terça-feira, março 31, 2009

Enterrem o meu coração no dia 31 de março de 1964


Para não esquecer...
Por favor!
Para não esquecer, jamais!
Não esqueçam dos hermanos que lutaram por nós...
Liberdade, liberdade, abra as asas sobre nós!

quinta-feira, março 26, 2009

CERPASA a melhor empresa paraense!

Recebi o convite do amigo Alexandre Carvalho para um jantar em seu apartamento, ele humildemente, como todo botafoguense, dizia: - Aviso aos navegantes eu pessoalmente cozinho em casa, ainda não decidi se vamos jantar minha EXTRAORDINÁRIA PESCADA BRANCA ou o MAGNIFICO FILÉ MEDALHÃO, receitas de família que não revelo nem sob tortura.
Tenho algo a confidenciar... O Alexandre é o cara! Ele e a sua Naira bolaram uma jogada linda, convidaram casais que não se conheciam, justamente para que a ocasião fosse propícia ao despertar de novas amizades...
Conheci o "Tom Cavalcante" pernambucano, é sério! Qual o nome dele? Tinoco Neto. Agora falando sério, o Neto é uma pessoa que sabe como deixar todo mundo à vontade, o ambiente fica bem leve com a presença luminosa do nosso amigo Neto, profissionalmente é encarregado da parte comercial da CERPASA.
E depois de um bom papo, entendi como a Cervejaria paraense renasceu e surpreende a todos nós com sua retomada de mercado.
Mermão! Aceitei o convite e juntamente com o Alexandre e o nosso amigo Nélson Majonave visitamos a melhor empresa paraense.
Claro que escrevo impressionado com o que vi lá. A Cerpasa é a cervejaria que produz a Cerpa Export, aqui em Belém é conhecida como Cerpinha, a cerveja top de linha.
Posso relatar várias histórias com a cerpinha, uma referência para quem é paraense... No final dos anos 80, estava eu e um amigo de Belém em São Paulo para fazer um curso de férias na PUC de São Paulo, muitos alunos no curso, aí a professora pediu uma auto-apresentação, falamos que éramos de Belém do Pará, uma linda pedagoga que havia trabalhado em Barcarena, interior do Pará, na hora da auto-apresentação no final olhou pra gente e disse: - Gente, eu conheço um bar que vende Cerpinha!
Nós abrimos o maior sorriso do mundo, visitamos o bar e bebemos todas, juntamente com a pedagoga... Ela era linda meudeus!
Outra ocasião, estava indo ministrar aulas em Marabá pela Universidade Federal do Pará, o avião da VARIG quando chegou em Marabá não pôde pousar porque estava caindo um temporal e fomos para Brasília, chegando lá nos informaram que a Varig iria pagar apenas a alimentação e fomos acomodados num Hotel chic, quando chegou na hora do jantar fiz o pedido e olhei para uma outra mesa e vi a Cerpinha, não me contive chamei o garçom e disse: - Mermão, traz uma cerpinha! O garçom trouxe uma, duas e três... depois vi o preço da cerveja no menu e fiquei arrepiado, era uns 7 reais... parei.
Em Copacabana no Rio num bar ao lado do Othon Hotel, vi a cerpinha e tomei todas... Depois enlouqueci com o preço!
Aqui em Belém a cerpinha é baratinha e gostosa como sempre.
Agora falando da visita que fizemos ao parque industrial da CERPASA, ficamos encantados, primeiramente com o tratamento que o nosso novo amigo Tinoco Neto nos dedicou, atencioso e sempre explicando tudo sobre a fábrica, o restaurante é coisa de 1º mundo! Almoçamos e depois visitamos todas as dependências da cozinha, os equipamentos da cozinha todo importado, não existe gás, toda a cozinha é elétrica, a comida fica sob luz infra-vermelha para impedir propagação de bactérias ou insetos... Tudo refrigerado, inclusive até o local onde fica condicionado o lixo, é impressionante!
Para encerrar minhas impressões sobre a fábrica, fica o tratamento dos operários, a roupa utilizada por eles no dia-a-dia fica na empresa para ser lavada e passada, o respeito com o trabalhador me deixou impressionado.
Posso dizer que fiquei encantado com a CERPASA!
OPs! Ficaram encantados também os amigos Alexandre e Nélson, heim!!!
Parabéns amigo Tinoco!!!

terça-feira, março 24, 2009

Roger e a turma da "ganhação"

