quarta-feira, maio 28, 2008

Je t'aime moi non plus... Ah! entre os rins...

Amigos, vinha escutando no toca-cd do carro a música "Je t'aime moi non plus" de Serge Gainsbourg, na voz dele em dueto com sua esposa e atriz Jane Birkin...
Pô! essa música, cheia de frêmitos e respiração ofegante, marcou a minha infância. É verdade! Depois, fui ficando esperto e antenado com o mundo-cão, percebi que o enredo da música se desenrolava na cama de um motel... ahahaha...
O amigo Tico fica rindo à-toa quando eu digo que sussurrei muito no ouvido de minhas namoradas: - Je t'aime moi non plus...
Essa música é libidinosa, mesmo!
Em 1976, Serge dirigiu o filme com o mesmo nome da música - Je t'aime moi non plus(música-tema do filme), no Brasil o filme recebeu o nome de PAIXÃO SELVAGEM, e foi proibido pela ditadura militar, os "milicos" não suportavam frêmitos e nem respiração ofegante, gritavam incontinênti: - Teje preso!
Não precisa dizer que virou um clássico do cinema erótico, né?
Procurei na web e encontrei o vídeo da música, uma homenagem aos dois - Serge Gainsbourg e Jane Birkin:


Je t'aime moi non plus(Serge Gainsbourg)
Je t'aime /Eu te amo
Je t'aime /Eu te amo
Oh oui je t'aime /Oh sim eu te amo
Moi non plus /Eu mais ainda
Oh mon amour... /Oh meu amor...
Comme la vague irrésolue /Como a onda irresoluta
Je t'aime /Eu te amo
Je t'aime /Eu te amo
Oh oui je t'aime /Oh sim eu te amo
Moi non plus /Eu mais ainda
Oh mon amour... /Oh meu amor...
Tu es la vague, moi l'île nue /Tu és a onda, eu a ilha nua
Tu vas /Tu vais
Tu vas et tu viens /Tu vais e tu vens
Entre mes reins /Entre meus rins
Tu vas et tu viens /Tu vais e tu vens
Entre mes reins /Entre meus rins
Et je te rejoins /E eu junto a ti
Je t'aime /Eu te amo
Je t'aime /Eu te amo
Oh oui je t'aime /Oh sim eu te amo
Moi non plus /Eu mais ainda
Oh mon amour... /Oh meu amor...
Comme la vague irrésolue /Como a onda irresoluta
Je vais /Eu vou
Je vais et je viens /Eu vou e eu venho
Entre tes reins /Entre teus rins
Je vais et je viens /Eu vou e eu venho
Entre tes reins /Entre teus rins
Et je me retiens /E eu me retenho
I love you /Eu te amo
Moi non plus /Eu mais ainda
I love you /Eu te amo
Moi non plus /Eu mais ainda
Retiens moi /E me retens
Tu vas /Tu vais
Tu vas et tu viens /Tu vais e tu vens
Entre mes reins /Entre meus rins
Je vais et je viens /Eu vou e eu venho
Je me retiens /E eu me retenho
- Non ! maintenant /- Não! Agora
Viens... /Venha...

domingo, maio 25, 2008

Vera, o clinch e o infighting

A Procuradora Municipal Dra. Vera Lúcia - dona do bolo de chocolate, acompanhada de um litro de Coca-cola zero, huumm... será que não engorda?
A advogada acima que pratica boxe na Academia do Ulisses Pereira, sustenta que queima tudo que é gordura dando murros em seu sparring e que diferente do nosso amigo Tico que adora lutar dando clinch (manobra defensiva, para ser mais claro o Tico adora ficar agarrando o adversário), ela aprendeu com o Ulisses a fazer o infighting, isto é, intensifica a luta à pequena distância, sem clinch, para em seguida se afastar e rapidamente desferir o golpe mortal... Essas mulheres maravilhosas e o boxe fatástico... Ahahaha... Quem se habilita a fazer gracinha com ela?! O Tico não se garante, sem luva, o cara só é clinch e deixa os opositores arranhados...
Agora falando sério! A Verinha é uma pessoa muito doce e solidária, o infighting ela só aplica em quem merece... Ahahaha...

