quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Cuidado Cabeção...

Mas que propaganda bem bolada...
Um tropeção pode virar uma bola de "neve", que neve nada, uma bola de tudo, tudo o que tiver pela frente... Graças ao bom Deus, que o amigo Cabeção não estava no caminho dessa bola desgraçada, o perigo seria real quando juntasse a cabecinha dele na bola, esta se tornaria uma bola gigante, capaz de engolir o edifício que estava na frente.
Ah! ia esquecendo, a propaganda é sobre carro; não vou comprá-lo, porque é muita emoção para um coração sofrido...

terça-feira, fevereiro 27, 2007

"Os Seminovos"

Blogueir@s do Brasil, todos nós estamos acostumados com as charges animadas do Maurício Ricardo, principalmente no Jornal da Globo, pois é... Olha a surpresa, o Maurício é roqueiro de carteirinha, além de criar o site Charges.com.br, o Maurício Ricardo nunca deixou de se envolver em projetos musicais diversos. Agora o cara resolveu criar uma banda de rock, ela é chamada de “Os Seminovos”, muito bem sucedida, já tem uma comunidade de fãs entusiasmados e centenas de milhares de downloads em poucos meses.
Os cinco componentes de banda, Neto Castanheira, Neto Fog, Tchana, Alex Mororó e o próprio Maurício, já dividiam os palcos e estúdios de gravação em muitos e muitos projetos ao longo dos últimos 15 anos.
A proposta da banda é fazer letras bem humoradas sem abrir mão da qualidade musical , e a banda surgiu em agosto de 2005 quando estava no auge a crise do Mensalão. Maurício, Neto e Alex gravaram uma paródia política de “Festa de Arromba”, clássico da jovem guarda. Inovando no formato, o Charges.com.br disponibilizou o MP3 completo da música, ao invés de lançá-la como charge animada.
O sucesso foi imediato: a propagação viral por e-mail levou o trio a apresentá-la ao vivo no Programa do Jô, em setembro de 2005. Inventaram o nome “Os Seminovos” – a explicação é a seguinte: “Somos roqueiros rodados mas em ótimo estado de conservação”, brinca Maurício.
Os Seminovos estão apostando todas as suas fichas no modelo de divulgação das músicas através da Internet. O lançamento de um disco em formato físico não está descartado, mas antes o grupo pretende cumprir uma promessa solene: disponibilizar gratuitamente um álbum com 11 faixas, arte para a capa e tudo, exclusivamente para download gratuito.
No vídeo abaixo, uma dura realidade para muitos homens, as mulheres estão estudando e ocupando altas posições, e como sou professor de Direito, tenho acompanhado muitas histórias parecidas com a do rockeiro do vídeo... ahahaha... Elas são juízas não somente em Góias, mas pelo Brasil a fora... Belém, Rio de Janeiro, São Paulo... e os homens tremendo na base.


segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Como evitar alguns chatos...




AQUI ESTÃO UMAS DICAS GLORIOSAS!!!!
ESPERO QUE SEJAM ÚTEIS!
ÚTIL PARA EVITAR OS CHATOS DO TELEMARKETING NA LINHA TELEFÔNICA

Boas dicas... Andy Rooney, editor de notícias da CBS, nos brinda com essas preciosas dicas sobre como lidar com as agressões de telemarketing que nos bombardeiam todos os dias.
Dicas para lidar com telemarketing:

(1) Um método que realmente funciona:
Ao receber uma chamada de telemarketing oferecendo qualquer coisa, diga apenas: "Por favor, aguarde um momento...". Diga isso, deixe o fone sobre a mesa e vá cuidar de outras tarefa(ao invés de simplesmente desligar o telefone de imediato). Isso vai fazer cada chamada de telemarketing que fizerem para seu telefone ter uma duração muito longa, arruinando totalmente as metas do marketeiro que lhe ligou. Periodicamente verifique se o marketeiro ainda está na linha, ereponha o fone no gancho somente após ter certeza que ele desistiu e desligou. Isso dá uma lição de alto custo para esses intrusos. Se difundirmos esse método ajudaremos a eliminar ofertas indesejadas por telefone.

(2) Alguma vez você já atendeu ao telefone, e parecia não haver ninguém do outro lado?
Esta é uma técnica de telemarketing onde um sistema computadorizado faz a ligação e registra a hora em que a pessoa atendeu ao telefone. Esta técnica é utilizada por marketeiros para determinar a melhor hora do dia em que uma pessoa real deverá ligar para você, evitando assim que o "precioso" tempo de ligação deles venha a ser desperdiçado, caso você não esteja em casa. Neste caso, ao receber este tipo de ligação, não desligue. Ao invés disso, imediatamente pressione o botão "#" no seu telefone seis ou sete vezes seguidas, em rápida sucessão. Isso normalmente confunde o computador que discou seu número, fazendo registrar que seu número é inválido, e eliminando seu número do banco de dados. Ah, que pena, eles não têm mais seu número para ligar de novo para você...

(3) Propaganda inserida em suas contas recebidas pelo correio:
Todos os meses recebemos propaganda indesejada inserida em nossascontas de telefone, luz, água, cartões de crédito, e outros. Muitas vezes essas propagandas vêm com um envelope de resposta comercial, que "não precisa selar; o selo será pago por..." Insira nesses envelopes pré-pagos a propaganda recebida e coloque de volta no correio para essas companhias. Caso queira preservar sua privacidade, remova qualquer coisa que possa identificá-lo antes de inserir no envelope. Isso funciona excepcionalmente bem para ofertas de cartões, empréstimos, e outros itens "pré-aprovados". Não jogue fora esses envelopes pré-pagos. Devolva-os com as propagandas recebidas. Faça essas companhias pagarem duas vezes pela propaganda enviada. Aproveite para inserir anúncios de sua pizzaria local, de lavanderias, anúncios de supermercados, ou qualquer outro item importuno que esteja à mão. Algumas pessoas já estão praticando isso, e devolvendo esse lixo de volta a essas companhias. Mas, veja bem, temos que dar nosso recado. Precisamos ter números expressivos de pessoas aplicando essas técnicas eficazes de protesto.

Por isso talvez este post seja um que você realmente queira repassar aos seus amigos.

domingo, fevereiro 25, 2007

Zapata Vive!!!

O amigo Locobueres estava brincando o carnaval em Vigia de Nazaré, cidadezinha perto de Belém, ficou aborrecido com algumas confusões já comentadas num post abaixo.
O gajo retornou revolucionário do carnaval, enviou-me um vídeo para que eu postasse. Outro amigo nosso, o Xico Rocha já esteve no México e ficou em Chiapas junto aos zapatistas, segundo o Loco, o velho e bom Rocha é uma esfinge, e ninguém o decifrou ainda... Agora está na África, mais precisamente em Angola, fazendo o quê? Ninguém sabe, é puro mistério. Na esteira dos comentários do Xico Rocha aqui pelo Blog, a gente suspeita que ele deve está levantando uma nova revolução por lá.
Mas, o Xico Rocha gostava de Chiapas, e o Loco por telefone diz que eu não posso deixar de postar o vídeo, a vontade do cara é se mandar para Chiapas e se juntar com uma guerrilheira zapatista e virar cinza no México, lutando contra toda opressão imperialista.
Farei a tua vontade Duda Bueres, assiste aí o teu vídeo.

Panis et Circenses...

É domingo, acabei de ler a poesia lancinante de Manuel da Fonseca - "Domingo", é longa... Manuel Fonseca com suas linhas vai golpeando, e cada personagem deita um olhar pungente e a respiração continua aflitiva... Dica da amiga Nan, procura no Google essa poesia.
Pura coincidência, estou escutando o Cd Tropicália, e lá Os Mutantes soltando a voz em Panis et Circenses.
Pensei em caminhar pela praça agora de manhã, mas deixa pra lá... Escuta aí Os Mutantes:


Panis et Circenses (Caetano Veloso & Gilberto Gil)


Eu quis cantar
Minha canção iluminada de sol
Soltei os panos sobre os mastros no ar
Soltei os tigres e leões nos quintais
Mas as pessoas da sala de jantar
São ocupadas em nascer
E morrer


Mandei fazer
De puro aço luminoso punhal
Para matar o meu amor e matei
Às cinco horas na Avenida Central
Mas as pessoas da sala de jantar
São ocupadas em nascer
E morrer


Mandei plantar
Folhas de sonho no jardim do solar
As folhas sabem procurar pelo sol
E as raízes, procurar, procurar
Mas as pessoas da sala de jantar
Essas pessoas da sala de jantar
São as pessoas da sala de jantar
Mas as pessoas da sala de jantar
São ocupadas em nascer
E morrer

sábado, fevereiro 24, 2007

Edyr Augusto e Moscow

Um dia caiu em minha rede virtual uma resenha sobre um livro de Edyr, romance ambientado na Ilha de Mosqueiro, aqui pertinho de Belém. Nos acostumamos a chamá-la de maneira abreviada, simplesmente: Moscou. E o título do livro é Moscow, vou voltar a falar dele daqui a pouco.
Edyr Augusto é um artista polivalente, escreve livros e peças de teatro, jornalista da imprensa escrita e comentarista esportivo de rádio e televisão, transita do rock à arte mais refinada...
Há alguns anos atrás uma sobrinha minha, entusiasmada, com um livro do Edyr na mão me dizia: - Tio, esse cara é bom e engraçado... Era o escritor Edyr Augusto, conquistando uma jovem estudante de Direito.
Em 2002, minha filha fazia parte do grupo infantil de Teatro da Universidade Federal do Pará, o grupo ensaiou muito e apresentou uma peça muito engraçada sobre a “Jovem Guarda...” A peça fora escrita pelo engraçado Edyr Augusto.
Resolvi escrever um post sobre o grande Edyr Augusto Proença, para dizer e posso fazê-lo, o espaço é meu, por isso posso escrever, viu Cabeção?! Mas voltando ao nosso artista, nutro por ele(Edyr) uma admiração silenciosa, não o conheço pessoalmente, sou uma pessoa tímida, em vários momentos tive oportunidade de me aproximar e dizer para o Edyr: - Cara eu te admiro muiiiito! Mas a timidez estúpida, acaba freando o impulso... E fico cá com os meus botões, dizendo bem baixinho que na próxima oportunidade não irei falhar... rsrsrs...
De vez em quando, e quase sempre aos sábados, converso com o irmão do Edyr lá no Ranulfo, é remista inveterado - o Edgar Augusto, outro grande nome da imprensa paraense, que apresenta um programa diário na Rádio Cultura do Pará – “A Feira do Som”, muita música de alta qualidade, excelente!
Agora vamos conhecer mais um pouco da obra de Edyr Augusto Proença, o livro – Moscow, a resenha foi feita pela Doutora em Teoria Literária pela UFRJ – Rossi Gonçalves. Vamos ler alguns pequenos trechos, ok?! Luciane o post é um pouquinho longo, mas vamos homenagear o Edyr, ele é paraense e não desiste nunca... Um bravo brasileiro, né?!

