terça-feira, outubro 31, 2006

O Belo Gesto...



Trago para o nosso deleite e para fortalecer a todos que continuam lutando contra os fascismos de algibeira e ideologias que negam o humanismo, a inesquecível cena de Casablanca, em que o herói da resistência (marido de Ingrid Bergman) enfrenta os alemães, no bar de Humphrey Bogart, regendo a Marselhesa.
Não é possível ficarmos indiferentes, o gesto é de confronto e traz uma postura de altivez diante das tentações do comodismo.
Nesses dias tão alegres e avermelhados, em que os nossos corações pulsam em descompasso, apreensivos e esperançosos de que é possível um outro mundo...
Sigamos construindo uma sociedade solidária para todos, porque se não for para todos, não será para ninguém...

Ilusões...



"A exigência de abandonar as ilusões sobre a situação é a exigência de abandonar uma situação que necessita de ilusões". (Karl Marx)

Pra gente pensar...

Amigos, fotos e blogueiros...








As nossas tertúlias matinais...

Sempre que podemos nos encontramos aos sábados às 11:45h no Café da Sol Informática, muito papo sobre a blogosfera, música, política...

Viva a blogosfera!!! Viva a amizade!!!

As fotos em sequência: John e Luana;Bruno; Guilherme; Rogério; Duda Bueres; Ana Maria e Dirceu; Osvaldo Jr; Augusto e sua trupe; Eliete...

sábado, outubro 28, 2006

Aaaa... uuiii... mas que agonia!!!!

Mas que sofrimento meu Deus!!!
O locobueres já adivinhou as entrelinhas, posso imaginá-lo puxando o cigarro, acendendo e começando a suar frio. Meu amigo tem saudades desse tempo, sempre passa a mão no que restou de cabelo, solta aquela baforada e a fumaça se esvai com o vento...
Ah! Os anos sessenta, pensa o loco, e continua pensando em silêncio: - eu era bom nisso... Ui, que bom... saudades, saudades...

Euforia tucana...



Precisa falar mais alguma coisa?!

Motocross



Mas que situação embaraçosa, né?!

sexta-feira, outubro 27, 2006

Mente y corazón vacios

Mente y corazón vacíos (Francisco Álvarez Hidalgo)

Ando sin corazón por las callejas
anónimas de ayer, soy ermitaño
que a todo renunció, y hoy me acompaño
sólo de la nostalgia que reflejas.

Las ideas más hondas, más complejas,
talladas a cincel año tras año,
me han desertado sin hacerme daño,
denso enjambre de erráticas abejas.

Así voy por la vida, pecho y mente
vacíos, pero siempre dependiente
del lugar donde todo lo he dejado.

Allí mi corazón, y la memoria
de una piel que estalló en toda su gloria,
allí tanto de mí, tan arraigado.

Londres, 1 de junio de 2006

Luz e câmera...






Encontrei as fotografias acima e gostei muuuiiiito e compartilho com todos, o melhor de tudo tenho o nome dos autores.

Na 1ª fotografia o fotógrafo é o Wang Qingsong; a 2ª fotografia é de Lina Prokofiev; a 3ª fotografia é de Tom Chambers e finalmente a 4ª é de Tony Hamilton.

Pára-quedas e crocodilos...



Esta foto, tirando os crocodilos, traz a lembrança do meu amigo Milton Campos, este pulou de pára-quedas e acabou ficando pendurado em uma árvore muito alta, caiu e passou um tempinho hospitalizado com problemas na coluna... Na fotografia acima, não gostaria de estar no lugar do pára-quedista, os crocodilos estão atentos e famintos, ôpa!

quarta-feira, outubro 25, 2006

Eu não servirei!


Aos leitores queridos, é vero, resolvi compartilhar a leitura de um texto que é carregado de simbolismos, não apenas o poeta escreve e cria outros mundos, não somos joguetes do destino... E por isso fazemos o nosso próprio caminho, basta querer. Eu diria que é uma decisão que poucos tomam... Há muito o velho Marx sustentou que o homem autonomizou-se da natureza através do trabalho, rsrsrs... Marx, trabalho, decisão... Deixemos os compêndios de sociologia de lado, ok?!
Como ia dizendo, li o texto abaixo no blog da amiga Lila Magritte e gostei muito, me senti ao lado de Vicente Huidobro, e cada palavra, entonação e emoção que o poeta imprimi ao manifesto, nos arrebata candidamente, e dá vontade de sussurrar ao ouvido de Vicente: "Continua hermano, não pára..."
Vicente Huidobro, foi um poeta vanguardista chileno, nasceu em 1893, estudou em Santiago. Escreveu os seus primeiros poemas quando tinha apenas doze anos. Em 1911 foi editado o seu primeiro livro: Ecos del Alma. Em Paris entrou em contato com Apollinaire e Reverdy, com os quais viria a fundar a revista Norte-Sul. Poeta de uma autonomia espetacular, rejeitou todas as escolas poéticas que diminuíssem o poder criacionista do autor. Deu uma grande contribuição para a renovação da poesia chilena e latino-americana. Fundou, em 1918, o grupo criacionista de Madrid. Morreu em 1948.
"Falo em uma língua molhada em mares não nascidos". Afirmava o grande Huidobro.
Fez a defesa da poesia, sustentando que é o poeta quem faz o inventário vivo da natureza, o poeta nomeia as coisas e seu nomear é fazer viver. As coisas começam a existir. Sem considerar que não existissem antes, porém o poeta as faz existir para o homem, confere a elas esse calor humano que as aproxima de nós, que faz com que entrem nos corações e as acostuma ao nosso ser e a elas nos acostuma. Essas coisas que existiam antes em condição de inventário morto ou obscuro se convertem em acontecimento espiritual.
A expressão "Non Serviam" é retirado da boca do próprio Lúcifer, quando este diante de Deus se rebela e diz ao "Todo-Poderoso": "Non Serviam" (Não te servirei!).
Mas vamos ler com atenção o manifesto abaixo, são os poetas chilenos gritando para o mundo...

