sexta-feira, abril 10, 2009

Algodoal, praia e amizade

Recebi e-mail da minha querida amiga Luciene Baptista, amizade iniciada em Sorocaba, interior de São Paulo, no Encontro Nacional de Interact Club, lá se vão os anos oitenta quando a ditadura começava a amolecer...
Hoje casada e morando em Curitiba, seu e-mail desatou uma saudade danada, pôxa, saudade é bichinho que corrói o coração... Comecei a lembrar de quando fui bater em Ourinhos cidade do interior de São Paulo e Luciene me recebeu com tanta fraternidade, a família inteira me abraçou e como fui feliz!
Depois veio até São Luiz do Maranhão e resolveu dar uma esticada à minha casa, na época veio mesmo por causa de um amigo meu o Evandro, ficou decepcionada com ele, mas a nossa amizade se fortaleceu e continuamos trocando correspondências, ai meudeus! Como era bom pegar uma caneta e colocar a nossa emoção num pedaço de papel e depois mandar para Ourinhos em São Paulo, bom demais!
Depois casamos, a amizade continuou. Em 2005 estive em Curitiba com a família e fomos muito bem recebidos por Luciene e seu esposo.
Quando Luciene esteve aqui em Belém, visitamos a ilha de Algodoal, cujo nome oficial é ilha de Maiandeua, local muito pacato e lindo, um lugar de gente simples, a maioria é pescador ou vive da pesca. Fomos de barraca e tudo era descoberta, não havia luz elétrica (só em 2006 chegou a energia permanente) e até hoje não é permitido veículos movidos à gasolina, o deslocamento era feito a pé, bicicleta ou em charretes puxadas por cavalos... Era bom para garaio! Naqueles dias a gente nem se incomodava com o desconforto de dormir na barraca, quatro pessoas e as mochilas, ahahaha... e os mosquitos?! Ah, deixa pra lá!
As praias com areia branca e fina. As dunas cobertas por vegetação de restinga, a gente subia e só enxergava praia e mais praia deserta.
A praia da Princesa, com mais de 14 quilômetros de extensão, nos convidava ao mergulho e os raios de sol com ventos generosos acariciavam a noss'alma e injetavam na gente aquela vontade de se perder ali, de ficar ali e esquecer o resto do mundo.
Não sei onde guardei as nossas fotos de Algodoal, todos estavam bem na foto, todos!
Fica aqui o registro para a posteridade, Luciene Baptista, moça de Ourinhos/SP, hoje com residência e família em Curitiba/PR, tomou banho e pisou na areia da praia da Princesa em Algodoal/PA, e tenho dito.
Como ir para Algodoal?
Se alcança esse paraíso partindo de Belém, seguindo de carro ou ônibus até Marudá, um percurso de+ou- 160 kilômetros. Depois embarca num pôpôpô ( barco igual ao da imagem1ª) para Algodoal que sai do porto de Marudá e leva uns 30 minutos para atravessar.
Maiores informações: www.algodoal.com.br

Créditos das imagens
As fotos e os fotógrafos: de cima para baixo - a 1ª Celso Abreu; 2ª Jean Barbosa; 3ª Jean Barbosa; 4ª Celso Abreu; 5ª Jean Barbosa e 6ª Tiago de Jesus Neves

16 comentários:

Carlos Barretto disse...

Ótimo post e fotos, Pedro.

Abs

citadinokane disse...

Oi Carlos!
Tenho acompanhado a tua aventura pela fotografia, já faz tempo que tenho as máquinas digitais - Nikon. A questão é a motivação... Fiz curso avançado de fotografia com o Edson Gama do "Paço da Imagem" do Rio de Janeiro, ele veio por aqui em 1996, vamos trazê-lo novamente? Topas?! O Chikaoka trocou idéias com ele e foi muito legal.
Abraços,
Pedro

Alcilene Cavalcante disse...

Nossa!! Que saudades me deu Algodoal. Era uma delícia ir pra ilha, principalmente com os colegas de faculdade.

Tozé Franco disse...

Olá Pedro.
Não se arranja por aí uma vaga para visitar esse paraíso?
Um abraço.

Anônimo disse...

