segunda-feira, dezembro 31, 2007

O verbo "sempreamar" de Drummond

Quero unir as minhas mãos com as tuas e sentir a força e o calor que podemos emanar para todos neste ano que começa, cheio de promessas e com os olhos fitando firme o horizonte da esperança, esta imorredoura... Eterna como a poesia de Drummond, não esqueçam de conjugar o verbo "sempreamar", hein?!
Além da Terra, além do Céu(Carlos Drummond de Andrade)
Além da Terra, além do Céu,
no trampolim do sem-fim das estrelas,
no rastro dos astros,
na magnólia das nebulosas.
Além, muito além do sistema solar,
até onde alcançam o pensamento e o coração,
vamos!
vamos conjugar
o verbo fundamental essencial,
o verbo transcendente, acima das gramáticas
e do medo e da moeda e da política,
o verbo sempreamar,
o verbo pluriamar,
razão de ser e de viver.

domingo, dezembro 30, 2007

Baby Junior, o nado dessincronizado e a pavulagem...



História contada por Nilton Atayde, na presença do personagem principal da trama, o nosso amigo blogueiro Baby Junior (X. R.).
Lá se vão os distantes anos oitenta, Baby Junior viajava para a Vila de Algodoal, ilha localizada em frente à praia de Marudá...
Baby Jr. com os amigos, bebia dentro da embarcação, a cerveja rolando solta e mais cerveja. O barquinho se aproximando da praia, Baby Jr. cantava inflando bem os pulmões, com vontade! Manoel Mangabeira seu amigo o acompanhava e cantavam: "Por onde fooorr quero ser teu paaar... eu já fiz a guerra por não saber... la lala laiá... Me leva amooor..." estavam curtindo à beça, cerveja pra cacete, as meninas lindas, o sol, a vida... Tudo perfeito?! É... parecia perfeito...
O Baby Jr. resolveu fazer pavulagem, é isso mesmo leitor! Pavulagem!? O que é?! Vamos lá no dicionário do Houaiss:
"Pavulagem s.f. AMAZ. m.q. Pabulagem: ardil e fanfarrice."
"Pávulo adj. s.m. AMAZ. m.q. Pábulo: gabola."
O Baby Jr. com o olhar turvado, o suor escorrendo pela testa e a desgraçada da bebida deixando o Baby eufórico...
Baby Jr. todo pávulo, tira a camisa para exibir a sua tatuagem colada em sua costa, enorme dragão soltando fogo pelas ventas, e resolve tirar também a bermuda, só para exibir a sua sunga, estilo Gabeira, para as garotas...
Muito doido, ele grita para as pessoas que estão no barco: - Pô, esse barco parece uma lesma, eu vou é nadando!
O Manoel Mangabeira ainda gritou pra ele não pular, mas, o locoXico vendo as gostosóias olhando com admiração para ele, não contou conversa e antes de pular disse: - Ê mermão, qualé?! Eu sou bom para galaio no nado livre!

Assim foi e assim aconteceu.

Baby Jr. se lançou nas ondas do mar, "de lá da embarcação", ele depois relatou, "parecia que a praia estava pertinho", e não estava... A praia estava longe pra caramba.
O Baby Jr. no início nadava garbosamente, tudo direitinho três braçadas, cabeça para dentro d'água e respirava lateralmente, mas... começou faltar o oxigênio, o locoXico entrou em desespero...
Na época, ele se dizia ateu(meio à-toa, não esqueçam nos anos oitenta todo mundo dizia que era ateu, hein!?), mas, bastou engolir um carro-pipa de água salgada e o anjo Gabriel começar a sussurrar segrêdos no ouvido dele, para o Xico desesperado gritar agoniado: - Socooorro! PeloamordeDeus, alguém me salve!!! Eu vou morreeeer!!!
As garotas gritavam, choravam mesmo... Os gritos das muchachas: - Salve o homi doido e bêbado!!!
Mangabeira, contido e muito seguro nessa hora, acalmou as meninas: - Deixa ele engolir mais um pouquinho de água para aprender!
Os gritos do Xico, era coisa de louco: - Mangabeeeeira me salva, por amoooor de Deus!
O Mangabeira pulou na água levando um colete salva-vida e pronto, tudo resolvido.
O Baby Junior quase desacordado e cheio d'água, beijava o Mangabeira, as meninas davam risadas, o Xico abraçado com o amigo dizia com a língua pesada: - Cara, tu és o meu herói!
O Mangabeira retrucava: - Ê galaio! Olha a postura mermão!
Mangabeira chamou um nativo da ilha para fazer a respiração boca-a-boca, mentiu para o nativo dizendo que não sabia fazer. Até hoje esse assunto é um tabu para o Xico, segundo o Nilton Atayde, ninguém comenta o ato que garantiu a vida do nosso amigo Xico, porque ele tem piti direto quando tocam nesse assunto.
Segundo o próprio relato do X. R., desde a experiência de Algodoal, ele abandonou a sunga do Gabeira e parou com a pavulagem...

