quinta-feira, junho 26, 2008

Eterno Rei

Que tua coroa seja eterna!
Tua emoção foi tão benfazeja
para um jovem provinciano
que insistia em traduzir
essas emoções...
Em Rapsódia a surpresa e
a dor...
Fred fácil veio, fácil foi...
Mama mia!


"Esta é a vida real?
Isto é apenas fantasia?
Apanhado num deslizamento de terra,
Sem saída da realidade.
Abra seus olhos,
Olhe para os céus e veja.
Eu sou apenas um pobre garoto,
Eu não preciso de simpatia,
Pois sou [do tipo] vem-fácil, vai-fácil.
Um pouco pra cima, pouco pra baixo,
Qualquer direção que o vento sopre,
Realmente não importa pra mim, pra mim.

Mamãe, acabei de matar um homem.
Coloquei uma arma contra sua cabeça,
Puxei o gatilho, agora ele está morto.
Mamãe, a vida mal tinha começado
Mas agora eu fui e joguei tudo fora.
Mamãe, ooo
Não pretendia te fazer chorar.
Se eu não estiver de volta a esta hora amanhã,
Continue, continue,
Como se nada realmente importasse.

Tarde demais, minha hora chegou,
Manda calafrios pela minha espinha,
O corpo está doendo o tempo inteiro.
Adeus a todos - Eu preciso ir.
Preciso deixar vocês todos prá tras
E encarar a verdade.
Mamãe, ooo - (qualquer direção que o vento sopre)
Eu não quero morrer,
Eu às vezes queria nunca ter nascido mesmo.

Eu vejo uma pequena silhueta de um homem,
Scaramouch, scaramouch você vai dançar o fandango?
Raio e relâmpago - me assustando muito,
Gallileo, Gallileo,
Gallileo, Gallileo,
Gallileo Figaro - magnífico!

Mas eu sou apenas um pobre rapaz e ninguém me ama.
Ele é apenas um rapaz pobre de uma família pobre,
Poupe sua vida desta monstruosidade.
Fácil vem, fácil vai - vocês me deixarão ir?
Bismillah! Não - nós não vamos deixar você ir - Deixem-no ir
Bismillah! Nós não vamos deixar você ir - deixem-no ir
Bismillah! Nós não vamos deixar você ir - deixem-me ir
Nós não vamos deixar você ir - deixem-me ir (nunca)
Nunca vamos deixar você ir - deixem-me ir
Nunca me deixe ir - ooo
Não, não, não...
Oh mama mia, mama mia, mama mia, deixem-me ir.
Belzebu tem um demônio reservado para mim,
Para mim,
Para mim.

Então você acha que
Você pode me apedrejar e cuspir no meu olho?
Então você acha que pode me amar
E me abandonar para morrer?
Oh baby - não pode me fazer isto, baby.
Apenas tenho de sair -
Apenas tenho de sair direto para fora daqui.

Ooh sim, ooh sim,
Nada realmente importa.
Qualquer um pode perceber,
Nada realmente importa -
Nada realmente importa para mim.

Qualquer direção que o vento sopre..."
(Rapsódia Boêmia - Queen)

Mulheres resolvidas em oração

Homens do meu Brasil varonil coloquem as barbas de molho... Como assim?! Mermão, essas mulheres não estão nem aí pra gente... Ai Jesus! É o reverso da moeda...
Viva as mulheres brasileiras!!!

Leiam a oração que me enviaram, pensem, pensem...
Conhecendo o pouco que me foi permitido, devo deduzir que a menina Mari está com um sorriso largo, e dizendo: - É isso aí, mesmo!



Oração das Mulheres Resolvidas

Que o mar vire cerveja e os homens, tira-gosto.
Que os nossos homens nunca morram viúvos,
e que nosso filhos tenham pais ricos e mães gostosas!
Que Deus abençoe os homens bonitos, e os feios se tiver tempo;
Deus...
Eu vos peço sabedoria para entender o homem,
amor para perdoá-lo e paciência pelos seus atos,
porque Deus, se eu pedir força, eu bato nele até matá-lo.
Um brinde...
Aos que temos, aos que tivemos e aos que teremos.
Um brinde também aos namorados que nos conquistaram,
aos trouxas que nos perderam e os sortudos que ainda vão nos conhecer!
*Que sempre sobre, que nunca nos falte, e que a gente dê conta de todos*!

