terça-feira, novembro 11, 2008

Parei!!!

PAROU POR QUÊ?!
POR QUE PAROU?!

Parei porque...
De repente a gente olha o calendário e já é novembro...
Eu sei que muitos irão dizer: - Lá vem ele com essa conversa de largar o blog!
Não é a proximidade do Natal (que sempre me deixa com sentimentos tão contraditórios) o motivo de fechar o blog.
Não é frescura do Pedro, viu Bruno?!
Simplesmente, falta-me vitalidade!
Sinto-me fraco, busco resgatar a saúde plena: mental & corporal.
Eu abraço com muito amor este ano que se esvai apressadamente, pelas realizações, conquistas, pelo fortalecimento de laços afetivos, resumindo 2008: the best!
Tenho desenvolvido muitos projetos que sugam energias de onde não tenho...
Tô parando... Parando para retornar, talvez daqui a um mês, ou só no ano que vem.
Sempre que for possível virei responder os comentários, preciso me afastar do monitor, é urgente!!!
Quero aos finais de semana tomar o rumo da estrada para descobrir outros lugares, outras pessoas, sinto a necessidade de guardar imagens e novas emoções, vivenciá-las... a efemeridade das coisas me aflige, por isso a ânsia por eternizá-las, quero guardá-las comigo para sempre!
Eis que deixo que o vento me leve, tão levemente...
De que callada manera
Se me adentra usted sonriendo
Como si fuera la primavera
Yo muriendo.
Y de que modo sutil
Me derramo en la camisa
todas las flores...

(Pablo Milanés)

domingo, novembro 09, 2008

Amigos meus, amigos...

Amigos meus

Ah, meus amigos, não vos deixeis morrer assim... O ano que passou levou tantos de vós e agora os que restam se puseram mais tristes; deixam-se, por vezes, pensativos, os olhos perdidos em ontem, lembrando os ingratos, os ecos de sua passagem; lembrando que irão morrer também e cometer a mesma ingratidão.
Ide ver vossos clínicos, vossos analistas, vossos macumbeiros, e tomai sol, tomai vento, tomai tento, amigos meus! – porque a Velha andou solta este último Bissexto e daqui a quatro anos sobrevirá mais um no Tempo e alguns dentre vós – eu próprio, quem sabe? – de tanto pensar na Última Viagem já estarão preparando os biscoitos para ela.
Eu me havia prometido não entrar este ano em curso – quando se comemora o 1964 aniversário de um judeu que acreditava na Igualdade e na justiça – de humor macabro ou ânimo pessimista. Anda tão coriácea esta República, tão difícil a vida, tão caros os gêneros, tão barato o amor que – pombas! – não há de ser a mim que hão de chamar ave de agouro. Eu creio, malgrado tudo, na vida generosa que está por aí; creio no amor e na amizade; nas mulheres em geral e na minha em particular; nas árvores ao sol e no canto da juriti; no uísque legítimo e na eficácia da aspirina contra os resfriados comuns. Sou um crente – e por que não o ser? A fé desentope as artérias; a descrença é que dá câncer.
Pelo bem que me quereis, amigos meus, não vos deixeis morrer. Comprai vossas varas, vossos anzóis, vossos molinetes, e andai à Barra em vossos fuscas a pescar, a pescar, amigos meus! – que se for para engodar a isca da morte, eu vos perdoarei de estardes matando peixinhos que não vos fizeram mal algum. Muni-vos também de bons cajados e perlustrai montanhas, parando para observar os gordos besouros a sugar o mel das flores inocentes, que desmaiam de prazer e logo renascem mais vivas, relubrificadas pela seiva da terra. Parai diante dos Véus-de-Noiva que se despencam virginais, dos altos rios, e ride ao vos sentirdes borrifados pelas brancas águas iluminadas pelo sol da serra. Respirai fundo, três vezes o cheiro dos eucaliptos, a exsudar saúde, e depois ponde-vos a andar, para frente e para cima, até vos sentirdes levemente taquicárdicos. Tomai então uma ducha fria e almoçai boa comida roceira, bem calçada por pirão de milho. O milho era o sustentáculo das civilizações índias do Pacífico, e possuía status divino, não vos esqueçais! Não abuseis da carne de porco, nem dos ovos, nem das frituras, nem das massas. Mantende, se tiverdes mais de cinqüenta anos, uma dieta relativa durante a semana a fim de que vos possais esbaldar nos domingos com aveludadas e opulentas feijoadas e moquecas, rabadas, cozidos, peixadas à moda, vatapás e quantos. Fazei de seis em seis meses um check-up para ver como andam vossas artérias, vosso coração, vosso figado.
E amai, amigos meus! Amai em tempo integral, nunca sacrificando ao exercício de outros deveres, este, sagrado, do amor. Amai e bebei uísque. Não digo que bebais em quantidades federais, mas quatro, cinco uísques por dia nunca fizeram mal a ninguém. Amai, porque nada melhor para a saúde que um amor correspondido.
Mas sobretudo não morrais, amigos meus!
Vinícius de Moraes
1965

in Para uma menina com uma flor (crônicas)
in Poesia completa e prosa: "Para uma menina com uma flor"

Sexóloga estressada...