Do nada pra lugar nenhum...

(a tela abaixo é do camarada Gilmar e está pendurada no Café Portela)Eduardo Bueres mesmo com dengue, puxou o violão e mandou a música abaixo que aprendemos a gostar na voz de Nilson Chaves, mas a autoria é da dupla Sá & Guarabira, muito linda!
No final, Bueres chorava, eu dizia pra ele: - Companheiro sei quanto essa música te emociona, eu também fico todo remexido por dentro... E o cara me responde: - Garaio! Não estou remexido pôrra nenhuma! Tô com dores, mermão!
Fica a letra e aquela história de desencontros... Nossos desencontros!

Do nada pra lugar nenhum (Sá e Guarabira)

Lembro de quando tudo era doce
Lembro de quando tudo era vivo
Dentro de dois a força de ser só um
E hoje te vejo assim espantada
Como perdida aí nessa estrada
Que vai do nada pra lugar nenhum

Lembro da gente sempre bem perto
Por um caminho curto e direto
Atravessando os mares sem medo algum
E hoje me vejo, destino incerto,
No meio desse imenso deserto
Que vai do nada pra lugar nenhum

O que será que existe dentro de nós dois
Além daquela vontade
De descobrir a verdade antes de tudo?
O que haverá no muro entre nós dois
Além daquele espaço estranho, escuro e mudo?

Não há tristeza mais dolorida
Do que ter tido tudo na vida
E de repente perceber que é comum
Ser mais uma pessoa enganada
Pelo rumo confuso da estrada
Que vai do nada pra lugar nenhum

quinta-feira, maio 22, 2008

Cuba solidária y contra homofobia.

Recebi do professor Maurício Leal Dias um artigo sobre evento contra homofobia, ocorrido em Havana. E o mais importante, o evento foi coordenado pela sexóloga Mariela Castro Espín, filha de El Comandante Raúl Castro.
Considero um passo importantíssimo para a plena realização humana...
Não me venham com anedotas homofóbicas, não aceito! Temos um mundo de diferenças entre nós mesmos, mas, acredito que reconhecendo essa diversidade poderemos vivê-la sem preconceitos, tudo profundamente humano, bem humano... e como diria o poetinha Vinícius de Moraes: - o negócio é amar!!!
A notícia que vem de Cuba pelo Dia Mundial contra a Homofobia, é que houve palestras e shows de transformistas que movimentaram uma espécie de "Parada Gay" à cubana, com apoio oficial e cobertura de imprensa.
Mariela Castro considerou um momento muito importante para os homens e mulheres de Cuba, pela primeira vez foi possível reunir os cubanos para falar sobre os temas relacionados ao homossexualismo e o preconceito. E para tal houve todo um preparo com a TV oficial, um dia antes, exibindo em horário nobre, o premiado "O Segredo de Brokeback Mountain" (2005), filme que tratava de um affair entre dois cowboys americanos. Um cineclube mensal com temática gay também foi anunciado.
Meu Deus a Ilha está mudando!
Quando estive em Havana, acompanhei o debate sobre o filme "Fresa y Chocolate", filme cubano que tratava dessa temática, e quanta polêmica por conta do "amor que se nega a dizer o nome"...
O subcomandante Xico Rocha sabe do que estou falando.
O mais importante, o presidente do Parlamento cubano - Ricardo Alarcón, apoia a iniciativa, considera que erradicar a homofobia é ser solidário, e solidariedade é parte do socialismo.
Para encerrar o post, aos amigos cubanos com saudades, na voz de Chico Buarque:

"Como Se Fosse a Primavera (Pablo Milanés/Nicolas Guillén/Chico Buarque)
De que calada maneira
Você chega assim sorrindo
Como se fosse a primavera
Eu morrendo
E de que modo sutil
Me derramou na camisa
Todas as flores de abril

Quem lhe disse que eu era
Riso sempre e nunca pranto?
Como se fosse a primavera
Não sou tanto
No entanto, que espiritual
Você me dar uma rosa
De seu rosal principal