Amém.

quinta-feira, junho 19, 2008

BMW com air bag

O Tico Futrika sabe que eu gosto de carro conversível, ele manda um e-mail com a seguinte mensagem: - Mermão! Achei bonito esse carro BMW conversível, os bancos em couro, a pintura belíssima, rodas... Huumm... e o air bag, hein?!

terça-feira, junho 17, 2008

O meu cansaço adormecido...

Resolvi deixar as linhas abaixo para dois amigos. Amigo "Carlão" essa é para ti e para a nossa querida "Mami"...
Tenho andado um pouco cansado ultimamente, tudo bem, foi o cansaço que sempre busquei em minhas orações. Nunca saiu da minha cabeça as palavras de Richard Bach no livro "O Paraíso é uma questão pessoal", em uma passagem do livro, ele dizia: - Cuidado com o que você pede em suas orações! Você poderá ser atendido.
Posso dizer que sinto o cansaço dos justos, tenho combatido o bom combate e tudo tem sido maravilhoso, mesmo!
Quando sinto o cansaço querendo envolver-me em tristeza oportunista, vou ao blog Tribuna do Davi, para ler os posts e os comentários, e leio esperanças e ternura... Principalmente nas linhas rabiscadas pela Mami, muito legal a força dela, antídoto para a tristeza...
Fica o meu cansaço adormecido na poesia de Drummond, e continuo aqui com apenas duas mãos e o sentimento do mundo... Hasta la vista!
Sentimento do mundo(Carlos Drummond de Andrade)
Tenho apenas duas mãos
e o sentimento do mundo,
mas estou cheio de escravos,
minhas lembranças escorrem
e o corpo transige
na confluência do amor.

Quando me levantar, o céu
estará morto e saqueado,
eu mesmo estarei morto,
morto meu desejo, morto
o pântano sem acordes.

Os camaradas não disseram
que havia uma guerra
e era necessário
trazer fogo e alimento.
Sinto-me disperso,
anterior a fronteiras,
humildemente vos peço
que me perdoeis.

Quando os corpos passarem,
eu ficarei sozinho
desfiando a recordação
do sineiro, da viúva e do microscopista
que habitavam a barraca
e não foram encontrados
ao amanhecer

esse amanhecer
mais noite que a noite.

domingo, junho 15, 2008

Os esquimós

A leitura antropológica revela como a aventura do homem pelo globo terrestre proporcionou tanta diversidade cultural, basta olharmos para o casamento, e aí vamos verificar as diferenças... Para alguns povos o casamento não significa sempre direitos sexuais exclusivos entre um casal, e a família pode funcionar muito bem. Vejam os esquimós, se um homem tiver que viajar e sua esposa estiver doente, ele prontamente toma emprestado a mulher de outro esquimó, para os esquimós nenhum homem pode viajar sem a "assistência" de uma mulher... é isso mesmo!(eles só pensam naquilo)
Faz parte da cultura esquimó "pedir emprestado" a mulher de outro para acompanhá-lo na viagem. Essa situação não causa nenhum constrangimento e é vista como natural pelos esquimós, o vínculo matrimonial não é rompido, fica suspenso temporariamente. Eventualmente, pode acontecer da mulher ficar gestante, não é problema também, os filhos nascidos desses relacionamentos transitórios pertecem à família do pai social, inclusive acaba se estabelecendo entre o pai social e o pai biológico uma relação especial de amizade. Até aqui não existiu adultério para os esquimós.
Quando um esquimó tomar a mulher de outro permanentemente, e com a transferência de afeto do vínculo conjugal, só então se caracteriza o adultério e é considerado um crime muito grave.

Lições que ficam dos esquimós:
1. Pai é quem cria e não quem faz.
2. Se rolar sentimento é adultério, se não rolar é precisão.

O chef Edilben

Culinária para quem precisa...
Pô! Vou entrar nessa, chega de só cozinhar ovo, merecemos aqueles pratos todos enfeitadinhos, etc e tal...
Fico morrendo de desejo de cozinhar, ao ver o meu amigo Edilben trocando receitas por telefone e ensinando as nossas colegas de trabalho como fazer o molho, ou como amaciar a carne, o têmpero... O cara fez um curso de culinária, e agora é um chef na cozinha da casa dele, resumindo, ele sabe-tudo-de-cozinha e nem tá prosa.
Resta apenas saber se os pratos que ele apronta são bons, né?
Ele garante que a Cristina adora, e nunca passou mal.