A cerveja não!!!

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Nilton conseguiu com o Mangabeira a foto do nativo que salvou a vida do Baby Jr., com a respiração boca-a-boca, taí o outro herói.


Ela é...


"Ela é o amor vivendo de si mesmo.
É a que dormirá comigo todas as luas
E a quem eu protegerei contra os males do mundo.

Ela é a anunciada da minha poesia
Que eu sinto vindo a mim com os lábios e com os peitos
E que será minha, só minha, como a força é do forte e a poesia é do poeta."(Vinicius de Moraes)


sábado, dezembro 29, 2007

Feliz Ano Novo!


O Walter Jr. do "Caneta sem fronteira" enviou-me uma mensagem de Mário Quintana... Gostei muito mermão!
Um 2008 cheio de paz e amor para todos!

Ah! Os Relógios (Mário Quintana)
Amigos, não consultem os relógios
quando um dia eu me for de vossas vidas
em seus fúteis problemas tão perdidas
que até parecem mais uns necrológios...
Porque o tempo é uma invenção da morte:
não o conhece a vida - a verdadeira -
em que basta um momento de poesia
para nos dar a eternidade inteira.
Inteira, sim, porque essa vida eterna
somente por si mesma é dividida:
não cabe, a cada qual, uma porção.
E os Anjos entreolham-se espantados
quando alguém - ao voltar a si da vida -
acaso lhes indaga que horas são...

quinta-feira, dezembro 27, 2007

Belém dos camelôs

Sem querer polemizar!
Mas, a minha cidade está abandonada.
Uma cidade muito bonita, o que fizeram com ela? Muita indiferença e despreparo administrativo.
Em 1997 a administração petista conseguiu retirar os camelôs das Ruas Santo Antonio e João Alfredo, as principais vias do centro comercial.
Na 2ª administração petista, nomearam para secretário de economia, um petista com aspirações eleitorais e aí a porca-torceu-o-rabo, Carlos Bordalo(se elegeu vereador e depois deputado estadual) fez uma aliança com os camelôs, ocorrendo uma retomada tímida dos espaços das ruas do centro comercial pelos camelôs...
Com a administração Duciomar, foram praticamente dois anos de apatia administrativa, deixaram de lado o orçamento participativo, isto é, a participação popular foi esquecida...Houve o retorno da administração de gabinete.
A maior obra do prefeito Duciomar foi o alargamento da Avenida Duque de Caxias, para entender melhor, houve a redução do canteiro central dessa avenida, o recapeamento das pistas, sinalização e semáforos modernos... Foram dois anos de obras a passos de cágados... eu falei cágados! Provavelmente, numa administração com maior seriedade, era obra para no máximo três meses, mas... o prefeito Duciomar levou apenas dois anos, entregando a obra agora no meio de 2007. Com muita propaganda em todas as mídias. É de deixar os menos incautos embasbacados com a petulância dos marketeiros, sendo curto e grosso, eles querem enfiar pela garganta a dentro que recapear e reduzir canteiro dessa avenida, seria a maior obra de todos os tempos!?
Todo mundo identificou que a preocupação com os carros preponderou na obra do prefeito Duciomar, os engenheiros "iluminados" esqueceram dos ciclistas, não existe ciclovia, a pista se tornou perigosa para quem usa bicicleta...
Minhas sugestões, o canteiro central da avenida poderia se constituir em um grande espaço de lazer para a juventude, com quadras devidamente protegidas, e passeios calçados para a prática de cooper e caminhadas para os demais cidadãos, mas esqueceram...
Trouxeram toneladas de gramas do Ceará, quando temos a mesma grama aqui na nossa região...
Agora cabe ressaltar, não é mais possível caminhar pelas ruas do centro da cidade, virou o paraíso dos camelôs, qualquer pessoa chega e põe uma barraca no espaço público. Onde está a administração da cidade??? Não sei!
Sei que alguém vai dizer: - É um fenômeno mundial!
Isso justifica os braços cruzados da administração?
Não, não! É incompetência, mermão!
Procura-se um prefeito para esse mafuá. Urgente!
Quem se habilita?!

