e disposto a dormir, sua avó bem velhinha, a face bem enrugada, pedia que ele ficasse calado, que fechasse os olhos e escutasse no manto estendido pelas sombras da noite o murmúrio da água penetrando airosamente as entranhas da terra, dizia sussurrando aos seus ouvidos: “filho os nossos antepassados habitam o subsolo e os seus espíritos estão angustiados desde que os portugueses invadiram o nosso mundo e o reviraram”.
As mulheres de sua casa preservavam a concepção que os antigos tinham sobre o mundo, não mais conheciam a língua dos ancestrais, já perdida no tempo por obra e imposição do conquistador ao longo dos séculos. Mas insistiam em garantir para as futuras gerações, essa sabedoria mágica dos antigos, transmitindo-a através de diálogos simples que só o tempo e a vida ensinam.
As irmãs, a mãe e a avó, agora percebia com nitidez o quanto elas vincaram em sua alma os valores dos antepassados, não podia fugir de sua herança, pensava.
Acende um cigarro, a fumaça infesta o ambiente, já é tarde da noite... O quarto vazio, a casa vazia, o relógio na parede, o silêncio da madrugada vai sufocando-o aos pouco, o peito aperta e novamente a vontade de gritar, mas os dentes cerram a boca.
A digressão sobre sua vida o deixou mais angustiado...
Resolve tomar um calmante e um bocado de gim, para em seguida fazer a leitura de um poema de Neruda.
Finalmente o sono chega, juntamente com os primeiros raios de sol.

Antes de Amar-te... (Pablo Neruda)
Antes de amar-te, amor, nada era meu
Vacilei pelas ruas e as coisas;
Nada contava nem tinha nome:
O mundo era do ar que esperava.
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se despediam,
Perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo,
Caído, abandonado e decaído,
Tudo era inalienavelmente alheio,
Tudo era dos outros e de ninguém,
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono.

terça-feira, agosto 15, 2006

O Orkut era um templo...

André Dahmer é o criador dos Malvados, obtive permissão do mesmo para publicar no nosso blog as tirinhas que ele desenha, esse jovem talento traz muita sutileza nos traçados e nas falas dos seus vários personagens... Essa do Orkut foi uma sacada genial.

segunda-feira, agosto 14, 2006

Frases de efeito!

Stallone encarna o Rambo e depois sai com uma dessa...
Nunca vi desprezar-se o alterego de maneira tão deselegante.
É uma forma de negar-se, não?! Existe o medo de que algo se aposse por completo...

O Senhor da Guerra

É hilário o papel desempenhado pelo Presidente da maior potência do planeta em algumas situações, repare no detalhe em círculo vermelho do binóculo... Precisa falar mais alguma coisa?!

domingo, agosto 13, 2006

Zidane x Fidel

Zidane deu cabeçada em Fidel Castro?! Clica aqui para tirar as suas dúvidas.

Conto Proparoxítono

Ivan o poeta, encaminhou-me um pequeno conto que estava um tempão guardado em seu computador, não é dele, achou muito legal e gostaria de compartilhar com outras pessoas, o autor é desconhecido, eu li e achei muito inventivo o texto, vamos publicar e se alguém conhecer o autor do conto manda um e-mail pra gente, dar a César o que é de César...

"CONTO PROPAROXÍTONO

Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador.
Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal.
Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanáticos por leituras e filmes ortográficos.
O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice.
De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo.
Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto.
Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela.
Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar. Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto.
Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: abraçaram-se, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois.
Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula: ele não perdeu o ritmo e sugeriu um longo ditongo oral, e quem sabe, talvez, uma ou outra soletrada em seu apóstrofo.
É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros. Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa.
Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta dela inteira. Estavam na posição de primeira e segunda pessoas do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular.
Nisso a porta abriu repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas.
Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história. Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou, e mostrou o seu adjunto adnominal.
Que loucura, minha gente! Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto. Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos.
Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois.
Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.
O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou pela janela, e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.
Agora, quem coloca ponto final sou eu. Ou melhor: coloco dois. Um, é para não perder a mania. Outro é porque isso é um conto rápido, e não uma oração adjetiva explicativa. (Autor desconhecido)

sábado, agosto 12, 2006

A deusa da vitória e o Papão...


