quarta-feira, setembro 17, 2008

Murmúrio na madrugada

Janela aberta e uma tristeza cortanto o peito, jogo o olhar aqui de cima sobre o movimento da rua... Vozes e alegres gargalhadas.
A madrugada avançando, o silêncio tomando conta de tudo, tudo em silêncio,
só o silêncio...
Oh, insônia!
Por que eu prisioneiro?
Entre murmúrios visito Cecília Meireles, e como ela murmura, né?!
Murmúrio
(Cecília Meireles)
Traze-me um pouco das sombras serenas
que as nuvens transportam por cima do dia!
Um pouco de sombra, apenas,
- vê que nem te peço alegria.

Traze-me um pouco da alvura dos luares
que a noite sustenta no teu coração!
A alvura, apenas, dos ares:
- vê que nem te peço ilusão.

Traze-me um pouco da tua lembrança,
aroma perdido, saudade da flor!
- Vê que nem te digo - esperança!
- Vê que nem sequer sonho - amor!


8 comentários:

elvira carvalho disse...

Excelente a introdução para um belo poema de Cecília Meireles.
Um abraço

Flavinha disse...

Por onde andas, belo?

Kiara Guedes disse...

Ah, cecilia faz parte do meu quarteto fantastico!! Bjs

citadinokane disse...

Elvira,
Cecília... excelente!!!
Sempre um belo poema, uma emoção em cada palavra, essa maneira de dizer as coisas que gostaríamos de dizer... Bom, eu gostaria de dizer todas as emoções. Ela imortal, eu? Deixa pra lá! ahahaha...
Beijos

citadinokane disse...

Flavinha,
Ando te procurando!
Quero mudar tudo por aqui, podes ajudar?!
bjs

citadinokane disse...

Kiara vizinha,
Cecília faz parte do quarteto, e por acaso, estão incluídos Fernando Pessoa e Quintana?!
Não moro mais na mesma casa... Continuo próximo da Lurdinha.
Beijos

Mixikó disse...

uauuuuuuuuuuuuuuu

citadinokane disse...

Uiuiuiui...
Como sofremos, nós os românticos...
Mixikó, sei o quanto sofres...

"Vê que nem te digo - esperança!
Vê que nem sequer sonho - amor!"

Beijos,
Pedro