"Moscow - uma narrativa entre porradas, punhetas, estupros e assassinatos .
Moscow, livro de Edyr Augusto, publicado em 2001 pela Boitempo Editorial, apesar de ter recebido algumas críticas favoráveis, na época de seu lançamento, é mais um caso de bom texto ignorado pelos leitores – ao menos aqueles que vivem ao sul do país.
Muito embora tenha surgido – e seu texto se configure como tal - no momento do “deixa o excluído falar”, o seu autor não é presidiário, nem figura conhecida no meio da exclusão. Edyr Augusto Proença é radialista, jornalista, publicitário e autor de peças de teatro, livros de poesia, crônica e romance.
O autor fala de uma realidade que atordoa a todos, independentemente da classe social. E Edyr Augusto parece mesmo habilitado a revelar as vozes das ruas. Moscow apresenta personagens comuns do cotidiano, bem definidos sob os aspectos psicológico, social e cultural.
A narrativa é totalmente indiscreta, perturbadora, estremecedora, sufocante. Moscow é livro que só pode ser lido aos poucos. Com muito exercício para respiração e relaxamento entre um trecho e outro. Muito embora os capítulos sejam curtinhos, não é possível ler um, de uma só vez, com raríssimas exceções. Ler Moscow angustia. Sobretudo porque é preciso parar, mas é imprescindível voltar a ler, já que o pensamento não larga o livro, os personagens, o lugar, de jeito nenhum.
O livro narra a história de um rapaz bem jovem, morador de Belém, junto com alguns amigos, em férias, em Mosqueiro. E a história desse rapaz, que é muito semelhante a dos amigos, é de uma vida de abandono. Sem família – a mãe não tem tempo para ele e é personagem quase inexistente –, quando não está dormindo em casa, está nas ruas, invariavelmente, envolvido em algum delito. Também não tem nome, rosto, nem idade e suas únicas referências são Dondinha, a amiga de infância, e a casa, para as quais sempre volta. Entre estupros, punhetas, porradas e assassinatos ele vai seguindo.
Violência que, diferentemente de narrativas de violência urbana – com tiros, roubos, tráficos -, parece sem sentido, brincadeira, maldade apenas para, por poucos minutos, regozijar-se. São poucos os assaltos com fins lucrativos. Não é dinheiro que eles querem. E o que o protagonista quer? “Não sei o que quero, mas não invejo nada. Nem esses mauricinhos que passam de carro, com roupas da moda. Tenho meu jeans, minha bermuda, meu tênis. Tá bom” . (p.31) Sobra, então, a barbárie. A gangue de Moscow quer sangue, quer desforra imediata, se possível com morte, quer estupro, mesmo que a vítima não seja um objeto muito desejável, quer eliminar qualquer problema da forma mais brutal possível. E quer muito sexo. Consentido ou forçado. Com mulher ou homem. Adulto ou criança. Com fim feliz ou não. Tudo “sem culpa”, conforme anunciado, no início do livro: “Moscow é sobre violência sem culpa ” (p.6).
E Moscow , nas suas poucas páginas , revira o leitor, também. Revira porque, como já foi dito, por mais sufocante que seja, não é possível largar a leitura. E mesmo diante de um personagem monstruoso, que mata, estupra, humilha, não é possível desejar a sua prisão, nem a sua morte. Ao contrário, causa perplexidade descobrir-se torcendo para que o protagonista se salve, conquiste a mulher que lhe revira a cabeça, continue considerado pela personagem Mara, a coroa por quem ele se apaixona sexualmente, e seja feliz. "

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Sexta-feira...

Ontem foi sexta-feira, foi aniversário do blog e final do carnaval, ela foi preguiçosa... Quase não ia embora, mas foi...
Abaixo veja como o poeta viu o dia de ontem, o poeta é o Ronaldo Franco, e gostei muito do texto que escorreu de suas veias, parece da cor do açaí... rsrsrs... Fala aí poeta, como foi a sexta-feira depois do carnaval?


"A cidade
- fala-se por aí –
está embrulhada
monótona e enjoada
Triste
- de cortar o fígado –
a voz moída
uma só rouquidão
Parece
que Belém engoliu a língua
E estamos quietos…
De pernas quebradas
Ela está quase adormecida
A chuva tenta acordá-la
Molhando-a
suavemente
Sua respiração
sobe e desce
edifícios e árvores
Faz vento : para uma manhã comum
Ri de si
Soluça uma tarde
distraída
e livre
Calada
arruma os minutos para o sol sumir
Comovida
abre todas as janelas da noite
E as portas da sexta-feira…
Pois agora tem mais o que lazer :
e a hora já é pouca para fazer amor
Nada pede
Quer apenas o batom
Os saltos altos
A bolsa
E a rua
Ela quer beijos e ternuras
E todos os sentimentos
fáceis da mesa do bar
E soluções amorosas facílimas
Gastar a vida
sem chicote
Num simples ficar
Sem dar contas a ninguém
Trancar-se no lado de fora da paixão
Deixar alguém morar
por muitos instantes
no fundo do seu peito
Quer o namoro vivo
Sadio
Sem a doença da amizade
Sem a cama da saudade
Pois o amor é curto
e
enquanto conversamos
a sexta se vai e finda."

Ronaldo Franco é um dos poetas mais queridos desta cidade e tem um público fiel, que o considera um profundo conhecedor da alma e do universo feminino.

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

1 ano do Blog!!!

Não Sei Quantas Almas Tenho (Fernando Pessoa)

Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não atem calma.

Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,

Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que sogue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: “Fui eu?”
Deus sabe, porque o escreveu.

1 ano do Blog!!

E então, que quereis?... (Maiakóvski)

Fiz ranger as folhas de jornal
abrindo-lhes as pálpebras piscantes.

E logo
de cada fronteira distante
subiu um cheiro de pólvora
perseguindo-me até em casa.

Nestes últimos vinte anos
nada de novo há
no rugir das tempestades.

Não estamos alegres,
é certo,
mas também por que razão
haveríamos de ficar tristes?

O mar da história
é agitado.

As ameaças
e as guerras
havemos de atravessá-las,
rompê-las ao meio,
cortando-as
como uma quilha corta
as ondas.

(1927)
Vladímir Maiakóvski nasceu e passou a infância na aldeia de Bagdádi, nos arredores de Kutaíssi (hoje Maiakóvski), na Geórgia - Rússia. Lá cursou o ginásio e, após a morte súbita do pai, a família ficou na miséria e transferiu-se para Moscou, onde Vladímir continuou seus estudos. Fortemente impressionado pelo movimento revolucionário russo e impregnado desde cedo de obras socialistas, ingressou aos quinze anos na facção bolchevique do Partido Social-Democrático Operário Russo. Durante a Guerra Civil, Maiakóvski se dedicou a desenhos e legendas para cartazes de propaganda e, no início da consolidação do novo Estado, exaltou campanhas sanitárias, fez publicidade de produtos diversos, etc. Entrou freqüentemente em choque com os “burocratas’’ e com os que pretendiam reduzir a poesia a fórmulas simplistas. Suicidou-se com um tiro em 1930. Sua obra, profundamente revolucionária na forma e nas idéias. (Boris Schnaiderman in "Poesia Russa Moderna", Editora Brasiliense, 1985).
Poema extraído do livro “Maiakóvski — Antologia Poética”, Editora Max Limonad, 1987, tradução de E. Carrera Guerra.

extraído do site: Releituras

1 ano do Blog!

Soneto de aniversário (Vinicius de Moraes)

Passem-se dias, horas, meses, anos
Amadureçam as ilusões da vida
Prossiga ela sempre dividida
Entre compensações e desenganos.

Faça-se a carne mais envilecida
Diminuam os bens, cresçam os danos
Vença o ideal de andar caminhos planos
Melhor que levar tudo de vencida.

Queira-se antes ventura que aventura
À medida que a têmpora embranquece
E fica tenra a fibra que era dura.

E eu te direi: amiga minha, esquece...
Que grande é este amor meu de criatura
Que vê envelhecer e não envelhece.

(Rio, 1942)
Texto extraído da antologia "Vinicius de Moraes - Poesia completa e prosa", Editora Nova Aguilar - Rio de Janeiro, 1998, pág. 451.