NON SERVIAM (Não servirei)

Eis que numa bela manhã, depois de uma noite de preciosos sonhos e delicados pesadelos, o poeta se levanta e grita à mãe natureza: Não te servirei mais.
Com toda a força de seus pulmões, um eco revelador e otimista repete-se em lugares distantes: “Não te servirei”.
A mãe Natureza já ia fulminar o jovem poeta rebelde, quando este, tirando o chapéu e fazendo uma graciosa mesura, exclamou: “És uma velhinha encantadora”.
Esse “Não servirei” ficou gravado em uma manhã na história do mundo.
Não era um grito caprichoso, não era um ato de rebeldia superficial. Era o resultado de toda uma evolução, a soma de múltiplas experiências.
O poeta, em plena consciência de seu passado e de seu futuro, lançava ao mundo a declaração de sua independência frente à natureza.
Já não quero mais servi-la na qualidade de escravo.
O poeta disse a seus irmãos: “Até agora não temos feito outra coisa que imitar o mundo em suas aparências, não temos criado nada. Que há saído de nós que não estivera antes parado ante nós, rodeando nossos olhos, desafiando nossos pés ou nossas mãos?”
“Temos cantado à natureza (coisa que a ela bem pouco importa). Nunca temos criado realidades próprias, como ela faz ou tem feito em tempos passados, quando era jovem e cheia de impulsos criadores”.
"Temos aceitado, sem maior reflexão, o fato de que não podem existir outras realidades que as que nos rodeiam, e não temos pensado que nós também podemos criar realidades em um mundo nosso, num mundo que espera sua fauna e sua flora próprias. Flora e fauna que só o poeta pode criar, por esse dom especial que lhe deu a mesma Mãe Natureza a ele e unicamente a ele”.
"Não servirei". Não serei mais teu escravo, mãe Natureza; serei teu amo. Te servirás de mim; está bem. Não quero e não posso evitá-lo; Entretanto eu também me servirei de ti.
Eu terei minhas árvores que não serão como as tuas, terei minhas montanhas, terei meus rios e meus mares, terei meu céu e minhas estrelas.
E já não poderás dizer-me: “Essa árvore está mal, não gosto desse céu... os meus são melhores”.
Eu te responderei que meus céus e minhas árvores são os meus e não os teus e que não têm porque serem parecidos. Já não poderás pressionar a ninguém com tuas pretensões exageradas de velha caduca e acomodada. Já escapamos de tuas armadilhas.
Adeus, velhinha encantadora... Adeus, mãe e madrasta, não renego e nem te maldigo pelos anos de escravidão a teu serviço. Foram eles o mais precioso aprendizado. Meu único desejo é nunca esquecer tuas lições, mas já tenho idade para andar só por estes mundos. Pelos teus e pelos meus.
Uma nova era começa.
Ao se abrirem tuas portas de mármore, finco um joelho na terra e te reverencio muito respeitosamente.
(Lido por Vicente Huidobro en el Ateneo de Santiago, em 1914)
Obrigado Lila, o texto foi traducido com muita alegria e emoção.

domingo, outubro 22, 2006

Drummond e o meu tinto...



Comecei a degustar no final desse domingo, um tinto chileno... Ah! Alguém já disse aqui no blog, com um tinto "Santa Helena" é possível reescrever até a bíblia...

Mas não irei cometer tamanha "heresia"...

Apenas me sinto pleno e feliz neste momento. Cada amigo e amiga estão aqui do meu lado, conquistei novos amigos além-mar e aqui bem próximo... Ivan, Luana, Mari, Nan, Lila, Moura, Tozé entre tantos... Estão todos aqui dentro, trago sempre todos comigo.

Mais um cálice e vislumbro Carlos Drummond de Andrade, sentado à mesa, ali mais adiante, ajeita o óculos, em silêncio vai dizendo tanto ao meu coração... Ah! meu Deus, o livro que Drummond deixou aberto é o "A Rosa do Povo"... Deixou marcado com caneta uma parte do texto "Consideração do Poema", me ponho a ler e a emoção aflora imprudentemente... Olho para o cálice, vazio... Tinto desgraçado! Será mesmo que é possível reescrever a bíblia?! Me contenho, lavo o rosto na pia e retorno...

Mais um pouco do tinto chileno e Drummond está lá novamente, sentadinho e me convidando à leitura do texto, é uma sensação estranha, mas me deixo envolver pelo clima e começo a ler:

"Consideração do Poema

Não rimarei a palavra sono

com a incorrespondente palavra outono.

Rimarei com a palavra carne

ou qualquer outra, que todas me convêm.

As palavras não nascem amarradas,

elas saltam, se beijam, se dissolvem,

no céu livre por vezes um desenho,

são puras, largas, autênticas, indevassáveis.

Uma pedra no meio do caminho

ou apenas um rastro, não importa.

Estes poetas são meus. De todo o orgulho,

de toda a precisão se incorporaram

ao fatal meu lado esquerdo. Furto a Vinícius

sua mais límpida elegia. Bebo em Murilo.

Que Neruda me dê sua gravata

chamejante. Me perco em Apollinaire. Adeus, Maiakóvski.

São todos meus irmãos, não são jornais

nem deslizar de lancha entre camélias:

é toda a minha vida que joguei.

Estes poemas são meus. É minha terra

e é ainda mais do que ela. É qualquer homem

ao meio-dia em qualquer praça. É a lanterna

em qualquer estalagem, se ainda as há.

- Há mortos? há mercados? há doenças?

É tudo meu. Ser explosivo, sem fronteiras,

por que falsa mesquinhez me rasgaria?

Que se depositem os beijos na face branca, nas principiantes rugas. (...)"

O poema é longo, pauso um pouco e Drummond conclui dizendo:

"Já agora te sigo a toda parte,

e te desejo e te perco, estou completo,

me destino, me faço tão sublime,

tão natural e cheio de segredos,

tão firme, tão fiel... Tal uma lâmina,

o povo, meu poema, te atravessa."

Abraços Drummond te vejo mais tarde.

Arte com sucata...

Conheci um artista plástico que trabalha com sucata, isto é, recolhe o que era lixo e descartável e faz arte. O nome do artista: Guilherme Pontes. O e-mail: guilhermearte@yahoo.com.br.
Abaixo, Guilherme criou uma Nossa Senhora de Nazaré e o pequeno Jesus, com moedas, parafusos e engrenagens... Gostei muito e resolvi divulgá-lo, quem se interessar é só escrever para o Guilherme.


Café da Sol Informática, the good...

Quero apresentar o local que nós blogueiros amigos nos reunimos todos os sábados no final da manhã, é o Café da Sol Informática, a fachada do prédio, os músicos em ação e o espaço no qual compartilhamos momentos inesquecíveis, vejam as fotos abaixo:


Cabeção, Confirmado... Fita métrica... Rsrsrs...














