sexta-feira, janeiro 09, 2009

Mais políticas socias

Não posso concordar com certas coisas...
Escuto críticas ao momento de violência que atravessamos, muitos apontam o dedo para o governo, não irei blindá-lo, ele é impessoal, né? Mas, é necessário fazermos algumas considerações.
Ao analisar-se a era tucana, tanto no Brasil como no Pará, algumas mazelas se apresentam imediatamente. Vejamos o discurso do Estado-mínimo, senhores liberais peloamordedeus! Se realmente rezássemos pela cartilha de FHC e o PFL (ontem liberais, hoje democratas - DEM, então tá!) todos nós estaríamos revirando as latas de lixo, o mercado não resolve tudo, ok?
Sempre questionei nos 12 anos de governo tucano no Pará a ausência de políticas sociais, elas existiram? Onde mesmo? Sério?!
Dados estatísticos da Secretaria de Segurança do Estado do Pará, demonstram que a maior parte dos assaltos e sequestros-relâmpago, é praticado por jovens de 14/16 anos. No primeiro governo dos tucanos, esses jovens tinham 2 ou 4 anos de idade, moravam no Barreiro, Terra Firme, Guamá, na periferia e aí???
Adoro a questão cultural, pois é... A Secretaria comandada pelo arquiteto Paulo Chaves tinha orçamento vultoso e o social? Quanto mesmo?!
Não sou dono da verdade. Claro! Mas, tem certas coisas que não posso concordar...
A violência que no momento se abate sobre nós, não é produto do hoje, mas uma consequência do ontem...
Conheço a sensibilidade da governadora Ana Júlia, caminhamos juntos durante algum tempo, por isso acredito que é possível mudar essa realidade.
Mais políticas sociais, governadora!

12 comentários:

Frederico Guerreiro disse...

Salve, grande Nelito!
Mestre, eu já havia até me esquecido dessa tese de escusação da responsabilidade administrativa dos governos atuais com os olhos na nuca, uma característica marcante de determinado partido político.
Sensibilidade eu posso ter até nas unhas. Mas ela não tem muito a ver com a minha capacidade de gerir meus negócios. Com eles, devo ser mais pragmático e racional do que passional.
De fato, a situação que vivemos no momento foi gerada em algum lugar do passado; aliás, na história toda. A questão é que não se vislumbra na atualidade mera probabilidade de reversão. Sendo assim, o que será do depois de amanhã?
Todavia, o importante é acreditar sempre.
Um forte abraço

Xico Rocha disse...

Meu nobre e estimado amigo.
A questão da violencia sabemos não é coisa de agora. Quanto a sensibilidade da governadora, as favas com ela, não estou carecendo de sensibilidade, estou precisando urgentemente de competencia para a resolução da questão da segurança publica, o que na verdade estamos a assistir é o incremento da violencia em niveis elevados e em contra partida inoperancia dos que são os verdadeiros responsaveis pela mesma. O que muito temos assistido são discursos no preteritos futuros e reuniões de gabinete, isso não resolve, a segurança publica tem que ser resolvida com energia nas ruas pelos aparatos de repressão ao crime (eu falei energia, longe de truculencia), só assim seremos amparados contra a violencia que está ai a olhos nus.
Saudações revoltosas
Xico Rocha

citadinokane disse...

Fred,
É verdade! Temos que olhar para a frente, o retrovisor é importante para não mais se cometer os erros do passado...
Só espero que alguns fantasmas desse passado recente não apareçam como carpideiras arrependidas, né?
abs

citadinokane disse...

Xico,
A minha conclusão, o Estado tem que parar tudo para confrontar com a bandidagem, é necessário!
É uma pena que a classe média só começou a ficar indignada quando a violência alcançou os médicos e advogados, enquanto atingia as classes populares, apenas o silêncio, um silêncio mortal!
Vamos juntos pressionar.
abs

Anônimo disse...

Isso me lembra um certo dia a beira rio no Beira-Rio quando chegamos a conclusão , pelo menos lá naquele momento , que a gente insiste em escolher o inimigo errado.E aí como se diz aqui na roça , vento que sopra leste , sopra oeste também.
Um abraço.
Tadeu

Lafayette disse...

Vim aqui. Bom pra mim, gostei.

Vamos ao "social" sim, mas resolvendo as broncas internas, se não, caro Pedro, é raposa cuidando do galinheiro.

Ps.: Mande um abraço saudoso à Fátima.

Xico Rocha disse...

Caro Nelito, desculpa, mas, discordo, o Estado não precisa parar, os responsáveis pela segurança devem sair de seus gabinetes, segurança é coisa de campo.
Xico Rocha

citadinokane disse...

Pô Tadeu!
Vem um post praquele dia, ehehehe...
Abraços,
Pedro

citadinokane disse...

Lafa,
Acho que tens razão.
Vamos cobrar das autoridades, né?!
abraços

citadinokane disse...

Xico,
Concordo contigo, vamos pressionar.
abs

Anônimo disse...

Meu Mestre e Guru.

Venho acompanhando com muita preocupação e há muito tempo o desenrolar dessa grave situação que vivenciamos no Pará inteiro. Ví e ainda vejo, as equivocadas políticas que o Estado adotou e ainda adota, quando o limiar se aproxima. Perdí várias amigos nos últimos anos vitimados pela violência desenfreada que nos assola.
Realmente estás coberto de razão quando afirmas que nada foi feito no passado, mas posso também afirmar que nada está sendo feito no presente. Tudo o que se vê são fogos de artifícios e palavras de efeito para servir de engodo social.

Não conheço a governadora, apesar de termos sidos vizinhos por muito tempo. Mas conheço vc e a grandeza de seu caráter generoso. Que pena que Ana Julia não tenha absorvido isso quando juntos caminharam, que pena!

Abraços.

Augusto Nunes

citadinokane disse...

Augusto,
Quero acreditar que realmente é possível uma virada desse jogo, a favor do cidadão de bem. Bandido é bandido, não tem meio termo, polícia para quem precisa...
E muita política social para estancar essa ferida.
Eu acredito!
abs