terça-feira, dezembro 25, 2007

Chaplin e o Adeus no Natal

"Ó Carlito, meu e nosso amigo, teus sapatos e teu bigode
caminham numa estrada de pó e esperança."
(Carlos Drummond de Andrade)


Numa madrugada como a de hoje(25/12), o maior gênio do cinema dormia e nunca mais acordaria... Lá se vão 30 anos sem Carlitos (Charles Chaplin), teve a chamada "boa morte", isto é, morreu dormindo...
Charles Spencer Chaplin nasceu no dia 16 de abril de 1889 às 20 horas, em um subúrbio de Londres.
Chaplin faleceu aos 88 anos na madrugada de 25 de dezembro de 1977, na localidade suíça de Vevey. E mesmo depois de morto, ainda foi possível a encenação de uma tragicomédia, o corpo de Chaplin foi levado do cemitério local por alguns ladrões em março de 1978 e sendo encontrado dois meses depois.
No dia de Natal, na fria madrugada de 25 de dezembro de 1977, o gênio de infância triste, que através de seus filmes fez o mundo inteiro rir e chorar, se despediu...
Chaplin recebeu uma homenagem de Carlos Drummond de Andrade, bem antes de sua morte, no livro publicado em 1945, chamado "A Rosa do Povo", é bem longo e belíssimo, para facilitar a leitura pelo Tico e Mari Pedra (eles detestam post acima de cinco linhas), publico só a primeira parte do poema de Drummond:

"Canto ao Homem do Povo - Charlie Chaplin"

Era preciso que um poeta brasileiro,
não dos maiores, porém dos mais expostos à galhofa,
girando um pouco em tua atmosfera ou nela aspirando a viver
como na poética e essencial atmosfera dos sonhos lúcidos,

era preciso que esse pequeno cantor teimoso,
de ritmos elementares, vindo da cidadezinha do interior
onde nem sempre se usa gravatas mas todos são extremamente polidos
e a opressão é detestada, se bem que o heroísmo se banhe em ironia,

era preciso que um antigo rapaz de vinte anos,
preso à tua pantomima por filamentos de ternura e riso dispersos no tempo,
viesse recompô-los e, homem maduro, te visitasse
para dizer-te algumas coisas, sob color de poema.

Para dizer-te como os brasileiros te amam
e que nisso, como em tudo mais, nossa gente se parece
com qualquer gente do mundo - inclusive os pequenos judeus
de bengalinha e chapéu-coco, sapatos compridos, olhos melancólicos,

vagabundos que o mundo repeliu, mas zombam e vivem
nos filmes, nas ruas tortas com tabuletas: Fábrica, Barbeiro, Polícia,
e vencem a fome, iludem a brutalidade, prolongam o amor
como um segredo dito no ouvido de um homem do povo caído na rua.

Bem sei que o discurso, acalanto burguês, não te envaidece,
e costumas dormir enquanto os veementes inauguram estátua,
e entre tantas palavras que como carros percorrem as ruas,
só as mais humildes, de xingamento ou beijo, te penetram.

Não é a saudação dos devotos nem dos partidários que te ofereço,
eles não existem, mas a de homens comuns, numa cidade comum,
nem faço muita questão da matéria de meu canto ora em torno de ti
como um ramo de flores absurdas mandado por via postal ao inventor dos jardins.

Falam por mim os que estavam sujos de tristeza e feroz desgosto de tudo,
que entraram no cinema com a aflição de ratos fugindo da vida,
são duras horas de anestesia, ouçamos um pouco de música,
visitemos no escuro as imagens - e te descobriram e salvaram-se.

Falam por mim os abandonados da justiça, os simples de coração,
os párias, os falidos, os mutilados, os deficientes, os recalcados,
os oprimidos, os solitários, os indecisos, os líricos, os cismarentos,
os irresponsáveis, os pueris, os cariciosos, os loucos e os patéticos.

E falam as flores que tanto amas quando pisadas,
falam os tocos de vela, que comes na extrema penúria, falam a mesa, os botões,
os instrumentos do ofício e as mil coisas aparentemente fechadas,
cada troço, cada objeto do sótão, quanto mais obscuros mais falam.

segunda-feira, dezembro 24, 2007

Noite de Natal

"Disse uma voz popular:
Quem me empresta uma escada
Para subir ao altar
Para tirar os cravos
De Jesus o Nazareno?"
Saeta popular
A chuva caindo... A cidade silente... É noite de Natal!
Lembrei-me de Fernando Pessoa dando vida ao seu heterônimo Alberto Caeiro, pincelando com maestria linhas que me tocaram profundamente.
Em “O guardador de rebanhos” parte VIII, Pessoa diz:
“Esta é a história do meu Menino Jesus.
Por que razão que se perceba
Não há de ser ela mais verdadeira
Que tudo quanto os filósofos pensam
E tudo quanto as religiões ensinam?”