Caros amigos, no sábado dia 14/10, estivemos reunidos em nosso querido Café da Sol Informática, já falamos que o espaço é maravilhoso, além de apresentar os músicos virtuoses em MPB, jazz, Chorinho e etc...
Estávamos alegres e definimos o dia 2 de dezembro para o 1º Encontro de Blogueiros do Pará, yesss... Pode registrar em sua agenda e ficar atento para a abertura das inscrições.
Um fato inusitado, o nosso amigo Bruno, que responde pelo codinome "Cabeção", sentou-se à mesa e disse: - Não tenho a cabeça que vocês afirmam que eu tenho, ok?! O Cabeção puxou do bolso uma fita métrica, e com uma olhada de soslaio para a Mari, esticou o braço com a fita na mão e falou bem alto: - Pode medir sem medo!
Primeiro a Mari mediu o copo cheio de cevada do intimorato Cabeção, depois mediu a cabeça do nosso amigo, suspense total... E... E o resultado confirmado pelo IBOPE e DATAFOLHA Institutos de pesquisas do Brasil, o Cabeção tem... 72 centímetros de circunferência... Uau! A maior cabeça de todos, mas é nosso amigo, gostamos dele assim, sem tirar nem por...
O que poderia ser negativo, acabou sendo um diferencial positivo, a gente enxerga o gajo de longe...
Amigo Cabeção, não leve a mal, o que foi escrito acima é apenas uma brincadeira.
Te peço que continues sendo essa pessoa maravilhosa, alegre, brincalhona e muito humana...
Um abraço!

sábado, outubro 21, 2006

Manual da mulher bem resolvida

Ainda continuo me impressionando com as pessoas, que grata surpresa, o meu amigo Cabeção, resolveu apoiar a causa feminista e enviou-me um famigerado manual que publico abaixo.
Cabeção é uma pessoa muito sensível, mas ainda traz uma “pequena” carga machista, contra a qual percebo que luta de verdade, uma luta renhida... Dramática...
Em alguns momentos o melhor do meu amigo se acende e ele reluz como um verdadeiro gentleman, holisticamente correto, dá gosto de vê-lo sempre ao lado dos “justos” nas lutas do nosso tempo.
Mas quando as recaídas acontecem... (Não posso deixar de fazer uma referência ao pacifista Gandhi, dizia “Quando um homem cai, toda a humanidade cai com ele... Quando ele levanta, todos levantamos com ele...”)
Nesses momentos o diálogo se trava nem sempre amistoso, mas amigo é amigo e estamos aí com mais vivência para apresentar o outro lado da rua...
O Cabeção aceita as ponderações, ele é muito jovem, impetuosidade transbordando pelos poros, aloprado em determinados momentos, machucando sem querer, mas machucando pessoas queridas...
Quando o sangue esfria, o gentleman se liberta do casulo, esboça um sorriso e até ensaia uma saída honrosa, com promessas de ficar mais atento.
Em uma ocasião indiquei ao Cabeção um livro de uma feminista brasileira – Marina Colasanti, se não me falha a memória o livro era “Mulher daqui pra frente”, e dizia ao amigo dileto: - Cabeça pega esse livro para entenderes melhor as mulheres, e até para te conheceres também...
Ele agradeceu, levou o livro e depois de algumas semanas devolveu sem entusiasmo dizendo: - Toma aí o teu livro, não gostei...
Fiquei furioso, não é que o Cabeção só leu umas dez folhas, mas deixa pra lá... Tudo tem o seu tempo certo.
Com relação ao amor, Marina Colasanti, no livro que emprestei ao amigo Cabeção dizia ao final do texto intitulado “Amor, infinito enquanto dure”:

“Assim como deixamos abertas as portas e disponíveis os sentidos para receber a chegada de um amor, devemos deixar livre a passagem para que serenamente se vá quando chegada a hora.”

Mulheres bem resolvidas, rsrsrs... Todos adoramos seres humanos bem resolvidos, né?!

MANUAL DA MULHER BEM RESOLVIDA :

1) Se ele se interessou, ele liga! É isso mesmo, quando o cara quer, não tem projeto importante, morte da tia ou trânsito maluco que o impeça de te convidar pra sair.
2) Passou uma semana sem ouvir notícias dele? Esquece, parte para outra! Ligar para saber se está tudo bem, nem pensar! Homem que está perdido merece ser esquecido! Sem pena! Não merece ninguém ! Mulher que se preza, gosta de ser conquistada!!!!!
3) Vocês saíram e ele não ligou mais. Foi porque você transou? Ou foi porque você não transou? Na verdade, pouco importa. Se o que ele estava a fim era de sexo, ótimo! Sexo é que nem pizza: bom-até-quando-é-ruim... Mas se você não transou, ele provavelmente não te procurou mais porque achou que ia dar muito trabalho. Ou seja, pare de se atormentar porque transou ou não!!! Duas lições: dar uma de difícil depois de uma certa idade já era !!! RIDÍCULO é fazer tipinho!!! E além do mais você vai se arrepender de ter transado e de não ter transado... Ai meu Deus! Esqueça...
4) HOMENS COMPROMETIDOS - diga não!!! A relação dele está em crise, péssima, só falta oficializar o fim?! Ótimo! Se ele quiser continuar infeliz, dane-se! Senão, ele termina de uma vez e depois te procura, combinado?
5) Ouviu aquela clássica: "Você é boa demais pra mim..." Acredite, Amiga! É mesmo!!! Descarte o cidadão e pare de bancar a Madre Tereza de Calcutá!
6) NÃO TENTE... Não dá pra namorar um cara pelo qual você não tem um mínimo de admiração.
7) TRAIÇÃO - Não continue com um cara que te traiu, você não vai agüentar a onda de ser traída de novo. E olho vivo se ele já foi infiel com outras. A gente sempre acha que com a gente vai ser diferente... ESQUEÇA!!! Nunca é!!! E atenção! A “FILA ANDA!!!” “Pior do que nunca achar o homem certo, é viver pra sempre com o Homem errado”.

A PARTIR DE HOJE, NOSSO LEMA :
"O HOMEM QUE NÃO DÁ ASSISTÊNCIA ABRE A CONCORRÊNCIA E PERDE A PREFERÊNCIA."

sexta-feira, outubro 20, 2006

Experimenta! Experimenta!