1 ano do Blog: No caminho com Maiakóvski

O "Blog do Pedro Nelito" completa hoje 1 ano, os dias correram e continuam correndo como os bólidos de Fórmula 1, e rapidamente vivenciamos um ano pleno e prenhe de novas amizades, posso afirmar que as centenas de comentários, revelaram pessoas maravilhosas, umas assim como vieram, também partiram, rapidamente... Outras ficaram e continuam alegrando a minha vida e a de todos que aqui pousam por alguns minutos.
Comemoro o 1º ano de existência do "Blog do Pedro Nelito" com o poema de Eduardo Alves da Costa, poema que durante muito tempo foi considerado de autoria do próprio Maiakóvski, já foi retificado o equívoco na mídia nacional, trago a lembrança do poeta russo pelo inconformismo diante da injustiça, esse poeta que lutou e deu versos pela Revolução de Outubro, depois foi perseguido pelos "homens da nova ordem", ele era revolucionário demais... Eis o convite: venham caminhar mais um ano com a gente.
No caminho com Maiakóvski é um apelo à reflexão... São muitos os caminhos, mas sem justiça e paz, nenhum levará à felicidade.

NO CAMINHO COM MAIAKÓVSKI

Assim como a criança
humildemente afaga
a imagem do herói,
assim me aproximo de ti, Maiakóvski.

Não importa o que me possa acontecer
por andar ombro a ombro
com um poeta soviético.

Lendo teus versos,
aprendi a ter coragem.

Tu sabes,
conheces melhor do que eu
a velha história.

Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.

Na Segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,matam nosso cão,
e não dizemos nada.

Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.

Nos dias que correm
a ninguém é dado
repousar a cabeça
alheia ao terror.

Os humildes baixam a cerviz;
e nós, que não temos pacto algum
com os senhores do mundo,
por temor nos calamos.

No silêncio de meu quarto
a ousadia me afogueia as faces
e eu fantasio um levante;

mas amanhã,
diante do juiz,
talvez meus lábios
calem a verdade
como um foco de germes
capaz de me destruir.

Olho ao redor
e o que vejo
e acabo por repetir
são mentiras.

Mal sabe a criança dizer mãe
e a propaganda lhe destrói a consciência.

A mim, quase me arrastam
pela gola do paletó
à porta do templo
e me pedem que aguarde
até que a Democracia
se digne a aparecer no balcão.

Mas eu sei,
porque não estou amedrontado
a ponto de cegar, que ela tem uma espada
a lhe espetar as costelas
e o riso que nos mostra
é uma tênue cortina
lançada sobre os arsenais.

Vamos ao campo
e não os vemos ao nosso lado,
no plantio.

Mas ao tempo da colheita
lá estão
e acabam por nos roubar
até o último grão de trigo.

Dizem-nos que de nós emana o poder
mas sempre o temos contra nós.

Dizem-nos que é preciso
defender nossos lares
mas se nos rebelamos contra a opressão
é sobre nós que marcham os soldados.

E por temor eu me calo,
por temor aceito a condição
de falso democrata
e rotulo meus gestos
com a palavra liberdade,
procurando, num sorriso,
esconder minha dor
diante de meus superiores.

Mas dentro de mim,
com a potência de um milhão de vozes,
o coração grita - MENTIRA!

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

Amigos Meus...

Hoje quarta-feira de cinzas, faço meu o apelo do poetinha - Vinícius de Moraes, sabendo de antemão que os amigos Cabeção e Locobueres estão no bagaço, depois de se entregarem aos desejos de Baco, beberam e se divertiram além da conta... E os caras são malucos, se travestiram de dondocas no carnaval de Vigia de Nazaré e de São Luiz do Maranhão... Amigos, por favor! Evitem o exagero. Falei dos dois amigos saidinhos, mas, não esqueci dos demais: Nilton Atayde, Marcelinho, Rogério Fry, Dirceu Franco, Augusto Nunes, David Carneiro...

"Amigos meus (Vinícius de Moraes)
Ah, meus amigos, não vos deixeis morrer assim...

O ano que passou levou tantos de vós e agora os que restam se puseram mais tristes; deixam-se, por vezes, pensativos, os olhos perdidos em ontem, lembrando os ingratos, os ecos de sua passagem; lembrando que irão morrer também e cometer a mesma ingratidão.Ide ver vossos clínicos, vossos analistas, vossos macumbeiros, e tomai sol, tomai vento, tomai tento, amigos meus! – porque a Velha andou solta este último Bissexto e daqui a quatro anos sobrevirá mais um no Tempo e alguns dentre vós – eu próprio, quem sabe? – de tanto pensar na Última Viagem já estarão preparando os biscoitos para ela.
Eu me havia prometido não entrar este ano em curso – quando se comemora o 19640 aniversário de um judeu que acreditava na Igualdade e na justiça – de humor macabro ou ânimo pessimista. Anda tão coriácea esta República, tão difícil a vida, tão caros os gêneros, tão barato o amor que – pombas! – não há de ser a mim que hão de chamar ave de agouro. Eu creio, malgrado tudo, na vida generosa que está por aí; creio no amor e na amizade; nas mulheres em geral e na minha em particular; nas árvores ao sol e no canto da juriti; no uísque legítimo e na eficácia da aspirina contra os resfriados comuns. Sou um crente – e por que não o ser? A fé desentope as artérias; a descrença é que dá câncer.Pelo bem que me quereis, amigos meus, não vos deixeis morrer. Comprai vossas varas, vossos anzóis, vossos molinetes, e andai à Barra em vossos fuscas a pescar, a pescar, amigos meus! – que se for para engodar a isca da morte, eu vos perdoarei de estardes matando peixinhos que não vos fizeram mal algum. Muni-vos também de bons cajados e perlustrai montanhas, parando para observar os gordos besouros a sugar o mel das flores inocentes, que desmaiam de prazer e logo renascem mais vivas, relubrificadas pela seiva da terra. Parai diante dos Véus-de-Noiva que se despencam virginais, dos altos rios, e ride ao vos sentirdes borrifados pelas brancas águas iluminadas pelo sol da serra. Respirai fundo, três vezes o cheiro dos eucaliptos, a exsudar saúde, e depois ponde-vos a andar, para frente e para cima, até vos sentirdes levemente taquicárdicos. Tomai então uma ducha fria e almoçai boa comida roceira, bem calçada por pirão de milho. O milho era o sustentáculo das civilizações índias do Pacífico, e possuía status divino, não vos esqueçais! Não abuseis da carne de porco, nem dos ovos, nem das frituras, nem das massas. Mantende, se tiverdes mais de cinqüenta anos, uma dieta relativa durante a semana a fim de que vos possais esbaldar nos domingos com aveludadas e opulentas feijoadas e moquecas, rabadas, cozidos, peixadas à moda, vatapás e quantos. Fazei de seis em seis meses um check-up para ver como andam vossas artérias, vosso coração, vosso figado.
E amai, amigos meus! Amai em tempo integral, nunca sacrificando ao exercício de outros deveres, este, sagrado, do amor. Amai e bebei uísque. Não digo que bebais em quantidades federais, mas quatro, cinco uísques por dia nunca fizeram mal a ninguém. Amai, porque nada melhor para a saúde que um amor correspondido.Mas sobretudo não morrais, amigos meus!"

1965 in Para uma menina com uma flor (crônicas)in Poesia completa e prosa: "Para uma menina com uma flor"

terça-feira, fevereiro 20, 2007

Tenho apenas duas mãos e o sentimento do mundo

Estamos em pleno carnaval, muitos brincando, diversão à beça... e outros aqui, olhando a chuva caindo friamente...
Não sei como, mas o início de um poema de Carlos Drummond me veio à cabeça sem mais e nem menos - "Sentimento do mundo":


Tenho apenas duas mãos
e o sentimento do mundo,
mas estou cheio de escravos,
minhas lembranças escorrem
e o corpo transige
na confluência do amor...


E realmente, tenho apenas duas mãos, um computador em minha frente e o sentimento do mundo... E Drummond sentado ao meu lado insistindo que continue com as minhas reminiscências carnavalescas, por alguns momentos reluto e discuto com o grande poeta itabirano, dizendo no silêncio das bocas: - Não dá poeta, tô seco, a minha memória é etílica... E timidamente, Drummond sugere: - Vai um Santa Helena aí?... Abro um sorriso brejeiro, os olhinhos do poeta se acendem e retribuo dizendo: - Vamos lá, né?!
Um carnaval com muita chuva e frio, em outros tempos tínhamos chuva, mas o sol se levantava rapidamente, era quente... rsrsrs...
Locobueres liga do telemóvel dele gritando: - Égua! o carnaval aqui de Vigia de Nazaré está excelente, o beijo na boca tá fácil pra caramba, as meninas estão querendo diversão... Deixei que ele falasse à vontade e depois alertei: - Irmão cuidado! Estás sem óculos e tem muitos travestis aí se passando por meninas, acho até que deste muitos beijos na boca de homem, cumpadi...
O celular ficou em silêncio do outro lado por alguns segundos, só depois o Loco resolveu falar: - Tu tens razão. Agora tô firmando bem o olhar nessas figuras, e não é que tem uns fdp abraçando outros machos... Aquele ali me beijou, filho da p... Acho que vou pra porrada e é agora...
Ainda tentei falar mais alguma coisa, pedindo calma e que a brincadeira não descambasse para a violência, mas o Loco desligou o aparelho telefônico, a minha preocupação tem fundamento, o Loco tem sangue árabe e aí já viu, né?! Vamos esperar as notícias do front.

No domingo dei uma esticada até o Café Portela com o amigo Dirceu, o clima carnavalesco contagiante com o nosso amigo Dias fantasiado de Arafat. Reavivou-me, ali no Portela, muitas discussões políticas, num tempo de maior participação, o Rui Baiano com a sua verve cáustica para a política, não tinha papas na língua e dava nome-aos-bois, e dizia mesmo que tal companheiro era reticente com relação a construção do socialismo, hoje lembro com um certo saudosismo, o velho Rui Baiano dizia com aquele sotaque carregado da terra de Nosso Senhor do Bonfim: - Esses cabras fazem parte dos "inocentes do Leblon"... Estão vendo o barco passar e só querem acender o cigarrinho de maconha e depois falar de revolução tomando chopp em Copacabana...