Absorvente!

É interessante como a mídia cria situações inusitadas, no diálogo de duas crianças a mensagem do mercado é captada com a inocência da alma, só as crianças são capazes... só as crianças... É absorvente, mesmo!

O Poder do Marketing.

Duas criancinhas de oito anos conversam no quarto:
O menino perguntou para a menina:
- O que você vai pedir no DIA DAS CRIANÇAS?
- Eu vou pedir uma Barbie, e você?
- Eu vou pedir um O.B.! - responde o menino.
- O.B.?! O que é isso ?!
- Nem imagino... mas na televisão dizem que com O.B., a gente pode ir à praia todos os dias, andar de bicicleta, andar a cavalo,
dançar, ir ao clube, correr, fazer um montão de coisas legais, e o melhor...
SEM QUE NINGUÉM PERCEBA.

terça-feira, junho 10, 2008

Copo seco e simplicidade.

O Augusto chegou próximo e disse: - Mermão, cadê o Bueres?! Tá sumido, né?
Respondi que todos nós havíamos mergulhados no redemoinho chamado vida, e que de vez em quando vínhamos à superfície, tomar fôlego, e depois mergulhávamos novamente no turbilhão enlouquecedor...
Com o olhar sério e o ar fraterno, Augusto quase sussurrando, advertia ao meu ouvido: - É hora de encontrar tempo, voltar calmamente ao blog e falar das coisas simples, e viver garaio!
Eu sempre correndo... É preciso parar! Concordo, e como concordo com ele.
Sentencia o meu amigo Augusto, qual profeta no auge do sucesso: - Pensas, que pensas, e ao contrário, não pensas... Correr assim não leva ao lugar sonhado... Talvez a um quarto de hospital.
Estou refletindo as palavras do profeta, são sábias, como sábio é o amigo Augusto Nunes.
Pensativo, agarrei pelo pescoço do Ballantine's, e olha os dizeres da garrafa - Amicus humani generis, Vinicius traduziria da seguinte maneira: - O uísque é o melhor amigo do homem, um cachorro engarrafado.
Ah, poetinha!
O copo com umas pedras de gelo, e n'outro momento o copo já cheio, e a música de Lô Borges na vitrola... e de repente, e não mais do que de repente, o copo cheio de ar... ahahaha... como a gente fica alegre com o scotch escorrendo pela goela, meudeus!
Augusto era pra relaxar? Tô calmo, calmo...
Gostaria de dialogar com a Sandra Leite(Isso é bossa nova), e diria que o conterrâneo dela marcou a minha adolescência - Lô Borges, ele falava o que ia no meu coração, uma fala tão urbana, sentimentos simples, mas polidos, ok?!
Amigos quero resgatar a simplicidade que insiste em fugir, mas com esse Ballantine's na mente e coração, tá difícil... Para ser mais simples, deixo a letra da música do Lô Borges. Pô, o copo tá seco de novo!

Uma Canção (Lô Borges/ Ronaldo Bastos)

Uma canção é leve e pode sustentar
Toda emoção
Que pesa demais
E num passe de mágica faz voar
É gota d’água e faz transbordar
Vai na enchente arrastando
O que pode transformar
Em nuvem do céu
Da inundação

Uma canção é clara e pode penetrar
Negro desvão
Que um raio de sol
Com a súbita chama faz clarear
Um viajante que se fez perder
Por sua estrela se inicia
Nos mistérios de querer
A lâmina ser
De tal precisão

Qualquer pessoa pode assoviar
A voz humana se decifra
Quando canta por prazer
De juntos trilharmos uma canção

Uma canção é lenha e pode consumir
Uma paixão, um caso de amor
Que o som das palavras vai traduzir
É rima simples e retém calor
Se ilumina quando toca uma pessoa
Que se quer bem perto da brasa do coração

Uma canção tem cheiro e pode transportar
Uma fração de um tempo qualquer
Que a gente viveu num outro lugar
É diamante para lapidar
Na pedra bruta segue o veio da beleza
Quando faz soar cristalina revelação...

quinta-feira, junho 05, 2008

Palestra - Lei Maria da Penha

Iaponira enviou-me o cartaz da palestra-debate que a turma de Direito da FAP, irá promover hoje às 20h30, são todos meus alunos de Sociologia Jurídica e faz parte da nossa proposta de "rompermos" com as paredes da sala de aula e irmos ao encontro do povo, da vida como ela é. E todos os alunos abraçaram a proposta, e está aí, o esforço se traduzindo num diálogo profícuo com a sociedade. Estarei presente na palestra e voltarei aqui para escrever mais sobre o assunto.