Calma! Valentão...


"O pior dos problemas da gente é que ninguém tem nada com isso."
Mario Quintana

A biofarmacêutica Maria da Penha Maia Fernandes foi homenageada, na manhã do dia 9 de outubro (segunda-feira), em solenidade na Câmara Municipal de Fortaleza - Ceará. Ela foi a inspiradora da lei federal 11.540/06, Sobre a Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, em vigor desde do dia 22 de setembro de 2006.
"Quanto mais visibilidade se der em relação à violência contra a mulher, mais noção a gente vai ter dessa situação. Com a lei, nossas filhas, netas, irmãs vão estar mais protegidas. Eu me sinto muito feliz com essa homenagem de hoje". A declaração é de Maria da Penha, hoje com 60 anos.

Caros amigos, a história dessa mulher é uma odisséia, apesar de tudo que sofreu, lutou e conseguiu uma vitória para todas as mulheres brasileiras, é preciso contarmos um pouquinho da história de Maria da Penha.
Em 1983, o marido de Maria da Penha, o professor universitário Marco Antonio Herredia, tentou matá-la duas vezes. Na primeira vez, o valentão de revólver em punho deu um tiro e Maria da Penha ficou paraplégica. Na segunda, tentou eletrocutá-la. Na ocasião, ela tinha 38 anos e três filhas, entre 6 e 2 anos de idade.A investigação começou em junho do mesmo ano, mas a denúncia só foi apresentada ao Ministério Público Estadual em setembro de 1984.
Oito anos depois, Herredia foi condenado a oito anos de prisão, mas usou de recursos jurídicos para protelar o cumprimento da pena.
O caso chegou à Comissão Interamericana dos Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), que acatou, pela primeira vez, a denúncia de um crime de violência doméstica.
Herredia foi preso em 28 de outubro de 2002 e cumpriu dois anos de prisão. Hoje, está em liberdade.
A lei que torna mais rigorosa a pena contra quem agride mulheres foi sancionada no dia 7 de agosto de 2006 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e batizada com o nome de Maria da Penha Maia. “Essa mulher renasceu das cinzas para se transformar em um símbolo da luta contra a violência doméstica no nosso país”, afirmou o presidente Lula, no ato de sanção da lei.
No dia da homenagem em Fortaleza, depois de cumprimentar Maria da Penha com um beijo, a prefeita Luizianne Lins (PT) disse que a lei é a primeira no País a punir quem praticar violência contra a mulher. "Maria da Penha é uma guerreira, um exemplo para toda mulher, um baluarte. E transformou a indignação que ela teve em luta", resumiu. Segundo a prefeita, o Brasil "fez justiça" ao aprovar a lei.
Em Fortaleza, os cearenses adoram tirar uma de cabra-macho, 12 homens já foram presos desde que a lei entrou em vigor.
Eu diria que casos como o de Maria da Penha, infelizmente, são comuns em nosso país, o machismo é de verdade uma chaga na humanidade, não permite que homens e mulheres sigam juntos admirando as coisas belas da vida...
Amando e amando sempre...
O machismo vem sempre acompanhado do ódio imbecil e da violência injustificada, espalhando a tristeza ao derredor dos lares, desmoronando famílias inteiras...
Uma pesquisa realizada em 2001 pela Fundação Perseu Abramo estima a ocorrência de mais de dois milhões de casos de violência doméstica e familiar por ano. O estudo apontou ainda que cerca de uma em cada cinco brasileiras declara espontaneamente ter sofrido algum tipo de violência por parte de algum homem. Dentre as formas de violência mais comuns destacam-se a agressão física mais branda, sob a forma de tapas e empurrões, sofrida por 20% das mulheres; a violência psíquica de xingamentos, com ofensa à conduta moral da mulher, vivida por 18%, e a ameaça através de coisas quebradas, roupas rasgadas, objetos atirados e outras formas indiretas de agressão, vivida por 15%.
A Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres do Governo Federal colocou à disposição um número de telefone para denunciar a violência doméstica e orientar o atendimento. O número é o 180, que recebe três mil ligações por dia.

SAIBA MAIS:
- A Lei Maria da Penha, de número 11.340/06, é federal.
- Estabelece as formas de violência doméstica contra a mulher como física, psicológica, sexual, patrimonial e moral.
- Ficam proibidas as penas pecuniárias (pagamento de multas ou cestas básicas).
- Altera o código de processo penal para possibilitar ao juiz a decretação da prisão preventiva quando houver riscos à integridade física ou psicológica da mulher.
- Determina a criação de juizados especiais de violência doméstica e familiar contra a mulher.
- É vedada a entrega de intimação pela mulher ao agressor.
- Determina a competência cível e criminal para abranger as questões de família decorrentes de violência contra a mulher.
- Quando a violência doméstica ocorre contra a mulher com deficiência, a pena é aumentada em um terço (1/3).
- Determina que a violência contra a mulher independe de sua orientação sexual.

terça-feira, outubro 17, 2006

25 de Abril, para sempre!!!

Nan sempre visita-me, o blog dela o "letras de babel" é muito gostoso de ler, enxuto e profundo, como são os blogs portugueses...
Leu um post que escrevi nesses dias tão conturbados, véspera de eleição presidencial, e deixou um comentário que me encheu de alegria, uma revivescência que só o bom e velho Locobueres sabe fazer com suas músicas de combates... Juro por Deus que iremos gravar essas músicas, antes que se percam na eternidade dos ossos puídos pelo tempo e dispersos ao vento...
Nan relembrou o poeta Manuel Alegre e sua bela poesia que visceralmente está ligada à Revolução de Abril, juntamente do cantor português Adriano Correia de Oliveira... Identificada como uma cidadã do mundo, para ela não importam as fronteiras, "já que a primavera não escolhe o jardim..." (não esqueçam, Silvio Rodríguez)
Nan está do lado dos simples do mundo... Posso me emocionar e quero me emocionar e não pedirei perdão, quero juntar minha voz a tua voz querida Nan...
Faço uma pequena homenagem não somente aos irmãos portugueses, mas a todos os que continuam a bradar que um Outro Mundo é Possível...
Abaixo uma Revolução para não ser esquecida, as utopias alimentam a alma, é preciso sonhar sempre. Com a certeza na frente e a história nas mãos... Aqui dentro, é sempre abril!