Rui fazia referência aos "Inocentes do Leblon", Drummond imortalizou esses "inocentes", vejam o que ele escreveu:

Os inocentes do Leblon

Os inocentes do Leblon
não viram o navio entrar.

Trouxe bailarinas?
trouxe imigrantes?
trouxe um grama de rádio?

Os inocentes, definitivamente inocentes, tudo ignoram,
mas a areia é quente, e há um óleo suave
que eles passam nas costas, e esquecem.

Escrever com Drummond aqui do lado é difícil, aproveitando que é carnaval, tudo é permitido até quarta-feira, invertendo os papéis, nas Escolas de Samba o pobre pode se transformar em Rei, ainda que seja por um dia, aproveito a deixa para publicar um poema de Drummond, que trata de forma despojada e carinhosa uma parte do corpo humano, acho que in casu parte do corpo da mulher, tirem suas conclusões:

A bunda, que engraçada

A bunda, que engraçada.
Está sempre sorrindo, nunca é trágica.

Não lhe importa o que vai
pela frente do corpo. A bunda basta-se.
Existe algo mais? Talvez os seios.
Ora - murmura a bunda - esses garotos
ainda lhes falta muito que estudar.


A bunda são duas luas gêmeas
em rotundo meneio. Anda por si
na cadência mimosa, no milagre
de ser duas em uma, plenamente.

A bunda se diverte
por conta própria. E ama.
Na cama agita-se. Montanhas
avolumam-se, descem. Ondas batendo
numa praia infinita.

Lá vai sorrindo a bunda. Vai feliz
na carícia de ser e balançar
Esferas harmoniosas sobre o caos.

A bunda é a bunda
redunda.

Que o carnaval seja repleto de momentos inesquecíveis, e que todos sobrevivam aos apelos de Dionísio... ehehehe... Cuidado! Lembrem do Locobueres...

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

Quando estranhos se encontram ...


Nesse carnaval molhado não houve outro consolo para mim, livro, e mais livros... A leitura de Zygmunt Bauman é extremamente prazerosa, o sociólogo polonês é na atualidade um dos maiores estudiosos sobre globalização, o livro "Modernidade Líquida" toca em temas do nosso dia-a-dia, problemas que vivenciamos de perto.
Vira-e-mexe a blogueira Mari diz para o Ivan ou para o poster: - Tirem a máscara...
Pois veja só Mari, a máscara não é tão negativa como tu pensavas, ela acaba sendo a essência da civilidade, possibilitando o enlace de pessoas.
Transcrevi uma parte do texto de Bauman, do livro "Modernidade Líquida", Editora JZE, Ed. 2001, pág. 111.

"Na clássica definição de Richard Sennett, uma cidade é "um assentamento humano em que estranhos têm chance de se encontrar". Isso significa que estranhos têm chance de se encontrar em sua condição de estranhos, saindo como estranhos do encontro casual que termina de maneira tão abrupta quanto começou. Os estranhos se encontram numa maneira adequada a estranhos; um encontro de estranhos é diferente de encontros de parentes, amigos ou conhecidos - parece, por comparação, um "desencontro". No encontro de estranhos não há uma retomada a partir do ponto em que o último encontro acabou, nem troca de informações sobre as tentativas, atribulações ou alegrias desse intervalo, nem lembranças compartilhadas: nada em que se apoiar ou que sirva de guia para o presente encontro. O encontro de estranhos é um evento sem passado. Freqüentemente é também um evento sem futuro (o esperado é não tenha futuro), uma história para "não ser continuada", uma oportunidade única a ser consumada enquanto dure e no ato, sem adiamento e sem deixar questões inacabadas para outra ocasião. Como a aranha cujo mundo inteiro está enfeixado na teia que ela tece a partir de seu próprio abdômen, o único apoio com que estranhos que se encontram podem contar deverá ser tecido do fio fino e solto de sua aparência, palavras e gestos. No momento do encontro não há espaço para tentativa e erro, nem aprendizado a partir dos erros ou expectativa de outra oportunidade.
O que se segue é que a vida urbana requer um tipo de atividade muito especial e sofisticada, de fato um grupo de habitantes que Sennett listou sob a rubrica "civilidade", isto é
a atividade que protege as pessoas umas das outras, permitindo, contudo, que possam estar juntas. Usar uma máscara é a essência da civilidade. As máscaras permitem a sociabilidade pura, distante das circunstâncias do poder, do mal-estar e dos sentimentos privados das pessoas que as usam. A civilidade tem como objetivo proteger os outros de serem sobrecarregados com nosso peso."



Mari, Ivan, Cabeção, estão proibidos de tirarem as máscaras na frente dos amigos, só é permitido tirar na frente do Professor Alberto, Denille e Iracema respectivamente, tá?!
Dessa maneira só conheceremos o lado civilizado de vocês, o lado animal deixamos para a cara-metade de cada um, com certeza elas sabem como lidar, né?!

domingo, fevereiro 18, 2007

Mesa Redonda: cultura digital

Eu e o Ivan estivemos prestigiando a "mesa redonda: cultura digital", nas imagens abaixo sentados da esquerda para a direita: Pio Lobato, Lázaro, Juca e Giseli Vasconcelos...
O nosso amigo Juvêncio representou com galhardia a nossa blogosfera, a sua palestra foi de fácil assimilação, as palavras fluindo como o rio Guamá que banha o campus de Belém da UFPA... Mas, a verve do Juca continua impagável, lá pela tantas, alguém levantou a questão do ensino e sala de aula, com a sinceridade que lhe é peculiar, começou a discorrer que não mais ministrava aula pela decepção com a massa crítica em sala de aula, mas que no fundo no fundo, era o seguinte: Hay que tener Culhones!!!
Ahahaha... Eis aí o nosso bom e velho Juca, em sua versão natural, olho no olho, sem a parafernália high-tech, deu o recado "na moral" e retornou para a blogosfera.
Um bom número de interessados lá se fez presente, demonstrando que as pessoas estão em busca de mais informações sobre o mundo digital...
As fotos foram captadas pelo telemóvel do Ivan.

Que é que é isso?!

Hablar?! Ah, deixa pra lá... Ô cara narigudo, né?!

A mãe do Popeye

O Tico, o antigo cabeção, por telefone diz que encontrou a mãe do Popeye, direto do carnaval de São Luiz do Maranhão enviou a foto... Popeye deve ficar muito contente, né?!


Desejo, vontade e sexualidade...


O professor Fábio Castro em seu blog Hupomnemata tem discorrido nos últimos posts sobre o "desejo" e "sexualidade", muito interessante mesmo, a abordagem proporciona um olhar diferenciado sobre temas que sentimos, mas não sabemos verbalizar com precisão.
Deixaremos com o Professor Fábio Castro as elucubrações mais sérias sobre "desejo" e "sexualidade", talvez, por ser carnaval, o amigo Locobueres contagiado pela festa pagã, por telefone contou-me uma piadinha onde desejo e sexualidade andam de mãos dadas, vamos relaxar, né?!
O Loco começa dizendo...

"Um homem viajando, tinha mais ou menos 29 anos, executivo, bem apessoado, senta- se na poltrona do avião com destino a New York e, maravilhado, depara-se com uma morena escultural sentada na poltrona junto à janela. Pernas cruzadas,perfeitas, saia curta deixando entrever um belíssimo par de coxas, seios no tamanho exato, empinados, lábios carnudos, mas sem volume demasiado, enfim, uma DEUSA.
Decola a aeronave, céu de brigadeiro, uma vontade enorme de puxar conversa, mas a morena, impassível, lê um grosso volume com muita atenção. 15 (quinze) minutos de vôo e o cavalheiro não se contém:
- É a primeira vez que vai a New York?
Ela, gentil, com uma voz muito sensual, mas de certa forma reservada, responde:
- Não, é uma viagem habitual.
Ele, agora animado, diz:
- Trabalha com moda, por acaso?...
- Não, viajo em função de minhas pesquisas, responde a moça.
- Desculpe-me a curiosidade é escritora?
- Não, sou sexóloga, fala a moça com ar de seriedade.
Sem perder o charme e ao mesmo tempo ansioso por manter o papo, o rapaz diz:
- Muito interessante e raro. Suas pesquisas dedicam-se, na Sexologia, à quê, especificamente? Ela, tranqüila e sempre com a mesma voz de veludo:
- No momento, dedico-me a pesquisar as características do membro Masculino, o que julgo ser um trabalho de fôlego e muito difícil.
O rapaz meio eufórico, complementa:
- Nas suas pesquisas, a que conclusão já chegou?
Ela responde:
-Bom, de todos os pesquisados, já concluí que os Índios, sem dúvida, são os portadores de membros com as dimensões mais avantajadas e, em contrapartida, os Árabes são os que permanecem mais tempo no coito, antes de entrarem em gozo. Logo, são os que proporcionam mais prazer às suas parceiras. Além disso... Oh! Desculpe-me Sr.! Eu estou aqui falando sem parar e nem sei seu nome...
O rapaz, agora impávido e muito sorridente, estende a mão direita para a moça e diz:
- MOHAMED PATAXÓ, às suas ordens!

sábado, fevereiro 17, 2007

Por quem os sinos dobram?!

