domingo, novembro 04, 2007

Quando as hienas entram em cena...

Não gostaria de ocupar este espaço com a discussão que se coloca no momento aqui em meu Estado - Pará, a divisão do Pará.
As hienas entram em cena...
O bote, a sangria e a carniça exposta... Eis a história do meu Estado nos últimos anos.
As hienas sentem o cheiro e a oportunidade de puxar a carniça para o seu lado, não se intimidam, riem e mostram as presas afiadas... Elas mordem com vontade e querem um naco do território paraense, ensangüentado com as mazelas sociais do abandono e esquecimento, mas que guarda em seu solo e subsolo riquezas minerais e vegetais muito cobiçadas e que fazem tililintar as moedas...
E como diria o poeta "Longe, as feras carniceiras/ Uivam nas lapas."(Olavo Bilac, Poesias, p. 266), é aí que as hienas entram em cena...
O que causa repulsa é a desfaçatez de muitos políticos que hoje tomam nas mãos as bandeiras separatistas, são os mesmos que estavam e estão no poder e longe de demonstrar sua indignação com o abandono do Estado, ajudaram a piorar a situação, foram sempre base de apoio dos governos dos últimos trinta anos.

Cabe uma pequena pergunta, singela e inocente: o que querem os separatistas?
Queridos paraenses e brasileiros!
No núcleo forte dos separatistas, estão lá sojeiros, madereiros, grileiros... Onde o povo?
Com a criação dos Estados de Carajás e Tapajós, eu insisto e pergunto como segurar a ganância e a avidez dos madereiros pelo mogno da região tapajônica? e como impedir que os sojeiros avancem sobre a floresta nativa amazônica? Atenção!!!
Em Santarém os madereiros que devastaram o sul do Pará, todos estão apoiando a criação do Tapajós, qual o poder de persuasão deles - a grana, to make a lot of money!
Não é diferente com a criação do Estado de Carajás.
Recentemente a governadora do Pará iniciou um processo muito interessante e importante para a integração de todo o Estado - o Planejamento Territorial Participativo(PTP). O PTP organiza plenárias por regiões, os municípios elegem os seus delegados que levam as demandas de cada região.
O momento é de participar e construir um Estado forte, que enfrente o abandono dos últimos tempos.
O Pará sempre aceitou a migração sem preconceitos. Sempre recebemos irmãos maranhenses, piauienses, goianos, mineiros... Todos são bem vindos e ajude-nos a fazer do Pará um Estado para todos.

8 comentários:

Xico Rocha disse...

Caro Pedro,nada poderá ser feito sem a vontade popular, isto porque vivemos uma democracia.
Pois bem, tão paradoxal quanto burro, é a criação de qualquer Estado ou municipio, digo isto pela ótica popular da coisa.
Se não vejamos; Todas as vezes que que sou convidada a opinar sobre o assunto, a primeira pergunta que eu faço é: Quem gosta de político aqui? é evidente que não aparece nenhum defensor da nobre classe brasileira. Então começo meu discusso, ora se ninguém gosta de politico, ninguém acredita em politico, ninguem tem nada á favor de politicos como é que pensam em criar mais politicos? mais o que mais me preocupa na realidade, é minha verdadeira condição economica, não tenho mais condição de pagar se quer um síndico mais, quanto mais 1 governador, um vice governador, uma porrada de secretário de Estado, servidores de seundo terceiro e tantos outros escalões, fora mais sem-ador daputada federal e seus aspones.
É claro que tenho mais 8976 motivos contrários, mais os que mais me afetarão são os supra citados.
Carajense, tapajônicos tenho algo melhor para voces, só que é impróprio para este espaço.
Com meu importante VETO ao projeto.
Xico Rocha

citadinokane disse...

Xico,
Vetarei o projeto também... E tenho me esforçado para que não se cometa mais um crime contra a nossa querida Amazônia...
Abraços hermano,
Pedro

Anônimo disse...

Caro amigo,
só para ilustrar a atuação desses nossos politicos aqui do Pará, a Vale acaba de anunciar que a siderúrgica para produção de chapas acaba de ser anunciada para o Ceará. Ainda querem reivindicar o que?

Luciene disse...

Vamos divulgar.

A PRÓXIMA GUERRA

Segue abaixo o relato de uma pessoa conhecida e séria, que passou recentemente em um concurso público federal e foi trabalhar em Roraima. Trata-se de um Brasil que a gente não conhece.

As duas semanas em Manaus foram interessantes para conhecer um Brasil um pouco diferente, mas chegando em Boa Vista (RR) não pude resistir a fazer um relato das coisas que tenho visto e escutado por aqui.

Conversei com algumas pessoas nesses três dias, desde engenheiros até pessoas com um mínimo de instrução.

Para começar o mais difícil de encontrar por aqui é roraimense, pra falar a verdade, acho que a proporção é de um roraimense para cada 10 pessoas é bem razoável, tem gaúcho, carioca, cearense, amazonense, piauiense, maranhense e por aí vai. Portanto falta uma identidade com a terra. Aqui não existem muitos meios de sobrevivência, ou a pessoa é funcionária pública, e aqui quase todo mundo é, pois em Boa Vista se concentram todos os órgãos federais e estaduais de Roraima, além da prefeitura é claro. Se não for funcionário público a pessoa trabalha no comércio local ou recebe ajuda de Programas do governo. Não existe indústria de qualquer tipo. Pouco mais de 70% do Território roraimense é demarcado como reserva indígena, portanto restam apenas 30%, descontando-se os rios e as terras improdutivas que são muitas, para se cultivar a terra ou para a localização das próprias cidades. (Na única rodovia que existe em direção ao Brasil (liga Boa Vista a Manaus, cerca de 800 km) existe um trecho de aproximadamente 200 km reserva indígena Waimiri Atroari) por onde você só passa entre 6:00 da manhã e 6:00 da tarde, nas outras 12 horas a rodovia é fechada pelos índios (com autorização da FUNAI e dos americanos) para que os mesmos não sejam incomodados.

