sábado, abril 14, 2007

Vida em Plutão...


Notícia de Plutão...
Lançada em um momento de desespero e abstinência blogosférica.

Walden, or life in the woods (1854)

"Eu fui à Floresta porque queria viver livre.
Eu queria viver profundamente,
e sugar a própria essência da vida...
Expurgar tudo o que não fosse vida;
E não, ao morrer, descobrir que não havia vivido".






Walden, ou a Vida nos Bosques
Henry David Thoreau (1817–1862)

Eu fui aos bosques
porque queria viver deliberadamente,
enfrentar somente os fatos essenciais da vida,
e ver se eu não podia aprender
o que ela tinha a me ensinar,
e não, quando viesse a morrer,
descobrir que não havia vivido.

Não queria viver o que não fosse vida,
viver é tão bom;
nem queria praticar resignação,
a menos que fosse realmente necessário.

Eu queria viver profundamente
e sorver toda a essência da vida,
viver violenta e espartanamente
de forma a derrotar tudo que não fosse vida,
e reduzí-la aos seus mais simples termos,
e, se isso se provasse pobre,
porque então alcançar a sua miséria
completa e genuína,
e anunciar esta miséria ao mundo;

ou se fosse sublime, conhecer de experiência,
e ter condições de dar um relato fiel disto
em minha próxima excursão.

14 comentários:

Mari disse...

Pedro, Pedro,

Tô dizeno, desce daí mascarado, já!!

Rsrsrs

Bjs

Mari

Cris Moreno disse...

Para um desespero, proveniente da abstinência:

Mário Faustino (1930 - 1962)

A Reconstrução

(...)
E nos irados olhos das bacantes
Finalmente descubro quem procuro.
Não eras tu, Poesia, meras armas,
Pura consolação de minha luta.
Nem eras tu, Amor, meu camarada,
Às costas me levando, após a luta.
Procurava-me a mim, e ora me encontro
Em meu reflexo, nos olhares duros
De ébrios que me fuzilam contra o muro
E o perdão de meu canto. Sobre as nuvens
Defronte mãos escrevem numa estranha,
Antiquíssima língua estas palavras
Que afinal compreendo: toda vida
É perfeita. E pungente, e raro, e breve
É o tempo que me dão para viver-me,
Achado e precioso. Mas saúdo
Em mim a minha paz final. Metade
Infame de homem beija os pés da outra
Diva metade, enquanto esta se curva
E retribui, humilde, a reverência.
A serpente tritura a própria cauda,
O círculo de fogo se devora,
Arrasta-se o cadáver bem ferido
Para fora do palco:
este cevado
Bezerro justifica minha vida.


Obs. Mari, depois dessa, ele vem com tudo.

Segredos da Esfinge disse...

Adorei saber da crise, vou torcer para que tenha um por dia.
Beijos

Navi Leinad disse...

Pedro, tua 'desgraça' trás alegria pra muitos. Então, volta mais vezes, 'desgraçado'!
hehehehehehehehehe...

danuzia disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
J@de disse...

Mas que sacanagem!! Volta e nem avisa nada eu heim!! hehehehe!!
Tomara que vc tenha sempre crises, vou botar a leitura em dia!!
Beijos!!

citadinokane disse...

Mari,
Plutão é longe, viu?

citadinokane disse...

Cris,
Arrasta-se o cadáver bem ferido
Para fora do palco...

citadinokane disse...

Segredos,
Estou cheio de "crisite" aguda.

citadinokane disse...

Ivan,
Alegria e desgraça, ali de mãos dadas...

citadinokane disse...

Jade,
Voltei?
Estou aproveitando uma brecha para responder aos amigos.
Beijos

Anônimo disse...

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Anônimo disse...

Pensei que eu ia comentar e dizer pura tema, você fez por si mesmo? É realmente impressionante!

Anônimo disse...

hola, Chicos, gracias amigo! gran post!