domingo, dezembro 17, 2006

Taberna São Jorge, existe um lugar...


Numa sexta-feira cansativa, o amigo Marcelinho me telefona e convida para um bate-papo, marcamos na Estação das Docas, mais precisamente no "Marujos Bar", a nossa conversa rolou animada, sem cevada... Não bebo mais cevada... argh!!! Marcelo só no "Campari", fiquei me entretendo com uma "caipirinha", a baía do Guajará bem na nossa frente, o céu espetacularmente estrelado, e uma tranqüilidade bem teluriana nos arrebatava, tranqüilidade efêmera é verdade, mas ali estávamos conscientes de que sempre combatemos o bom combate, e por isso a nossa descontração escorria preguiçosamente... Um pouco de política, poesia, arte e decepções... Marcelo extremamente apaixonado(mas me pergunto quando ele não está?) por uma colega minha, ela professora, ele um aprendiz de feiticeiro, aliás, ouso dizer que existe algum fetiche nisso tudo, esse meu amigo adora "professora", não só adora, o cara fica desgraçadamente encantado com "professora"... huumm, Freud com certeza explica.
Meu amigo divagando sobre a vida, família, projetos... O cigarro dele queimando lentamente, e de repente, ele apaga o cigarro e diz: - Tem um lugar que deves conhecer, vamos rasgar daqui.
Marcelinho me levou para um bar-restaurante chamado "Taberna São Jorge", é um lugar bacana e muito aconchegante, os petiscos deliciosos, ele foi de chope, fiquei no destilado e gostei muito de ter ido até lá... o nome - Taberna São Jorge. Fica na Cidade Velha, num casarão reformado e decorado de maneira bem caprichosa, o teto pintado com a imagem de São Jorge, igual a imagem aí de cima. A proprietária é a fotógrafa Walda Marques, tudo é simples, mas muito bonito.
O ambiente é ótimo para o bate-papo descontraído, toda terça-feira tem "chorinho", informação dada pelo próprio Yuri Guedelha, um virtuose da flauta, que toca com o seu grupo de choro lá na Taberna São Jorge.
Tem um caldinho de feijão, muito gostoso, inclusive, noutro dia o Cabeção foi com a gente e não se conteve meteu o bocão na cumbuca, aí fui pra cima dele e disse: ei "mermão" tua mãe não te deu educação, galalho! Como sempre, o cara levantou os olhos e pediu desculpas, insossas, acompanhadas de um sorriso amarelo e nos cantos da boca só caldo de feijão... Olho para o amigo Cabeção, e se projeta como por encanto em minha retina a imagem dele como o avô mais distante do homem moderno, o Australopithecus ramidus, ou o homem de Aramis, que viveu há 4,4 milhões de anos... rsrsrs... Cabeção estás aprendendo tudo, tudo é novo... ahahaha...
Para encerrar, a comida é servida em marmitas amarradas com guardanapos...
Fui duas vezes lá, e gostei para galalho! (e assim que o Cabeção fala a "coisa feia") E se tiver um tempinho, sem pressa, passa na Taberna São Jorge, o endereço taí embaixo.

Carpe diem!!!

Travessa Joaquim Távora, 438, esquina com a Rua Rodrigo dos Santos, 3224-3476. 17h30/1h30 (ter. a sáb.). Aberto em 2005.

6 comentários:

Anônimo disse...

Amigo, gracias por tu visita. De igual manera me ha gustado tu blog. espero volver pronto. Saludos.

Carlos Ponte disse...

Pedro, para mim fica um pouco fora da mão se não passava mesmo por lá.
O "nosso amigo" já mora lá no meu blog. Passe por lá.
Um abraço,
Carlos Ponte

Fred Guerreiro disse...

Carpe diem!

citadinokane disse...

Armando,
Espero que sempre visite o nosso blog.
Sempre bem-vindo.
Abraços,
Pedro

citadinokane disse...

Carlos,
E eu estaria contigo lá.
Já fui ver, o post muito bom, parabéns!
Abraços,
Pedro

citadinokane disse...

Fred,
Aproveite o dia!

Abraços,
Pedro