De que calada maneira
Você chega assim sorrindo
Como se fosse a primavera
Eu morrendo
Eu morrendo..."

terça-feira, maio 20, 2008

Neruda e a eternidade

"Já não haverá senão todo o ar liberto,
as maçãs transportadas pelo vento,
o suculento livro na ramagem,

e ali onde respiram os cravos

fundaremos um traje que resista
de um beijo vitorioso a eternidade."
Pablo Neruda (Cem Sonetos de amor)

Navegando e seguro no leme da vida, não deixarei, jamais! De lançar pétalas do velho e bom Neruda em corações apressados, ansiosos por não-sei-o-quê, talvez amor... quem sabe?!
Duda Bueres manda e-mail dizendo: - Derrama poesia no blog, mermão! Tô sentindo falta...
No leme da vida, a mão firme e o coração mole... e Neruda como bálsamo para as dores...

quinta-feira, maio 15, 2008

Amor Líquido - Zygmunt Bauman

Sempre comento que ler os textos do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, é puro prazer, prazeroso, prazeroso...
Se estiver sem opções de leitura, pega o livro "Amor líquido: sobre a fragilidade dos laços humanos", Editora Jorge Zahar Editor.
Vai um aperitivo aí?! Gostaria de oferecer esses fragmentos de Bauman para as amigas que amam perdidamente: Lilian - a poetinha, Beija-flor - Esfinge, Cris Moreno, Mari - Pedra de Alquimia... e para os brutos: Duda Bueres, Dirceu Riker, Rogério Friza... Conhecendo um pouquinho Bauman:
"Não importa o que você aprendeu sobre amor e amar, sua sabedoria só pode vir, tal como o Messias de Kafka, um dia depois de sua chegada.
Enquanto vive, o amor paira à beira do malogro. dissolve seu passado à medida que prossegue. Não deixa trincheiras onde possa buscar abrigo em caso de emergência. E não sabe o que está pela frente e o que o futuro pode trazer. Nunca terá confiança suficiente para dispersar as nuvens e abafar a ansiedade. O amor é uma hipoteca baseada num futuro incerto e inescrutável.
O amor pode ser, e freqüentemente é, tão atemorizante quanto a morte. Só que ele encobre essa verdade com a comoção do desejo e do excitamento. Faz sentido pensar na diferença entre amor e morte como na que existe entre atração e repulsa. Pensando bem, contudo, não se pode ter tanta certeza disso. As promessas do amor são, via de regra, menos ambíguas do que suas dádivas. Assim, a tentação de apaixonar-se é grande e poderosa, mas também o é a atração de escapar. E o fascínio da procura de uma rosa sem espinhos nunca está muito longe, e é sempre difícil de resistir."(pag. 23, 2004)

Em toda boa livraria - R$ 38,00

Flávia Brito... sabe de uma coisa?!

"Tenho apenas duas mãos
e o sentimento do mundo,
mas estou cheio de escravos,
minhas lembranças escorrem
e o corpo transige
na confluência do amor."
(Carlos Drummond de Andrade)

Vejam só queridos amig@s da blogosfera, estive trocando impressões sobre a vida, pessoas e mundos(virtual e o real) com a blogueira juramentada - Flávia Brito do blog Sabe de uma coisa?. O que eu achei?
O Oscar já havia comentado que a Flavinha era uma simpatia de pessoa, tudo confirmado, é uma simpatia pura e muito inteligente!
Além de médica, é leitora voraz da boa literatura universal e adora música, por isso o blog dela é muito visitado, escreve bem pra garaio! vai lá! E depois volta aqui para confirmar, ok?!
Ah, essas balzaquianas! Sabe de uma coisa? Huumm... Deixa pra lá!

quarta-feira, maio 14, 2008

Novos Blogues

Acima quero anunciar o blog do meu amigo, irmão camarada: David Carneiro - o Carlão! TRIBUNA DO DAVI

Abaixo o blog de uma mineira que vive em São Paulo. Detalhe, é muito legal, eu gosto do ISSO É BOSSA NOVA!

terça-feira, maio 13, 2008

Biceps e Ulisses Pereira

Comentei que iria começar a treinar boxe com Ulisses Pereira(o técnico do Popó), a academia dele fica pertinho de casa, e colocaram no quadro de avisos do Conselho de Recursos Fiscais do Município(COREF) o desenho acima... Só porque os meus biceps ficaram expostos... argh! Continuarei fazendo cooper...

domingo, maio 11, 2008

Tertúlia, sucos e o som de MG Calibre.

