sábado, janeiro 05, 2008

Resposta ao tempo

Já postei a letra dessa música, mas como o ano está começando, inevitável o retorno ao Senhor Tempo...
Aldir Blanc é o letrista dessa música, diria que é um poeta, filósofo, psicanalista, médico...
Pois é... o Aldir era médico!
Abandonou a medicina para se tornar um dos maiores letristas da MPB, o poeta... a melodia é do maestro Cristóvão Bastos, excelente músico, faz parte da banda que acompanha o Chico Buarque.
Escutando a música na voz de Nana Caymmi, peguei a orientação médica, olhei e amassei... Aldir para mim, nessa composição, incorporou Édipo confrontando o seu destino... ahahaha... E como diria o nosso amigo Tadeu Schumann: "Olha o Aldir cheio de blefe, hein?!"
E o pior, ou melhor?! Vou acompanhar o Aldir. Já o enlacei, fraternalmente, pelo pescoço, o poeta olhou-me cismado, mas, quando mostrei o que ia na minha mão direita, ele sorriu... e seguimos irmanados... O que eu levava na minha mão direita? Respondo, incontinente, apenas segurava, firmemente, uma garrafa de Scotch Dimple YRS 15 OLD...
Querido Aldir! vou murmurando pelo caminho... Cutucas o velho Tempo com vara curta, e ele desforra na gente... Ele zomba do quanto eu chorei, porque ele sabe passar... E eu não sei... Ele ri! Fico sem jeito calado...

Resposta ao Tempo
Nana Caymmi
Composição: Aldir Blanc/Cristovão Bastos

Batidas na porta da frente
É o tempo
Eu bebo um pouquinho
Pra ter argumento...

Mas fico sem jeito
Calado, ele ri
Ele zomba do quanto eu chorei
Porque sabe passar
E eu não sei

Num dia azul de verão
Sinto o vento
Há folhas no meu coração
É o tempo...

Recordo um amor que perdi
Ele ri
Diz que somos iguais
Se eu notei
Pois não sabe ficar
E eu também não sei...

E gira em volta de mim
Sussurra que apaga os caminhos
Que amores terminam no escuro
Sozinhos...

Respondo que ele aprisiona
Eu liberto
Que ele adormece as paixões
Eu desperto...

E o tempo se rói
Com inveja de mim
Me vigia querendo aprender
Como eu morro de amor
Pra tentar reviver...

No fundo é uma eterna criança
Que não soube amadurecer
Eu posso, ele não vai poder
Me esquecer...

Respondo que ele aprisiona
Eu liberto
Que ele adormece as paixões
Eu desperto...

E o tempo se rói
Com inveja de mim
Me vigia querendo aprender
Como eu morro de amor
Pra tentar reviver...

No fundo é uma eterna criança
Que não soube amadurecer
Eu posso, e ele não vai poder
Me esquecer...

No fundo é uma eterna criança
Que não soube amadurecer
Eu posso, ele não vai poder
Me esquecer...

10 comentários:

elvira carvalho disse...

Dá que pensar!...
Um abraço

citadinokane disse...

Elvira,
E como, né?!
Beijos,
Pedro

Tarci disse...

Oieee vim retribuir a visita!
Adorei a letra desta musica. Principalmente esta que diz : " No fundo é uma eterna criança
Que não soube amadurecer
Eu posso, e ele não vai poder
Me esquecer..."
Vou postar este letra qq dia la no meu cantinho ta? Dou os creditos daqui direitinho.

Gostei muito do seu blog tbm, vou te linkar ok?
Beijos!

citadinokane disse...

Tarci,
Pode postar a letra, é pura poesia.
Te linko aqui também, ok?!
Beijos

Anônimo disse...

o único defeito do Aldir Blanco sem dúvida , é ser vascaíno.
Se um dia eu escrevesse , queria ter escrito o que ele escreveu, escreve.
valeu a menção , i love u , Dom Pedrito.
Tadeu.

Patrícia Gabriela disse...

Amo demais essa música!

#)~

Cris Moreno disse...

Estou levando a peça... rsrs

Beijinhos.
Bom final de semana.

citadinokane disse...

Tadeu,
Não sou vascaíno, mas vou reproduzir os dizeres de uma faixa no maracanã:"Eu gosto do Vasco e odeio o Eurico!"
Mermão! Uma certa vez, naquelas noites em que o vinho "Periquita" desce generosamente pela garganta, deixando em alerta todos os sentidos... fiquei pensando, "pô! por que essas músicas do aldir não são minhas, garaio!"
Quando caiu a ficha, uma vozinha lá de dentro disse: - vê se te manca, garaio!
Um forte abraço,
Pedro

citadinokane disse...

Gabi,
Amamos!

citadinokane disse...

Cris,
Cuidado que é de porcelana, ok?!
Beijos e uma ótima semana!
Pedro