O pequeno Roger era um garoto muito traquino, e bem sabia disso a sua tia que era chamada carinhosamente de Tia Preta. Aqui pelo norte "preto" ou "preta", "nêgo" ou "nêga" são palavras usadas para tratamentos carinhosos. Não me venham com papo de discriminação racial peloamordedeus! Minha irmã até um tempo desse era chamada de nêga e tudo bem.
Mas, voltando ao pequeno Roger, menino peralta, gostava de brincar na rua, os pais se separaram e a Tia Preta passou a ajudar a mãe do Roger na criação e educação dos pimpolhos... Tia Preta era educadora, professora mesmo! E exercia com muita autoridade esse papel com os sobrinhos queridos, e lá estava inserido o endiabrado Roger.
Roger em suas reminiscências, começa a revelar um pouco de sua história, um gole... e mais outro de uísque, ele vai soltando, ou melhor, vai liberando em borbotões as lembranças de um tempo que ele foi muito feliz...
Ele pede ao garçom um duplo generoso, o garçom não escutou direito e aproxima para anotar o pedido e aí o Roger diz: - Mais uma dose garaio!
Devidamente hidratado pelo malte, ele retoma a sua odisséia, vai dizendo que onde hoje funciona a FAP, ali no entorno da faculdade existiam uns barracos e um pessoal muito bacana... Ele pára por um momento, o olhar perdido no horizonte, toma mais um gole e percebo que os olhos dele estão a marejar das recordações. Tento desconversar, pensando que estaria ajudando, mas, o Roger quase monossilábico e com o rosto molhado de emoção, suspira e diz: - Pô mermão!
Desde que li Antoine de Saint-Exupèry aprendi que "É tão misterioso, o país das lágrimas!", o Roger se derramava...
Após os soluços, Roger voltou a falar sobre a sua infância, articulava suas idéias com a agilidade de um guepardo, não havia espaço para interrompê-lo e ele seguia dizendo: - Teve um dia que na hora da chuva da tarde, eu fui correr com a turma da "ganhação", os caras corriam na chuva numa boa e eu ia só na moral... Mas, quando passei correndo em frente de casa a Tia Preta viu e me chamou.
O Roger fez uma pausa mais longa, me contive e deixei que ele continuasse, agora falava com a voz embargada: - A Tia Preta gritou pra mim, vem cá meu filho! E quando eu entrei em casa, a tia estava com a mão direita pra trás, e ainda disse - vem cá vem menino danado! Quando me aproximei entendi o que iria acontecer, a tia estava com uma vassoura de cacho de açaí na mão, eu estava sem camisa, ela não contou duas vezes e deu-me uma lambada nas minhas costas... Pô mermão! Eu senti tanta dor que acabei mijando na calça, e a Tia Preta sem pena de mim ainda deu mais outra ripada acompanhada das seguintes palavras - não te quero com amizade com pivetes!
Depois do choro convulsivo, o Roger passou a manga da camisa no rosto enxugando as lágrimas e sentenciou: - Santa vassoura de cacho de açaí.
Suspeito que ele quis dizer que aprendeu muito com a Tia Preta, né?

Vou providenciar uma dessas vassouras de presente para o Roger, que tal idéia?

segunda-feira, março 23, 2009

Ela veste a minha camisa!

A querida blogueira do Mato Grosso, mandou avisar que veste a camisa do "Blog do Pedro Nelito", ahahaha... A camisa ficou bem nela, né?
Agora aproveita e clica aí ao lado e visita a Renatinda, ok?! http://renataemy.blogspot.com

Expertise

Preocupado com a vida, e atento ao movimento das marés, o Citadinokane em elucubrações existenciais, dialogando insistentemente com o todopoderoso e tendo por resposta um silêncio sepulcral...
Eis que encontro uma amiga, ela com um sorriso transbordando luz me pergunta: - Sabes o significado de expertise?
Respondi: - Mais ou menos! E dei lá a minha resposta, incontinenti ela estendeu a mão com a resposta do dicionário e junto uma estorinha com a "moral da história", ahahaha... Eu procurando falar com Deus, e ele enviando-me um dos seus anjos para mais um aprendizado, confesso - aprendi pra garaio!

Expertise: Conhecimento que se adquire pelo estudo, experiência e prática; e a capacidade de aplicar o que foi aprendido de forma adequada às solicitações requeridas pela função exercida. É a busca incessante por novas aprendizagens, o autodesenvolvimento e a socialização do conhecimento no meio em que se vive.

"Um padre está dirigindo para sua paróquia, quando vê na estrada uma freira conhecida sua. Ele pára e diz: - Irmã, suba que eu a levo ao convento. A freira sobe, acomoda-se no banco do passageiro, cruza as pernas e o hábito se abre, deixando à mostra um par de coxas escultural. O
padre quase não se contém, mas continua dirigindo. Numa troca de marcha, no entanto, ele acaba colocando a mão sobre a perna da freira, que lhe diz: - Padre, lembre-se do Salmo 129.
O padre pede desculpas e continua dirigindo. E aquela pernoca ali, ao lado, deixando-o louco. Mais adiante, em outra troca de marcha, ele coloca a mão novamente sobre a perna da freira, que repete: - Padre, lembre-se do Salmo 129.
O padre se desculpa, dizendo: - Perdoe-me, irmã, mas você sabe que a carne é fraca.
Chegando ao convento, a freira desce. O padre logo chega à sua igreja e corre até a bíblia para ler o tal Salmo 129, e se depara com o que está escrito: “Segue buscando, que logo acima encontrarás a glória."

