sexta-feira, agosto 04, 2006

Um vagabundo



Fiquei pensando nos tormentos que afligem muitos pais em relação à segurança de seus filhos, num mundo tão cambiante...

A globalização possibilitou que as informações chegassem em minha tela de computador num piscar de olhos.

Me fez mais feliz, com certeza, conheci novas culturas e fiz novos amigos que moram distantes milhas e milhas daqui do meu bunker...

Mas as mazelas de todas as regiões do globo terrestre me alcançam rapidamente, tudo online... Aqui na tela do computador.

Levanto a mão com o punho cerrado, a lembrança do velho filósofo germânico ecoa em minha memória, e um varonil impulso vai me enrubescendo... Mas logo em seguida, a figura de um vagabundo terno me envolve, ensina através de sua arte que um novo mundo é possível... A sua imagem e o discurso em "O Grande Ditador" arrebata as pessoas comprometidas com a paz no mundo...

Separei abaixo para a nossa leitura algumas partes do Último discurso:

"Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo - não para o seu infortúnio.

Por que havemos de odiar ou desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover todas as nossas necessidades.

(...)

Aos que me podem ouvir eu digo: "Não desespereis!" A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia ... da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano.

Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem os homens, a liberdade nunca perecerá."(Charles Chaplin)

10 comentários:

Moura disse...

Esta tela é sem dúvida uma auto-estrada, tal o volume de informação que veicula, com dois sentidos em todos os sentidos! Tem tando de bom como de mau, na minha óptica mais de bom, e leva e traz informação...
Achei interessante as referências a um dos maiores génios que conheço e passa despercebido à maioria das pessoas, Charlie Chaplin! Faço questão de passar aos meus alunos os "Tempos Modernos" e "O Grande Ditador"!
Um abraço
Moura

citadinokane disse...

Moura,
"Tempos Modernos" é uma abordagem romântica sobre as mazelas geradas pelo capitalismo selvagem...
Chaplin encontra a linguagem certa que alcança a cada um de nós, o vagabundo submetido a um colapso nervoso decorrente do trabalho estressante, não perde a sensibilidade e identifica na mendiga um ser merecedor de sorrisos e carinhos, quiçá, um futuro...
Em "O Grande Ditador", ele é genial como sempre... O fecho com o "Último Discurso" me emociona sempre... Tira lágrimas mesmo.
Um abraço professor,
Pedro Nelito

asn disse...

Caro Nelito
Acabei de colocar um comentário no seu post sobre "Amizade", de Junho salvo erro, sensibilizou-me muito.
Ob pela visita ao "dispersamente".
Meti ombros àquela tarefa difícil (muito) de estudar e ao mesmo tempo partilhar o máximo de informação sobre o Médio Oriente...
Tanto que nós opinamos quantas vezes sem percebermos patavina das razões mais distantes que originam tanto rancor e sede de vinganças antigas!
Um grande abraço!
António

Tozé Franco disse...

Caro Pedro:
Ver Chaplin é apar amim sempre uma descoberta.
Cada vez que se vê novamente um filme há sempre coisas que nos escaparam da primeira.
Gosto de todos os sues filmes particularmente "O grande ditador", "Tempos modernos" e "As luzes da ribalta" que tem, além do mais, uma banda sonora espectacular.
Um abraço e obrigado pela visita ao "Histórias e Sabores"

citadinokane disse...

António,
Continuo visitando o "Dispersamente" e com certeza outros brasileiros irão encontrar informações importantes.
Um abraço,
Pedro

citadinokane disse...

Tozé,
Gosto de tudo que Chaplin produziu.
Minha filha fica encantada com as películas do vagabundo Carlito, pra mim é comovente...
Um abraço irmão,
Pedro

marisanblog disse...

Chaplin, o eterno Vagabundo. Lindo!

Maravilha, Pedro.

Mari

citadinokane disse...

Mari,
Sinceramente, muitos vão achar que é piegas, mas o olhar de Carlito é de uma profunda doçura e humanidade, que só me faz pensar que quando Chaplin encarnava o vagabundo, um anjo travesso, enviado por Deus, o substituia e derramava amor e esperança...
Chega.
Um abraço,
Pedro

marisanblog disse...

Pedro, sem pieguismos, já sendo de minha parte, tô com você!

Abraços.

Mari

citadinokane disse...

Mari,
Só posso dizer: - A poesia nos salvou!!!!