domingo, dezembro 16, 2007

Uma carta para ti...

Quem me enviou? Não sei. Talvez algum blogueiro(a) que achou bonita a carta e indiretamente faz o pedido para que eu publique.
O anônimo apenas diz: uma “Carta de uma mulher apaixonada para ti...” Huumm... Coloco o pé atrás, tenho muitos amigos “sacanas” e não duvido da capacidade de dissimulação dos mesmos para testar a minha resistência, tá resistido e tudo dominado mermão!
Vamos à carta da mariposa abandonada:

“Olá querido,
Será que és mesmo estranho?...
E porventura não é dessa estranheza de que a minha alma tem sede?...
Não é esse pensamento diferente que o distingue de todos os demais?...
Não responda a essas perguntas porque a minha alma tem uma certeza a mais, e afirma enquanto questiona... Declara o que pergunta, e essas dúvidas que eram já não são...
Que é que há nesse olhar quando me olha assim?...
Não é por ele que diviso as cores entre um céu e outro da tua alma?...
Não é por acaso nesse brilho que percebo todos os astros que brilham na luz do teu coração?...
E não foi por esse mesmo brilho que minhas asas tomaram rumo e seguiram como um rei mago até alcançar o repouso da tua manhã?...
Porque eu te tomei nos braços da minha alma e o vi maior que todas as estrelas do céu e percebi que subias como um facho de luz diante do que eu contemplava...
Que há no silêncio da tua alma?...
Não são os sons que todos nós aguardamos, e não são as palavras que as nossas almas esperavam todos os dias enquanto teu rosto manteve escondido no segredo bem guardado?...
Abra a boca, querido, e diga o que se passa em teu coração, porque eu tenho fome do que se alimenta tua alma, e sede dessa taça que ergues entre tua cabeça e o céu...
Sopre mais uma vez o teu hálito em meu ouvido porque hoje acordei faminta desse alimento.
Roce teu lábio no meu porque não suporto mais essa sede que despertou o beijo roubado...
Onde te escondes, menino?...
Não conheço todos os teus passos que são como de pés direitos?... Não andei contigo onde povoam teus pés?...
Não conheço porventura onde repousa tua alma quando se sente cansada?...
Não conheço por acaso onde habita teu coração?...
Porque há na minha retina a lembrança de todos os caminhos percorridos pelos nossos pés quando juntos andamos, e gozamos o gozo de alma e afagamos os rostos apontados para o sol, e rimos divertidos com as brincadeiras dos anjos ao nosso redor...
Que ouves agora, amado?...
Sei, sei...
A mesma música que toca em meu coração...”

10 comentários:

Tudo ou nada ... disse...

Rapaz gostei muito do seu blog, muito criativo, belos textos e com imagens muito legais. Valeu pela visita. Vou linkar vc.
Quanto a esta carta, se é sacanagem eu ñ sei, só sei que é muito expressiva e direta, parabéns a quem escreveu.
Abração

citadinokane disse...

Olá Luciano!
Valeu poeta pela visita, e fico esperando o teu retorno mermão!
Abraços,
Pedro

Mila disse...

Sendo sacanagem ou não, desperta a curiosidade.
***
Obrigada pela visita na Caixa de Sapato.
Volte quantas vezes quiser.
=)

Bjs

Kiara Guedes disse...

Hum... Aeee! rsrs
Ah, mas que mesmo saber o que achei. mesmo a carta sendo bonita e tals, muitas, mas muitas perguntas...
Bjs

Direito & Esquerdo disse...

Foi só emagrecer que as mulheres começaram a aparecer.
Parabéns "mermão".

citadinokane disse...

Mila,
Também estou morrendo de curiosidade.
Dessa "Caixa de Sapato", eu gosto!
E irei lá com certeza.
Beijos,
Pedro

citadinokane disse...

Kiara,
Eu mesmo faço essas perguntas: Quem será o autor? Por que enviou? E por aí vai...
Beijos,
Pedro

citadinokane disse...

Bruno,
Serei bem sincero, a minha suspeita é que existe a impressão digital tua nesse e-mail, acertei?!
Sou monogâmico mermão!

Rogério Friza disse...

Pô Pedro, o Bruno...? Nããão!

citadinokane disse...

Rogério,
Tu não conheces o Vieirinha... Ele é capaz de dar nó em pingo d'água.
Quem então???