MORAL DA HISTÓRIA: Ou procuras conhecer tudo o que tua profissão exige, ou vais perder as melhores oportunidades que a vida te oferece.

sábado, março 21, 2009

"São Bueres das Dores Amofinadas"

Nilton Atayde encontrou o texto abaixo e resolveu enviar-me, não sabe quem é o autor, mas não será por isso que deixaremos de expor emoções e sentimentos, né?
Retornei o e-mail para o Nilton dizendo que o texto era "Du garaio!"
Vou publicar como sendo o nosso manifesto, o manifesto dos "loucos santos" que trazem no seu estandarte a imagem de "São Bueres das Dores Amofinadas".
Somos tudo o que está aí, santos e loucos... não exatamente nesta ordem, hein!

"Diga-me com quem andas...

Lendo uma reportagem sobre a importância das amizades.
Ela dizia que um indivíduo clonado seria completamente
diferente de seu original, dependendo das amizades que
fizesse.
Não tenho dúvidas de que isso é verdade. E fico preocupado
quando penso que as amizades que prezamos, pelo menos
enquanto somos jovens e estamos formando nosso caráter,
surgem por acaso, seguindo um processo de seleção imaturo
e pouco ligado a conseqüências futuras.
Meus amigos são todos assim: metade loucura, outra metade
santidade. Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que
tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles
não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam
dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco. Louco que senta e espera a
chegada da lua cheia. Quero-os santos, para que não
duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta.
Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior
alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus
amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Pena, não
tenho nem de mim mesmo, e risada, só ofereço ao acaso.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua
fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não
desapareça. Não quero amigos adultos, nem chatos. Quero-os
metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que
não esqueçam o valor do vento no rosto, e velhos, para que
nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou,
pois vendo-os loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos,
nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão
imbecil e estéril". (autor desconhecido)

quinta-feira, março 19, 2009

Com a mesma medida que julgaste, serás julgado...

Quero me posicionar em relação a um tema que tomou as manchetes dos jornais de Belém do Pará na semana passada - a Pedofilia. Em meu coração não existe espaço para perdoar quem abusa de crianças...
Mas, mantenho sempre a cautela para o denuncismo açodado.
A "CPI da Pedofilia do Senado" esteve aqui em nossa cidade apurando as denúncias sobre políticos e outras pessoas envolvidas com o abuso sexual de crianças, estardalhaços à parte da imprensa, o senador Magno Malta com mãos firmes conduziu a tomada de depoimento das pessoas acusadas. Fiquei surpreso com a acusação de que o saxofonista Yuri Guedelha praticara com a própria filha de 5 anos atos libidinosos. Conheço Yuri, não é meu amigo, mas é uma pessoa muito amável, salvo melhor esclarecimento foi acusado pela ex-mulher. Vou ficar esperando o desenlace de toda a investigação e tomara que não seja verdadeira a acusação, tomara!
Yuri é um músico reconhecido pelo trabalho que faz em favor da divulgação do "choro" paraense, professor universitário com mais de 20 anos de labuta na música instrumental.
Enquanto persistir a dúvida e nada ficar devidamente comprovado, peloamordedeus não julguemos precipitadamente o Yuri, é necessário garantir o amplo direito de defesa.
Rezo para que tudo não tenha passado de um mal entendido, caso contrário inevitável a decepção...

terça-feira, março 17, 2009

Elias Pinto.

A imagem acima é do jornalista Elias Pinto abraçado ao poeta Max Martins que faleceu recentemente.
Já havia lido a coluna do Elias Pinto no Diário do Pará, e como diria o impoluto Vieirinha de Marapanim: - O cara escreve para garaio!
O Elias é um intelectual atento ao movimento das marés... De uma simplicidade que me deixou encantado, o conheci pessoalmente e batemos um papo muito legal, o papo rolou lá no Boteco do Ranulfo, em post do ano passado havia mostrado o Elias empurrando um fusca do amigo, achei hilariante a situação, sempre será engraçado ver um intelectual fazendo esforço físico, e olha que o Elias se esforçou de verdade, mas a bateria do fusca não queria nada... O Elias tem o espectro dos anos 70, as madeixas são compridas, a tez branca e óculos redondinho estilo John Lenon, eis o articulista do Diário do Pará.
O maior fã do Elias Pinto é sem dúvida alguma o Vieirinha de Marapanim, e depois que comentei que conheci o Elias Pinto, ele pediu que publicasse o artigo abaixo, pedido feito, pedido realizado.