Encontrar os amigos blogueiros no Café da Sol Informática, é sempre muito bom! O ambiente é totalmente jazzístico, a vontade é de ficar lá, morar no som que emerge dos instrumentos e voar na imaginação do músico que improvisa... é bom para garaio!
Foi uma grata surpresa encontrar o Calibre dedilhando o seu baixo, pô mermão! Esse cara é daqui, mas, passa mais tempo na Europa e Canadá. Tenho uma fita antiga com o Calibre tocando no Festival de Montreaux na Suiça, o cara é o que os "entendidos" em música chamam de virtuose, e nós chamamos de "bom pra garaio!"
Conversamos um pouco, com muita cortesia veio e sentou-se com a gente, resumindo o cara é humilde e toca muuuiiito...
Comprei o Cd "Brazzonia", autografou, e reproduzo o que o nosso Edyr Proença escreveu sobre o Cd de Calibre:
"Simples e genial
O meu amigo só pensa em música. É sua expressão. Bater papo com ele é uma das atividades mais criativas que existem. Calibre fala com as mãos, com os braços, com o corpo. Emite sons que definem frases, conceitos inteiros. Não é que faltem as palavras. É que ele pensa musicalmente. Já tinha ouvido o som do caboclo de Bujaru, gravado na Europa. Agora, em “Brazzonia”, ele apresenta, simplesmente, o disco mais moderno já gravado no Pará. Mistura nossos ritmos com funk, rap, jazz. Homenageia Milles Davis e ao mesmo tempo inclui a voz do povo em sua dolente melodia. Prega contra a devastação, e em pleno carimbó, navega pelo planeta. E o “baixão” ancorando tudo. Uma bandona maravilhosa, bateria, piano, guitarra, sopros. Som cheio, um grave de arrepiar e fazer vibrar as janelas da casa. E tudo do jeito dele. A fusão. O pop. Amazônia e mundo. Simples e genial.
Edyr Augusto Proença"

O Ney Messias Jr em seu blog o Metanoia, conta que MG Calibre é um andarilho do mundo, e já tocou pelas ruas, misturando-se com mendigos, imigrantes, pedidores de esmola... e que numa dessas caminhadas pelas ruas de Belém, Calibre conheceu um morador de rua chamado Carana que era Hare-Krisna, não contou conversa e o convidou para sair da rua e vir morar com ele. O Ney acentua que o Calibre ajudou o Hare-Krisna Carana a se transformar em músico. E Carana virou músico e foi morar em Santa Teresa, Rio de Janeiro. Segundo Ney Messias, Carana promovia umas tertúlias em sua casa, que virou moda entre os mais descolados do lugar. Numa dessas tertúlias um morador de rua chamado “Seu Jorge” apareceu por lá e deu uma canja. E como todo tempo o SeuJorge aparecia por lá, Carana resolveu convidá-lo para morar com ele. Afirma Ney que Carana repetia anos depois a mesma atitude que o Calibre tinha tido com ele. O resto da vida do “Seu Jorge” nós conhecemos, hoje um dos grandes nomes da MPB.

Valeu Ivan, Bruno, Dirceu e todo mundo que esteve lá no Café da Sol, os sucos estavam uma delícia.

A 1ª fotografia é do fotógrafo Thiago Kunz

sexta-feira, maio 09, 2008

Café da Sol Informática - Sábado!