Detalhe: Você não passa se for brasileiro, o acesso é livre aos americanos, europeus e japoneses. Desses 70% de território indígena, diria que em 90% dele ninguém entra sem uma grande burocracia e autorização da FUNAI.

Detalhe: Americanos entram na hora que quiserem, se você não tem uma autorização da FUNAI mas tem dos americanos então você pode entrar. A maioria dos índios fala a língua nativa além do inglês ou francês, mas a maioria não sabe falar português. Dizem que é comum na entrada de algumas reservas encontrarem-se hasteadas bandeiras americanas ou inglesas. É comum se encontrar por aqui americano tipo nerds com cara de quem não quer nada, que veio caçar borboleta e joaninha e catalogá-las, mas no final das contas pasme, se você quiser montar um empresa para exportar plantas e frutas típicas como cupuaçu, açaí camu-camu etc., medicinais, ou componentes naturais para fabricação de remédios, pode se preparar para pagar 'royalties' para empresas japonesas e americanas que já patentearam a maioria dos produtos típicos da Amazônia...

Por três vezes repeti a seguinte frase após ouvir tais relatos: É os americanos vão acabar tomando a Amazônia e em todas elas ouvi a mesma resposta em palavras diferentes. Vou reproduzir a resposta de uma senhora simples que vendia suco e água na rodovia próximo de Mucajaí:

'Irão não minha filha, tu não sabe, mas tudo aqui já é deles, eles comandam tudo, você não entra em lugar nenhum porque eles não deixam. Quando acabar essa guerra aí eles virão pra cá, e vão fazer o que fizeram no Iraque quando determinaram uma faixa para os curdos onde iraquiano não entra, aqui vai ser a mesma coisa'.

A dona é bem informada não? O pior é que segundo a ONU o conceito de nação é um conceito de soberania e as áreas demarcadas têm o nome de nação indígena. O que pode levar os americanos a alegarem que estarão libertando os povos indígenas. Fiquei sabendo que os americanos já estão construindo uma grande base militar na Colômbia, bem próximo da fronteira com o Brasil numa parceria com o governo colombiano com o pseudo objetivos de combater o narcotráfico. Por falar em narcotráfico, aqui é rota de distribuição, pois essa mãe chamada Brasil mantém suas fronteiras abertas e aqui tem Estrada para as Guianas e Venezuela. Nenhuma bagagem de estrangeiro é fiscalizada, principalmente se for americano, europeu ou japonês, (isso pode causar um incidente diplomático)... Dizem que tem muito colombiano traficante virando venezuelano, pois na Venezuela é muito fácil comprar a cidadania venezuelana por cerca de 200 dólares.
Pergunto inocentemente às pessoas; porque os americanos querem tanto proteger os índios. A resposta é absolutamente a mesma, porque as terras indígenas além das riquezas animais e vegetais, da abundância de água são extremamente ricas em ouro (encontram-se pepitas que chegam a ser pesadas em quilos), diamante, outras pedras preciosas, minério e nas reservas norte de Roraima e Amazonas, ricas em PETRÓLEO.
Parece que as pessoas contam essas coisas como que num grito de Socorro a alguém que é do sul, como se eu pudesse dizer isso ao presidente ou a alguma autoridade do sul que vá fazer alguma coisa.
É pessoal, saio daqui com a quase certeza de que em breve o Brasil irá diminuir de tamanho. Um grande abraço a todos. Será que podemos fazer alguma coisa???
Acho que sim.

Repasse esse e-mail para que um maior número de brasileiros fique sabendo desses absurdos.

Mara Silvia Alexandre Costa Depto de Biologia Cel. Mol. Bioag.
Patog. FMRP - USP

Opinião pessoal:

Gostaria que você, especialmente que recebeu este e-mail, o repasse para o maior número possível de pessoas. Do meu ponto de vista seria interessante que o país inteiro ficasse sabendo desta situação através dos telejornais antes que isso venha a acontecer.

Afinal foi um momento de fraqueza dos Estados Unidos que os europeus lançaram o Euro, assim poderá se aproveitar esta situação de fraqueza norte-americana (perdas na guerra do Iraque) para revelar isto ao mundo a fim de antecipar a próxima guerra. Conto com sua participação, no envio deste e-mail..

Celso Luiz Borges de Oliveira Doutorando em Água e Solo FEAGRI/UNICAMP

Tel: (19) 3233-1840 Celular: (19) 9136-6472 e-mail´s:
Celso@ufba.br ; celso@agr.unicamp.br ; celsoborges@gmail.com

Anônimo disse...

Vocês pertencem a uma elite raivosa da capital que não conhece a realidade do interior do Estado e portanto desconhecem o sofrimento do povo interiorano. É preciso acabar com esse discurso fácil que o novo Estado irá servir a políticos inescrupulosos. Porventura os da capital possuem mais escrúpulo do que os do interior? Sugiro que leiam mais sobre o assunto para poderem se posicionar. Vão ao blog tapajosja.blogspot.com e se aprofundem sobre o tema para poderem opinar.

citadinokane disse...

Luciene,
A reserva foi demarcada... e agora?

citadinokane disse...

Anônimo das 17:49,
A siderúrgica foi pro Ceará, mesmo?

citadinokane disse...

Anônimo das 06:43,
A bancada de deputados no Pará, a maioria é do interior, não?