Algodoal Mon Amour (Elias Pinto - Diário do Pará - 03/01/07)
"Sem rádio e sem notícia da terra civilizada, sem rádio e sem notícia da terra civilizada... Fiquei assim uns quatro dias, voluntariamente isolado em Algodoal, alheio ao que vinha do mundo civilizado, da execução de Saddam (que mais lembrava um bate-boca entre azulinos e bicolores no Ver-o-Peso, com alguém puxando a peixeira no calor da hora) à posse de Ana Júlia, Lula e do Rio de Janeiro pela bandidagem. Sem esquecer da miudeza cotidiana de trucidamentos, baleamentos, esfaqueamentos, linchamentos, arrombamentos e assaltos a granel que povoam a rotina de uma cidade progressista como Belém.
Da minha travessia (meu caminho é de pedra, como posso parar?) para a ex-quase-futura- pretérita- quem-dera- quase-que- perfeita Algodoal vocês podem depreender que consegui – nesses meus dias de Luiz Inácio – finalmente atravessar a linha fronteiriça da 14 de Março e escapar de Belém. Que nem faz o prefeito Duciomar Costa.
Caros & caras (nenhuma alusão à Ilha de Caras), depois de uma animada travessia, em que os passageiros buscavam restos do pai-nosso aprendido na primeira comunhão, mal pus os pés na terra (quer dizer, afundei os pés na lama de Algodoal), não cheguei a beijar o solo, a modo do finado Santo Peregrino, mas corri para a primeira cerveja, como quem celebra o encontro do Santo Graal.
Desembarcado da aventura náutica, digna de um Ulisses homérico, tive de encarar outra, agora sobre uma esbodegada ponte que parecia saída de uma daquelas produções B da Segunda Guerra Mundial, ou da série C, a Terceirona, a da guerra no Iraque.
A ponte atravessa para as bandas de Fortalezinha, do outro lado da ilha de Maiandeua (se é que aprendi a lição dada pelos nativos, de que Algodoal é a vila, a ilha chama-se Maiandeua). Minha primeira noite seria passada numa solitária casa encravada no meio da mata ilhéu, que até os nativos de Algodoal consideram, ali, o fim do mundo.
A ponte, disseram-me os ilhéus, foi feita para durar os quatro anos de um mandato (sim, por lá eles já aprenderam a soletrar “su-per-fa-tu- ra-men-to” ). Nem a carroça com seu respectivo burrico (ou cavalo), transporte que congestiona a ilha, arrisca-se, carregado de tralhas, a passar pela ponte. Tanto que nos esperou do lado de lá. Jumentos improvisados, tivemos de carregar a sacolada no lombo, através da inenarrável ponte pensa.
Do lado de lá, a caminhada ao sol do meio-dia (quem lembra do conjunto paraense que levava esse nome, hein Minni Paulo?) deu-me a estatura de um personagem graciliano de Vidas Secas. Depois de agasalharmos a bagagem (vendo a coisa pelo lado positivo, pelo menos não a perdemos pelos desvôos da vida), emendamos até Fortalezinha. Na volta, sob um luar a servir de batedor, e um céu cravejado de estrelas cintilantes (de tão belo que era, cabe nele este lugar-comum) , cumpri uma das minhas mais inesquecíveis caminhadas. Que nem as topadas de tirar sangue tiraram o brilho (pelo contrário, alumiaram o caminho com mais estrelas nascidas da dor).
No dia seguinte, tornamos (eu, Regina e Sofia) a atravessar (ou, à Carroll, desatravessar) a ilha, passando por Algodoal até a praia da Princesa. Conseguimos pernoitar numa pousada – favor acrescentar aspas a esta “pousada”. No alvorecer da manhã seguinte, um sábado radiante (sai, lugar-comum, deste texto que não te pertence), vejo o que parece uma miragem. Rompe-me à frente, na barraca ao lado, não o ano-novo, mas o ex-senador Ademir Andrade, abrindo caminho, feito um bandeirante baiano, para a chegada de sua carroça emburricada. Quer dizer, como miragem é de coisa boa, retirem o termo e substituam como quiserem. Podemos convocar o vice Odair Corrêa para preencher esses pontinhos pontinhos pontinhos no lugar de miragem.
No sábado, de volta da Princesa, baixamos acampamento na vila de Algodoal. E aí deu para constatar o abandono da ilha por parte do governo, do município (que é o de Maracanã). Para quem trombeteia o turismo, é grotesco o descaso a que uma jóia como Algodoal é relegada.
Não vi uma única lixeira para ao menos estimular os de boa vontade a cooperar. O que se vê é o turismo do subdesenvolvimento. Nenhuma fiscalização, orientação. Algodoal resiste graças à sua população nativa – para o bem e para o mal.
Os próprios carroceiros tratam de recolher o descarte do combustível de seu veículo de um cavalo. Servem de guias turísticos, conselheiros ecológicos. É aquela coisa: se o governo não ajuda, que então não atrapalhe. Os algodoalenses (será que é isso?) agradecem.
Outra coisa que me abestalhou foi a quantidade de birita que o sovaco dos visitantes comporta. Sob cada sovaco viam-se garrafas de uísque (dos vagabundos, a maioria), vinho (idem), cachaça e tudo que é tipo de mé. É assustador assistir ao desfile incessante daquela gente se embebedando, às claras, com água que passarinho não bebe (ele é passarinho, não é burro), aliás, nem este Pinto aqui. E olhem que sou insuspeito para falar.
E não vi um único policial nas imediações. Me senti em Belém. É um milagre que, com tanto líquido ardente (e põe ardente nisso, sob aquele teto solar) consumido, ao lado de outras cositas mais, a ilha não se transforme naqueles círculos infernais dantescos. Há uma espécie de código em vigor, combinando as leis de Baco e de Marcelo D2, em que os vapores do álcool e a neblina da diamba mantêm todos acesos, prontos para a próxima, depois da rebordosa. Aqui, mais uma vez, vale a regra: se o governo não policia, então que não atrapalhe. Deixa rolar.
Antes de voltar, ainda deu tempo de ouvir um carimbó de raiz cantado por Mena, o Menezes. Voltei no domingo, na paz, a tempo de passar o ano em casa, ao lado da companheira, em torno de vinhos e frios – e de uma suposta lareira, que eu voltei um tanto quanto goró.
Último aviso aos navegantes. Janaína, estridente líder local, me pediu para cobrar o muro de arrimo, para sustentar a terra e conter o avanço das águas e a erosão do terreno.
Como vocês também podem depreender, já estou do lado de cá da 14 de Março".

