quinta-feira, março 15, 2007

Fidel si, Fidel no: Ramonet x Montaner(Parte Final)

Finalizo a publicação do embate entre dois intelectuais que se posicionam contrariamente quando o tema é Cuba e Fidel Castro, esse diálogo foi publicado originalmente no Blog do Emir na Agência Carta Maior, vamos ler e tirar as nossas conclusões.

III. Montaner: “O final de um triste capítulo”
“O povo cubano recordará a era do comandante com tristeza. Deixa como legado um catálogo de como não governar.” “Deveríamos confiar no método democrático, no império da lei, no mercado e na propriedade privada como fazem os países mais prósperos e felizes da Terra.” “Em suma, com a morte do comandante devemos nos esfoçar para ser uma nação normal, pacífica e moderna, não um delirante projeto revolucionário empenhado em mudar a história do mundo.”

III. Ramonet: “Ver a verdade”
“E se lhe preocupam os direitos humanos, como pode negar que Cuba, um país pequeno, é quem mais fornece ajuda médica a dezenas de nações pobres do mundo? Há aproximadamente 30 mil médicos cubanos trabalhando gratuitamente em mais de 30 países. Proprocionalmente seria como se os EUA mandassem 900 mil médicos ao Terceiro Mundo. Só a Missão Milagre, que oferece operações gratis de catarata aos pobres da Venezuela, da Bolívia e da América Central, devolveu a visão a mais de 150 mil pessoas.”


IV. Montaner: “Cuba libre”

“Julgar uma ditadura que leva meio século sendo incompetente e atroz pelas operações de catarata que realiza é o argumento fascista que costumam empregar os apologistas de Franco: sua ditadura foi positiva porque os espanhóis podiam comer três vezes ao dia.” “A ditadura de Castro foi boa, nos enteiramos agora, porque mandou médicos ao Terceiro Mundo.”


IV. Ramonet: “Vida Fidel!”
“O apartheid sul-africano não começou a desmoronar até que suas tropas de elite caíram derrotadas em dezembro de 1986 em Cuito Canavale, o Stalingtrado do apartheid, não pelas forças estadunidenses, mas pelos soldados cubanos. Foi isto que levou a Nelson Mandela, um ícone do nosso tempo, a dizer que a revolução de Fidel Castro havia sido “uma fonte de inspiração para todos os amantes da liberdade”. Ele também, como tantos cubanos que chorarão a morte de seu lider, costuma dizer sempre: “Viva o camarada Fidel Castro!”.

8 comentários:

Diana L. Caffaratti disse...

Ambos exponenten llevan razón y sinrazón. Debieran deponer actitudes ortodoxas y equilibrar bondades para que surja una idea mejor y ponerla en práctica.

citadinokane disse...

Diana,
Tens razão!
Beijos,
Pedro

Fred Guerreiro disse...

Tá legal...
Que tal uma passagem de ida para Cuba?

citadinokane disse...

Fred,
Calma muchacho!!!
Passagem de ida e volta, é claro!
E tu vais com a gente e quem sabe "el comanadante" amolece o teu coração num papo de 4h, hein?!

Sujeito Oculto disse...

Estou com Ramonet, como sempre. As pessoas que discutem Cuba freqüentemente se esquecem do que era antes de Fidel. Não acho que o Comandante levou a ilha da melhor maneira possível, mas dificilmente alguém faria melhor.

Vladimir disse...

Para si o que é o destino?

citadinokane disse...

Sujeito oculto,
Tudo é muito mais...
Analisar profundamente a questão Cuba, exige fôlego, por isso, concordo contigo, Fidel pecou muito, mas ainda assim, é preciso levar em conta que ele enfrentou e enfrenta os "donos do mundo", né?!
Abraços,
Pedro

citadinokane disse...

Vladimir,
Passei no teu blog e deixei o que pediste.
Abs,
Pedro
__________
Seguirei impávido e com Fernando Pessoa ao meu lado, dizendo que o destino:
"(...)
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por
[baixo de coisas como tabuletas,
Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de
[mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa
[nem outra."