quinta-feira, agosto 31, 2006

"Era Vitoriana"



Para muitos o período que ficou conhecido como "Era Vitoriana" (1837 a 1901) foi o sinônimo de austeridade e comedimento no Império Britânico.
Traduzindo para o vernáculo camoniano, a "Era Vitoriana" está associada ao puritanismo moral e ao culto dos valores tradicionalistas.
A rainha Vitória, comandou o Império Britânico por 64 anos com pulso forte, e é claro protegendo de forma renhida os interesses britânicos, vide a "Guerra do Ópio", esta uma guerra das mais absurdas, a China proibira a comercialização do ópio droga que apresentava um contingente de mais de 18 milhões de viciados, mas como o cultivo e o comércio pertenciam aos britânicos, a rainha Vitória enviou a esquadra naval para submeter os chineses teimosos...
Vitória acabou entrando para a história como uma soberana de pulso forte, que conduziu o império, então em seu período mais difícil e contestado, como uma verdadeira e irresistível líder. O escritor Lytton Strachey (1880-1932), escreveu uma biografia, que foi lançada em 1921, humanizando a figura assustadora da rainha. Pioneiro na elaboração de uma pesquisa mais detalhada da biografada, Strachey não se limitou a tecer as habituais loas.
No Brasil o livro "Rainha Vitória", foi editado pela Editora Record, 382 págs., e custa R$ 40, a tradução é de Luciano Trigo. No livro não se vê a figura idealizada da soberana, mas uma mulher nem sempre segura de seus atos e profundamente avessa a modernidades que não fossem as sugeridas pelo marido (Príncipe Albert, seu primo). O escritor passa sem maiores comedimentos por vários temas como a insinuada paixão de Vitória pelo seu cavalariço escocês John Brown, após a morte de Albert, ou pelo seu secretário indiano Abdul Karim.

A figura acima que ilustra o post é do grafiteiro e artista plástico Banksy, um verdadeiro tapa na hipocrisia da "Era Vitoriana", não acha?!

Diz a lenda que a rainha Vitória tinha terríveis crises de flatulências, e aí não tinha quem não torcesse o nariz para tamanha jactância real... Tô fora!

6 comentários:

Anônimo disse...

Pedro

Como sempre demonstrando seu expertise na escrita e na história.

Bjs.

Fátima

Tozé Franco disse...

Faz-me lembrar o outro que foi ao médico porque tinha problemas de flatulência.
"O que vale, - dizia ele,- é que não têm cheiro!"
O médico, depois de o analisar e assistir a uma sessão de flatulências, mandou-o operar ao nariz porque detectou que ele tinha problemas olfactivos.

citadinokane disse...

Fafá,
Continue visitando.
bjs,
Pedro

citadinokane disse...

Tozé,
Essa foi muito boa, já contei para uns amigos e eles quase morreram de tanto rir.
Nada de flatulências por agora...
Um abraço,
Pedro

fgiucich disse...

Interesante descripciòn de la era Victoriana. El grito màs popular en aquella época era: sálvese quien pueda de los olores reales. Abrazos.

citadinokane disse...

Fgiucich,
Realmente salve-se quem puder dos gases soltos pela rainha, jejeje...
Besos,
Pedro