A gravura acima foi pintada logo após o último clássico da Amazônia, no qual a equipe do Clube do Remo foi humilhada pelo esquadrão do Paysandú Sport Clube, a vitória de 2 x0 foi pouco para o baile de futebol que o Papão da Amazônia deu no seu arqui-rival. A deusa da vitória coroando o guerreiro bicolor, ao fundo o Leão Azul arquejando e moribundo ...
A cena seguinte: o guerreiro coroado levanta-se e caminha em direção ao felino mortalmente ferido, deita ao chão o escudo, a mão esquerda com os dedos enreda-se na juba da besta, o bíceps fica teso ao soerguer a cabeça da fera, só relaxando quando a mão direita com a espada abençoada pela deusa decepa a cabeça do animal cruel... O guerreiro desfila mostrando com a mão esquerda a cabeça ensagüentada do bicho abatido.

O Minarete


Queridos hermanos e amigos, resolvi jogar fora alguns papéis que se amontoavam sobre a minha mesa no escritório, uma tarefa árdua, muitas anotações... Verificar papel aqui, ali, põe o óculos para enxergar melhor... Eis que encontro uma folha com muitos garranchos quase inelidíveis, com respingos de vinho... Como não havia dado atenção ao escrito naquele papel?! Fiquei me perguntando. A memória consegue reconstituir o contexto e o autor da obra, há algumas semanas atrás quando começaram os ataques sobre o sul do Líbano, estava eu e o locobueres em meu escritório confabulando sobre um empreendimento que meu amigo estava em vias de realizar, como sempre Duda veio acompanhado de uma garrafa de vinho chileno Santa Helena, colocamos gêlo no balde e a garrafa rapidamente esfriou, liguei a televisão e constatamos pelo noticiário extraordinário que as bombas israelenses já faziam suas primeiras vítimas...
Com as notícias e imagens Duda ficara contrito e acabou emudecendo... O olhar embaciado e sem brilho fixava-se na tela do aparelho de TV, minutos depois ouvi algumas palavras balbuciadas ao vento... Em seguida a taça esvaziada rapidamente, nos cantos da boca o filete vermelho do vinho e o braço bruscamente corrigindo o espargir do líquido dionisíaco...
Me empresta um papel e caneta irmão! Entreguei imediatamente o que Duda pedira. Sentou-se na cadeira, colocou a mão esquerda por sobre as sobrancelhas, olhos fechados e o cotovelo apoiado na mesa... e começou a escrever...
Jogou esses garranchos no papel e ao final da folha parou bruscamente... Agora absorto se levanta e vai até à janela, comenta comigo que o sol já está se pondo e os raios estão muito encarnados... Apenas balanço a cabeça concordando.
Duda enche a taça de vinho e novamente a esvazia rapidamente, depois se vira e estica a mão oferecendo-me o papel rabiscado, ordenando: Guarda essa pôrra pra mim!
Nunca mais falei com o meu amigo, lendo o que escrevera percebo que o seu sangue árabe pulsa em sua veia inconformado, e não seria para menos com tanta violência na terra de seus antepassados...
Não sendo capaz de praticar violência nenhuma, Duda se defende com caneta e papel.
Aí vai o "katyusha" do nosso amigo para o mundo. Será que eu assisti a um caso de mediunidade?! Vamos ao que interessa:

"O Minarete (Eduardo Bueres)