Na eletrola rolando a voz de Joan Manuel Serrat, vou sorvendo um cálice do vinho Periquita, com a permissão médica, e Serrat cantanto as palavras vívidas de La saeta de Antonio Machado, tão emocionante como as linhas traçadas por Pessoa em "Menino Jesus".
"¡Oh, la saeta, el cantar
al Cristo de los gitanos,
siempre con sangre en las manos,
siempre por desenclavar!
¡Cantar del pueblo andaluz,
que todas las primaveras
anda pidiendo escaleras
para subir a la cruz!
¡Cantar de la tierra mía,
que echa flores
al Jesús de la agonía,
y es la fe de mis mayores!
¡Oh, no eres tú mi cantar!
¡No puedo cantar, ni quiero
a ese Jesús del madero,
sino al que anduvo en el mar!"(Antonio Machado)
Para mim a noite de Natal, é antes de tudo um momento de reflexão... Muitos comemoram a vida e os ensinamentos do Cristo crucificado, comemoração nem sempre sincera, mas cada um tem a liberdade de fazer o que o coração manda, né?!
Abro um largo sorriso, não para o Cristo moribundo e escarnecido, mas para a criança que traz esperanças renovadoras, o Menino Jesus. Cristo nos ensinando com o seu eterno nascimento... Por isso, reproduzo como mensagem de Natal para todos os amigos, um excerto do texto "O guardador de rebanhos - parte VIII" de Fernando Pessoa, chamado também de “Menino Jesus”:
“Num meio-dia de fim de primavera eu tive um sonho como
uma fotografia.
Vi Jesus Cristo descer à Terra.
Ele veio pela encosta de um monte, mas era outra vez
menino, a correr e a rolar-se pela erva
A arrancar flores para deitar fora, e a rir de modo a
ouvir-se de longe.
Ele tinha fugido do céu.
Era nosso demais pra
fingir-se de Segunda pessoa da Trindade.
Um dia que DEUS estava dormindo e o Espírito Santo
andava a voar, Ele foi até a caixa dos milagres e
roubou três.
Com o primeiro Ele fez com que ninguém soubesse que
Ele tinha fugido; com o segundo Ele se criou
eternamente humano e menino; e com o terceiro Ele
criou um Cristo eternamente na cruz e deixou-o pregado
na cruz que há no céu e serve de modelo às outras.
Depois Ele fugiu para o Sol e desceu pelo primeiro
raio que apanhou.
Hoje Ele vive na minha aldeia, comigo. É uma criança
bonita, de riso natural.
Limpa o nariz com o braço direito, chapinha nas poças
d'água, colhe as flores, gosta delas, esquece.
Atira pedras aos burros, colhe as frutas nos pomares,
e foge a chorar e a gritar dos cães.
Só porque sabe que elas não gostam, e toda gente acha
graça, Ele corre atrás das raparigas que levam as
bilhas na cabeça e levanta-lhes a saia.
A mim, Ele me ensinou tudo. Ele me ensinou a olhar
para as coisas. Ele me aponta todas as cores que há
nas flores e me mostra como as pedras são engraçadas
quando a gente as tem na mão e olha devagar para
elas.
Damo-nos tão bem um com o outro na companhia de tudo
que nunca pensamos um no outro. Vivemos juntos os dois
com um acordo íntimo, como a mão direita e a esquerda.
Ao anoitecer nós brincamos as cinco pedrinhas no
degrau da porta de casa. Graves, como convém a um DEUS
e a um poeta. Como se cada pedra fosse todo o Universo
e fosse por isso um perigo muito grande deixá-la cair
no chão.
Depois eu lhe conto histórias das coisas só dos
homens. E Ele sorri, porque tudo é incrível. Ele ri
dos reis e dos que não são reis. E tem pena de ouvir
falar das guerras e dos comércios.
Depois Ele adormece e eu o levo no colo para dentro da
minha casa, deito-o na minha cama, despindo-o
lentamente, como seguindo um ritual todo humano e todo
materno até Ele estar nu.
Ele dorme dentro da minha alma. Às vezes Ele acorda de
noite, brinca com meus sonhos. Vira uns de pena pro ar,
põe uns por cima dos outros, e bate palmas, sozinho,
sorrindo para os meus sonhos.
Quando eu morrer, Filhinho, seja eu a criança, o mais
pequeno, pega-me Tu ao colo, leva-me para dentro a Tua
casa. Deita-me na tua cama. Despe o meu ser, cansado e
humano. Conta-me histórias caso eu acorde para eu
tornar a adormecer, e dá-me sonhos Teus para eu
brincar.”