domingo, março 15, 2009

Filhos de políticos na Escola Pública

Olha só que projeto de lei interessante!
O senador Cristóvam Buarque resolveu meter o dedo na ferida chamada: Escola Pública.
Em 16/08/2007 ele apresentou um PLS - Projeto de Lei do Senado que recebeu o nº 480, este projeto obriga políticos a matricularem seus filhos em Escolas Públicas. Ficam obrigados todos os políticos eleitos - vereador, prefeito, deputado, senador... O projeto determina a obrigatoriedade de os agentes públicos eleitos matricularem seus filhos e demais dependentes em escolas públicas até 2014.
Aí pessoal, algo nada desprezível, quando os políticos estiverem obrigados a colocar seus filhos na escola pública, a qualidade do ensino no país deverá melhorar. Num instante as Escolas Públicas terão recursos suficientes para responder ao seu mister.
VAMOS DIVULGAR O PLS Nº 480, de repente pode dar certo, né?!


PLS - PROJETO DE LEI DO SENADO, Nº 480 de 2007
Autor: SENADOR - Cristovam Buarque
Ementa: Determina a obrigatoriedade de os agentes públicos eleitos matricularem seus filhos e demais dependentes em escolas públicas até 2014.
Data de apresentação: 16/08/2007
Situação atual: Local:
17/11/2008 - Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania
Situação:
29/05/2008 - PRONTA PARA A PAUTA NA COMISSÃO
Indexação da matéria: Indexação: FIXAÇÃO, OBRIGATORIEDADE, AGENTE PÚBLICO, OCUPANTE, CARGO ELETIVO, EXECUTIVO, LEGISLATIVO, REPÚBLICA FEDERATIVA, ESTADOS, (DF), MUNICÍPIOS, MATRÍCULA, FILHOS, DEPENDENTE, ESCOLA PÚBLICA, EDUCAÇÃO BÁSICA, ENSINO FUNDAMENTAL, ENSINO DE PRIMEIRO GRAU, DEFINIÇÃO, PRAZO MÁXIMO, APLICAÇÃO, NORMAS.

Todos os dias...

"Todos os dias devíamos ouvir um pouco de música,
ler uma boa poesia, ver um quadro bonito e,
se possível, dizer algumas palavras sensatas." (Goethe)

sábado, março 14, 2009

Imagens fantásticas

Abaixo a imagem de uma cadela Bull Terrier, chamada de Inca, simplesmente ela encarou de frente um porco-espinho...
A gente vai aprendendo com o mundo animal que certas situações espinhosas a saída ainda é o diálogo sincero, ahahaha...
Se quiser consultar mais fotos da Inca vá até a Citytv


Absurdo, ou como diria o meu amigo Oliviomar: - Fantástico!
Larva no olho de uma criança, pode anotar que é verdadeiro...
Fotos tiradas de um artigo do Archives of Ophthalmology, um boletim publicado pela Associação Médica Americana em Julho de 2000 que descreve e ilustra a extração de uma larva do olho de um menino de 5 anos em Honduras por uma equipe de cirurgia oftalmológica da Força Aérea dos EUA.

quarta-feira, março 11, 2009

Excomunhão de Dom José

A igreja católica podia ter ficado caladinha, ou melhor, deveria ter admoestado publicamente o estuprador da menina de nove anos e demonstrar que ela e a família não estavam sozinhas... Mas, aí apareceu o Dom José - Bispo de Olinda e Recife, não é que ele queria pagar pra ver o útero da criança estourar com a gravidez de gêmeos!? O bispo enlouquecido resolveu dar excomunhão atortoeadireito... Tomei uma decisão, darei a excomunhão do bispo, não quero esse tipo de pessoa compartilhando o mesmo pão comigo, o simbólico pão que seria o corpo de Cristo, não quero e pronto!
Qual a preocupação com a vida da criança de apenas nove anos? Qual a preocupação da igreja católica com o planejamento familiar? E o uso da camisinha? Chega de hipocrisia!!!
Oliviomar enviou-me o texto abaixo do repentista "Miguezim de Princesa", ele diz tudo que eu queria dizer, vamos ler, ok?!