Essa imensidão é um pensamento alucinado,
É vaga incerta que a praia nem reclama de volta .
Está comigo o incesto desta tarde,
Que nem é tarde...
É uma nave disfarçada na solidão,
Uma estação espacial.
Um paredão de areia e cristais de gelo e um astronauta vigia,
O cérebro sem gravidade, vê pelo céu o perecer da raça humana .
Uma imensa e multicolorida bola incandescente de fogo real e virtual
Girando em torno de si , desce lenta
Iluminada...
E ao mesmo tempo queimando todas as mentes encantadoras,
Que não deixarão legado algum.
Aquela gente que matava para comer
E a outra gente que comia por matar,
Agora, apenas morrerá.
No final,
Só uma fagulha ínfima de memória ,
A do viajante que sumia no horizonte missionariando a potência invulgar
Que intimidava os acompanhantes de destino
Que por direito
Podiam co-habitar o mesmo os dois átomos e a mesma molécula ;
Da amante que se banhava no jardim,
Admirando o diamante.
Que um amado sem sentir
Por um instante,
Pensou e não resistiu;
E dos elefantes e das corujas anãs das savanas
Que se engasgavam com as rações de chicletes e
Gramas de hortelã;
E dos arcanjos,
Moscas celestiais, sob o verde da festa final,
Que sobrevoavam em grande número,
Tocando harpas e atirando pequenas setas de luzes
Que cruzavam em graciosa beleza o universo.
E oceano
Envaidecido e apaixonado
Que comandava um exército de espuma ,
Precedido de um ciclone, subserviente
Que levava com um recado informal para todas as cidades
Que pariram muitos cais trazendo as
Últimas novidades em tipos de sais,
Comercial bem feito da sua própria potência e perfeição
Que em verdade era apenas uma mistura de areia com cadáveres .
As carpideiras aos milhares, puseram-se a cantar salmos de segunda
Em choros de primeira,
Em todas as praças de todos os lugares.
Segunda-feira;
Espiando lá do céu,
O astronauta em sua última missão,
Tomava sangue de tomate com suco de pulso;
Roubando a boca
De Gioconda, piscou para a câmera, fora do ar,
Para transmitir sua mensagem final... "

quinta-feira, agosto 10, 2006

Explosivo líquido, salve-se quem puder...

A policia britânica anunciou que desbaratou um complô terrorista para explodir pelo menos dez aviões em pleno vôo, e realizou também 21 detenções em Londres. Segundo o comunicado, um total de 302 vôos com destino o aeroporto londrino haviam sido cancelados até às 16 horas da tarde. O ministro do Interior, John Reid, afirmou que o plano terrorista era "complexo" e de uma "escala sem precedentes". O subsecretário de Scotland Yard, Paul Stephenson, informou hoje em conferência com a imprensa que a polícia descobriu que o principal objetivo do grupo era ingressar com explosivos líquidos em bagagens de mãos e fazê-lo detonar dentro do avião em pleno vôo. "É muito mais fácil levar um líquido explosivo e misturá-lo com outro produto, para criar uma bomba muito potente”, declarou David Hill, um ex-agente antiterrorista do Esquadrão Nacional Contra o Crime, e atual assessor do grupo de segurança Red24.

Com a globalização pessoas de todas as partes do mundo se aproximam cada vez mais, e incrivelmente o mundo apresenta uma fragilidade crescente quando se trata de segurança...
O terrorismo é uma chaga que expõe as mazelas de décadas de pauperização e abandono por parte do Ocidente em relação ao Oriente e regiões nas quais o fundamentalismo religioso prosperou na esteira de clichês criados pelo gênio ianque... Satanizamos o islamismo, afastamos os irmãos árabes, e aprofundou-se o estranhamento...
O mundo globalizado não consegue ocultar a divisão que sangra às escâncaras - de um lado os pobres e de outro os ricos, e o mundo se tornou mais inseguro.

Lenda, história, pescador e amores impossíveis...

Conta uma lenda amazônica que na Ilha do Marajó, certa vez um velho pescador ao recolher a rede de pesca encontrou uma garrafa com rolha e dentro um papel enrolado...
Abriu a garrafa e encontrou uma pequena história de amor que não aconteceu, como diria Shakespeare, apenas uma noite de verão...
Ao ler o bilhete o velho pescador percebeu que se tratava de um devaneio, na certa um doidivana inveterado escrevera, o velho contrito e pensativo, resolveu enrolar mais um fumo no papel de embrulho, na primeira baforada ficou imaginando na fumaça que subia, o desespero e angústia desse louco ou apaixonado que lançava o seu grito para o mundo num bilhete rabiscado e jogado dentro de uma garrafa e que acabara boiando em sua rede no meio dos peixes... Pensava o velho pescador - o que fazer?
O pescador depois de baforejar demoradamente, havia tomado uma decisão, iria atrás do dono da mensagem.
Andou por toda ilha em que morava procurando o dono do bilhete, estava disposto a fazer chegar o bilhete até à amada do Romeu tupiniquim, anos após anos e nada, durante sua odisséia, ficava imaginando que poderia ter sido o último ato em vida do autor do bilhete, quem sabe já estivesse morto?! E sua busca seria em vão...
Mas continuava...
O velho pescador nunca encontrou a pessoa apaixonada do bilhete...
Até hoje naquele lugar as pessoas contam que ao entardecer sempre vêem uma visagem de um velho triste que numa canoa carregando uma garrafa, rema sem parar sumindo por entre os igapós e igarapés...
O que tinha no bilhete? Vou reproduzir o conteúdo abaixo:

"Sabe Angelina..,turss...
Perdoe-me, é a minha voz, esta rascante esta noite...
Na impossibilidade de evoluir já que sou apenas um velho homem, um anônimo na multidão, resolvi regredir, mas no bom sentido.
Nestes últimos dias do verão que passou, viajei para cidade de Soure, paraíso que fica na Ilha do Marajó. Lá, em plena lua cheia, resolvi emitir o meu grito primal para as pradarias, eu estava nú e carregava apenas uma moeda na língua.
Foram três dias bebendo a água pura, diretamente dos córregos, comendo pequenas frutas silvestres...
E foi deitando a tez na relva, olhos para as estrelas que compreendi que sou um cara apaixonado pelo que se foi e que a civilização já não pode me dar nada. O novo para mim é velho... Tão velho quanto o meu último amor, que se esvaiu feito a fumaça de um velho navio cargueiro no horizonte...
Perdoe-me, querida Angelina, agora estou com os olhos vermelhos, acho que do vinho ratuíno que ora bebo, ou talvez da música da Piaf que do vinil do meu tísico vizinho, me chega em lembrança quase inaudível, que trata de amores mal sucedidos...
Agora devo apagar a vela da escrivaninha, não por ser a última, mas para levar você na mente para o meu surrado colchão, porque o melhor do mundo são as ilusões e sonhos que podemos construir e a mente, só tem esse nome porque gera as mentiras mais doces.
Sem nunca ter te visto, neste momento, você é a minha luz e minha vida...
Receba um delicado beijo em seus pés e imaginárias rosas de verdade.(E.B.) "

terça-feira, agosto 08, 2006

Cada tirinha é um tapa na cara!


Música alucinógena


Alguns anos atrás quando o amigo Duda Bueres era visitante assíduo do nosso escritório, gostávamos de ouvir os famigerados vinis dos ícones da MPB, a eletrola não parava, um vinil atrás do outro... Quando o líquido fermentado começava a fazer efeito, Duda lançava uma loa aos monstros sagrados... Para depois virar-se de lado, com os olhos marejados de lágrimas, sussurrar, quase inaudível - pô cara tu és irmão pra caramba! Depois contava como conheceu o Xico Rocha, os olhos dele brilhavam, segundo a lenda os dois brincavam de peteca-paga-bolo... Existiam momentos inesquecíveis, relato um: Duda escutava o vinil Traduzir se de Fagner e resolveu, chorando dramaticamente, pegar uma escada e arrancar Jesus do crucifixo que tenho na parede do escritório, virei pra ele e disse: Ê "mermão" qual foi a bebida que tu fumaste? Parecia que o desgraçado estava em transe, depois ele me falou com calma que estava muito estressado... Em seguida suspendemos o fermentado.
Abaixo a letra da música que deixou o Duda louco.

"La Saeta
Fagner
Composição: Antonio Machado, Joan Manuel Serrat

Disse uma voz popular
Quem me empresta uma escada
Para subir ao altar
Para tirar os cravos
De jesus, o nazareno

Oh! la saeta el cantar
Al cristo de los gitanos
Siempre con sangre en las manos
Siempre por desenclavar

Cantar del pueblo andaluz
Que todas las primaveras
Anda pediendo escaleras
Para subir a la cruz

Cantar de la tierra mia
Que hecha flores
Al jesus de la agonia
Que es la fe mis mayores