sábado, dezembro 22, 2007

[Esposa 1.0]

Quem mandou o e-mail abaixo foi a Érica Santos, colega de trabalho, vou publicar porque achei interessante pela linguagem técnica utilizada... ahahaha... aplicativos, vírus, programas...

"Usuário arrependido

Prezado Técnico,
Há um ano e meio troquei o programa [Noiva 1.0] pelo [Esposa 1.0] e verifiquei que o Programa gerou um aplicativo inesperado chamado [ Bebê.exe] que ocupa muito espaço no HD.
Por outro lado, o [Esposa1.0] se auto-instala em todos os outros Programas e é carregado automaticamente assim que eu abro qualquer aplicativo.
Aplicativos como [Cerveja_Com_A_Turma 0.3], [Noite_De_Farra 2.5] ou [Domingo_De_Futebol 2.8], não funcionam mais, e o sistema trava assim que eu tento carregá-los novamente.
Além disso, de tempos em tempos um executável oculto (vírus) chamado [Sogra 1.0 ] aparece, encerrando abruptamente a execução de um comando.
Não consigo desinstalar este programa. Também não consigo diminuir o espaço ocupado pelo [Esposa 1.0] quando estou rodando meus aplicativos preferidos.
Eu gostaria de voltar ao programa que eu usava antes, o [Noiva 1.0], mas O comando [ Uninstall.exe ] não funciona adequadamente.
Poderia ajudar-me? Por favor!

Ass: Usuário Arrependido
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Resposta do técnico

Prezado Usuário,
Sua queixa é muito comum entre os usuários, mas é devido, na maioria das vezes, a um erro básico de conceito: muitos usuários migram de qualquer versão [Noiva x.0] para [Esposa 1.0] com a falsa idéia de que se trata de um aplicativo de entretenimento e utilitário.
Entretanto, o [Esposa 1.0] é muito mais do que isso: é um sistema operacional completo, criado para controlar todo o sistema.
É quase impossível desinstalar [Esposa 1.0] e voltar para uma versão [Noiva x.0], porque há aplicativos criados pelo [Esposa 1.0], como o [Filhos.dll], que não poderiam ser deletados, também ocupam muito espaço, e não rodam sem o [Esposa 1.0].
É impossível desinstalar, deletar ou esvaziar os arquivos dos programas depois de instalados. Você não pode voltar ao [Noiva x.0] porque [Esposa 1.0] não foi programado para isso.
Alguns usuários tentaram formatar todo o sistema para em seguida instalar a [Noiva Plus] ou o [Esposa 2.0], mas passaram a ter mais problemas do que antes (leia os capítulos "Cuidados Gerais" referente a Pensões Alimentícias e "Guarda das crianças" do software [CASAMENTO].
Uma das melhores soluções é o comando[ DESCULPAR.EXE/flores/all] assim que aparecer o menor problema ou se travar o micro. Evite o uso excessivo da tecla [ESC] (escapar). Para melhorar a rentabilidade do [ Esposa1.0 ], aconselho o uso de [Flores 5.1], [Férias_No_Caribe 3.2] ou [Jóias 3.3]. Os resultados são bem interessantes.
Mas nunca instale [Secretária_De_Minisaia 3.3], [Antiga_ Namorada 2.6] ou [Turma_Do_Chopp 4.6], pois não funcionam depois de ter sido instalado o [Esposa 1.0 ] e podem causar problemas irreparáveis no sistema.
Se você tivesse procurado o suporte técnico antes de instalar o [Esposa1.0] a orientação seria: NUNCA INSTALE O [ESPOSA 1.0] sem ter a certeza de que é capaz de usá-lo.
Agora..... Boa sorte!

Suporte"

sexta-feira, dezembro 21, 2007

Pênis velho, fossilizado...