Dicas de uma sexóloga radical e estressada numa emissora de rádio, respondendo as perguntas dos ouvintes:
1 - Tenho 20 anos e não transei ainda porque gostaria que a 1ª vez fosse com um namorado fixo. O que você acha?
R: Vai ser difícil, todos eles se movem na hora H.
2 - O que fazer para surpreender meu marido que é meio tímido?
R: Apareça com um amante.
3 - Tenho um amigo que quer fazer sexo comigo, mas ele tem um pênis de 20cm. Acho que vai ser doloroso, o que faço?
R: Manda pra cá que eu testo pra você.
4 - Como faço para seduzir o rapaz que eu amo?
R: Tire a roupa! Se ele não te agarrar, cai fora que é gay.
5 - Terminei com meu ex porque ele é muito galinha e agora estou com outro. Mas ainda gosto do ex e às vezes ainda fico com ele! O que devo fazer?
R: Quem é mesmo galinha nesta história?
6 - Quero saber como enlouquecer meu namorado só nas preliminares.
R: Diga no ouvidinho dele: "minha menstruação está atrasada..."
7 - Sou feia, pobre e chata. O que devo fazer para alguém gostar de mim?
R: Ficar bonita, rica e ser legal. Obviamente.
8 - O cara com quem estou saindo é muito legal, mas está dando sinais de ser alcoólatra. O que eu faço?
R: Não deixe ele dirigir.
9- Posso tomar anticoncepcional com diarréia?
R: Eu tomo com água, mas a opção é sua. Espero que use copo descartável.

Citação


Loana Vita enviou-me várias situações retiradas dos autos...
Publico a primeira para demonstrar que quando estamos cegos de amor, não queremos saber as conseqüências de nossos atos, ai ai ai...
"Deixei de fazer a citação tendo em vista que o réu está em lua-de-mel e me respondeu por telefone que nos próximos dias não está nem aí..."(De uma certidão de oficial de Justiça)

Aqui o oficial de justiça se enrolou todo na pontuação, uma vírgula faz diferença, não?
"Penhorei uma mesa de comer velha, de quatro pés..." (Certidão lançada por um oficial de Justiça, em Passo Fundo, após efetuar uma penhora)

Ave paz!

Inusitado.
Macaquice com a paz?!

sexta-feira, novembro 07, 2008

Como me pesar...

É inacreditável!
A minha querida amiga Dra. Vera Araújo que além de ser Procuradora do Município de Belém, é médica cardiologista com alguns anos trabalhados em São Paulo, olha só o quê a engraçadinha descobriu...
Palavras dela via e-mail:

"- Finalmente descobri...
... como me pesar.Não consigo acreditar que estava fazendo errado todos esses anos.
Tenho que avisar todo mundo!!!"

Daria tudo, por meu mundo...

"Eu queria tanto
Estar no escuro do meu quarto
À meia-noite, à meia luz
Sonhando!
Daria tudo, por meu mundo
E nada mais..."
(Guilherme Arantes)
Meus copos, drinks, uísques e santos...