Os amigos pediram o retorno das tertúlias de sábado pela manhã, exatamente às 11h45, no Café da Sol Informática - Doca.
Está marcado amanhã de manhã, beberemos muitos sucos... ahahaha...
Convocados todos os que gostam de música instrumental ao vivo, ambiente suave e gostoso, e com atendimento de prima!

Eu vou!

quinta-feira, maio 08, 2008

Alter-do-chão

Alter-do-chão
Lancei meu olhar sobre
o paraíso,
Juro que cai de joelhos e bem-disse
ao bom Deus: Obrigado!
Alter-do-chão
Lancei-me em tuas águas
mansas...
Sonhei com tuas lendas,
Vi corpos morenos e bronzeados
Teus montes te
protegendo...
Nossos sonhos
com asas abertas...


Forever and ever: Periquita now!

A imagem acima é do dia 30/12/06, lá eu estava na Fazenda Vitória, esperando 2007, cheio de esperanças e acompanhado do vinho Periquita... Bem acompanhado, né?!
Aline, foste lembrar do Periquita, tá vendo só?!

terça-feira, maio 06, 2008

Os homens, esses homens...

Ela disse-me com rancor: - Os homens não prestam... não valem o que o gato enterra...
As lágrimas escorriam.
Ela estava amargurada, amava, amava intensamente... e se achava uma pessoa que não pertencia a este mundo-cão.
As relações de gênero no mundo ocidental são confusas, complexas... A mulher idealiza o homem de sua vida, e como elas dizem entre suspiros - o príncipe encantado! E só encontram sapos...
Nem todos os sapos são cafajestes, tem sapos bacanas!
Tento falar, mas... impossível!
Ela levanta os olhos, lavados pelas lágrimas, e diz: - Também não quero sapos!
Recuo e percebo o quanto as mulheres precisam conhecer o homem, este estranho bicho...
O sociólogo italiano Francesco Alberoni, expressa a sua percepção sobre a maneira de ser do bicho-homem:
"Nos homens, após o ato sexual, há em geral um decréscimo de interesse pela mulher. É um fenômeno que tem muitas gradações, muitas nuances. Está apenas esboçado no homem apaixonado que abraça com força a amada, como se não quisesse mais separar-se dela. Atinge seu ponto máximo no relacionamento com a prostituta porque, neste caso, o desejo desaparece imediatamente, e o homem gostaria de já se ver vestido, fora do quarto, fora do hotel, bem longe. Existem ainda as situações intermediárias, em que o homem perde o interesse momentaneamente. Depois, aos poucos, reacende-se nele o desejo sexual e com este, a ternura, a vontade de ficar ao lado da mulher, de acariciá-la, olhá-la, fazer novamente amor. Num encontro amoroso o homem prefere falar, ler, brincar antes do ato sexual, e concluir o encontro com o êxtase amoroso. Depois do que, parte contente, realizado, enriquecido. Para ele, esse é o momento mais oportuno, mais bonito por causa da separação. É como largar um livro policial quando se revela o nome do criminoso. O que vem depois pode ser útil, interessante, mas não é mais essencial. Ou como quando, depois de um longo esforço, resolve-se um difícil problema. A demonstração mais acurada, o teor da relação podem vir mais tarde. O grito de Arquimedes, "Heureka", exprime esse estado de realização feliz, que é também vontade de mexer-se, de sair, de correr."(O Erotismo, Editora Rocco)

Retomarei o tema, com mais tempo...
Ela continua revoltada com todos os homens... O que será que os homens fizeram para ela???

domingo, maio 04, 2008

Arte longa...