Oh! no eres tu mi cantar
No puedo cantar ni quiero
A esse jesus del madero
Si no al que anduvo en la mar"

A fome e uma outra história


Quando vi pela primeira vez a foto acima, senti uma tristeza profunda... Um mundo globalizado não impede que a fome se alastre e produza uma cena tão macabra... O abutre não tem culpa de nada, espera para fazer a parte dele, nesse ciclo...
Uma querida aluna de Direito contou-me que trabalhou durante muito tempo em instituições que prestavam auxílio às populações que na África sofrem o fragelo da fome. Durante uma visita a um país africano, viu uma menina(bebê) ser abandonada para morrer, semelhante a situação acima da fotografia, não se conteve, emocionada caminhou em direção à criança no chão e tomou-a no colo, com muitas dificuldades conseguiu a adoção da criança, trouxe para o Brasil. Mostrou-me as fotos da criança à época, só pele e osso, esquálida... Hoje uma linda pré-adolescente.

"O Senhor banirá a morte para sempre e enxugará as lágrimas." (Isaías 25, 6a.7-9)

domingo, agosto 06, 2006

Aos meus alunos do CESUPA e FAP


Mais um semestre letivo se inicia, espero que possamos estabelecer um relacionamento fraternal.
Utilizaremos o blog para informá-los sobre as tarefas que iremos empreender em sala de aula e demais atividades, todos podendo interagir através dos comentários ou do chat que está na coluna à direita.
Bom retorno das férias!

Onanismo e suas conseqüências

Campeão descompensado e com dor na coluna... hehehe...

Milhares rezam pela paz


Hoje milhares de pessoas de todo o mundo se reunem em Hiroshima para rezar pela paz e pedir pelo fim das armas nucleares, na data que marca o 61º aniversário do primeiro ataque com bomba atômica da história.
Este ritual de luto em memória dos mais de 220 mil mortos pela explosão é anual, uma multidão de sobreviventes, crianças e autoridades foram ao Parque Memorial da Paz, próximo ao ponto zero onde a bomba foi lançada.
O momento é oportuno para refletirmos sobre a intolerância religiosa, étnica, ideológica...

Onanistas juramentados


Ontem em Londres um grupo de 250 pessoas participou de um ato no mínimo estranho, uma masturbação coletiva... O que antes era solitário e negado, ontem se revestiu de publicidade, virou uma festa, com direito a uivos, gemidos e gritinhos... O objetivo da manifestação foi arrecadar fundos para grupos voltados para a educação sexual.
O evento teve o apoio da agência de saúde sexual Marie Stopes International, foi realizado em um estúdio fotográfico no centro de Londres.
Segundo os organizadores no interior do estúdio havia quartos individuais para os participantes do ato, que recebeu o título de "Wank-A-Thon" e foi inspirado em outro similar que acontece a cada cinco anos em San Francisco (EUA) denominado "Masturbate-A-Thon".
Uma companhia de produção independente ficou responsável de filmar as 250 pessoas em flagrante, para a feitura de um documentário que depois será transmitido pelo "Canal 4" da televisão britânica no final do ano.

Cabe um rápido comentário, há alguns anos, estava eu, Tico Futrika e o genitor do mesmo em um boteco, era um domingo de manhã, quase na hora do almoço, conhecemos um artista plástico (muito premiado na cidade) que estava sentado à mesa ao lado da nossa.
O papo estava muito descontraído, leve, gostoso mesmo, aí o artista perguntou de supetão se nós gostávamos de masturbação... O silêncio se seguiu... Ficamos atônitos, embasbacados, o mal-estar foi cortado pelo próprio artista, sorrindo ele disse que era uma maravilha, o amigo Tico ficou com um brilho no olhar e quando ia falar, o pai dele deu uma cortada certeira: "Vamos mudar o rumo dessa pôrra!" Todos nós caimos na gargalhada e passamos a falar mal dos políticos.

Fotografia e arte


A foto ao lado não tem nada a ver com Suruba, é arte... De verdade. Centenas de pessoas voluntariamente tiraram a roupa neste domingo na Alemanha (06/08/2006) em favor da arte. Foram diversas posições, ops melhor falar poses, os modelos posaram nus no complexo de museus Ehrenhofe, em Duesseldorf para a instalação do fotógrafo americano Spencer Tunick, conhecido mundialmente por realizar periodicamente trabalhos similares ao redor do mundo.