Recebo de Fernanda Galvão o texto de Paulo Coelho, escritor brasileiro, bruxo ou mago? sei lá... Nunca li livro algum dele, aumentou a vontade de não lê-lo quando Carlos Pontes do Blog Eventual, em um post, comenta o vazio que sentiu ao ler algumas páginas de um livro do indigitado escritor.
Caros amigos de além-mar e de outras partes do mundo, ocorreu uma desgraça que chocou bastante o povo brasileiro, e foi muito divulgado pela mídia brasileira, inclusive Isadora Lis escreveu um post que faz referência ao trágico acontecimento, em resumo, um menino de 6 ou 7 anos foi arrastado por um carro, preso que estava ao cinto de segurança do banco traseiro do carro da mãe, uns bandidos após assaltarem a mãe do garotinho levaram o carro com a criança pendurada para fora do veículo... Triste, muito triste... O texto de Paulo Coelho é preciso e certeiro, resgata a necessidade de olharmos nos olhos de nossos irmãos e perguntarmos onde erramos e o que é preciso fazer para mudarmos a vida.
Peço que leiam o texto, vale a pena:

"Por quem os sinos dobram (Paulo Coelho)

Então estamos nos aproximando cada vez mais do Mal Absoluto. Quando rapazes, em pleno controle de suas faculdades mentais, são capazes de arrastar um menino pelas ruas de uma cidade, isso não é apenas um ato isolado: todos nós, em maior ou menor escala, somos culpados.
Somos culpados pelo silêncio que permitiu que a situação em nossa cidade chegasse a este ponto.
Somos culpados porque vivemos em uma época de "tolerância", e perdemos a capacidade de dizer NÃO.
Somos culpados porque nos horrorizamos hoje, mas nos esquecemos amanhã, quando há outras coisas mais importantes para fazer e para pensar.
Somos os olhos que viram o carro passar, o medo que nos impediu de telefonar para a polícia.
Somos a polícia, que recebeu alguns telefonemas através do número 190, e demorou para reagir, porque o Mal Absoluto parece já não pedir urgência para nada.
Somos o asfalto por onde se espalharam os pedaços de corpo e os restos de sonhos do menino preso ao cinto de segurança. A cada dia uma nova barbárie, em maior ou menor escala. A cada dia algum protesto, mas o resto é silêncio.
Estamos acostumados, não é verdade? Muitos séculos atrás, John Donne escreveu: "nenhum homem é uma ilha, que se basta a si mesma. Somos parte de um continente; se um simples pedaço de terra é levado pelo mar, a Europa inteira fica menor. A morte de cada ser humano me diminui, porque sou parte da humanidade. Portanto, não me perguntem por quem os sinos dobram: eles dobram por ti."
Na verdade, podemos pensar que os sinos estão tocando porque o menino morreu, mas eles dobram mesmo é por nós. Tentam nos acordar deste cansaço e torpor, desta capacidade de aceitar conviver com o Mal Absoluto, sem reclamar muito? Desde que ele não nos toque.
Mas não somos uma ilha, e a cada momento perdemos um pouco mais de nossa capacidade de reagir. Ficamos chocados, assistimos às entrevistas, olhamos para nossos filhos, pedimos a Deus que nada aconteça conosco. Saímos para o trabalho ou para a escola olhando para os lados, com medo de crianças, jovens, adultos.
Entra ano, sai ano, mudam-se governos, e tudo apenas piora. O que dizer?
Que palavra de esperança posso colocar aqui nesta coluna? Nenhuma.
Talvez apenas pedir que os sinos continuem tocando por nós. Dia e noite, noite e dia, até que já não consigamos mais fingir que não estamos escutando, que não é conosco, que estas coisas se passam apenas com os outros. Que estes sinos continuem dobrando, sem nos deixar dormir, nos obrigando a ir até a rua, parar o trânsito, fechar as lojas, desligar as televisões, e dizer: "basta.
Não agüento mais estes sinos. Preciso fazer alguma coisa, porque quero de volta a minha paz".
Neste momento, entenderemos que embora culpemos a polícia, os assaltantes, o silêncio, os políticos, o hábito, apenas nós podemos parar estes sinos.
Nosso poder é muito maior do que pensamos? Trata-se de entender que não somos uma ilha, e precisamos usá-lo. Enquanto isso não acontecer, o Mal Absoluto continuará ampliando seu reinado, e um belo dia corremos o risco de acreditar que ele é a nossa única alternativa, não existe outra maneira de viver, melhor ficar escutando os sinos e não correr riscos.
Não podemos deixar que chegue este dia. Não tenho fórmulas para resolver a situação, mas sou consciente de que não sou uma ilha, e que a morte de cada ser humano me diminui. Preciso parar minha cidade. Não apenas por uma hora, um dia, mas pelo tempo que for necessário. E recomeçar tudo de novo. E, se não der certo, tentar não apenas mais uma vez, mas setenta vezes. Chega de culpar a polícia, os assaltantes, as diferenças sociais, as condições econômicas, as milícias, os traficantes, os políticos.
Eu sou a minha cidade, e só eu posso mudá-la. Mesmo com o coração sem esperança, mesmo sem saber exatamente como dar o primeiro passo, mesmo achando que um esforço individual não serve para nada, preciso colocar mãos à obra. O caminho irá se mostrar por si mesmo, se eu vencer meus medos e aceitar um fato muito simples: cada um de nós faz uma grande diferença no mundo."

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Fidel si, Fidel no: Ramonet x Montaner(parte I)


Irei reproduzir aqui no blog, artigo publicado no Blog do Emir Sader da Agência Carta Maior.
Temos dois intelectuais com focos distintos e que vão expor as suas impressões sobre Cuba com e sem Fidel, não publicarei o artigo de uma vez, farei em retalhos, i. e., irei publicá-lo por parte, tudo para facilitar os meus leitores preguiçosos, uns e outros que odeiam posts longos, é o de Mari Santos.
Passei quase um mês em Havana, deixei bons camaradas por lá. Fiz um treinamento de sobrevivência nos bares, ruas, cafeterias e paladares habaneros... Preparar mojitos e margueritas é uma arte, bebê-los uma delícia... A cultura cubana me arrebatou por completo, la nueva trova (a MPB deles) com letras e melodias encantadoras e de profunda preocupação humanista, a arte pulsando na Praça do Comércio... Lembranças que se transformam em saudades.
Meus mojitos cubanos, visitam-me como fantasmas ao cair da noite, lembrando-me que existe um povo alegre e trabalhador numa isla caribenha, e que adora a cultura brasileira, não entendo, mas os cubanos adoram as novelas da Globo... rsrsrs...
Chega de conversa, vamos ao artigo do Emir Sader.

Primeira Parte

"Fidel si, Fidel no: Ramonet x Montaner
A partir da doença de Fidel, a edição de fevereiro/março da revista Foreign Policy promoveu um debate entre Ignácio Ramonet – editor do Le Monde Diplomatique e autor do mais importante livro sobre Fidel, com 100 horas de entrevistas com o lider cubano, “Biografia a duas vozes” (Boitempo Editorial) – e Carlos Alberto Montaner – jornalista anticastrista de Miami, incluído na lista de jornalistas pagos pelo governo dos EUA, que costuma ser publicado pelo jornal Estado de São Paulo. Foi colocada a questão: O que Fidel fez por Cuba? A cada artigo de Montaner vinha a réplica de Ramonet, em um total de 4 cartas de cada um. Transcrevo trechos da correspondência:

I.Montaner: “O comunismo decepcionou a Cuba” “A morte de Fidel Catro será o ponto de partida de uma série de mudanças políticas e econômicas parecidas com as que se produziram na Europa.” “Mesmo se sua ideologia é o comunismo, pertence à mesma espécie antropológica que Francisco Franco na Espanha ou Rafael Trujillo na República Domunicana.” “...o povo cubano sabe que o sistema criado por Castro fracassou. Enfrenta-se diariamente com a realidade de que o comunismo agravou todos os problemas materiais fundamentais de Cuba até o limite do desespero.” “Cuba pertence à civilização ocidental. Faz parte da América Latina e não tem sentido que seu governo siga mantendo ao país isolado do seu entorno, de suas raízes e de sua evolução natural. Afinal, as ditaduras da América Latina, tanto as de esquerda (Velasco Alvarado no Perú), como as de direita (Augusto Pinochet e os regimes militares da Argentina, do Brasil e do Uruguai), foram substituídas por governos legitimados nas urnas.” “Eu predigo uma mudança pacífica baseada em um acordo entre os reformistas do regime e os democratas da oposição, dentro e fora da ilha.”

I. Ramonet: “O futuro de Cuba está aqu픓O presidente Fidel Castro não está exercendo seu cargo desde julho; isto é, faz mais de seis meses que existe o depois de Fidel. E, no entanto, não aconteceu nada.” “À diferença da Hungria, as grandes reformas cubanas não são produto de idéias alheias impulsionadas por tropas estrangeiras levadas por veículos soviéticos. Nasceram de um movimento popular em que se uniram as esperanças de camponeses, operários e inclusive profissionais da pequena burguesia cubana.” “Negar essa característica nacional é ignorar várias dimensões essenciais do regime. E é não compreender por que, 15 anos depois da desaparição da URSS, o sistema cubano continua de pé.” “Durante os últimos 10 anos o crescimento médio anual do PIB cubano foi de aproximadamente 5% ao ano, um dos maiores da América Latina. Em 2005 o país cresceu 11,8%, incluindo os serviços sociais e deve ter tido um crescimento igual em 2006. Pela primeira vez na sua história este país não depende de um sócio preferencial, como havia dependido sucessivamente da Espanha, dos EUA e da URSS. É mais independente que nunca. Com uma distinção tão pouco frequente e tão duramente conquistada, não parece provavel que os cubanos vão inverter esse rumo.”

Ditados...


Pediram ao poster que corrigisse alguns ditados, tarefa cumprida.


Quem ri por último -------------------É retardado.
Alegria de pobre ----------------------É impossível.
Quem com ferro fere -----------------Não sabe como dói.
Em casa de ferreiro -------------------Só tem ferro.
Devo, não pago ------------------------Nego enquanto puder.
Quem tem boca -----------------------Fala, quem tem condição vai a Roma.
Gato escaldado ------------------------Morre.
Quem espera ---------------------------Sempre cansa.
Quando um não quer -----------------O outro insiste.
Os últimos ------------------------------Serão desclassificados.
Carro a álcool --------------------------Você ainda vai empurrar um.
Se Maomé não vai à montanha ----Então vai à praia.
Quem dá aos pobres ------------------Cria o filho sozinha.
Depois da tempestade ----------------Vem a gripe.
Devagar ---------------------------------Nunca se chega.
Antes tarde -----------------------------Do que mais tarde.