25 de Abril




Pastor da alegria...


Eu, professor querido e maldito por uns e outros... Mas, seguindo em frente... Sem soberba, este é o 1º dos 7 pecados capitais, fiquei regurgitando as palavras ásperas de Xico Rocha aos professores no dia deles... A 1ª voz a replicá-lo veio de além-mar, e veio de uma maneira amiga e reivindicando que existem pessoas sérias nessa tarefa árdua – a educação. A voz replicante: Mixikó. Pessoa ponderada, basta ler o blog dela e confirmar o que foi dito aqui.
Fiquei lembrando de um texto do filósofo e professor Rubem Alves, gosto dessas leituras, faço a leitura de Rubem Alves com terno comprazimento, é puro deleite... O texto é de professor para professor, agora sim, posso dizer candidamente – Feliz dia do Professor!
Homenageio todos que dedicaram e continuam dedicando os melhores dias de suas vidas para ensinar com alegria...
Vamos ao texto (reproduzi parte dele, ok?!):

ENSINAR A ALEGRIA (Rubem Alves)

Muito se tem falado sobre o sofrimento dos professores. Eu, que ando sempre na direção oposta e acredito que a verdade se encontra no avesso das coisas, quero falar sobre o contrário: a alegria de ser professor, pois o sofrimento de ser um professor é semelhante ao sofrimento das dores de parto: a mãe o aceita e logo dele se esquece, pela alegria de dar à luz um filho.
Reli, faz poucos dias, o livro de Hermann Hesse, "O jogo das contas de vidro". Bem ao final, à guisa de conclusão e resumo da estória, está este poeminha de Rückert:

Nossos dias são preciosos
mas com alegria os vemos passando
se no seu lugar encontramos
uma coisa mais preciosa crescendo:
uma planta rara e exótica,
deleite de um coração jardineiro,
uma criança que estamos ensinando,
um livrinho que estamos escrevendo.

Este poema fala de uma estranha alegria, a alegria que se tem diante da coisa triste que é ver os preciosos dias passando... A alegria está no jardim que se planta, na criança que se ensina, no livrinho que se escreve. Senti que eu mesmo poderia ter escrito essas palavras, pois sou jardineiro, sou professor e escrevo livrinhos. Imagino que o poeta jamais pensaria em se aposentar. Pois quem deseja se aposentar daquilo que lhe traz alegria? Da alegria não se aposenta... Algumas páginas antes o herói da estória havia declarado que, ao final de sua longa caminhada pelas coisas mais altas do espírito, dentre as quais se destacava a familiaridade com a sublime beleza da música e da literatura, descobria que ensinar era algo que lhe dava prazer igual, e que o prazer era tanto maior quanto mais jovem e mais livres das deformações da deseducação fossem os estudantes.
Ao ler o texto de Hesse tive a impressão de que ele estava simplesmente repetindo um tema que se encontra em Nietzsche. O que é bem provável. Fui procurar e encontrei o lugar onde o filósofo (escrevo esta palavra com um pedido de perdão aos filósofos acadêmicos, que nunca o considerariam como tal, porque ele é poeta demais, “tolo” demais...) diz que “a felicidade mais alta é a felicidade da razão, que encontra sua expressão suprema na obra do artista. Pois que coisa mais deliciosa haverá que tornar sensível a beleza? Mas esta felicidade suprema”, ele acrescenta, “é ultrapassada na felicidade de gerar um filho ou de educar uma pessoa”.
(...)

“Ah!”, retrucarão os professores, “a felicidade não é a disciplina que ensino. Ensino ciências, ensino literatura, ensino história, ensino matemática...” Mas será que vocês não percebem que essas coisas que se chamam “disciplinas”, e que vocês devem ensinar, nada mais são que taças multiformes coloridas, que devem estar cheias de alegria? Pois o que vocês ensinam não é um deleite para a alma? Se não fosse, vocês não deveriam ensinar. E se é, então é preciso que aqueles que recebem, os seus alunos, sintam prazer igual ao que vocês sentem. Se isso não acontecer, vocês terão fracassado na sua missão, como a cozinheira que queria oferecer prazer, mas a comida saiu salgada e queimada...
O mestre nasce da exuberância da felicidade. E, por isso mesmo, quando perguntados sobre a sua profissão, os professores deveriam ter coragem para dar a absurda resposta: “Sou um pastor da alegria...” Mas, é claro, somente os seus alunos poderão atestar da verdade da sua declaração...
(Extraído do livro A Alegria de Ensinar, editora Papirus, 7ª edição, ano: 2000, pp 9-13)

sábado, outubro 14, 2006

Adoro ter Operário de Esquerda no Poder.


Locobueres chegou firme e disse: "Irmão, a pressão é grande, vamos resistir?!
A direitona quer voltar, não podemos deixar, passamos uma vida lutando contra os reacionários da política... Eu sei, tem muita coisa a ser feita ainda, os caras levaram mais de 500 anos mandando em tudo e agora eles querem falar que tudo está errado...
Não me comovem!!!
Eu vou resistir irmão!!!
Tenho uma faca peixeira e um punhal, a minha trincheira está armada... Eles podem vir, não tenho medo, olha aqui no deles!!!" Bueres com dedo médio em riste aponta para o céu estrelado.
Conheço o meu amigo, não adianta pedir para atenuar, ele vai confrontar e tem argumento de uma vida de militância política...
Emocionado, puxou duas folhas de papel do bolso e pediu com o olhar marejado que publicasse o texto de uma jornalista que foi despedida da Folha de São Paulo por ser de esquerda.
Ainda fez a seguinte recomendação o amigo: "Não aceito o Bruno naquela posição diet, diz pra ele que o momento é de unirmos forças contra os demônios que estão doidos pra voltar..."
Não irei guardar esse texto. Taí o que o Locobueres pediu para publicar:

"Adoro ter operário de esquerda no Poder

Adoro pelo simbólico que é, pela afronta que representou e representa, pelo que esfrega na cara da classe dominante, pelo desespero em que ela tem entrado diante da possibilidade de que o operário seja reeleito – desespero expresso de maneira reiterada, em letras de manchete, pela imprensa irresponsável, covarde e, ela sim, corrupta, mentirosa.