A excomunhão da vítima (Miguezim de Princesa*)
I
Peço à musa do improviso
Que me dê inspiração,
Ciência e sabedoria, Inteligência e razão,
Peço que Deus me proteja
Para falar de uma igreja
Que comete aberração.
II
Pelas fogueiras que arderam
No tempo da Inquisição,
Pelas mulheres queimadas
Sem apelo ou compaixão,
Pensava que o Vaticano
Tinha mudado de plano,
Abolido a excomunhão.
III
Mas o bispo Dom José,
Um homem conservador,
Tratou com impiedade
A vítima de um estuprador,
Massacrada e abusada,
Sofrida e violentada,
Sem futuro e sem amor.
IV
Depois que houve o estupro,
A menina engravidou.
Ela só tem nove anos,
A Justiça autorizou
Que a criança abortasse
Antes que a vida brotasse
Um fruto do desamor.
V
O aborto, já previsto
Na nossa legislação,
Teve o apoio declarado
Do ministro Temporão,
Que é médico bom e zeloso,
E mostrou ser corajoso
Ao enfrentar a questão.
VI
Além de excomungar
O ministro Temporão,
Dom José excomungou
Da menina, sem razão,
A mãe, a vó e a tia
E se brincar puniria
Até a quarta geração.
VII
É esquisito que a igreja,
Que tanto prega o perdão,
Resolva excomungar médicos
Que cumpriram sua missão
E num beco sem saída
Livraram uma pobre vida
Do fel da desilusão.
VIII
Mas o mundo está virado
E cheio de desatinos:
Missa virou presepada,
Tem dança até do pepino,
Padre que usa bermuda,
Deixando mulher buchuda
E bolindo com os meninos.
IX
Milhões morrendo de Aids:
É grande a devastação,
Mas a igreja acha bom
Furunfar sem proteção
E o padre prega na missa
Que camisinha na lingüiça
É uma coisa do Cão.
X
E esta quem me contou
Foi Lima do Camarão:
Dom José excomungou
A equipe de plantão,
A família da menina
E o ministro Temporão,
Mas para o estuprador,
Que por certo perdoou,
O arcebispo reservou
A vaga de sacristão.


(*) Poeta popular, Miguezim de Princesa é paraibano e está radicado em Brasília.

terça-feira, março 10, 2009

Barbárie!!!

O momento exato em que a besta humana se manifesta, o clarão atrás das pessoas é o exato momento em que um homem-bomba no Sri Lanka explode a bomba colada ao seu corpo e despedaça mais 14 pessoas e deixa outras dezenas em estado grave...
O momento captado pelo cinegrafista, impressionante!!!

Psicopata e Poder Político - Stael Sena


Fica abaixo o texto do professor Stael Sena, é necessário refletir sobre os psicopatas que invadem a cena política brasileira.

Psicopata e Poder Político (Stael Sena Lima)
A relação entre a psicopatia e o poder político abrange variados aspectos. Talvez o mais expressivo deles seja que um psicopata político é louco pelo poder. Esta constatação, porém, não deve induzir à conclusão de que todo político seja psicopata. Todavia, não se pode negar que o exercício do poder constitui o ambiente onde ele se movimenta como peixe na água. Para o médico psiquiatra, Hugo Marietan, uma das maiores autoridades no assunto na América Latina, esse tipo de psicopata não é necessariamente um doente mental, mas sim um modo de estar e agir no mundo, embora haja opinião designando-o como tal e nu de valores éticos ou morais. Um político psicopata em geral é um grande mentiroso, um verdadeiro artista na arte de mentir e dissimular. É capaz de mentir com a palavra e com os gestos. Por isso, é hábil em fingir sensibilidade de modo convincente. Tais características talvez constituam critérios para distingui-lo de um político considerado normal. Outra característica de um político psicopata envolveria sua capacidade de persuasão e manipulação. Assim, ele seria capaz de induzir as pessoas a fazer coisas que não fariam se não estivessem sob o seu efeito persuasivo. E para tal seria capaz de usar desde a chantagem até a coerção. De modo que ameaçar, assegurar postos de trabalho, utilizar o que pode como instrumento de pressão seria alguns dos expedientes por ele utilizados com certa freqüência. Essa espécie de político, sempre visaria quebrar a vontade e o bom senso dos que o cercam que normalmente ficam submissos, reféns do estado do macaco que não vê, não escuta e nem reage diante do comando e solicitações anormais. Com efeito, esse estado de submissão, consciente ou não, alimentaria a conduta do político psicopata. O político psicopata encararia como regra o exercício da Administração Pública, bem como os recursos a ela inerentes, como se fosse propriedade privada e familiar, excluído qualquer interesse público e utilidade social. Portanto, as pessoas que cercam o político psicopata, que poderiam ser inclusive pessoas de alto nível intelectual, seriam para ele coisas ou sujeitos sem direitos. Com efeito, as pessoas para ele não passariam de meros instrumentos ou meios, a serviço de seu interesse. O político psicopata sempre trabalharia, exclusivamente para si, embora em seu discurso costume afirmar o contrário. Como afirmado, o político psicopata teria grande facilidade de mentir e muita dificuldade em dizer e enfrentar a verdade. O pior cenário para o político psicopata seria o de ausência de crise. Por isso, ele não se adaptaria a tranqüilidade, não a suportaria. Ele precisa de crise, pois na paz, ele não tem papel. Talvez por isso, as sociedades e corporações lideradas por políticos com essas características viveriam de crises em crises. Portanto, se não há crise, o político psicopata a fabrica, ele precisa sempre desestabilizar as coisas. Afinal de contas, ele, além de ser uma personalidade controladora, necessita ser reconhecido como o salvador. A primeira oportunidade para varrer o político psicopata do cenário do exercício do poder é no ato de eleição, ou seja, é imprescindível não escolhê-lo para evitá-lo. A segunda, caso eleito é reduzir seu poder ao máximo.
Em síntese, ainda é possível dizer que tem gente consciente e que é possível escolher outros políticos, que podem ser até carismáticos, mas não seriam necessariamente psicopatas nos termos expostos.
____________________________
Stael Sena Lima é Pós-graduado em Direito, UFPa