Quem pagaria US$9.000,00 por um pênis? Agora detalhe, o maior pênis que se tem notícia.
Pois é...
Tem gente que paga!
O tamanho? Mede 1,35 m.
Foi comprado pela empresa que administra um Museu nos EUA.
Trata-se de um fóssil de osso do pênis de uma morsa, eu falei morsa e não moça, ok?!
Foi descoberto na Sibéria.

Ah! Essa morsa foi extinta há 12 mil anos. Mas, o pênis resistiu, firme e forte!
Ô bicho atrevido, hein!?
Abaixo uma morsa no seu habitat, olha o tamanho dos dentes!!!
Pô, tudo é grande nesses bichos...


Papai Noel Lagarto

Um Papai Noel muito estranho... e pode estranho nisso.
Erik Sprague, o homem-lagarto, é americano e resolveu tirar uma de "Papai Noel", lagarto é claro! Na quinta-feira(ontem) em frente ao Museu Ripley's Believe It or Not, recebeu de várias crianças presentes bizarros que serão doados para uma Organização Não-Governamental.
O cara é diferente pra cacete!!!
Também pudera, já fez várias cirurgias para ficar com feições de lagarto, bem bonito, né?!
Agora repare na língua do saliente, língua ou línguas siamesas?



quinta-feira, dezembro 20, 2007

Apóstrofo?

Rapaz! o Professor Tozé ficou asssustado com a resposta dada por um "excelente" aluno, é aquele negócio, o cara não quer deixar nenhuma questão em branco, para depois dizer para o Profi: - E aí mestre?! Não dá pra aproveitar alguma coisa?
Pode correr para a Bíblia e conferir quantos apóstolos Jesus tinha e procurar saber se o Michelângelo era fotógrafo, né?

Teu fogo é fogo!?

- Me dá o teu fogo!
- O quê?! Meio assustada...
Ele repete com uma voz adocicada: - Me dá o teu fogo, por favor!
Ela ficou meio pensativa, e se questionando: - Como as pessoas pedem coisas estranhas, meu Deus?!
Ela fixa os seus olhos sobre o rapaz, o semblante dele tranqüilo, impávido, o óculos bem ajustado no rosto, o paletó impecável, o olhar dele firme...

O pedido em palavras lançadas no ar, alcança a parede do coração daquela moça pacata, talvez, um coração bobo, mas duro como o rochedo que abraça as águas do mar.
Ela encabulada, passa a mão nos cabelos desajeitados, esboça um sorriso que imediatamente é amordaçado pelos lábios cerrados pelos dentes.
Por alguns átimos de segundo, ela se ausenta do corpo e teimosamente sua alma insiste em perguntar: - Por favor, me acende com teu beijo ou me queima com teu fogo?
Ela divaga em elucubrações filosóficas, absorta acaba balbuciando frases ininteligíveis para as pessoas entorno : - Me toca com teu corpo e acende o meu desejo...
- Oi! Ele acena com a mão direita, e calmamente espera...
- Quero acender o teu fogo, também. Diz em pensamento a moça.
O rapaz está parado a sua frente, ela já tem as palavras certas para dizer e ser feliz. Quando ela colocou de lado o avental e a colher de preparar o prato de vatapá, e ia dizer: - O meu corpo traduz o teu fogo!
O rapaz que se chamava Rogério, já um bocado inquieto, diz: - Ei tia Nazica! Me empresta o fogo do teu fósforo pra acender o meu cigarro, por favor!!!

terça-feira, dezembro 18, 2007

Fiat Idea, olha a máquina!

Meus amigos, o Tico Futrika adora automóveis, é o que podemos chamar de um inveterado admirador desses bólidos maravilhosos. Ele considera o Novo Fiat IDEA 4x4, o máximo em carro, inclusive, enviou algumas fotos do lançamento do carro da Fiat, vamos olhar com atenção os detalhes da máquina, ok?
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Depois de ter publicado, resolvi retirar algumas fotos, mas continuo insistindo que não houve a pretensão de expor "as mulheres" ao ridículo... O Bruno pede desculpas junto comigo se alguém ficou chocado, ele explica que recebeu as fotografias de um amigo, por isso pediu que eu publicasse, e faz a ressalva de que o curioso que fotografou, apenas registrou um flagrante dos costumes atuais - mulheres sem calcinhas...
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"OLHA O CARRO Aí GENTE !!! Ou Olha a deusa Shiva aí!!! Ou Ainda, Olha a Iguana aí!!! Ou... Deixa pra lá!!!
Novo FIAT IDEA !!!













