sexta-feira, abril 18, 2008

Quem sabe um dia?!

Quero agradecer o carinho e as linhas encaminhadas por uma pessoa que conheci recentemente e que empatizamos de "primeira"...
Dirijo-me para o amigo novel - Roberto, pô meu irmão! o teu carinho fraterno deixou-me sensibilizado, como sempre o amigo "Carlão" gosta de lembrar, "os amigos nós reconhecemos..."
Roberto te envolvo num forte abraço fraterno e sigamos juntos!
Abaixo o texto que ele entregou-me...
"Quem sabe um dia
Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir. Porque
amigo não se pede, não se compra, nem se vende. Amigo a gente sente!
Eu sempre sonhei em ter uma coluna no jornal. Sim, para escrever as coisas que todo mundo leva entaladas na garganta, e matar os amigos de alegria. Entretanto, as meditações sobre o assunto verteram-se na confecção de uma teoria para a assimilação da arte. Nada metafísico, por favor. Em lugar de definições palavrosas, descobri que existe os sinais(símbolos), como aqueles da alma, que estão no âmago de cada pessoa. É um sinal que se sensibiliza com o som das palavras, com a beleza das imagens e dos gestos. Um tipo de bigorna ou martelo da alma.
Fico às vezes fantasiando sobre as frases mais ressonantes que já li. Essa característica recalcitrante do pensamento pode ter algo a ver com o funcionamento da memória; sobre ela sabemos muito pouco(ou quase nada). Com sorte, descobrimos, já na vida adulta, que o jeito como nosso pai se referia ao filé suculento no churrasco acabou interferindo em nossa experiência de vida.
De alguma forma hoje, a desunião caótica deste mundo tirou algumas frases de mim. Não estou aqui para aborrecer o leitor com minúcias dos meus hábitos, mas aprendi com minha mãe a acreditar no poder da água corrente. Antes de continuar no assunto, outra pérola da educação matriarcal: “seca no vento”. Esta frase tem a substância de dez livros de auto-ajuda. Se soubéssemos secar mais coisas ao vento, como as lágrimas, por exemplo, nossas vidas certamente melhorariam. Troco tudo pela inexatidão dos ensinamentos de mãe.
Caro Professor Pedro, a vida urbana não é feita de grandes emoções. Quando não estamos em nossos compartimentos, corremos sobre trilhos. Que Deus lhe dê sempre saúde para continuar sua jornada de vida porque pessoas assim como o senhor fazem toda diferença. Um dia quem sabe eu não chegue a escrever para um jornal e divulgar meus sinais e pensamentos para podermos aplaudir quem realmente merece...!
Hoje me limito a dizer vale a pena conhecer pessoas com visão e sensibilidade....!!!
Um abraço Fraterno do aluno(amigo)
Roberto Lobo Saleme"

2 comentários:

Codinome Beija-Flor disse...

Aguenta coração.
Que isso é lindo demais.
Bjos

citadinokane disse...

Beija-flor,
Lindo é a tua simpatia
bjs,
Pedro