domingo, março 08, 2009

Mulher chama que não se apaga


Mulher.
O que posso dizer-te?
Se gritar que és mulher!
Não seria o lugar-comum...
Afinal trazes a chama do amor
que não se apaga, nunca!
Mas, posso repetir as palavras do
Cristo a caminho do calvário,
em Lucas 23:28-29:
“- Filhas de Jerusalém, não choreis
por mim, chorai antes por vós mesmas
e pelos vossos filhos, pois dias virão
em que se dirá: Felizes as estéreis,
os ventres que não geraram
e os peitos que não amamentaram.”
Não quero exaltar as beldades
brasileiras...
Meu pensamento repousa em cada
guerreira brasileira, venezuelana, boliviana, cubana,
portuguesa, espanhola, americana, francesa, argentina...
Quero falar de ti,
mulher esquecida, desamparada, sozinha...
Que luta, luta e luta todos os dias!
Mulher que carrega a fé que aprendi ao colo
de minha mãe: - amanhã vai melhorar!
Vai à luta acreditando que o milagre
vai acontecer...
E diferente das mulheres
que seguiam Jesus no caminho do calvário,
A mulher guerreira não lamenta e nem chora mais...
Luta incessantemente,
porque um outro mundo é possível!

A cultura do Tio Sam

Em texto interessante Ralph Linton, antropólogo, vai mostrando que a difusão da cultura é uma realidade, não somos tão originais assim, ao longo do tempo incorporamos a cultura de outros povos, são roupas, sapatos, comidas, instituições e etc. Nós brasileiros, como diria Gilberto Freire que foi aluno de Franz Boas, antropólogo americano, a Casa Grande se impregnou da Senzala, hoje nossos quitutes tem o tempero e a cor da África, assim como aqui no norte do Brasil a cultura indígena é marcante...
Abaixo o texto de Linton desmistificando o "jeito americano de ser", sabe aquela postura etnocentrista do Tio Sam? Pois é... Ele tem que colocar as barbas de molho e tirar a cartola da cabeça, viu?!