Adoro! Pelo simples fato de que a presença de um operário de esquerda no poder humilha as oligarquias e os oligopólios. Pela primeira vez, tudo o que é poder e prestígio – a presidência da República – escapou das mãos dos ricos da classe política dominante: a direita neoliberal e seu séqüito. Está nas mãos de um operário nascido nas brenhas de Caetés, distrito de Garanhuns, Pernambuco, que se bateu para os confins da metrópole de São Paulo ainda menino, na carroceria de um “pau-de-arara”. Está nas mãos de um trabalhador de nível médio, sem diploma universitário, e que teve seu primeiro registro assinalado na carteira de trabalho aos 14 anos de idade. E daí? E então? Isso não é importantíssimo?

A-do-ro. Porque não tem CPI, não tem manipulação de imprensa marrom nem tem ardil de bandoleiros da chamada “oposição” que consigam alterar esta realidade: um operário de esquerda no poder já é uma tremenda duma revolução num dos países de maior desigualdade social do mundo. Isso está acima de partidos, de personalidades políticas, de ideologias econômicas e políticas. Ainda que o operário não fosse reeleito, este momento de agora já seria de comemoração.

As CPIs são novelas de quinta categoria (que a maioria da população, felizmente, não acompanha), inverossímeis, cheias de personagens rasos e contraditórios, bandoleiros (os “oposicionistas”) travestidos de retidão ética e moral – quando todo mundo está cansado de saber que são eles os piores, os mais corruptos, os mais sacanas.

A maioria da população, felizmente, não acompanha as CPIs nem acredita na imprensa. O próprio Ibope, braço armado da Rede Globo para a pesquisa, divulgou recentemente pesquisa em que 58% dos brasileiros dizem não acreditar ou desconfiar da televisão e 56% dizem não acreditar ou desconfiar dos jornais impressos. Isso é uma maravilha! Só isso já é motivo de comemoração. Mas é evidente que a novela de quinta categoria continuará no ar por muito tempo ainda, tentando derrubar o presidente operário, exibida em horário nobre pelas redes de TV imorais e regurgitada no dia seguinte pelos jornalões reacionários e pelo lixo das revistonas semanais. A mídia, como diz um manifesto da Universidade Nômade, sabendo que seu candidato (leia-se, homem do PSDB) deve perder nas urnas (ao menos até hoje) a eleição para a presidência da República, quer voltar a ganhar do jeito de sempre: no conchavo das oligarquias. “A mídia”, diz o manifesto, “pretendendo representar e sobretudo ser a ‘opinião’ pública, apenas defende seus próprios interesses, ou seja, os interesses do monopólio privado que ela representa. A mídia não é a opinião pública, mas o resultado das concessões da ditadura! Trata-se de uma operação reacionária e totalitária, que usa uma falsa identidade entre opinião pública e mídia. A mídia não foi eleita por ninguém, a não ser pelo dinheiro da publicidade que recebe por um discurso que agrada ao poder econômico. Ela já deixou, há muito tempo, de expressar a opinião pública, desde que as concessões públicas lhes foram entregues pelo Estado, em períodos históricos que estão longe de ser éticos e democráticos: a ditadura! A efetividade do poder da mídia (sua ‘audiência’ e suas tiragens) tem apenas bases totalitárias!”

Ademais, as CPIs não provaram nada de fato. Uma comentarista da Rádio Nederland, em texto divulgado pela Argenpress, agência de notícia da Argentina, no início de abril, explicava:

“Não existe nenhuma prova de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteja envolvido no esquema de supostos subornos. A esta contundente conclusão chegou a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Congresso brasileiro depois de mais de dez meses de investigação.” O que há, continua a comentarista Nora Di Pacce, é perseguição da imprensa brasileira contra o atual governo, imprensa que, juntamente com a oposição, tenta impedir a reeleição de Lula. Di Pacce cita um dos jornalões diários de São Paulo como o carro-chefe da perseguição. Segundo ela, este jornal “começou a utilizar um título particularmente chamativo para as notícias obre o tema: ‘Cerco’. Nas notas, divulga-se todo tipo de denúncias contra o governo, sem importar se se referem a Lula ou a um empregado que trabalhe na casa de algum funcionário do governo. A idéia de um Lula ‘cercado’, ‘encurralado’, é a que mais se tenta destacar nos grandes meios de comunicação, em particular na imprensa escrita. Não é novidade a posição da imprensa com relação ao governo, nem sua clara preferência pelos candidatos e governos da direita neoliberal, representada pelo PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), que governou o Brasil durante os períodos anteriores à chegada de Lula ao poder.” Adoro operário de esquerda no poder porque é um raro momento para experimentar um alívio na opressão social antes exercida aqui pelo grupo do PSDB de Fernando Henrique Cardoso (o mesmo que quer voltar ao poder a qualquer custo), uma momentânea interrupção no abuso, na exploração e na injustiça sistemáticas que esse grupo político pratica contra as camadas pobres da população.

Adoro! Só para observar que quem acompanha CPI são exatamente os órfãos do PT, mergulhados num egocentrismo patético ou num ressentimento constrangedor. Tudo gente diplomada em universidade, tudo gente pretensiosa, que se acha o supra-sumo do saber – e que precisava passar um mês que fosse (muitos deles) nos bastidores de uma redação de jornal para descobrir com quantas linhas de mentira e manipulação se tenta construir um candidato favorável ao poder econômico e se quer destruir um presidente operário. Só para adquirir (muitos deles) um pouco da aprendizagem técnica para a decodificação de mensagens. Só para descobrir (muitos deles) a que grau a imprensa consegue manipulá-los e deformá-los, especialmente a eles, os diplomados. "

Marilene Felinto é escritora e jornalista.

Sem intermediários... Rsrsrs...

O chargista Angeli é impagável de verdade, conseguiu captar a repulsa que causou na opinião pública os vários apoios conquistados pelo candidato presidencial Geraldo Alckmin, Garotinho e outros... Na charge acima, a idéia é a seguinte se o diabo vier apoiar Alckmin, tudo bem... Afinal, para ganhar de Lula vale tudo.

sexta-feira, outubro 13, 2006

A camisa branca da Heloísa Helena.