O Canto Noturno de Nietzsche e a balada de Jober

"É noite; ai de mim, que tenho que ser luz! E sede do que é noturno. E solidão!
É noite: como uma nascente, rompe de mim, agora, o meu desejo - e pede-me que fale.
É noite: falam mais alto, agora, todas as fontes borbulhantes. E também a minha alma é uma fonte borbulhante.
É noite: somente agora despertam todos os cantos dos que amam. E também a minha alma é o canto de alguém que ama."
(Nietzsche)
No livro "Assim falou Zaratustra", Nietzsche derrama poesia e expõe as nossas incontidas ansiedades... Por que vivemos ansiosos? Boa pergunta, né?!
Aprendi algumas lições com o meu amigo Jober Nunes, e irei escrever um post sobre essas lições, estou propenso depois de conversar com o Jober a dar uma bicuda-no-pau-da-barraca e iniciar minhas aulas de violão... Hein?! Sei, ninguém entendeu nada, né?
Resumindo: O amigo Jober, poucas pessoas sabiam, estava com os dias contados aqui na terra. Descobriu uma enfermidade, os médicos consideraram fatal, sem solução... estágio avançado, impossível de reverter.
Pois bem, o intimorato Jober, ciente do mal que o dominara, depois de dois dias cabisbaixo, resolveu tomar algumas atitudes, primeiramente foi fazendo a partilha dos bens que acumulara em sua curta vida, sabe-como-é-que-é?! Tô falando de patrimônio, o carro destinou para fulano, a mansão em Salinas para sicrano, o apartamento para beltrano e etc. Deixou tudo arrumadinho, e ainda pagou as despesas do futuro funeral, crematório e o escambau...
O resistente Jober foi pra frente do espelho, franziu a testa e fez uma careta bem feia e disse pra morte: - Fdp! Eu não tenho medo de ti, se tu queres me levar, podes meter a cara que não vai ser fácil, garaio!!!
E prosseguiu o estranho diálogo com a indesejável megera: - E tem mais, vou viver a vida intensamente e com muita felicidade, mete a cara fdp!
Após bater esse papo com a desgraçada da "morte", o renovado Jober, no outro dia foi se matricular no curso de Violão, um desejo desde adolescente que adiava sempre, e mudou a sua postura com a vida, poucas pessoas sabiam dessa doença do nosso amigo, e ele sempre sorrindo, nunca maldizendo nada, sorrindo... agradecendo cada dia vivido, vivido intensamente, abraçando a todos, transmitindo uma energia prenhe de paz e amor...
Ele conta que não se preocupava com a morte, porque percebia que depois que começou a cativar a "vida", conquistou uma tranqüilidade que inexistia antes.
Desde então, nunca mais deixou de todos os finais de semana tomar banho de praia e assistir o pôr-do-sol em Mosqueiro.
Para finalizar, o alegre Jober depois de um tempo, fez novos exames, e inexplicavelmente, segundo os médicos, havia acontecido um "milagre", a doença regrediu, não só regrediu, por incrível que possa parecer, não existia mais nada... a não ser vida!
Pô, esse cabra-da-peste levou uma largura daquelas, né?! E ele até casou!
Aprendi contigo Jober, que a gente tem que olhar firme, fitar com determinação os olhos dos demônios que embaraçam a nossa caminhada rumo à felicidade, e enfrentá-los sem medos, com muito amor no coração...
Não pretendo encarar a morte, ainda, falta-me mais um pouco de experiência. Qualquer coisa eu te chamo, mermão!!!
Será que depois de ler o post, o amigo Tico Futrika (já me confidenciou a vontade de ser bailarino) irá se matricular no balé da Ana Unger?! O que os amigos acham?
_____________
Fdp= Filha da pluta

terça-feira, junho 03, 2008

A "missa" do Carneiro

Já faz algum tempo que recebi o texto abaixo, é da lavra do meu querido amigo -Professor José Carneiro. Não precisa dizer que a correria do dia-a-dia, fez com que só agora fosse postado a "Missa" do Carneiro...
Publico na esperança de refletirmos sobre a nossa religiosidade e também, peloamordedeus, na expectativa de que os sermões tenham a simplicidade das parábolas de Jesus Cristo, aquelas estorinhas até hoje me acompanham, incrível! mas é a pura verdade... E como diria o Carneiro: - Ô seu padre vai estudar!
Amén!