Grande Nelito,
infelizmente algodoal ja não é mais a mesma. Agora na semana santa fui assaltado (furto), e outros amigos foram roubados (inclusive com armas). Nos dias que estava por lá não vi sequer um policial. De resto foi maravilhoso, mas essa badidagem não pode prosperar por lá.
Abraços,
Ayrton Almeida

Anônimo disse...

Meu amigo Pedro,

Tenho boas lembranças de algodoal, especialmente dos momentos desfrutados ao lado dos amigos de militância eclesial do Curió e UFPA.
Fiz essa música, no fim da década de 80, quando Algodoal ainda não era tão badalada e, por esse motivo, era bem mais interessante que hoje.

Fiz a letra juntamente com meu irmão, o Evandro (espero que não seja o mesmo citado por você, mas se for tudo bem), sem ainda conhecer a ilha, apenas com a narração de um grande amigo, o Zózimo, que de certa forma também é autor da música.

Depois conheci Algodoal e vi que realmente ela representa tudo e muito mais que escrevemos.
Pena que faz muito tempo que não vou lá. Muitas saúdes...
Um grande abraço.

Wanderlei Ladislau.

A travessia de barco, o sol brilhando
Brilhando sem igual
Olhando Marudá bem distante
Estou chegando em Algodoal
O vento soprando no rosto
Canções alucinantes
Falando da beleza das praias e da liberdade constante
A mochila nas costas
A moçada em alto astral
Ai algodoal, ai algodoal, ai algodoal
A charrete seguindo o seu caminho
Tudo é tão lindo
Sentindo o perfume das cores
E da liberdade sorrindo
Mostrando o exotismo da ilha
Tudo é natural
Pisando na areia macia
Num lance bem transcendental
Um mergulho no lago da princesa
Frescura coisa e tal
Ai algodoal, ai algodoal, ai algodoal
A saudade batendo no peito
Das noites em algodoal
Ai algodoal, ai algodoal, ai algodoal
Aquela lua dourada atrás das dunas de algodoal
Ai algodoal, ai algodoal, ai algodoal

citadinokane disse...

Alcilene,
Algodoal sempre uma referência para a nossa geração.

citadinokane disse...

Tozé,
Nós precisamos é planejar a tua visita por essas bandas da Amazônia, seria muito legal, não?
abraços,
Pedro

citadinokane disse...

Ayrton,
Apesar de tudo, ainda nos resta a esperança de que com um pouquinho de preucação é possível ser feliz em Algodoal...

citadinokane disse...

Ei Wandeco!
É muito legal a letra, tomara que a música seja bonita... O Evandro que mencionei não é o teu irmão.
Estou com saudades de ti, depois que acumulaste muito dinheiro, distanciaste das pessoas simples, mas de bom coração... Te esperamos, viu?!
abraços

Anônimo disse...

Meu amigo, o que tenho acumulado muito é dívida. Você é bem mais aquinhoado que eu, considerando as suas inúmeras atividades com auditor, professor universitário, advogado e blogueiro. É muita grana e muito choro. Não tem jeito, você é assim desde da época da UFPA, mas tudo bem, amigo é amigo sempre. Abraços e preciso falar com você pessoalmente.

Wanderlei

citadinokane disse...

Wandeco,
Menos, menos... Mas, bora conversar mermão!

Luciene disse...

Meu querido amigo,obrigada por essa recordação.Sua delicadeza tornou Algodoal mais mágica do que foi ralmente naquela época.Tudo passou e ficou num tempo distante, mas a certeza de termos partilhado tanta alegria e amizade, não tem preço!

Tenho fotos de lá, bem guardadas e com carinho. Quando for p/ Ourinhos vou buscá-las e mando prá você!

Beijos

citadinokane disse...

Minha querida amiga,
Vou ficar esperando, manda mesmo!
Beijos,
Pedro

Paulo C. Machado disse...

Oi galera, pela primeira vez fui em algodoal, acabo de chegar de lá, fui passar Reveillon de 2011 com minha turma e me encantei con tanta beleza, concerteza essa é a primeira de muitas viagens pra lá. Fui e recomendo. abraços

Citadino Kane disse...

Paulo,
Recomendamos Algodoal... indo bem acompanhado é o paraíso, né?!
abs