quinta-feira, fevereiro 26, 2009

CDs quase de graça!














Em pleno carnaval resolvi visitar a loja de CD de um supermercado, qual não foi a minha surpresa ao constatar uma promoção maravilhosa de excelentes Cds, meudeus! O preço? R$5,00. É verdade! Comprei 33 CDs.
Milton Nascimento e Caetano Veloso em trilha sonora do filme "O Coronel e o Lobisomem"; trilha sonora do filme "Sol - caminhando contra o vento"; Jorge Ben revisitado; Alberto Rosenblit - trilhas brasileiras, muitos Cds belíssimos... Alguns CDs de música erudita custam uns cinquentas e poucos reais, e eu pagando cinco reais, incrível né?!
Perguntei para o balconista o porquê do preço, e ele respondeu candidamente: - Vamos trabalhar só com lançamento, esses CDs não têm saída...
Isso quer dizer - adeus boa música! A mediocridade vai se expandir...
Pô! Vou voltar lá amanhã para comprar mais algumas preciosidades.

quarta-feira, fevereiro 25, 2009

Samba em Sampa?

Vou comprar uma briga com os meus amigos e amigas paulistas.
Gente fala sério!
Samba em São Paulo?!
A Globo está forçando a barra...
A vida inteira aprendi que samba é sinônimo de Rio de Janeiro, posso acrescentar mais alguma coisa? O samba é carioca.
Quando tento lembrar de um samba-enredo, só vêm os do Rio... Não lembro, não sei nada de São Paulo... Eu estou errado? Será?
Claro que não! A Globo está forçando a barra, transmite em rede nacional o carnaval paulista, querendo emplacar uma festa em São Paulo que é carioca.
Conheço Salgueiro, Mangueira, Portela...
Aqui em Belém a minha Escola de Samba é o "Quem são eles", e o Quenzão quando traz atração do samba, trazemos do Rio de Janeiro e não de São Paulo: Neguinho da Beija-flor, Dominguinhos do Estácio, Rico Medeiros e o saudoso Jamelão.
Sei que o Salgueiro ganhou no Rio, viva o Salgueiro!

Tomo conhecimento que a Mocidade Alegre é campeã paulista...
Como é? Mocidade o quê?
Para limpar a área quero dizer o seguinte - aqui no Pará a manifestação cultural marcante é o Carimbó, impensável o Maranhão reivindicar o Carimbó como sendo maranhense.
Parabéns Mocidade Alegre!
Falta alma no carnaval de Escola de Samba em São Paulo, mano!
É nóis na fita! E só.
Que fique bem claro, questiono apenas a imposição da Globo em transmitir o desfile de São Paulo, o povo paulista é maravilhoso e lutador, mas não é a praia dele...

terça-feira, fevereiro 24, 2009

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

Outros carnavais...

"Tudo quanto penso,
Tudo quanto sou
É um deserto imenso
Onde nem eu estou."
(Fernando Pessoa)

3, três...

Três anos...
Várias paradas e a certeza de que
outros fevereiros virão!
Obrigado amigos e amigas da blogosfera!

Cair de boca...

Recebi a imagem abaixo do amigo de além-mar Carlos Ponte, talvez porque nunca mais havia mencionado o querido vinho "Periquita"... Eis aí uma boa ideia, cair de boca no periquita, afinal é carnaval!

terça-feira, fevereiro 17, 2009

Versão cearense da crise mundial econômica

Fico surpreso com a simplicidade da explicação sobre a crise mundial, o amigo Tadeu tem outra explicação, mas... a versão que me enviaram é verossímil, ahahaha... Depois eu conto como os cearenses venceram a batalha de Monte Castelo para a FEB, interessante... Mas, depois eu conto, ok?
Abaixo a versão cearense para a crise mundial na economia, vamos ler negada:

Tossó repassando, o rapaz ter estudado em Fortaleza é d+ prusque são de fora, Maracanaú é apregado na capital...
Para quem não entendeu ou não sabe bem o que é ou o que gerou a tal crise americana, segue um texto explicando a fuleragem para qualquer menino véi do buchão entender:

É assim:
O Jeremias, Beição pros mais chegados, tem um bar lá no conjunto Jereissati I, em Maracanaú, e se toca que o jeito é vender a caninha no fiado porque a mundiça tá sempre lisa e num é todo dia que tem bico pra fazer e levantar um enche-bucho.
Mas como ele né nem abestado, aumenta uma merreca no preço da dose, já que só vai receber no fim do mês. Esse aumento a negada metida a besta chama de sobrepreço.
O gerente do banco do Beição, um fela que se acha muita merda, chei de nove hora só porque estudou em Fortaleza, diz que as cadernetas das dívidas do Bar do Beição e grana são a mesma coisa. Então ele começa a emprestar grana pro Beição tendo o pindura dos papudos como garantia.
Um outro magote de besta, gente graúda do banco, se confia na caderneta do Beição e começa a gastar esse dinheiro por conta, abrindo uma porrada de CDB, CDO, CCD, BMW, UTI, SOS e o carái a quatro que ninguém sabe que diabéisso.
E essa ruma de letrinha começa a animar a negada do Mercado de Capitais de uma tal de BM&F (uma coisa de gringo aí, onde o cabra tem que ser peitudo pra colocar dinheiro e, depois de um tempo, ou fica estribado ou se lasca todim). Sei que esses bichos gostam da notícia e, mesmo sem saber que tão dependendo da caderneta do Beição, começam a gastar por conta também.
Como tá todo mundo negociando o dinheiro do Beição como se fosse coisa séria e mais garantida que diarréia depois de angu estragado, o dinheiro dele começa a rodar o mundo todo e tem nêgo em 73 países mexendo nesse dinheiro.
Até que alguém descobre que os fuleragens dos clientes do Beição tão tudo lascado e não vão pagar as contas. O Beição se arromba, vê que cagou o pau e tem que fechar o bar. Aí...

A negada que contou com o ovo no boga da galinha .... tá fudi..!

domingo, fevereiro 15, 2009

O adeus da gravadora Kuarup

Simplesmente não temos mais onde comprar CDs de qualidade, provavelmente é uma realidade brasileira, não estou me referindo na internet, é claro que temos sites aos montes para clicar e passar o cartão de crédito...
Sinto saudades das lojas que reservavam suas gôndolas para a boa música.
Ai meu Deus!
O desinteresse pela música feita com qualidade, fez com que excelentes artistas ficassem desempregados, a mídia só aposta em produtos descartáveis, e o que acontece? Não formamos público para a música que envolve e cativa a alma... É só a porcaria de pancadão, Calypso, funk das cachorras, bonde do cacete e o escambau ilustrado.
A semana que passou trouxe-me a lembrança do Rui, esse cara trabalhava com o Dom Floriano na Gramophone, uma loja que só vendia LPs e depois CDs do que existia de melhor na música brasileira e internacional, o Rui atendia a gente com a maior fidalguia, sabia tudo, prestem bem atenção - ele sabia tudo de música, compositores, sêlos, cantores... Quando a gente ficava na dúvida, ele dizia: - Podes levar que é produto bom, se não for bom traz que eu troco!
Lembrei do Rui porque estava atrás de um CD da Daniela Spielmann com o Mário Sève - Choros, por que sax? E aí lembrei que ele havia dito, quando fechou a Gramophone, que iria trabalhar na Drogaria Big Ben da Doca, vendendo CDs num espaço projetado como se fosse uma nave espacial, especialmente projetado para isso. Fui lá! E fiquei tão feliz de ver que ainda podemos sorrir e ter esperança, encontrei o CD da Daniela, pronto!
Encontrei muitos Cds dos sêlos Biscoito Fino, Kuarup e outros alternativos. Lá fiquei conversando sobre música instrumental, e acabei conhecendo o divulgador/representante da Kuarup e outros sêlos - Lélio Feio, a gente falava do Cd do Grupo Rabo de Lagartixa do qual a Daniela fazia parte, e de repente ele me deu a notícia triste: ACABOU A KUARUP!
Só posso lamentar e dizer que a nossa cultura PERDEU!
Segue abaixo o comunicado oficial:

"Depois de 31 anos dedicados à melhor música brasileira, a gravadora independente
carioca Kuarup Discos decidiu encerrar suas atividades nesta virada de ano.
Ao longo dos últimos anos, as vendas de produtos físicos sofreram queda vertiginosa,
nem de longe compensada pelas vendas por download.
Entendemos que a crise do CD é irreversível e tornou inviável
nosso modelo de negócio, inteiramente calcado na produção e
comercialização de música de qualidade.
Agradecemos aos nossos amigos, funcionários, representantes, clientes e
fornecedores, e sobretudo aos nossos artistas, que continuarão a carregar a
bandeira desta música brasileira que ajudamos a divulgar
durante todos estes anos."
Kuarup Produções Ltda/ Kuarup Discos

sábado, fevereiro 14, 2009

Carta ao cão que passeia...

"Oh! Meu velho e Invisível
Avôhai!
Oh! Meu velho e Indivisível
Avôhai!"(Zé Ramalho)


Sabe aquelas anotações esquecidas num canto qualquer? Pois é... jogando papéis fora, encontrei uma anotação do velho e bom Duda Bueres.
Engraçado é que o dublê de segurança do portal do inferno, costuma anotar os seus devaneios em papel de carteira de cigarro, sempre achei estranho essa mania, o cara começava a fazer essas anotações quando o álcool entrava na corrente sanguinea, doido... ele rabiscava com sofreguidão e dizia num ritual todo dele e em voz alta a palavra: Avôhai!

Por que guardei a anotação? Não sei. Talvez o louco seja eu, ou quem sabe o cão que passeia?!

"Carta ao cão que passeia...

O dom do ser humano de se expressar com arte,
em todas as suas multiplicidades, seja da forma escrita, visual,
oral, gestual e outras... serão sempre motivos para uma espécie
de presumida verdade superior, que coloca-nos montado

sobre nós mesmos,
como se fôssemos,
simultaneamente,
cavalo e cavaleiro,
a percorrer as veredas etéreas da inspiração.
Uma fatal rapariga no falar, um verdugo no pensar,
uma flauta no inspirar para depois o expressar,
essas seriam

talvez
umas das vias do bom canetêiro.

É claro que com relação a isso,
não há regras estabelecidas para uma craniotomia,
mas fundamental, ao meu sentir,
é o domínio das somas dessas habilidades,
que alguns denominam na ausência de outra expressão,
de talento.
Visto dessa forma, é dada vênia para transformar estórias tristes
e
até de mau gosto
em contos superiores,
dependendo do filtro do djim, nome dado pelos árabes a entidades,
benfazejas ou maléficas, superiores aos homens
e inferiores aos anjos,
que manipulam com as suas filigranas de luz
os pensares
e emprestam por exemplo significado ao dó,
(s.m.): Comiseração; lástima; compaixão;
tristeza; luto;
ou
a primeira nota
da moderna escala musical.
São eles os novos djins,
com esses vieses, que nos comovem
e nos fazem recorrer
cada vez mais em busca dos nossos espaços
pequeníssimos,
mas indeterminados de tempo,
nossos instantes,
produtos desta força,
pela distância
que vai do ponto fixado
à direção
das nossas impressões
de
existência."
Eduardo Bueres, o pró-louco

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Depois da crise...