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Arte em Caminhão




Rapidinha


CONFISSÃO
O condenado à morte esperava a hora da execução, quando chegou o padre:
- Meu filho, vim trazer a palavra de Deus para você.
- Perda de tempo, seu padre. Daquí a pouco vou falar com Ele,pessoalmente. Algum recado?

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Mesa Redonda

Estarei amanhã prestigiando essa mesa redonda, tenho quase certeza que a mesa de lá é retangular, mas insistem em chamá-la de redonda, tudo bem, outra certeza, o meu amigo Juca do blog 5ª emenda, vai bater uma bola bem redondinha, é só conferir...

Curiosidades


24 CURIOSIDADES QUE VOCÊ NÃO PODE MORRER SEM SABER!!!


01 - O nome completo do Pato Donald é Donald Fauntleroy Duck.
02 - Em 1997, as linhas aéreas americanas economizaram US$ 40.000 eliminando uma azeitona de cada salada.
03 - Uma girafa pode limpar suas próprias orelhas com a língua.
04 - Milhões de árvores no mundo são plantadas acidentalmente por esquilos que enterram nozes e não lembram onde eles as esconderam.
05 - Comer uma maçã é mais eficiente que tomar café para se manter acordado.
06 - As formigas se espreguiçam pela manhã quando acordam.
07 - As escovas de dente azuis são mais usadas que as vermelhas.
08 - O porco é o único animal que se queima com o sol, além do homem.
09 - Ninguém consegue lamber o próprio cotovelo, é impossível tocá-lo com a própria língua.
10 - Só um alimento não se deteriora: o mel.
11 - Os golfinhos dormem com um olho aberto.
12 - Um terço de todo o sorvete vendido no mundo é de baunilha.
13 - As unhas da mão crescem aproximadamente quatro vezes mais rápido que as unhas do pé.
14 - O olho do avestruz é maior do que seu cérebro.
15 - Os destros vivem, em media, nove anos mais que os canhotos.
16 - O "quack" de um pato não produz eco, e ninguém sabe o porquê.
17 - O músculo mais potente do corpo humano é a língua.
18 - É impossível espirrar com os olhos abertos.
19 - "J" é a única letra que não aparece na tabela periódica.
20 - Uma gota de óleo torna 25 litros de água imprópria para o consumo.
21 - Os chimpanzés e os golfinhos são os únicos animais capazes de se reconhecer na frente do espelho.
22 - Rir durante o dia faz com que você durma melhor à noite.
23 - 40% dos telespectadores do Jornal Nacional dão boa-noite ao William Bonner no final.
E a última e melhor....
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24 - Aproximadamente 70 % das pessoas que lêem esta lista tentam lamber o cotovelo.... ehehehe...
Aposto que o Roger Fry e o Locobueres abriram aquele sorriso, eles estão com dois palmos de língua pra fora, também esticaram muito o músculo maldito, né?!

terça-feira, fevereiro 13, 2007

Mulheres do meu Brasil varonil...

Recebi um vídeo sobre uma sessão de fotos para a revista Playboy da modelo Ana di Biase (engraçado todo mundo que expõe as partes íntimas é chamada(o)de modelo, né?!)... rsrsrs...
Antes que os machões de plantão venham descer o malho em mim, vou antecipando, acho a maior besteira e sem futuro ver tantas garotas sonhando em um dia se tornarem uma grande estrela da passarela e com a conta bancária da Gisele Bundchen a top model brasileira (a 16ª mulher mais rica do mundo, de acordo com lista da revista Forbes); igual no futebol, muitos se dedicam ao esporte mais popular do mundo, poucos, pouquíssimos conseguem salários que possibilitam tomar banho de espumante e tirar gosto com caviar.
Mulheres do meu Brasil, é tudo ilusão!!! o melhor mesmo é estudar e ganhar indenpendência financeira dentro dos padrões que garantam a sobrevivência com dignidade e trabalhar com vontade, nada cai do céu ou vem de mão-beijada...
Sem pieguices, por favor!
Nada de ficar esperando por um homem (príncipe) que irá garantir uma vida melhor, com casa, carro, dinheiro para gastar no shopping e um cachorrinho poodle para os passeios matinais... Tranqüilidade, né?! Mas, tem preço...
Hesíodo na Grécia antiga já chamava a atenção, dizendo que a vida era labuta suada para garantir a sobrevivência, antes dele, Homero narrava em Ilíada e Odisséia histórias em que os deuses e homens compartilhavam o cotidiano, e os deuses até interferiam nos destinos dos homens; com Hesíodo a sensação de que os deuses abandonaram os homens fica bem explícita na obra "Os Trabalhos e os Dias", Hesíodo defende a necessidade do trabalho árduo como condição humana, visto que os deuses não mais interferem na vida dos homens. E não me venham com o sonho de se tornarem dançarina da banda Calypso ou da "Segura o tchan, amarra o tchan...", ou ainda da "Boquinha da garrafa" e pior de todas "Bonde do tigrão..."
A maioria das mulheres brasileiras está lutando por melhores dias e na blogosfera tenho enlaçado só mulheres honestas e que labutam duro.
Pausa no sermão blogosférico.
Faço aqui uma constatação, como é dura a vida do fotógrafo da revista Playboy, hein?! admira platonicamente as beldades que se estrebucham diante de sua câmera, escuta passivamente elas falarem que estão nervosas por ser a primeira vez... E como elas se arreganham, meu Deus! E o pobre profissional vai lá, ajeita aqui, ali... ai ai ai é pior que o tormento de Prometeu...
Espera aí, olha as fotos da Ana di Biase. Huumm... da maneira que vi, e que não posso mostrar, as fotos que estão abaixo são bem comportadas. Calma Cabeção! Sem afobação...


segunda-feira, fevereiro 12, 2007

O Parque das Miniaturas









O Parque das Miniaturas fica na cidade de Klagenfurt, Áustria.
Existe há 40 anos e é mantido por empresas privadas.
Todo o lucro auferido com a venda de bilhetes vai para uma organização assistencial sem fins lucrativos chamada Rettet das Kind (Salve as crianças).
Visitar o Parque portanto, além do carácter filantrópico, permite ao visitante uma mini-volta ao Mundo.

domingo, fevereiro 11, 2007

Filhos de Glande...


Recebo e-mail do Roger Fry convidando-me para brincar no bloco "Filhos de Glande", agora sem brincadeira, acho que os publicitários que bolaram o símbolo do bloco, pegaram uma foto do Tico e saiu a imagem acima.
O bloco vai desfilar pela ruas da Cidade Velha.
Olha o texto bolado pelos caras da Galvão Publicidade:

"Filhos de Glande: o balacobaco do ziringuindum do esquindolelê vai penetrar as ruas da Cidade Velha.

O bloco carnavalesco cultural anti-spam e poliesportivo Filhos de Glande pede passagem e avisa: a partir de domingo, 11 de fevereiro, às 16h30, o Carnaval de rua de Belém não vai ser igual àquele que passou.
É que nesse dia o Filhos de Glande estréia na avenida levando muito bom humor, irreverência e cabeções para as ruas da Cidade Velha.
Com mais de 6 bilhões de associados, o bloco quer espalhar pela avenida a filosofia de que todo ser humano - independente da sua classe social, cor ou religião - é um filho de glande.
Armando Pinto, urologista e diretor do bloco, afirma: "nosso desfile é pela paz, pela alegria e pelo amor. Todos viemos do mesmo lugar, somos todos irmãos, por isso todo mundo está convidado a sair no bloco."
G landes protegidas:
O Filhos de Glande também vai inovar na avenida. A diretoria informa que, durante a passagem do bloco, serão distribuídas mais de 1.500 camisinhas, o que, segundo o diretor de harmonia, Jacinto Bee Lau, "é uma forma de alertar às pessoas sobre a importância de ter a sua glande bem protegida."
Informações:
Desfile Filhos de Glande: domingo, 11 de fevereiro, às16h30. Concentração a partir das 15h, no início da Tamandaré.
Camisas: Venda de Camisas (R$ 15,00). Contato: 9129-6581. "

Amor eterno


Pois é, foi encontrado os esqueletos de casal jovem em eterno abraço... Justamente na Itália, mais precisamente na cidade de Mantova, norte do país.
Romeu e Julieta há mais de 5.000 anos atrás?!
O bom e velho Shakespeare, suspira em seu túmulo... Ah! esses amantes... esse amor...

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Amnésia, é verdade...