De que cor é o carro ??? Nem IDEA né ! Não é mesmo???
Não vale rever !!!
Cara!!! Passei batido pela cor do... que carro que era mesmo??? (quem quer saber lá de carro, nesta hora?) ehehehe !!!"

domingo, dezembro 16, 2007

Uma carta para ti...

Quem me enviou? Não sei. Talvez algum blogueiro(a) que achou bonita a carta e indiretamente faz o pedido para que eu publique.
O anônimo apenas diz: uma “Carta de uma mulher apaixonada para ti...” Huumm... Coloco o pé atrás, tenho muitos amigos “sacanas” e não duvido da capacidade de dissimulação dos mesmos para testar a minha resistência, tá resistido e tudo dominado mermão!
Vamos à carta da mariposa abandonada:

“Olá querido,
Será que és mesmo estranho?...
E porventura não é dessa estranheza de que a minha alma tem sede?...
Não é esse pensamento diferente que o distingue de todos os demais?...
Não responda a essas perguntas porque a minha alma tem uma certeza a mais, e afirma enquanto questiona... Declara o que pergunta, e essas dúvidas que eram já não são...
Que é que há nesse olhar quando me olha assim?...
Não é por ele que diviso as cores entre um céu e outro da tua alma?...
Não é por acaso nesse brilho que percebo todos os astros que brilham na luz do teu coração?...
E não foi por esse mesmo brilho que minhas asas tomaram rumo e seguiram como um rei mago até alcançar o repouso da tua manhã?...
Porque eu te tomei nos braços da minha alma e o vi maior que todas as estrelas do céu e percebi que subias como um facho de luz diante do que eu contemplava...
Que há no silêncio da tua alma?...
Não são os sons que todos nós aguardamos, e não são as palavras que as nossas almas esperavam todos os dias enquanto teu rosto manteve escondido no segredo bem guardado?...
Abra a boca, querido, e diga o que se passa em teu coração, porque eu tenho fome do que se alimenta tua alma, e sede dessa taça que ergues entre tua cabeça e o céu...
Sopre mais uma vez o teu hálito em meu ouvido porque hoje acordei faminta desse alimento.
Roce teu lábio no meu porque não suporto mais essa sede que despertou o beijo roubado...
Onde te escondes, menino?...
Não conheço todos os teus passos que são como de pés direitos?... Não andei contigo onde povoam teus pés?...
Não conheço porventura onde repousa tua alma quando se sente cansada?...
Não conheço por acaso onde habita teu coração?...
Porque há na minha retina a lembrança de todos os caminhos percorridos pelos nossos pés quando juntos andamos, e gozamos o gozo de alma e afagamos os rostos apontados para o sol, e rimos divertidos com as brincadeiras dos anjos ao nosso redor...
Que ouves agora, amado?...
Sei, sei...
A mesma música que toca em meu coração...”

sexta-feira, dezembro 14, 2007

Homenagem do Chico Buarque ao Oscar Niemeyer

Estamos assistindo pelos meios de comunicação que o maior arquiteto brasileiro de todos os tempos estará amanhã completando 100 anos - Oscar Niemeyer, foi amigo de Luiz Carlos Prestes(Cavaleiro da Esperança) político e militante do PCB, perseguido por todas as ditaduras que se estabeleceram em nosso país. Oscar é o que nós chamamos de "Velho Comunista", mesmo sendo festejado pela Rede Globo, não abre mão de suas convicções políticas e é muito respeitado pela sua história de vida.
Queria postar sobre os 100 anos do Oscar... aí navegando pelo portal Terra(sou assinante), encontrei um pequeno texto do Chico Buarque sobre o Oscar Niemeyer e resolvi, sem a permissão do Terra, compartilhá-lo com os amigos blogueiros. E se me processarem, tenho excelentes advogados que não me abandonariam... huumm... espero, hein!?
Vamos ao texto:
......................................................
A Casa do Oscar
Sexta, 14 de dezembro de 2007, 08h06
Chico Buarque
(Niemeyer em 1960 e Chico Buarque em 1975)