Letras de músicas, cifras e tabs


Agora quem freqüenta o nosso blog e gosta de tocar violão e outros instrumentos, tem uma nova opção de ferramenta para buscar letras e cifras de músicas na internet.
É só clicar na coluna à direita para buscá-las.

Aviso aos navegantes


Considero necessário alguns esclarecimentos aos leitores que aqui deixam seus comentários.
O espaço se destina ao debate de idéias e etc., agora não pretendo publicar manifestos políticos que não abram possibilidades para o diálogo democrático, freqüentam este blog amigos das mais diversas posições políticas... O espaço é democrático, darei vazão aos comentários que busquem expor os fundamentos da insatisfação ou do contentamento com a economia, cultura, desporto...
O importante é fundamentar para que o debate seja benfazejo.
Obrigado pela compreensão.

sábado, agosto 05, 2006

Cada tirinha é um tapa na cara!


Amigos


Esse post nasceu da vontade de dialogar com um novo amigo que a blogosfera nos trouxe, seu comentário em um post que tratava sobre amizade, lembro que na época para escrevê-lo me socorri da poesia de Vinícius de Moraes, o nosso eterno poetinha, no comentário meu amigo asn discorre sobre as poucas amizades no feitio em que o poetinha desenhava em sua poesia, aponta a vida nômade e desenraizada que o destino impôs a ele e família, não reclama, apenas constata... Apresenta a família como o supedâneo das alegrias e conquistas que auferiu ao longo de praticamente doze lustros de existência, não deixando de demonstrar nos nomes de seus animais de estimação o grande carinho que devota aos pequenos seres que enchem de felicidade a sua vida juntamente com os netos... Ah! Ia esquecendo, sua grande amiga é Zaida.
O comentário foi postado recentemente e acabou levando-me ao mergulho inevitável nas recordações...
As lembranças em borbotões, desordenadas...
Partindo da juventude, impetuosa e com a promessa de mudanças radicais, o mundo nos pertencia e éramos invencíveis... Muitos amigos pulsando nas emoções desafiadoras e perturbadoras eram a redenção do que ainda não fora realizado... Muitos partiram e se perderam por entre utopias irrealizáveis e a dura luta pela sobrevivência... Sobrevivemos... E na maturidade passamos a cultivar a alegria e o sorriso do reencontro e o recontar das aventuras vividas e compartilhadas.
Não conheço texto que expresse de forma tão poética e fraternal a necessidade de preservarmos os amigos, de dizer o quanto são importantes para as nossas vidas...
Ofereço a tantos amigos o texto abaixo de Vinícius, conheci esse texto primeiramente através do amigo Dias do Portela, foi lido em um sarau na casa de Mariazinha, todos comovidos nos abraçamos e brindamos efusivamente à vida e à poesia que nos libertava do estresse cotidiano...
O texto abaixo está dedicado aos amigos Duda Bueres(tão sumido, rsrs), Nilton Atayde(eternamente bicolor, hehehe), Xico Rocha(o nosso Baby Junior, hehehe), Carlos Ponte(de além-mar e perto-cá no meu computador) e António Nunes que tão bem divulga a região de Leiria.


"AMIGOS

Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.
Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.
E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências...
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.
Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar.
Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.
Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure.
E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.
Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.
Se todos eles morrerem, eu desabo!
Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.
Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer...
Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!
A gente não faz amigos, reconhece-os." (Vinícius de Morais)

Roberto Carlos vai "gravar" com Vinícius de Moraes




Visitei o site "Vinícius de Moraes" e gostei muito, inclusive selecionei alguns poemas e textos, montei a minha Antologia do poetinha, se tiver interessado em conhecer a minha Antologia é só clicar aqui e se emocionar na certa. Abaixo notícia que extraí do site acima mencionado:

