quinta-feira, setembro 21, 2006

Amar de verdade


Li essa história e já faz algum tempo, tentei doar sangue regularmente, ocorre que quando chego lá na instituição que faz a coleta, a minha pressão não é favorável e fico sem doar... Tenho que diminuir o estresse...
Mas vamos à historinha que trata de generosidade e muita coragem.

"Há muitos anos atrás, quando eu trabalhava como voluntário em um hospital, eu vim a conhecer uma menininha chamada Liz, que sofria de uma terrível e rara doença. A única chance de recuperação para ela parecia ser através de uma transfusão de sangue do irmão mais velho dela de apenas 5 anos que, milagrosamente, tinha sobrevivido à mesma doença e parecia ter, então, desenvolvido anticorpos necessários para combatê-la.
O médico explicou toda a situação para o menino e perguntou, então, se ele aceitava doar o sangue dele para a irmã.
Eu vi ele hesitar um pouco, mas depois de uma profunda respiração ele disse: 'Tá certo, eu topo já que é para salvá-la...'.
À medida que a transfusão foi progredindo, ele estava deitado na cama ao lado da cama da irmã e sorria, assim como nós também, ao ver as bochechas dela voltarem a ter cor.
De repente, o sorriso dele desapareceu e ele empalideceu.
Ele olhou para o médico e perguntou com a voz trêmula:'Eu vou começar a morrer logo?'
Por ser tão pequeno e novo, o menino tinha interpretado mal as palavras do médico, pois ele pensou que teria que dar todo o sangue dele para salvar a irmã!"

Encerro deixando uma mensagem do apóstolo João: "Não amemos de palavra, nem de língua, mas por obras e em verdade" (I João, 3:18)

14 comentários:

Nan disse...

aqui, em portugal, existe um slogan "dar sangue é dar vida". esse menino da tua história personificaria, em pleno, esse slogan se, na verdade, fosse a vida dele que estava a ser dada, como ele pensou...

se este teu post fosse publicado num blog português, quase de certeza que seria apelidado de "pimba" (=sem nível, coisa de povo, etc...) mas vocês conseguem dar um ar tão genuínamente emotivo às coisas...

como na música que aí têm, aparentemente simples mas com umas líricas e uns acordes que acho que só vocês têm...
:)

Navi Leinad disse...

Pedro, só consegui ser doador aqui no Hemopa porque omiti que faço viagens constantes pra Macapá. A história foi a seguinte: há 5 anos tentei doar, mas não me deixaram porque o Hemopa alega que Macapá é zona endêmica de malária, e a contaminação pode ficar no sangue da pessoa por até 6 meses sem se manifestar. Mostraram um mapa das zonas endêmicas e percebi que Belém também está numa zona endêmica, mas ao questionar, já que pela lógica os doadores de Belém também deveriam ser recusados, vieram com uma desculpinha esfarrapada de que aqui é mais "light" a incidência de malária, existe um controle maior por parte do Estado e o Hemopa pode trabalhar em cima de dados mais concretos, blá blá blá...
Meu pai é médico hematologista e era diretor do hemocentro do Amapá nessa época, ficou indignado com a atitude do hemocentro daqui, até porque os pacientes de malária em Macapá são do interior do Estado, e não da capital.
Pois bem, ano passado, quando voltei pra Belém depois de uma temporada em Brasília, retornei ao Hemopa e tentei doar novamente, mas dessa vez não respondi à pergunta sobre viagens recentes, e assim consegui doar. Já fiz outras doações e sempre utilizo a mesma "tática" de omitir as viagens. Pode ser perigoso pra quem receber meu sangue? Talvez. Mas se eu não puder doar, ninguém que também more em Belém também pode!

Direito & Esquerdo disse...

Nelito,

Sinto-me frustrado em não poder meu sangue "alvi-celeste", pois tive há duas décadas hepatite.
Que pena !!
Bonita mensagem.

citadinokane disse...

Nan,
Sem grandes pretensões, é possível passar alguma mensagem, algo que toque e emocione, não precisa ser rebuscado, simples... Simples como a vida, que a todo momento nos cobra simplicidade...
O locobueres, amigo nosso, poeta e músico, disse-me numa daquelas noites em que reinam a paz e solitude, "...faço música para me sentir vivo..."

Que a nossa paz seja a tua.

Beijos,

Pedro

citadinokane disse...

Ivan,
O que tu colocas exige uma reflexão profunda.
Quantas pessoas precisam desse sangue?!
Temos que repensar de verdade a política do Hemopa.
Abraços e até sábado na Sol Informática, hein?!
Pedro

citadinokane disse...

Querido hermano Bruno,
É uma pena que o teu sangue "alvi-azul" não possa salvar muitas vidas. Mas deconfio que a proibição não é pela hepatite, mas, quiçá, o teor de álcool no teu sangue é muito elevado, superior aos padrões de normalidade...
Brincadeira, hehehe...
Saúde,

Pedro

Tozé Franco disse...

Grande História. Dar sangue, e eu faço-o em média duas vezes por ano, é uma das dádivas mais generosas que existem pois estamos a ajudar pessoas que nem sequer conheçemos, mas que poderiam morrer se não houvesse doações.
Um abrsço.

marisanblog disse...

Pedro,

Doar sangue, é um ato de amor. Legal a mensagem.

Mari

Nan disse...

direito & esquerdo,

tens a certeza de que não aceitam? aqui, em portugal, também muita gente pensa que não... mas aceitam, porque uma parte do sangue doado é para experiências científicas.
há muitas maneiras de salvar vidas, não é?

citadinokane disse...

Tozé,
Doas o que existe de melhor no ser humano - a generosidade...
É de emocionar, verdade!
Abraços,
Pedro

citadinokane disse...

Mari,
Quem doa ganha muita satisfação e fluídos positivos.
Abraços,
Pedro

citadinokane disse...

D. Bruno,
Responda o comentário de nossa querida Nan.
Abraços,
Pedro

gabriela disse...

Querido Pedro,
gostei muito da historia. Fiquei pensando nas palavras do apóstolo João também. Acho que a final de contas , trata-se de dar amor incondicional, da forma que seja sem mirar a quem.
Ás vezes por ficar olhando pros grandes problemas que precisam de grandes soluções , esquecemos de começar pelos que temos ao alcance da mão. Obras, fatos, ações pra amar-nos mais os unos aos outros :-)
Acredito nisso e tento por em prática, aprender

Um beijo

citadinokane disse...

Gabriela,
As pequenas ações são simples e é possível realizá-las e conquistar um sorriso...
Besos,
Pedro