sábado, março 21, 2009

"São Bueres das Dores Amofinadas"

Nilton Atayde encontrou o texto abaixo e resolveu enviar-me, não sabe quem é o autor, mas não será por isso que deixaremos de expor emoções e sentimentos, né?
Retornei o e-mail para o Nilton dizendo que o texto era "Du garaio!"
Vou publicar como sendo o nosso manifesto, o manifesto dos "loucos santos" que trazem no seu estandarte a imagem de "São Bueres das Dores Amofinadas".
Somos tudo o que está aí, santos e loucos... não exatamente nesta ordem, hein!

"Diga-me com quem andas...

Lendo uma reportagem sobre a importância das amizades.
Ela dizia que um indivíduo clonado seria completamente
diferente de seu original, dependendo das amizades que
fizesse.
Não tenho dúvidas de que isso é verdade. E fico preocupado
quando penso que as amizades que prezamos, pelo menos
enquanto somos jovens e estamos formando nosso caráter,
surgem por acaso, seguindo um processo de seleção imaturo
e pouco ligado a conseqüências futuras.
Meus amigos são todos assim: metade loucura, outra metade
santidade. Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que
tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles
não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam
dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco. Louco que senta e espera a
chegada da lua cheia. Quero-os santos, para que não
duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta.
Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior
alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus
amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Pena, não
tenho nem de mim mesmo, e risada, só ofereço ao acaso.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua
fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não
desapareça. Não quero amigos adultos, nem chatos. Quero-os
metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que
não esqueçam o valor do vento no rosto, e velhos, para que
nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou,
pois vendo-os loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos,
nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão
imbecil e estéril". (autor desconhecido)

2 comentários:

Anônimo disse...

My DearPedro...
Toss!toss!...
Ah...,
Nasci em Dublim,fui enterrado em Paris, no início do seculoXX. Só estou aqui, psicograficamente,para reclamar a autoria do texto que vos postate e corre o mundo todo encantando até aos escribas que tem o coração de pedro,digo, pedra, ao omitir este humilde semeador de palavras.
Obrigado,bom Pedro,pelo espaço.

Oscar Wild

citadinokane disse...

Duda,
Será que é do Wilde???