Nessa semana a senadora Heloísa Helena, candidata derrotada na disputa presidencial, caiu no chôro em plena sessão do Senado em Brasília, porque circulava pelas mãos dos senadores no plenário do Senado, uma capa da revista Playboy em que ela seria a modelo fotografada... É claro que era uma montagem, uma brincadeira do site KIBELOCO, este site é conhecido de todos nós por fazer sátira desbragadamente de políticos, artistas... De qualquer pessoa que esteja em evidência no momento.
Olhando a capa acima, sinceramente não consigo ver motivo para tanto nervosismo.
A senadora Heloísa Helena deve dar menos importância aos humoristas, deixa eles pra lá...
Na capa os caras do Kibeloco, soltaram os cabelos da bela senadora, tatuaram na barriga uma estrela do PT, tiraram a camiseta branca (marca registrada da senadora) e colocaram uma calcinha vermelha com o símbolo do P-Sol, partido da Heloísa Helena... E só, nada mais e pronto.

quinta-feira, outubro 12, 2006

Corpo e forma...





Recebo novamente e-mail com fotografias, elas são tão bonitas que resolvi publicar. O corpo feminino é espetacular!!!!
É chato mas não tenho o nome do autor, quem souber, por favor me comunique, ok?!

Bento XVI e o Islã...


Começo a escrever e sinto um cansaço extenuante, sei que não devemos reclamar, mas estou cansado e pronto.
Hoje é feriado nacional, dia de Nossa Senhora de Aparecida, padroeira do Brasil, a maioria dos brasileiros é católica, apesar de que nos últimos anos houve um crescimento significativo das seitas pentecostais (crença religiosa baseada em atributos espirituais referidos no Novo Testamento)... E bem a propósito escolhi um tema relacionado com a religião para dialogar com todos, recentemente causou muita polêmica na Europa as declarações do Papa Bento XVI sobre o Islã.
Antecipo de imediato, sou simpático ao ecumenismo, são muitos os caminhos que levam ao Todo-Poderoso, energia misteriosa que movimenta o universo e o tudo mais...
A religiosidade é uma manifestação inerente ao ser humano, o aspecto cultural, climático, geográfico e outros tantos, são constructos para a formatação dos meios que os homens historicamente se relacionam com o desconhecido (divindade e etc.), neste caso, assim são formadas as religiões. Daí a diversidade religiosa, refletindo as mais diferentes crenças que correspondem ao mosaico cultural mundial, um torvelinho de crenças, paixões, amor e ódio...
Tenho aprendido nessas poucas primaveras, velho é o mundo queridos leitores, soy um infante diante desse misterioso universo... Deixemos pra lá essas divagações pueris... Como ia falando, aprendi que em torno das religiões a palavra-chave: tolerância.
Li hoje no site da Agência Carta Maior e quero compartilhar com todos o artigo do Professor e jurista português Boaventura de Sousa Santos, inclusive mês passado esteve palestrando aqui em Belém na Universidade Federal do Pará, o nosso amigo Yúdice esteve lá e registrou no seu blog a visita de Boaventura.
Boaventura é um dos maiores estudiosos sobre globalização e suas implicações sociais e econômicas, sempre atento as contradições gestadas pelo mundo globalizado. Vamos escutá-lo, ok?!

A Exatidão do Erro – Boaventura de Sousa Santos (11/10/2006)

É claro que o papa Bento XVI não cometeu um erro quando em seu discurso falou sobre o Islã. Por isso, é necessário analisar os reais objetivos políticos de suas declarações. O primeiro e o mais óbvio é o de apor o selo do Vaticano na guerra de Bush contra o Islã e na guerra de civilizações mais vasta que a fundamenta.
O comentário no Ocidente ao discurso do papa alinhou-se pelas seguintes idéias: não foi um discurso do papa, foi um discurso do professor; talvez o papa tenha cometido um erro ao escolher a citação do Imperador de Bizâncio, mas isso não justifica as violentas reações no mundo islâmico; o enfoque central do discurso foi a relação entre a razão e a fé, e a crítica do moderno secularismo ocidental.
Por que razão nenhum destes argumentos é convincente? O papa falou como papa e escolheu o contexto que lhe permitisse romper mais claramente com a doutrina papal até agora vigente. Essa doutrina, vinda do Concílio Vaticano II e continuada pelo Papa João Paulo II, era a do ecumenismo e do diálogo entre religiões, no pressuposto de que todas são um caminho para Deus e têm, por isso, de ser tratadas com igual respeito, mesmo que cada uma reclame uma relação privilegiada com a Revelação.
O ecumenismo obrigava a considerar como desvios ou adulterações o uso da violência como arma de afirmação religiosa. Esta posição é desde há muito questionada pelo atual papa, para quem a superioridade da religião cristã está na sua capacidade única de compatibilizar a fé e a razão: agir irracionalmente contradiz a natureza de Deus, uma verdade perene que decorre da filiação do Cristianismo na filosofia grega. Ao contrário, no Islã o serviço de Deus está para além da racionalidade.
Por isso, a violência islâmica não é um desvio, antes é inerente ao Islã, o que faz do Islamismo uma religião inferior. Esta doutrina está bem documentada na sua condenação dos teólogos mais avançados no diálogo ecumênico, na sua recusa em designar o Islã como uma religião de paz, na sua posição contrária à entrada da Turquia na União Européia, dada a incompatibilidade essencial entre Islamismo e Cristianismo e ainda na sua convicção de que o Islã é incompatível com a democracia.
É, pois, claro que o papa não cometeu um erro. Foi exato no modo como formulou a sua provocação. Aliás, se o seu discurso pretendesse ser uma lição de teologia, ela seria de péssima qualidade. Por que não referiu o contexto da conversa entre o imperador e o persa e ocultou o passado beligerante e cruzadista do primeiro? Por que não citou outras opiniões contemporâneas totalmente contrárias à que preferiu? Por que não referiu que em qualquer das religiões abraâmicas há preceitos que podem justificar o recurso à violência, assim tendo sucedido em nome de todas elas?
Perante estas interrogações, é necessário analisar o discurso do papa pelos seus reais objetivos políticos. O primeiro e o mais óbvio é o de apor o selo do Vaticano na guerra de Bush contra o Islã e na guerra de civilizações mais vasta que a fundamenta. Tal como João Paulo II alinhara o Vaticano com os EUA na luta contra o comunismo, Bento XVI pretende o mesmo alinhamento, agora na luta contra o Islamismo. Em seu entender, perante o avanço do Islã a resposta tem de ser mais dura, e precisa do poder temporal para se concretizar. Tal como aconteceu com as Cruzadas ou a Inquisição. Trata-se, pois, de uma teologia de vencedores, uma teologia teo-conservadora, paralela à política neoconservadora.
O segundo objetivo é muito mais vasto. Ao defender uma relação privilegiada entre o Cristianismo e a racionalidade grega, o papa visa estabelecer o Cristianismo como a única religião moderna. Só no âmbito dela é possível conceber "atos irracionais" (a perseguição dos judeus, as guerras religiosas, a violenta evangelização dos índios) como desvios ou exceções, por mais recorrentes que sejam. Por outro lado, visa fazer uma crítica radical a um dos pilares da modernidade: o secularismo.
O papa questiona a distinção entre o espaço público e o espaço privado, e acha "irracional" que a religião tenha sido relegada para o espaço privado. Dessa "irracionalidade" decorrerão todas as outras que atormentam as sociedades contemporâneas. Daí a urgência de trazer a mensagem cristã para a vida pública, para a educação e a saúde, para a política e a cultura. O perigo desta crítica do secularismo está em que ela coincide com a posição dos clérigos islâmicos mais extremistas para quem, em vez de modernizar o Islã, há que islamizar a modernidade.
Os opostos tocam-se, e não se tocam para dialogarem, senão para se confrontarem. A irracionalidade deste choque reside nas concepções estreitas de racionalidade de que se parte. De um lado, uma racionalidade que transforma a fé numa crença racional ocidental; do outro, uma racionalidade que transforma a razão na manifestação transparente da intensidade da fé islâmica. A luta contra estes extremismos é mais urgente do que nunca, pois sabemos que eles foram no passado os incubadores de guerras e genocídios devastadores. Mas pode o Ocidente lutar contra o extremismo do Oriente do mesmo passo em que reforça o seu?