terça-feira, novembro 04, 2008

O amor que se negava a dizer o nome

Lembra daquela frase - "o amor que se nega a dizer o nome"?
Pois é... Agora pode dizer com todas as letras, encher os pulmões de ar e gritar aos quatro cantos o nome do seu amor.
É verdade! Pode assumir mermão! A justiça agarantiu...
Cabe aqui afastarmos os preconceitos e respeitarmos a orientação sexual de amigos, parentes e aderentes...
Citarei nomes de pessoas amigas que são da área jurídica e que com certeza estão esfuziantes de alegria com mais uma conquista da cidadania brasileira - podem comemorar: Tico Futrika, Rogério Friza, Diogo Condurú, Dirceu Riker, Marcelo Costa, Augusto Nunes, Eduardo Bueres e muitos outros & outras.
Vamos à notícia:
“STJ reconhece possibilidade jurídica de discutir ação sobre união homoafetiva
Por 3 votos a 2, a Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) admitiu a possibilidade jurídica do pedido de reconhecimento da união estável entre homossexuais e determinou que a Justiça Fluminense retome o julgamento da ação envolvendo o agrônomo brasileiro Antônio Carlos Silva e o canadense Brent James Townsend, que foi extinta sem análise do mérito. Foi a primeira vez que o STJ analisou os direitos de um casal homossexual com o entendimento de Direito de Família e não do Direito Patrimonial.
Com o voto desempate do ministro Luís Felipe Salomão, a Turma, por maioria, afastou o impedimento jurídico para que o mérito do pedido de reconhecimento seja analisado em primeira instância. Luís Felipe Salomão acompanhou o entendimento do relator ressaltando, em seu voto, que a impossibilidade jurídica de um pedido só ocorre quando há expressa proibição legal e, no caso em questão, não existe nenhuma vedação para o prosseguimento da demanda que busca o reconhecimento da união estável entre pessoas do mesmo sexo.
O casal entrou com ação de reconhecimento da união na 4ª Vara de Família de São Gonçalo (RJ) alegando que eles vivem juntos há quase 20 anos de forma duradoura, contínua e pública. O pedido foi negado e o processo extinto sem julgamento do mérito.
Eles recorreram ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), que também rejeitou a proposta por entender que não há previsão legal para tal hipótese na legislação brasileira. Legalmente casados no Canadá, o casal busca a declaração de união estável com o objetivo de obter visto permanente para o canadense, de modo que os dois possam morar definitivamente no Brasil.
Diante de mais uma derrota, eles recorreram ao STJ, onde o julgamento estava empatado. Os ministros Pádua Ribeiro (relator) e Massami Uyeda votaram a favor do pedido por entender que a legislação brasileira não traz nenhuma proibição ao reconhecimento de união estável entre pessoas do mesmo sexo. Os ministros Fernando Gonçalves e Aldir Passarinho Junior negaram o recurso por entender que a Constituição Federal só considera como união estável a relação entre homem e mulher como entidade familiar.
O ministro Luís Felipe Salomão também ressaltou que o legislador, caso desejasse, poderia utilizar expressão restritiva de modo a impedir que a união entre pessoas do mesmo sexo ficasse definitivamente excluída da abrangência legal, mas não procedeu dessa maneira. Ele concluiu seu voto destacando que o STJ não julgou a procedência ou improcedência da ação – ou seja, não discutiu a legalidade ou não da união estável entre homossexuais –, mas apenas a possibilidade jurídica do pedido. O mérito será julgado pela Justiça fluminense.
Direito Patrimonial
O direito patrimonial de casais do mesmo sexo não é novidade no STJ. A Corte já possui jurisprudência sobre várias questões patrimoniais – pensão, partilha de bens etc. – envolvendo casais homossexuais. O primeiro caso apreciado no STJ (Resp 148897) foi relatado pelo ministro Ruy Rosado de Aguiar, hoje aposentado. Em 1998, o ministro decidiu que, em caso de separação de casal homossexual, o parceiro teria direito de receber metade do patrimônio obtido pelo esforço comum.
Também já foi reconhecido pela Sexta Turma do STJ o direito de o parceiro (Resp 395804) receber a pensão por morte do companheiro falecido. O entendimento, iniciado pelo ministro Hélio Quaglia Barbosa quando integrava aquele colegiado, é que o legislador, ao elaborar a Constituição Federal, não excluiu os relacionamentos homoafetivos da produção de efeitos no campo do direito previdenciário, o que é, na verdade, mera lacuna que deve ser preenchida a partir de outras fontes do direito.
Em uma decisão mais recente (Resp 773136), o ministro Humberto Gomes de Barros negou um recurso da Caixa Econômica Federal que pretendia impedir que um homossexual colocasse seu companheiro como dependente no plano de saúde. Segundo o ministro, o casal atendia às exigências básicas para a concessão do benefício, como uma relação estável de mais de sete anos e divisão de despesas, entre outras.”
Fonte: STJ

Alô, alô Marciano!

O Professor Tico Futrika encaminhou a imagem abaixo, dizendo: - Estou impressionado com o ET captado pela lente da máquina fotográfica, será um marciano?!

Tá avisado!

É preciso avisar mais alguma coisa?

domingo, novembro 02, 2008

Bagaço

Pura verdade!
Tem dias que eu acordo um bagaço.


Mais blogues

Indicação de novos blogues, abaixo o blog indicado pelo amigo Osvaldo Jr., o Blog do Paes Loureiro - João de Jesus Paes Loureiro é um grande poeta paraense, infelizmente está fechado para comentários, mas vale a pena ler as poesias.

Outra indicação de blog, é o espaço virtual do colega e grande jurista Carlos Zahlouth - ÁLIBI: coisas da vida e a vida das coisas. Muitas informações!



Sem tempo para os medíocres


Oliviomar depois de visitar o Sítio Zezecão, saiu pensativo sobre a experiência compartilhada no sítio, enviou-me o texto abaixo, certeiro... Olivio é muito introspectivo, mas sabe encontrar o meio de comunicar seus sentimentos. Nesses muitos anos que trocamos impressões sobre a vida, sempre fico atento ao que ele tem a dizer...
Para encerrar, o texto que ele enviou, já publiquei aqui no blog em outubro do ano passado, mas como quero repetir que não suporto a mediocridade, publico novamente, ok?! O texto veio como se fosse de Rubem Alves, mas salvo engano do Citadinokane pertence ao professor Flávio de Angelis.
"TEMPO MÁGICO
Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquela menina que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ela chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo.
Não quero que me convidem para eventos de um fim de semana com a proposta de abalar o milênio.
Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturas.
Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de 'confrontação', onde 'tiramos fatos a limpo'. Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.
Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: 'as pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos'. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente andar ao lado de Deus.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo.
O essencial faz a vida valer a pena".

Epitáfio


Uma freira, na hora da morte, pediu para escreverem no seu túmulo o seguinte epitáfio:
"Nasci virgem,
Vivi virgem e
Morri virgem."

O coveiro achou que eram muitas palavras e escreveu:
"Devolvida sem uso."