Rogério enviou-me os logotipos das empresas globalizadas, após o vendaval de outubro de 2008, sabe como é que é o mercado se adapta rápido, né?!
Ficou demonstrado que o "mercado" jogando sozinho é um macaco solto numa loja de louças de cristal, porcelana e etc...
Marx dizia... Huumm... Deixa o velho e bom comunista descansando em paz! As pessoas vão ter que aprender essa dura lição.
Comparando com o jogo de futebol, o mercado é aquele jogador de qualidade mediana que pensa que é Pelé... acaba ficando mascarado (cheio de frescura), e quando chega na hora "h", aquele momento crucial da partida, de definição, ele se esconde, some, cagaço direto.
Que Deus não nos abandone, por aqui sigo labutando e em oração: "O senhor é meu pastor e nada me faltará..."

domingo, fevereiro 01, 2009

Presença...

O amigo da blogosfera: Ivan "O Terrível".

Da janela lateral

Da janela abaixo recentemente eu me debruçava, lendo Pessoa e bebericando um Red Label, inevitável a lembrança de Jorge Perugorría em "Morango com chocolate", dizendo "festejemos esse dia com o uísque do inimigo", ahahaha...
São nesses momentos que Fernando Pessoa fala mais alto...
Com a natureza do lugar emoldurada na janela, eu lia Pessoa com a desenvoltura de um louco:

"O caráter de minha mente é
tal que odeio os começos
e os fins das coisas, porque são
pontos definidos. Aflige-me a
idéia de que
se descubra uma solução para
os mais altos e
mais nobres problemas de
ciência e filosofia;
horroriza-me a idéia de que
uma coisa qualquer possa
ser determinada por Deus
ou pelo mundo. Enlouquece-me a
idéia de que as coisas
mais momentosas possam
realizar-se, de que os homens
pudessem todos ser felizes um dia,
de que se encontrasse
uma solução para os males
da sociedade, mas nas suas
concepções.
Contudo não sou mau
nem cruel;
sou louco e isso
dum modo difícil de
conceber".

A crise


Novos significados by Vieirinha de Marapanim

O Vieirinha de Marapanim insiste que além da reforma ortográfica é necessário acompanhar os novos significados das palavras... Vamos lá!

ABREVIATURA- ato de se abrir um carro de polícia;
ALOPATIA - dar um telefonema para a tia;
BARBICHA - boteco para Gays;
CÁLICE - ordem para ficar calado;
CAMINHÃO - estrada muito grande;
CATÁLOGO - ato de se apanhar coisas rapidamente;
COMBUSTÃO - mulher com peito grande;
DESTILADO - aquilo que não está do lado de lá;
DETERGENTE - ato de prender indivíduos suspeitos;
DETERMINA - prender uma garota;
ESFERA - animal feroz amansado;
HOMOSSEXUAL - Sabão utilizado para lavar as partes íntimas;
LEILÃO - Leila com mais de 2 metros de altura;
KARMA - expressão mineira para evitar o pânico;
LOCADORA - uma mulher maluca de nome Dora;
NOVAMENTE - diz-se de indivíduos que renovam sua maneira de pensar;
OBSCURO - 'OB' na cor preta;
QUARTZO - partze ou aposentzo de um apartamentzo;
RAZÃO - lago muito extenso porém pouco profundo;
RODAPÉ - aquele que tinha carro mas agora roda a pé;
SAARA - muulher do Jaaco;
SEXÓLOGO - sexo apressado;
SIMPATIA - concordando com a irmã da mãe;
SOSSEGA - mulher desprovida de visão;
TALENTO - característica de alguma coisa devagar;
TÍPICA - o que o mosquito te faz;
UNÇÃO - erro de concordância muito frequente (o correto seria um é);
VATAPÁ - ordem dada por prefeito de cidade esburacada;
VIDENTE - dentista falando sobre seu trabalho;
VIÚVA - ato de ver a uva;
VOLÁTIL - sobrinho avisando onde vai. hihihihihihihi