Missa com estranha reflexão do padre (José Carneiro)

Já fui um grande freqüentador de missas, nos meus tempos de sacristão e de católico praticante. Mas isso foi há muito tempo. Hoje, como sabem os que me conhecem, não vou à missa, a não ser em ocasiões especialíssimas. E porque? Não é só pelo meu agnosticismo, é que acho o cerimonial da missa alguma coisa chatíssima, sobretudo quando o oficiante (padre) é “desprovido” de qualidade intelectual etc, etc. Aos domingos pela manhã costumo assistir (um modo de dizer, o correto seria “olhar”) a missa na Tv animada pelo padre Marcelo Rossi (argh!) e não consigo melhorar a minha opinião a respeito da chatice do evento. Claro que com o padre Rossi a coisa assume proporções estratosférica em matéria de saturação. No meu entender, a missa do padre Rossi afasta cristão do sacrifício da missa, tal a pieguice com que ele tenta “embalar” (enganar, estaria melhor dito) os incautos fiéis que madrugam para irem àquela missa dominical.
Na semana passada fui a uma missa de Sétimo Dia, homenagem póstuma ao pai de um grande amigo meu, falecido aos 92 anos depois de vários anos de sofrimento. A essas missas sinto alguma obrigação de ir, embora saiba de antemão que vou passar em torno de uma hora fazendo sacrifício literal e não religioso, como sugere o nome de “santo sacrifício da missa”... Essa missa não teve nada de especial, a não ser o fato de que foi celebrada em uma igreja luxuosa e confortável, climatizada e com bancos estofados, coisa que eu nunca vira na minha vida. Mas o padre, cujo nome nem procurei saber, deslustrou o evento com o seu sermão algo disforme.
Pra começar, ele se referiu ao fato de que missa de sétimo dia era um costume cultural, que a sociedade havia introduzido nas suas relações. Ele não disse que era um ritual da Igreja Católica, o que me surpreendeu.
Em seguida mencionou a idade do falecido, 92 anos, dizendo que ele havia recebido uma dádiva de Cristo superior a vinte anos; sim, porque, para ele, a idade preconizada por Cristo para a humanidade é a de 70 anos, mais do que isso é uma questão de vontade divina (ou quem sabe, insisto eu, Cristo esquece de alguns e vai deixando, não?). Segundo o próprio padre, depois que ele completar 70 anos, vai pedir aos Céus que o mandem buscar, pois isso é o que está escrito nas lições que o Cristo nos deixou. Eu ouvi isso, com meus ouvidos. Quando ele fez ponto parágrafo nessas elucubrações, os presentes se entreolharam, visivelmente espantados com aquela novidade que ribombava pelo interior do luxuoso templo católico.
Finalmente o sacerdote afirmou que o pai do meu amigo já tinha sido recebido por Deus, no Céu, que esquecera suas falhas e seus pecados ficando só com as boas ações que ele havia praticado em sua vida terrena. Segundo o padre, Deus não olha para as maldades que cometemos, quem faz isso somos nós mesmos, são os nossos vizinhos etc, etc. Um amigo que estava próximo virou-se pra mim e comentou: “eu não sabia disso, pelo visto não há motivos para preocupações”.
Felizmente o padre encerrou suas reflexões e continuou o ritual da missa.

Para o amigo que se vai na neblina...

Ao amigo que se desgarrou.
Impotência, humano... e nada posso fazer. Minha tristeza... um amigo que se perde na neblina das aventuras alucinógenas... Talvez, ele até leia essas linhas... acredito na fé que supera toda montanha de dificuldades.
"Peça, e lhe será concedido;
busque, e encontrarás;
bata na porta, e ela lhe
será aberta."
(Mateus, 7:7)