"Roberto Carlos vai "gravar" com Vinícius de Moraes

Ag. Terra . 05/07/2006
Depois de se aventurar pelo território sertanejo em seu disco mais recente, que inclui até uma parceria com a dupla Chitãozinho & Xororó, Roberto Carlos prepara um projeto ousado. Ele deve gravar um disco de "duetos" com grandes figuras que deixaram saudade na música brasileira.
De acordo com o jornal carioca O Globo, o trabalho será remasterizado nos estúdios Abbey Road, em Londres. No repertório devem entrar colagens da voz de Roberto com Vinicius de Moraes, Orlando Silva e Nelson Gonçalves.A proposta de unir grandes nomes em duetos não é novidade na industria da música. O disco Duets, por exemplo, juntou Frank Sinatra com gente como Bono Vox. A diferença, no caso do álbum de Roberto Carlos, é que os parceiros já estão mortos."

sexta-feira, agosto 04, 2006

Um vagabundo



Fiquei pensando nos tormentos que afligem muitos pais em relação à segurança de seus filhos, num mundo tão cambiante...

A globalização possibilitou que as informações chegassem em minha tela de computador num piscar de olhos.

Me fez mais feliz, com certeza, conheci novas culturas e fiz novos amigos que moram distantes milhas e milhas daqui do meu bunker...

Mas as mazelas de todas as regiões do globo terrestre me alcançam rapidamente, tudo online... Aqui na tela do computador.

Levanto a mão com o punho cerrado, a lembrança do velho filósofo germânico ecoa em minha memória, e um varonil impulso vai me enrubescendo... Mas logo em seguida, a figura de um vagabundo terno me envolve, ensina através de sua arte que um novo mundo é possível... A sua imagem e o discurso em "O Grande Ditador" arrebata as pessoas comprometidas com a paz no mundo...

Separei abaixo para a nossa leitura algumas partes do Último discurso:

"Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo - não para o seu infortúnio.

Por que havemos de odiar ou desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover todas as nossas necessidades.

(...)

Aos que me podem ouvir eu digo: "Não desespereis!" A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia ... da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano.

Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem os homens, a liberdade nunca perecerá."(Charles Chaplin)

Conselho sexual

Visitei o site do Maurício Ricardo, ele é desenhista e chargista, o forte de seu site é a charge animada, de vez em quando os telejornais brasileiros apresentam uma dessas animações... Tudo é muito engraçado, mas ele tem uma seção em que recebe e comenta e-mail, inclusive dando conselhos, vamos ler um deles:

Conselho sexual do dia
Publicado dia 20/07/2006
Estava eu, chegando em casa, por volta de meia noite. Fui direto ao banheiro escovar os dentes e, quando terminei, passei pelo quarto dos meus pais e vi a luz acesa. Então pensei: "Por que não dar boa noite?". Foi então que me aproximei da porta e escutei o som... sim... O SOM!! O som que todos os filhos esperam nunca escutar vindo do quarto dos seus pais!! Eles estavam transando... sorte minha não ter aberto a porta! Bom, o fato é que após isso eu não tinha "vontade" para absolutamente nada, entende? Acho que "brochei" (rs, sempre achei que isso nunca aconteceria comigo)... Nossa MR, preciso de ajuda! Não sei se aguento o trauma de ouvir novamente isso. Acho que nunca mais sentirei tesão na vida!
( Traumatizada - Rio de Janeiro - RJ )

Comentário:
Não tô te entendendo. Você não foi trazida pela cegonha, foi? A não ser que você tenha uma coisa mal resolvida com sua sexualidade, sons de pais transando não deveriam ser um trauma assim tão grande. Mesmo porque enquanto houver esse barulhinho na sua casa, a chance de você ter uma família unida e feliz é muito maior.

Condicionamento

Ótima, companheiro Xico Rocha, essa sua contribuição, vou publicar e vamos sentir o que os leitores acham sobre o condicionamento que todos nós estamos submetidos.

"Vejam como somos condicionados:
De aorcdo com uma pqsieusa de uma uinivesriddae ignlsea, não ipomtra qaul odrem as lrteas de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia lrteas etejasm no lgaur crteo.
O rseto pdoe ser uma ttaol bçguana que vcoê anida aissm pdoe ler sem pobrlmea.
Itso é poqrue nós não lmeos cdaa lrtea isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo.
"

Outras tirinhas