terça-feira, dezembro 19, 2006

Blogues e solidariedade

A blogosfera tem demonstrado um peso nada desprezível, no Estado do Amapá (norte do Brasil) pelas informações que atravessaram o país on-line, o ex-presidente da República, senador José Sarney, segundo os marketeiros, com uma reeleição tida como certa e com uma larga vantagem, pelo menos nas projeções, iniciado o horário eleitoral, houve uma campanha movida pelos blogueiros amapaenses contra o senador Sarney, quase ele não se reelege. Outro caso recente, este na capital do Estado do Rio Grande do Norte - Natal, um blogueiro depois de tomar conhecimento de que uma construtora iria construir um conjunto de prédios próximo do "Morro do Careca", fez uma simulação eletrônica de como ficaria a paisagem, simplesmente chegou a conclusão que o "Morro do Careca" ficaria encoberto, tirando o direito das pessoas de visualizarem a referência da cidade, a sociedade civil se mobilizou, criou-se um movimento em torno dessa questão, e a prefeitura de Natal cassou a autorização.
Agora quero compartilhar com todos os blogueiros, a preocupação que o Locobueres demonstra ao enviar-me um texto que está circulando pela internet, o amigo pede para divulgarmos, peço que leiam o texto abaixo, por favor! E se possível divulguem, é importante solidarizarmos com os esquecidos, os invisíveis, os excluídos...


Conflitos que causam um enorme sofrimento humano como os que acontecem hoje na República Democrática do Congo (RDC), Haiti, Chechênia e nordeste da Índia estão entre as 10 crises mais negligenciadas pela mídia em 2005, de acordo com a lista anual 'Top Ten' divulgada pela organização de ajuda humanitária Médicos Sem Fronteiras (MSF).
A oitava lista anual também destaca a falta de atenção por parte da imprensa ao desespero das pessoas encurraladas em guerras crônicas na Colômbia, norte de Uganda e Costa do Marfim; às crises na Somália e no sul do Sudão; assim como à falta de pesquisa e desenvolvimento (P&D) para novas ferramentas de combate ao HIV/Aids adaptadas às necessidades de populações que vivem nos lugares mais empobrecidos do planeta.
"A cobertura da imprensa pode ter um impacto positivo na ajuda humanitária – basta olharmos para a crise nutricional em Níger, no ano passado", disse Nicolas de Torrente, Diretor Executivo de MSF nos Estados Unidos. "Embora a ajuda tenha chegado com muito atraso para muitos, a única razão que justifica o aumento dos esforços humanitários foi a atenção dada pela mídia no auge da crise". De acordo com Andrew Tyndall, editor do jornal on-line The Tyndall Report, que rastreia o trabalho da imprensa, as 10 histórias destacadas por MSF representaram apenas 8 minutos dos 14.529 minutos dos noticiários noturnos das três maiores redes de TV dos Estados Unidos em 2005. Desastres naturais como as tsunamis no sudeste da Ásia e guerras como a do Iraque dominaram o noticiário internacional. Segundo Tyndall, num ano em que a cobertura internacional teve um número extraordinário de reportagens, apenas 6 minutos foram dedicados à RDC e 2 minutos à Chechênia. As demais histórias destacadas por MSF não receberam nenhuma cobertura. A crise da Aids recebeu 14 minutos de cobertura, nenhum deles, no entanto, dedicado à falta de P&D.
"As reportagens sobre o HIV/Aids jamais tocaram na questão da falta de pesquisa e desenvolvimento de instrumentos especialmente adaptados para os pacientes mais afetados pela epidemia", disse Nicolas de Torrente. "Um exemplo é o fato de não haver nenhuma versão pediátrica de combinações fáceis de usar (três-em-um) de anti-retrovirais como as existentes para adultos. Sem P&D de novos medicamentos, centenas de milhares de crianças continuarão morrendo desnecessariamente a cada ano". Embora tenha havido um aumento do número de reportagens internacionais, a insegurança em zonas de conflito novamente contribuiu para impedir os jornalistas de informarem sobre algumas das mais perigosas regiões do mundo. "Em todo os EUA, as pessoas nos dizem o quanto querem demonstrar solidariedade e fazer mais para ajudar outros indivíduos em crises ao redor do mundo. Mas como ajudar se na prática a crise está invisível?" pergunta o Diretor Executivo de MSF nos EUA.
"Milhões de pessoas lutam contra crises em lugares que raramente são mencionados nos noticiários, e pela nossa experiência, o silêncio é o principal aliado da injustiça".

2 comentários:

Fred Guerreiro disse...

... e ninguém lê o meu... Leitura é supérflua... Direito é chato...êêêê Narciso... acende um... Perigoso é viver em Belém do Pará. Ninguém é inimigo íntimo de ninguém, mas todo mundo quer ferrar o outro... êta eufemismo... O Nelito é o meu pastor e nada me fu...

citadinokane disse...

Fred "o bom filho",
Mensagem de 007?! Onde o inimigo???
Narciso por onde andas???
Nunca guardei rebanhos... ahahaha...
Abraços,
Pedro