sábado, setembro 16, 2006

Ah! Professora...

Como diria Chico Buarque em parceria com Gilberto Gil (Baticum) "... a Warner gravou e a Globo vai passar..." Deu no New York Times a seguinte notícia "Professora condenada pela Justiça Norte-americana por praticar sexo com um jovem de 14 anos".
Mas vamos ao noticiário. Em junho de 2004 nos Estados Unidos uma professora foi denunciada pelos pais de seu aluno, um jovem adolescente de 14 anos, por ter praticado sexo com o mesmo.
O nome da professora: Debra Lafave, hoje com 25 anos. A loira linda “de morrer” tornou-se uma celebridade após ter sido presa em 2004. Ela considera que houve muito sensacionalismo em torno do fato, entrevistada pela televisão, ela reconhece que o caso só tomou grande proporção porque “sexo vende” e a mídia não iria perder essa oportunidade...
Ela explica que na época estava estressada e com vários problemas pessoais, o aluno acabou sendo sua “válvula de escape”, está muito preocupada com a sua vítima, acha que o jovem pode ter dificuldades em confiar em mulheres no futuro. Afirma que ele está carregando a culpa de tê-la denunciado.
A professora cumpre pena de prisão domiciliar de três anos e condicional de sete anos.
O mundo desabou sobre a cabeça da professora doidivana, depois que ela se confessou culpada por praticar sexo com o niño terrible, traçou o adolescente uma vez na sala de aula e outra na sua casa em junho de 2004. Enquanto fazia sexo com o aluno, ela afirma que não se dava conta que estava abusando do jovem, mas hoje reconhece que fez uma escolha muito errada.
Depois de ler o noticiário, ficou ecoando em minha cabeça um clichê bíblico, que modifiquei ao final: "Quem não tiver pecados que atire a primeira pétala..."
O amigo Cabeçón que outrora se chamava Tico, abriu o bico e disse: “Meu irmão não bota no teu blog, mas no tempo que eu jogava peteca-paga-bolo, o meu sonho era traçar a minha professora... A tia Raimunda era feia de cara, mas boa-de-coração... E eu um louco apaixonado por ela”. E continua a divagar filosoficamente o Cabeção da Doca: “Esse moleque vacilou, é o maior vacilão e a professora é linda... Eu até acho que ela quis fazer caridade com o moleque e foi incompreendida, é o que dá ser mimado pelos pais e vovó, foram grandes ensinamentos, desperdiçados né?! Lamentável... E o endiabrado infante resolveu tirar uma de dedo-duro... Assim não dá...
Cabeção não tem freios na língua, fala tudo o que vem na sua pequena cabecinha...
Traduzindo o que o amigo Cabeção quis falar - o menino interpretou errado o ensinamento da professora, ela buscou demonstrar que o mundo não se resume ao papai e mamãe, mostrou um outro mundo e foi injustiçada...
Não sei não, mas estou propenso a concordar com Dom Tico, faltou, literalmente, jogo de cintura para o jovem de 14 anos.
Qual a opinião de vocês?

18 comentários:

Navi Leinad disse...

Pelo lado profissional da coisa, ela não deveria ter se relacionado afetivamente com o aluno.
Pelo lado jurídico ela também não deveria.
Pelo lado pessoal, é problema dela e dele... mas dela do que dele.
Acho que quando a "ficha caiu", a professora deu um ponto final na história e o garoto "pirou o cabeção", abriu o bico e ferrou com a linda educadora.
Que vacilão!

Flanar disse...

É o que penso também. Um vacilão. Mas a idade cronológica pouco importa. Importa sim o amadurecimento psicológico. Tem moleque de 14 anos que é purinho. Enquanto tem outros que já de muito sabem.
Este é o risco que a professora esqueceu de avaliar em seu "stress" e se deixou levar pelos instintos.

citadinokane disse...

Barreto,
É um prazer receber a tua visita. Não sei não, mas tô desconfiado que o Ivan deduziu corretamente, como se diz - matou a charada. A professora deu mole e o moleque "duro", a professora se arrependeu e o moleque "agoniado" jogou estrume no ventilador... Acho que ele deve está com remorso, mas já é outra história.
Abraços,
Pedro

P.s.: Vou te linkar aqui no blog, ok?!

citadinokane disse...

Ivan,
Bingo!!!!
O moleque é vacilão, mesmo.

Leonardo Bruno disse...

Eu queria ter uma professora assim. Minhas professoras eram mulheres direitas, boas cristãs, religiosas, honestas e muito feias. . .

Tozé Franco disse...