O começo do dia do homem americano (Ralph Linton, antropólogo)
“O cidadão norte-americano desperta num leito construído segundo padrão originário do Oriente Próximo, mas modificado na Europa Setentrional, antes de ser transmitido à América. Sai debaixo de cobertas feitas de algodão, cuja planta se tornou doméstica na Índia; ou de linho ou de lã de carneiro, um e outro domesticados no Oriente Próximo; ou de seda, cujo emprego foi descoberto na China. Todos esses materiais foram fiados e tecidos por processos inventados no Oriente Próximo. Ao levantar da cama faz uso dos “mocassins” que foram inventados pelos índios das florestas do Leste dos Estados Unidos e entra no quarto de banho cujos aparelhos são uma mistura de invenções européias e norte-americanas, umas e outras recentes. Tira o pijama, que é vestiário inventado na Índia e lava-se com sabão que foi inventado pelos antigos gauleses, faz a barba que é um rito masoquístico que parece provir dos sumerianos ou do antigo Egito.
Voltando ao quarto, o cidadão toma as roupas que estão sobre uma cadeira do tipo europeu meridional e veste-se. As peças de seu vestuário tem a forma das vestes de pele originais dos nômades das estepes asiáticas; seus sapatos são feitos de peles curtidas por um processo inventado no antigo Egito e cortadas segundo um padrão proveniente das civilizações clássicas do Mediterrâneo; a tira de pano de cores vivas que amarra ao pescoço é sobrevivência dos xales usados aos ombros pelos croatas do séc. XVII. Antes de ir tomar o seu breakfast, ele olha ele olha a rua através da vidraça feita de vidro inventado no Egito; e, se estiver chovendo, calça galochas de borracha descoberta pelos índios da América Central e toma um guarda-chuva inventado no sudoeste da Ásia. Seu chapéu é feito de feltro, material inventado nas estepes asiáticas.
De caminho para o breakfast, pára para comprar um jornal, pagando-o com moedas, invenção da Líbia antiga. No restaurante, toda uma série de elementos tomados de empréstimo o espera. O prato é feito de uma espécie de cerâmica inventada na China. A faca é de aço, liga feita pela primeira vez na Índia do Sul; o garfo é inventado na Itália medieval; a colher vem de um original romano. Começa o seu breakfast, com uma laranja vinda do Mediterrâneo Oriental, melão da Pérsia, ou talvez uma fatia de melancia africana. Toma café, planta abssínia, com nata e açúcar. A domesticação do gado bovino e a idéia de aproveitar o seu leite são originárias do Oriente Próximo, ao passo que o açúcar foi feito pela primeira vez na Índia. Depois das frutas e do café vêm waffles, os quais são bolinhos fabricados segundo uma técnica escandinava, empregando como matéria prima o trigo, que se tornou planta doméstica na Ásia Menor. Rega-se com xarope de maple inventado pelos índios das florestas do leste dos Estados Unidos. Como prato adicional talvez coma o ovo de alguma espécie de ave domesticada na Indochina ou delgadas fatias de carne de um animal domesticado na Ásia Oriental, salgada e defumada por um processo desenvolvido no norte da Europa.
Acabando de comer, nosso amigo se recosta para fumar, hábito implantado pelos índios americanos e que consome uma planta originária do Brasil; fuma cachimbo, que procede dos índios da Virgínia, ou cigarro, proveniente do México. Se for fumante valente, pode ser que fume mesmo um charuto, transmitido à América do Norte pelas Antilhas, por intermédio da Espanha. Enquanto fuma, lê notícias do dia, impressas em caracteres inventados pelos antigos semitas, em material inventado na China e por um processo inventado na Alemanha. Ao inteirar-se das narrativas dos problemas estrangeiros, se for bom cidadão conservador, agradecerá a uma divindade hebraica, numa língua indo-européia, o fato de ser cem por cento americano.”
[LINTON, Ralph. O homem: Uma introdução à antropologia. São Paulo, Livraria Martins Editora, 2000]

quarta-feira, março 04, 2009

Coisas inúteis...

Estão inventando cada uma, copo engraçadinho, camisa peluda e caixão para as peitudas... Huumm... Só de pensar que os vermes vão devorar todo o silicone, ai Jesus!


terça-feira, março 03, 2009

Huumm... Deixa pra lá!

VLex!

Recebi uma proposta de parceria e aceitei.
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domingo, março 01, 2009

Pense!

"Aja sempre corretamente.
Alguns ficarão gratos, outros espantados. "
Mark Twain

Filhos são do mundo

Podia ficar calado e não polemizar.
Mas, vamos lá.
Parente próximo tem dois filhos, e com medo da violência (sempre ela justificando os nossos atos) resolveu liberar os quartos dos filhos para que eles tragam as namoradas e mantenham "relações sexuais" ou como gosta de falar o amigo Vieirinha de Marapanim: - "Fazer amor!"
Antes que os revolucionários de plantão resolvam patrulhar, adianto logo: - Sexo é bom para garaio!
Mas, onde foi que parei mesmo? Ah, agora lembrei! Resolveram liberar o quarto para traçar as filhas dos outros... Pois é, os garotos são amamãezados e perderam a criatividade, perderam a capacidade de imaginar uma solução para as suas fantasias amorosas...
Querem a perfomance de atleta sexual, todo dia, toda hora, agora mesmo e aí os pais sempre zelosos, com um sorriso amarelo dizem: - Filho transa aqui em casa, tá bom?
E o amamãezado ainda diz: - Não sei se terei a minha melhor ereção aqui, mas vou quebrar o galho de vocês, vou trepar em casa!
Alguém lembra que a gente juntava o dinheirinho pra cerveja e pro motel?!
O pior de tudo isso - o machismo continua! Perguntei para os pais que liberam os quartos para os filhos machos, se eles liberariam para as filhas e a resposta é emblemática: - Tá doido!?
É possível acontecer na hora do rala-e-rola, os pais baterem na porta e falarem susurrando: - Ei filhão não esquece da camisinha, hein!?
Peloamordedeus!
O que estamos fazendo dessa geração?
Pais não se intrometam como os filhos vão exercitar as suas energias sexuais, orientem... Mas, por favor não se atrevam a colocar a camisinha na genitália deles!
Se existe preocupação com a violência, infelizmente tenho a dizer que se levarmos ao pé da letra essa preocupação, todos deveremos acompanhar os filhos até à faculdade, ao estádio de futebol, às festas... Chega!!! É paranóia...
Resumindo: orienta os jovens, fortalece os laços afetivos, converse sempre, mas... Deixe que eles vivam a vida e descubram as várias possibilidades, ok?!