Aconteceu com o nosso amigo Marcelinho, foi convidado pela Rosah Corrêa para assistir o show da banda "Falsos Profetas", ela faz o vocal da banda; o show foi realizado no Pub Amnésia Club, a Rosah é advogada de uma ONG de Direitos Humanos e o Marcelinho trabalhou lá também, ele chegou bem cedo com a turma da ONG, mas o show só iniciaria 1:00 da madrugada, toma daqui, toma de lá, a cerveja generosamente consumida, cada vez que o Marcelinho secava um copo, como se fosse por milagre o copo já estava cheio novamente...
Petisco pra cá, pra lá... Cerveja, cerveja... Lugar fechado, ar condicionado... e a turma fumando, cigarro, charuto e o escambau...
Marcelinho ia virando um copo atrás do outro, conversa vem, conversa vai... de repente... e não mais que de repente! A sobriedade se apossou dele, parou de beber por alguns rápidos minutos, o suficiente para chegar a uma constatação, ficou observando a mesa próxima, a outra mais adiante... huumm... Não tinha mais dúvida estava num Pub de "entendidos", naquela mesa ali adiante, um rapaz babando a boca de um outro rapaz e depois sussurando juras de amor eterno...
Marcelinho não tava nem aí, advogado comprometido com as causas dos frascos e comprimidos, não tinha porque se assustar, com os olhos de águia conseguiu enxergar uma garota muito bonita, ele estava no balcão com mais uns amigos lá da ONG, a moça passou e ele fez aquele galanteio, açucarado e cheio de citações poéticas... Pensou o meu amigo conquistador lá com os botões dele: - ela não vai resistir, com certeza... Num átimo de segundo, entre o galanteio e o suspiro pensativo do Marcelinho, veio a resposta da "moça bonita", e que deixou o galanteador frustrado, a moça-bonita, disse: Qualé meu, não tá vendo que eu tenho a minha namorada ali?! Vai tomar "Simancol", ok?! E vê se arranja um namorado tá?!
O Marcelinho fechou a cara e se virou para o balcão e pediu mais uma cerveja, e depois de tanta cerveja pintou aquela vontade maluca de correr para o WC e jogar no mictório as frustrações daquela noite, e foi isso o que ele fez, isto é... pretendia fazer, porta fechada do banheiro, ficou esperando a sua vez, e quando chegou a vez dele, quando ia entrar, tocaram o ombro dele e uma voz fina e maneirosa soprou no ouvido: - Maninho, deixa eu entrar contigo que estou apertada... Marcelo um tanto atônito, se vira e levanta o olhar para ver quem está lhe propondo uma "mijada-a-dois", agora ele se assusta, o dono da voz fina e maneirosa era um homem de 1m80, forte, "sarado", o bíceps trabalhado... o braço era da grossura da coxa do Marcelinho, caramba! e agora o que fazer?!
Marcelinho impostou a voz, encheu o peito de ar e espichou a coluna e disse para o "maninho": - Mermão não dá! Eu gosto de mijar sozinho e nem te conheço. Falou com determinação olhando firme nos olhos do "maninho", estava resolvido, pensava o Marcelinho.
Não surtiu efeito a admoestação do Marcelo, porque logo em seguida o "maninho" já com a mão esquerda na braguilha da calça e batendo o pé direito reiterou: - Deixa maninho, vai?! Tô pra mijar na calça, deixa, deixa...
Aí o que fazer?
Marcelinho pensou, colocou o tico e o teco pra trabalhar, e rapidamente resolveu, solucionou, pôs fim a celeuma... Colocou a mão esquerda na cintura, inclinando a coluna para a esquerda, a mão direita com o dedo indicador em riste apontando para uma mesa do salão, disse: - Mermão não dá porque o meu namorado tá sentado ali e ele não vai gostar, ele é muito ciumento...
A resposta do "maninho": - Ah! Tudo bem. Não tô a fim de barraco, né?! Pode mijar sossegada baby, passou até a minha vontade...
Marcelo saiu do banheiro, pagou a conta dele e bateu em retirada sem dar maiores explicações.

Antes que eu esqueça, como é mesmo o nome do Pub? rsrsrs...

terça-feira, fevereiro 06, 2007

Advogados do diabo...


Tenho amigas advogadas que abastecem o blog com material, o segredo aqui segundo Martha Railda é rir de nós mesmos, então vamos lá, não é que existem advogados do diabo?! Leia abaixo e dê o seu veredito:

ADVOGADOS... Nos fóruns, delegacias e outros...

" Fulano de tal, falecido em 08 de maio de 2003, conforme certidão de óbito em anexo, doravante denominado reclamante, por seu advogado signatário, vem perante Vossa Excelência ajuizar ação trabalhista..." (De uma petição inicial na Vara do Trabalho em Varginha-MG).
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"O devedor pode ser localizado na casa nº 242 da rua que fica aos fundos do cemitério, não precisando o oficial de Justiça alegar medo, como pretexto para não realizar a diligência, porque se trata de rua despovoada de almas do outro mundo". (De uma petição, na comarca de São Jerônimo)
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" O contestante nega ser o pai da criança, pois não chegou à mãe do investigante. Mesmo tendo sido uma noite de orgias, com vários participantes, o investigado limitou-se a uma única cópula, com outra pessoa da roda, após o que ficou com o tiche murcho". (De uma contestação em ação de investigação de paternidade, numa Vara de Família em Porto Alegre)
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"A empresa é responsável, em casos de assaltos dentro de seus coletivos, pois deveriam ter câmeras acopladas a satélites para a segurança de passageiros." (De um voto vencido, em acórdão do TJRJ).
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"Edital é uma forma de fazer uma pessoa saber o que ela não sabe, só que muitas vezes, porque não lê o jornal, ela não vai mesmo ficar sabendo". (Resposta em uma prova de Processo Civil, em Faculdade de Direito da Grande Porto Alegre)
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"O réu jamais se furtou ao recebimento da citação. Ocorre que reside em um local onde tem várias casas com o mesmo número, uma espécie de apartamento deitado". (De uma contestação, em processo na comarca de Pelotas, com o réu tentando explicar que não se escondera do oficial de Justiça).
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"Bens móveis são aqueles que são fabricados nas marcenarias. Já os bens imóveis são aqueles que não se movimentam, como um edifício, e também, por exemplo, um veículo que por estar sucateado não tem como ser removido". (De um universitário, ao fazer a diferenciação entre bens móveis e bens imóveis, numa prova de Direito Civil).
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"A parte autora diz que no contrato de compra e venda estão presentes o sujeito e o objeto, mas não aponta onde estará o predicado". (De uma contestação em ação revisional)
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"Ordem de vocação hereditária é quando o filho segue a mesma profissão do pai, ou seja, filho de peixe, peixinho é" (Candidato, em Exame da Ordem).
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De uma petição de inventário em Sorocaba, SP: "O decujus deixou uma decuja e 4 decujinhos..." ·------------------------------
Depoimento numa Delegacia: "O pedestre não tinha idéia para onde ir, então eu o atropelei".
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De uma certidão de oficial de Justiça: "Deixei de fazer a citação tendo em vista que o réu está em lua-de-mel e me respondeu por telefone que nos próximos dias não está nem aí..."
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Certidão lançada por um oficial de Justiça, em Passo Fundo, após efetuar uma penhora: "Penhorei uma mesa de comer velha de quatro pés"...
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Informação de oficial de Justiça, não tendo encontrado o réu: "O mutuário foi para São Paulo melhorar de vida. Quando voltar, vai liquidar com o Banco"
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Início de relatório de perito-avaliador: "Chegando na fazenda do Sr. Pedro Jacaré e em não encontrando o réptil..."
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De um termo de encerramento de laudo judicial, em processo que tramitou perante Vara Cível do foro João Mendes - SP : "Os anexos seguem em separado."
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E PRA FECHAR COM CHAVE DE OURO...
Descrição da penhora feita por um oficial de Justiça de Porto Alegre: "... um crucifixo, em madeira, estilo colonial, marca INRI – sem número de série..."

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

Por onde andará Roger Fry?


Por onde andará Roger Fry? Trocadilho feito pelo o nosso novo filósofo de algibeira - Joseph-Louis (depois que aportou por nossas paragens, ficou conhecido como Zé-Lukita), e faço a minha confissão sincera: - Não sei por onde anda Rogério Friza.
Joseph-Lukita muito preocupado com o amigo sumido, ventilou a possibilidade do mesmo ter se retirado para algum Spa urbano (moda por aqui), para um recondicionamento mental e espiritual; Dirceu assustado propôs um contato com a interpol, eles acabaram de encontrar a ex-Miss Brasil em Londres, bem que poderiam aproveitar e engatar uma investigação sobre o sumiço do Roger...
Nos entreolhamos com os olhos esbugalhados, quando alguém soprou a palavra seqüestro... Se o Roger tiver sido seqüestrado o melhor é logo pagar o que os seqüestradores pedirem, né?! Disse o sábio Joseph-Lukita. Logo em seguida, começamos a puxar os nossos trocados, cinco reais, dez... arrecadamos uns vinte reais, será que está bom?!
Foi um espanto quando o celular do Dirceu tocou e veio a boa notícia, para o alívio de todos, o Roger tá vivinho, lépido e fagueiro... Segundo Dirceu, o indigitado Roger afirmara que estava treinando pesado para trazer a medalha de ouro do Pan-Americano em duas modalidades: remo individual ou canoagem...
Joseph-Lukita agradeceu aos céus, fechou os olhos e levantou a mão direita com o polegar para cima e depois voltamos a constatar que sempre fica uma cadeira vazia na ausência de Roger Fry...
Vale aqui a paródia sobre a música de Zeca Baleiro - "Por onde andará Stephen Fry? Rsrsrs...

"Por onde andará Roger Fry?

Por onde andará Roger Fry
Por onde andará ... Roger
Ninguém sabe do seu paradeiro
Ninguém sabe para onde ele foi
prá onde ele vai
Roger may be felling all alone
Roger never do this again come back home
Se correr o bicho pega Roger se ficar o bicho come"

Feliz Aniversário: Dirceu Franco



Marcamos para almoçar hoje e comemorarmos os 30 e poucos anos do amigo Dirceu Riker Franco, mas alguns contratempos adiaram a nossa comemoração...
Amigo Dirceu, fiquei pensando qual presente ofertar-te... Como nas historinhas, o narrador repete insistentemente "presente de vidro quebra, de lata amassa", simplesmente te ofereço um post... ehehehe...
Veio-me à cabeça as palavras de Vinícius de Moraes, meu poeta, num texto longo, regado a umas 5 ou 6 doses de uísque(?), ele dizia no final do texto:

"Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo.
Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas.
Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive."