Boaventura de Sousa Santos é sociólogo e professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (Portugal).

segunda-feira, outubro 09, 2006

Por quem merece amor...



Quando um cubano do quilate de Silvio Rodríguez, grande cantor e compositor, se junta ao músico brasileiro Miltinho do MPB-4 (Grupo vocal que cantava as músicas de Chico Buarque nos anos 70) só poderia sair uma música tão bonita: “POR QUEM MERECE AMOR”.
Bem ao estilo de Silvio, considerado por muitos – o poeta da Revolução Cubana, a letra é um hino ao amor que não se vende, não tem preço de mercado, que é pleno e marcante, levamos no coração para o resto de nossas vidas... Por quem merece amor...
Duda Bueres quando escuta essa música fica com os olhos marejados e vermelhos de tanto esfregá-los com os braços... E depois insiste em falar uma língua que eu não conheço... Língua de fogo... Gabriela de Mulher Subjeto, há de reescrever ou torná-la melhor com um “Santa Helena” ao largo, hein?!

POR QUEM MERECE AMOR
“Te perturba esse amor, amor de juventude,
Meu amor é amor de virtude.
Te perturba esse amor, sem máscaras por trás,
Meu amor é uma arte de paz.
Te perturba esse amor, amor de humanidade,
Esse amor, é amor de verdade.
Te perturba esse amor, com todos ao redor,
Meu amor é uma arte maior.
Meu amor, minha prenda encantada,
Minha eterna morada, meu espaço sem fim.
Meu amor não aceita fronteira,
Como a primavera não escolhe jardim.
Meu amor não é amor de mercado,
Esse amor tão sagrado, não se tem pra lucrar.
Meu amor é tudo quanto tenho,
E se eu vendo ou empenho, pra que respirar?!

Te molesta mi amor, amor de juventud,
Y mi amor es un arte em virtud.
Te molesta mi amor, mi amor sin antifaz,
Y mi amor es un arte de paz.
Te molesta mi amor, mi amor de humanidad,
Y mi amor es un arte e su edad.
Te molesta mi amor, mi amor de surtidor,
Y mi amor es um arte mayor.

Meu amor, alivia e acalma,
É o remédio da alma pra quem quer se curar.
Meu amor é humilde, é singelo...
E o destino mais belo, é torná-lo maior.
Meu amor, o mais apaixonado
Pelo injustiçado, pelo mais sofredor...
Meu amor abre o peito pra morte
E se entrega pra sorte por um tempo melhor.
Meu amor, esse amor destemido,
Arde em fogo infinito:
Por quem merece amor.

domingo, outubro 08, 2006

A nossa reunião... Blogueiros unidos.


Não adianta te esconder Bruno, nós já te encontramos!!!
Aí na fotografia acima o querido e famigerado Cabeção, sempre fazendo gracinhas, depois de mergulhar num mar de cevada ficou com a língua pesada e falando coisas estranhas, pediu socorro, perdoado se retirou para a sua mansão e dormiu o restante da tarde... Ô gajo enjoado! Nem com engov ele se acomoda. A solução pra esse mal: moderação. Eu e o Ivan, bebemos primeiro leite e depois sucos naturais... hehehe...
Depois a gente relata as histórias.
Bruno, John e Luana ao fundo, mais a frente o querido poeta Ivan Daniel.
Repare no sanduíche de Mortadela do Bruno, ele empurrou para a frente do Ivan.
Podemos dizer que o amigo Bruno foi o Showman do nosso encontro, cheio de graça, muito divertido.
Faltou ao encontro o Locobueres, estava na procissão fluvial, pilotando o seu iate denominado "Salve-se quem puder!"









Na fotografia acima o amigo Nilton Atayde, é colaborador inveterado deste blog, prestigiou a nossa tertúlia matinal, bebeu um pouco de leite e muitos sucos naturais... É isso aí, geração saúde!

Dirceu e Rogério Friza os melhores advogados de Belém. Não aceitaram em hipótese alguma, leite e nem tampouco o suco, inclusive ameaçaram bater em retirada, eles falavam e repetiam com os dentes cerrados: "Onde já se viu tomar leite e sucos... Ughr!!!" Liberada outra alternativa, foram para a cevada pura... rsrsrs...
Dona Mari muito preocupada com a maniçoba que estava cozinhando para o almoço do Círio... O Cabeção soprou no meu ouvido: "Será que ela fez mesmo essa maniçoba?!" Hum... Não sei não!? Em todas as esquinas de Belém quando chega o Círio, é maniçoba aos quilos... Só provando, né?!
Esperamos que na próxima reunião de preparação ao 1º Encontro dos Blogueiros do Pará mais amigos da blogosfera venham juntar-se a nós.