Acho que diminuiu o número de alunos que faltavam às aulas. Não sei bem porquê, mas enfim...
Um abraço.

Mikas disse...

Uiui fosse eu professora... quanto mais novinhos melhor hahahaha

marisantos disse...

Rsrsrsrs..

Moleque mascarado. Concordo com o Ivan.

Roberta Pinto da Silva Godinho disse...

Adorei ter te encontrado no CESUPA hoje. Saudades de ti. Ah, por um acaso és amigo do Dr. Lauzid? estou estagiando com ele, e se não me engano outro dia ele falou de um amigo chamado Pedro Nelito e achei muita coincidência.

Beijocas,

Roberta.

Carlos Ponte disse...

Pedro, vamos ver o problema em toda a sua extensão: a professora Debra só "recorreu" ao imberbe porque na sala de professores não arranjou quem a ouvisse. Isso por cá nunca aconteceria. Neste cantinho somos solidários. Para estes casos emprestamos, pelo menos, um ombro. Penso que por aí acontecería a mesma coisa.
Um abraço,
Carlos Ponte

citadinokane disse...

Leo,
Vieste mesmo! A tua verve continua impagável... rsrsrs...
Duvido de uma coisa, mesmo as professoras sendo feias, direitas, religiosas, boas cristãs e etc., ocorrendo por parte delas um vacilo, tu chamais vacilarias em prestar uma boa ação, hein?! Hehehe...
Já te visitei, mas voltarei com maior fôlego, és muito polêmico e não deixas de ter argumentos que consubstanciam o que defendes, é só ler o post sobre a "velha Europa", né?!
Abraços,
Pedro

citadinokane disse...

Tozé,
Cá pra nós! Os alunos ficaram furiosos com o colega que entregou a professora, não achas?!
Depois deste episódio, caiu a frequência em sala de aula, os alunos argumentaram que as aulas ficaram chatas... rsrsrs...
Abraços,
Pedro

citadinokane disse...

Mikas,
Nos EUA, pensou pecou, para ser levada às barrras do tribunal é rapidinho...
Sociedade muito puritana, mas o que fazer?! O mundo é assim com muitas culturas, e muita diversidade... e o melhor é respeitar.
Beijos,
Pedro

citadinokane disse...

Mari,
Gostei. Realmente, o moleque é muito "mascarado", os psicológos e psicanalistas concluiram que o "pimpolho" ficou abalado emocionalmente com muitas aulas de anatomia, talvez porque não compreendesse muito bem biologia... Resultado os pais resolveram "bagunçar o coreto"... Rsrsrs...
Abraços,
Pedro

citadinokane disse...

Roberta,
Fiquei também muito feliz pelo reencontro. O Lauzid é nosso amigo, espartano defensor do vernáculo pátrio, e uma pessoa muito querida por todos que compartilham o seu convívio, estenda a ele os nossos votos de estima.
Continuas sendo uma pessoa muito agradável e simpática, não esquecemos de pessoas assim, pode ter certeza.
Abraços,
Pedro

citadinokane disse...

Carlos,
Tenho um amigo que é muito engraçado, com certeza ao ler o teu comentário, ele diria que não só daria o ombro, mas tudo que está indefesa e embaraçada professora pedisse... Hehehe...
Abraços,
Pedro

Yúdice Randol disse...

Como professor, penso que qualquer opinião favorável ao acontecido poderia ser mal interpretada. Em todo caso, realmente não acho adequado um relacionamento entre professores e alunos, ao menos na constância dessa condição. Por outro lado, sei que os humanos são levados por suas paixões.
Como era de se esperar, alguns comentários foram jocosos, porque fomos programados para achar que o varão deve mesmo copular com o maior número possível de fêmeas, sem qualquer compromisso. A coisa é reduzida a uma mulher safada e um garoto que se deu bem e, em seguida, se deu mal. Não acho que seja assim. E pergunto: Se fosse um homem adulto transando com uma aluna de 14 anos, o pensamento seria o mesmo ou, nesse caso, seríamos capazes de compreender que houve abuso?
Pensem a respeito. Acho importante acabar com esse negócio de que os homens são máquinas programadas para o sexo desde que nascem e que nunca perdem nada com isso.

citadinokane disse...

Yúdice,
Estás coberto de razão, o caldo cultural machista, ainda é muito forte nos brasileiros e brasileiras... e outros povos...
Quiçá, em futuro não muito distante, possamos discutir essas questões sem os jocosos comentários. Interpreto os comentários como uma vazão da verve latina... Mas deixa pra lá!
Querido professor, é tão bom vê-lo com muita desenvoltura passeando pela blogosfera.
Um forte abraço,
Pedro