A casa do Oscar era o sonho da família. Havia um terreno para os lados da Iguatemi, havia o anteprojeto, presente do próprio, havia a promessa de que um belo dia iríamos morar na casa do Oscar. Cresci cheio de impaciência porque meu pai, embora fosse dono do Museu do Ipiranga, nunca juntava dinheiro para construir a casa do Oscar. Mais tarde, num aperto, em vez de vender o museu com os cacarecos dentro, papai vendeu o terreno da Iguatemi. Desse modo a casa do Oscar, antes de existir, foi demolida. Ou ficou intacta, suspensa no ar, como a casa no beco de Manuel Bandeira.
Senti-me traído, tornei-me um rebelde, insultei meu pai, ergui o braço contra minha mãe e saí batendo a porta da nossa casa velha e normanda: só volto para casa quando for a casa do Oscar! Pois bem, internaram-me num ginásio em Cataguases, projeto do Oscar. Vivi seis meses naquele casarão do Oscar, achei pouco, decidi-me a ser Oscar eu mesmo. Regressei a São Paulo, estudei geometria descritiva, passei no vestibular e fui o pior aluno da classe. Mas ao professor de topografia, que me reprovou no exame oral, respondi calado: lá em casa tenho um canudo com a casa do Oscar.
Depois larguei a arquitetura e virei aprendiz de Tom Jobim. Quando minha música sai boa, penso que parece música do Tom Jobim. Música do Tom, na minha cabeça, é casa do Oscar.
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Chico Buarque é cantor, compositor e escritor. Ex-aluno da FAU (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo) da Universidade de São Paulo, é autor dos romances Estorvo, Benjamim e Budapeste, além das peças teatrais Roda Viva, Calabar, Gota D'água, Ópera do Malandro e O Grande Circo Místico. Tem mais de 40 discos gravados.
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Texto escrito para os 90 anos do arquiteto Oscar Niemeyer, em 1998. Republicação autorizada para Terra Magazine. Copyright by Chico Buarque.

Amigos estou aqui!

O tempo passa... Claro que não pára! E por que haveria de parar?!
Ah! se as fadas existissem... Como nos contos, a varinha mágica em minhas mãos e vapt-vupt... A maldade congelada ou ao menos adormecida.
O tempo seria de amar em paz, aí desceria do mundo, para sentar-me com os amigos e contemplar o tesouro da vida, menos apressado e atento a tudo o que nos rodeia, a chuva, o pôr-do-sol, a lua... tudo nosso! e temos pouco tempo, hein?!
Como tenho ficado chato, confesso que estou mais introspectivo, pensativo... O Bruno me liga e diz: - "Pô cara! Tô com saudades dos nossos drinks, nunca mais conversamos... Vamos..." Antes que ele complete a frase, interrompo e mato de desgosto o meu amigo, dizendo: - "Não posso mais... huumm... Vou para yoga".
Vou resistindo à tentação, deixei de beber leite por conta do ácido e só hidrato-me com água mineral. Continuo vivo! Ahahaha...
Deixo aqui a mensagem de Vinicius para todos, a busca por um mundo solidário, continua...

Procura-se um Amigo(Vinicius de Moraes)
Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimento, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.
Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja de todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoas tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.
Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grande chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.
Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.

quinta-feira, dezembro 13, 2007

Salvador Dalí e os loucos

"A minha única diferença em relação a um homem louco é que eu não sou louco!" (Salvador Dalí)

Com sua pintura surrealista, Salvador Dalí transmite na forma pictórica a mais pura poesia, é impossível não enlouquecer de satisfação diante das imagens que são reveladas pelo pincel do louco Dalí, as cores vivas, os temas, o humano em completa harmonia com a natureza, o poeta pintor insistindo em mostrar que tudo está interligado... somos o rio que passa, o vento que sobra, a chuva que cai, a onda que envolve os amantes, pernas, braços, corpos se confundindo com a própria natureza, somos nós... Ah, benditos loucos!!!
Para dar o fecho nesse post de louco, fica a composição dos Mutantes, uma banda brasileira que participou nos anos 70 do movimento capitaneado por Caetano Veloso - o Tropicalismo. E tô mandando essa pedra para os amigos locos: Duda Bueres, Nilton Atayde, Xico Rocha, Rogério Friza, Wanderlei Ladislau, Tadeu Schumann... Prestem atenção! Aí estão os loucos, todos loucos por loiras geladas!

Balada do Louco (Arnaldo Baptista/Rita Lee)
Dizem que sou louco por pensar assim
Se eu sou muito louco por eu ser feliz
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz
Se eles são bonitos, sou Alain Delon
Se eles são famosos, sou Napoleão
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz
Eu juro que é melhor
Não ser o normal
Se eu posso pensar que Deus sou eu
Se eles têm três carros, eu posso voar
Se eles rezam muito, eu já estou no céu
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz
Eu juro que é melhor
Não ser o normal
Se eu posso pensar que Deus sou eu
Sim sou muito louco, não vou me curar
Já não sou o único que encontrou a paz
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, eu sou feliz!