Aprendi com Vinícius a ficar preocupado com os amigos, por onde anda o Roger? Lukita continua perguntando, né?!
Irmão, escrevo para não esquecer: hoje é o teu dia, é o nosso, de brindarmos a tua alegria e a maneira fraterna de envolveres os que se aproximam de ti.
Parabéns! Feliz Aniversário... Abrace a Aninha e aproveite a vida.
Encerro com as palavras do poetinha, faço minhas as palavras dele:

"E amai, amigos meus! Amai em tempo integral, nunca sacrificando ao exercício de outros deveres, este, sagrado, do amor. Amai e bebei uísque. Não digo que bebais em quantidades federais, mas quatro, cinco uísques por dia nunca fizeram mal a ninguém. Amai, porque nada melhor para a saúde que um amor correspondido.Mas sobretudo não morrais, amigos meus!"

Luiz Fernando Veríssimo: Invólucros


Ri um bocado com a leitura do texto abaixo, Luiz Fernando Veríssimo quando entrevistado se apresenta muito tímido, mas estando sozinho com o seu computador, o "cara" é impagável, a verve dele transborda sutilezas e percepções surrealistas... Obrigado Raíra, por enviar-me o texto que agora compartilho.
Acima a imagem é de Salvador Dali.

Invólucros
Luiz Fernando Veríssimo, Jornal O Globo


Telefones celulares, agendas eletrônicas e computadores portáteis cada vez mais compactos, e portanto com teclas cada vez menores, pressupõem usuários com dedos finos.

Se vale a teoria da seleção natural de Darwin, as pessoas com dedos grossos se tornarão obsoletas, não se adaptarão ao mundo da micro-tecnologia e logo desaparecerão. E os dedos finos dominarão a Terra.

Há quem diga que, como os miniteclados impossibilitam a datilografia tradicional e, com o advento das calculadoras, os cinco dedos em cada mão perderam a sua outra utilidade prática, que era ajudar a contar até dez, os humanos do futuro nascerão só com três dedos em cada mão: o indicador para digitar (e para indicar, claro), o dedão opositor para poder segurar as coisas e o mindinho para limpar o ouvido.

Outra inevitável evolução humana será a pessoa já nascer com um dispositivo - talvez um dente adicional, cuneiforme, na frente - para desembrulhar CDs e outras coisas envoltas em celofane, como quase tudo hoje em dia. E fiquei pensando no enorme aperfeiçoamento que seria se as próprias pessoas viessem envoltas numa espécie de celofane em vez de pele. Imagine as vantagens que isto traria. No lugar de derme e epiderme, uma pele transparente que permitisse enxergar todos os nossos órgãos internos, tornando dispensáveis o raio-x e outras formas de nos ver por dentro. Bastaria o paciente tirar a roupa para o médico olhar através da sua pele e dar o diagnóstico, sem precisar apalpar ou pedir exames.

Está certo, seríamos horrorosos. Em compensação, a pele transparente seria um grande equalizador social. "Beleza interior" adquiriria um novo sentido e ninguém seria muito mais bonito que ninguém, embora alguns pudessem ostentar um baço mais bem acabado ou um intestino delgado mais estético, e o corpo de mulheres com pouca roupa ainda continuassem a receber elogios ("Que vesícula!"). Acabaria a inveja que as mulheres têm, uma da pele das outras, e a conseqüente necessidade de peelings, liftings, botox, etc.

E como todas as peles teriam a mesma cor - cor nenhuma - estaria provado que somos todos iguais sob os nossos invólucros, e não existiria racismo.

Fica a sugestão, para quando nos redesenharem.

sábado, fevereiro 03, 2007

Arte com Pneus

As imagens chegaram sem que alguém fizesse menção ao autor(es) das esculturas com pneus.
É incrível a capacidade do ser humano surpreender através da arte, os limites que existem fomos nós que criamos, o artista se liberta das convenções e os limites desaparecem, cria-se muito, já vi arte em palito de fósforo, em um grão de feijão, mas com pneu é a primeira vez, ops! aquela alpergata alternativa do Marcelinho não vale, é só o solado que é de pneu o resto é couro, e do bão! Voltando, quanto trabalho em cortar, traçar e dar forma ao produto que mais polui o meio-ambiente, né?!





sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Lembranças


Meus amigos, ao ler o texto abaixo lembrei de duas pessoas imediatamente, primeiro lembrei da minha filha, ela anda descobrindo tantas coisas bonitas e o que é mais importante, se emocionando com as descobertas; depois me veio a lembrança do amigo David Carneiro, bem jovem é verdade, mas muito comprometido com as nossas lutas...

Pela labuta cotidiana e o esforço para sorrir com esperança, acreditando que vamos atingir a terceira margem... o texto abaixo é dedicado: ao remador olímpico Rogério Friza, tem lugar garantido no Pan-americano do Rio, eu acredito que ele traz a medalha de ouro, tenho fé em Deus; ao dublê de assessor parlamentar e apaixonado incorrigível Marcelo Costa; ao ex-zangado Oliviomar, o sorriso dele é poderoso; ao eterno Locobueres, que não tenha dúvida a tua alma do que pode a loucura humana realizar; ao genro do Lukita - Dirceu Franco, que o lobo e o cordeiro vivam em paz; à blogueira de fé Luciane Fiuza, virtuosa ao extremo; à chilena Lila, pelas poesias e cultura que transpiras; à blogueira Luana, pelo companheirismo; ao Ivan, pela banda-larga-que-falta-todo-santo- dia; Grace pela dedicação; ao Fred, por ser destemido e valente, calma valentão!; são muitos amigos e amigas, vale a intenção, vamos ler com a emoção de noss'alma...



“ SER JOVEM... ”

“ Ser jovem.

Quem não gosta de permanecer jovem?

Ser jovem é amar a vida, cantar a vida, abraçar a vida, perdoando até as pedradas que a vida nos joga em rosto.

Ser jovem é ter altos e baixos, entusiasmos e desalentos. É vibrar com os momentos bons e passar por cima do que nos machuca, com um sorriso fácil apagando os percalços.
Ser jovem é apiedar-se dos mais fracos, não ter vergonha de fazer um sinal da cruz em público, cantarolar uma canção em pleno ônibus. E apreciar uma piada gostosa.

Ser jovem é escrever diário, às vezes. Copiar poesias de amor e remetê-las ao namorado, à namorada, com assinatura própria.Ser jovem é compadecer-se de quem sofre, com aquela vontade imensa de fazer o milagre da cura, de restituir a saúde àqueles que a gente estima e ama.
Ser jovem é beber um lindo pôr-do-sol, ar livre e noites estreladas. Não se intrometer na vida alheia, fazer silêncios impossíveis, ficar ao lado das crianças, gostar de leitura, Ter ódio de guerra e de ser manipulado.Ser jovem é ter olhos molhados de esperança e adormecer com problemas, na certeza de que a solução madrugará no dia seguinte.Ser jovem é amar a simplicidade, o vento, o perfume das flores, o canto dos pássaros. Ter alegria ao dramático, ao solene. E duvidar das palavras.
Ser jovem é vibrar um gol do time, jogar na loteria esportiva, emocionar-se com filmes de ternura e simpatizar secretamente com alguém que a gente viu só de passagem.

Ser jovem é planejar praias no fim do ano, sonhar com um giro pela Europa e uma esticada pela Disneilândia... algum dia.Ser jovem é sentir-se um pouco embaraçado diante de estranhos, não perder o hábito de encabular, tremer diante de um exame e detestar gente gritona e resmunguenta.
Ser jovem é continuar gostando de deitar na grama, caminhar na chuva, iniciar cursos de inglês e violão, sem jamais terminá-los.Ser jovem é não dar bola ao que dizem e pensam da gente. Mas irritar-se, quando distorcem nossas melhores intenções.

Ser jovem é aquele desejo de fazer parar o relógio, quando o encontro é feliz, quando a companhia é agradável e a ventura toma conta do nosso ser.
Ser jovem é caminhar firme no chão, à luz dalguma estrela distante.

Ser jovem é avançar de encontro à morte, sem medo da sepultura e do que vem depois.

Ser jovem é permanecer descobrindo, amando, servindo, sem nunca fazer distinção de pessoas.
Ser jovem é olhar a vida de frente, bem nos olhos, saudando cada novo dia, como presente de Deus. Ser jovem é realimentar o entusiasmo, o sorriso, a esperança, a alegria, a cada amanhecer...

Ser jovem é acreditar um pouco na imortalidade, em vida. É querer a festa, o jogo, a brincadeira, a lua, o impossível.Ser jovem é ser bêbado de infinitos que terminam logo ali. É só pensar na morte, de vez em quando. É não saber nada e poder tudo.
Ser jovem é gostar de dormir e crer na mudança. É meter o dedo no bolo e lamber o glacê. É cantar fora do tom, mastigando depressa, mas engolir devagar a fala do avô.

Ser jovem é embrulhar as fossas no celofane do não faz mal. É crer no que não vale a pena, mas ai da vida se não fosse assim.Ser jovem é misturar tudo isso com a idade que se tenha, trinta, quarenta, cinqüenta, sessenta, setenta ou dezenove. É sempre abrir a porta com emoção.

É abraçar esquinas, mundos, luzes, flores, livros, discos, cachorros e a menininha, com um profundo, aberto e incomensurável abraço feito de festa, dentes brancos e tímidos, todos prontos para os desencontros da vida. Com uma profunda e permanente vontade de SER. ”
( Artur da Távola - 'Paulo Alberto Monteiro de Barros' - 1936/**** )

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Asas e maternidade...

Abaixo uma imagem pintada por Salvador Dali.
Com ela presto uma pequena e singela homenagem a uma blogueira de além-mar, não tardará e será mamãe novamente... Estou aqui torcendo para que tudo transcorra em paz, o amor vencerá! Parabéns Mixikó pelo estado interessante no qual te encontras.