Faço toda sexta-feira uma viagem para Castanhal, retorno quase de madrugada. Faço uma seleção musical para a ida e a volta, mas... fico preso ao CD do Geraldo Azevedo ao vivo. Após a abertura política e o seu retorno musical, Geraldo Azevedo marcou alguns momentos de minha vida afetiva... ahahaha... Existe um coração aqui que pulsa forte!
Geraldo Azevedo foi trazido para fazer um Show aqui em Belém, pela União Nacional dos Estudantes, nos anos 80... Eu tava lá na Praça Batista Campos, adorei... e suas músicas passaram a compor a minha trilha sonora. Geraldo Azevedo por sua parceria com Geraldo Vandré, teve que se ausentar do nosso país, cabe lembrar da letra de "despedida" que eles fizeram quando partiram para o exílio:
Canção da Despedida (Geraldo Azevedo e Geraldo Vandré)
Já vou embora, mas sei que vou voltar
Amor não chora, se eu volto é pra ficar
Amor não chora, que a hora é de deixar
O amor de agora, pra sempre ele ficar
Eu quis ficar aqui, mas não podia
O meu caminho a ti, não conduzia
Um rei mal coroado,
Não queria
O amor em seu reinado
Pois sabia
Não ia ser amado
Amor não chora, eu volto um dia
O rei velho e cansado já morria
Perdido em seu reinado
Sem Maria
Quando eu me despedia
No meu canto lhe dizia

Já vou embora, mas sei que vou voltar...

Agora, a música cantada por ele que me toca profundamente, nem foi composta por ele, é "Arte longa"... Gostaria de ter escrito cada linha, cada linha... Não escrevo nada, só fico emocionado... garaio!

Arte longa(Geraldo Amaral/Renato Rocha)

O mundo é grande
Para nossos desencontros.
A arte é longa
A vida breve e fim...
Mas, como pode um mar assim tão grande,
Caber num mundo tão pequeno assim?

Meu violão não pesa muito,
Carrega tantas canções...
Fico pensando se um amor dos grandes
Pode habitar pequenos corações?

Meu sapato carregado de distâncias,
O meu chapéu de sonhos sem fim...
Fico pensando que por mais que eu ande,
Eu não consigo me afastar de mim.

Fico pensando...

Meu violão não pesa muito,
Carrega tantas canções...
Fico pensando se um amor dos grandes
Pode habitar pequenos corações?

Meu sapato carregado de distâncias
O meu chapéu de sonhos sem fim...
Fico pensando que por mais que eu ande,
Eu não consigo me afastar de mim.

Fico pensando o mar assim tão grande
caber o mundo tão pequeno assim...

O jumento e a pena...

O pior é que tudo começa com uns gracejos, o velho e bom Tico Futrika, professor juramentado da área jurídica, liga para o meu celular e diz: - Já tiveste pena alguma vez? Liguei o meu desconfiômetro e respondi firme e muito sério: - Não!
Do outro lado da linha uma gargalhada estridente, acompanhada de palavrões... Sem entender nada, complementei: - Estás louca?!
A resposta do gracioso Tico: - Ê garaio! Nem tu e nem o jumento têm pena... Ahahaha... (existem coisas impublicáveis, o restante da historinha... impublicável!)
Agora para entender melhor, o amigo Tico faz toda uma mise-en-scène, conta piada de "jumento e a pena", para ao final já devidamente equilibrado mentalmente, dizer candidamente: - Enviei umas imagens com a arte na pena, beleza pura!
Realmente, é a pura arte... Quem é o artista? Não sei. O Sr. Tico não perde a piada, mas esqueceu de anotar o nome e o site de onde retirou as imagens. Quem souber avisa, ok?!
E quem souber a piada do "jumento e a pena, avisa também!

sexta-feira, maio 02, 2008

Aniversário, bolo-de-chocolate, Cd caveira e ressaca...

Fiz aniversário ontem quarta-feira (30/04) e dei bolo para os colegas de trabalho, um bolinho de chocolate para lembrar que o tempo não pára... E tome suco de Fanta laranja e Coca-cola zero...
O amigo Tico sabe que não gosto da pirataria, e resolveu fazer uma gracinha, presenteou-me um CD virgem com as caveirinhas, não entendi o sorriso meio maroto de canto de boca, hein Tico!?
Fizeram que me embriagasse com chopp no Boteco da Computer Store. Rogério e Bueres diziam que não existia o amanhã, apenas o hoje... Caramba! Acreditei nesses caras, e acabei com uma ressaca horrível! Odeio chopp! Argh! Ainda resiste o gosto amargo na boca... Por favor, um cálice de Periquita!