sábado, abril 18, 2009

Da Paz com Praça da República

Meus amigos, dei um pulo rápido no boteco do Ranulfo, já fizemos o botafora (depois explico como está a situação do ministro)... Cheguei lá e encontrei o grande músico paraense Alcyr Guimarães e o cronista nosso de cada dia Elias Pinto. Após o papo animado sobre samba enredo e o escambau, dei uma carona para o Elias, Regina e Sofia, a pedido do Elias paramos no velho e bom Bar do Parque.
Quem nos atendeu foi o garçom Elias, caramba! Era o garçom que atendia o amigo Tadeu Schumann no tempo que ele morava em Belém, anos 70 e início dos 80.
O Tadeu certa vez solicitou que eu fizesse um post sobre o Bar do Parque e os garçons históricos: Elias e Sérgio. Não consegui realizar o desejo do meu amigo, não encontrei esses caras...
Falando com o Elias garçom sobre o Tadeu, ele me assegurou que lembrava do Tadeu, inclusive afirmou que o Tadeu gostava pra caramba do camarão à alho e óleo, ahahaha... Será?!
O Elias Pinto foi andando pra casa dele, e quando eu estava saindo, o Elias garçom se aproximou e entregou-me um papelzinho para informar o Tadeu:

"Elias Siqueira 'garçom'
End.:Bar do Parque s/n Pça da República
Bairro - Comércio
Fone do bar 91470594
Fone do Elias 81641588"

Olha a foto do Elias aí em cima, na esquina do mundo: Avenida Da Paz com Praça da República.

14 comentários:

ELIAS disse...

Salve, companheiro:
Já escrevi bastante, crônicas e reportagens, sobre o Bar do Parque e sua trupe de garçons. Do xará Elias, inclusive: com todo mundo berrando por ele, aprendi a não me virar quando o nome "Elias" era gritado por todos os lados, mesmo quando, uau, era comigo.
E Pedro, recebeste meu recado?
Acho que deixei minha sacola de revistas, jornal (o JP) e livro (pacote completo).
Abraço,
Elias

Anônimo disse...

Dom , afora a emoção do post e das fotos do recado , eu inicio com uma lembrança que poucos ; Elias Pinto e outros poucos têm na memória dessa época ; ABAETÉ.Abaété foi o pai e gestor do Elias e do Sérgio (quase um american boxer , quem se lembra?).O "quiosque" era refúgio da minha e de todas as turmas nesta época que vc menciona , aparecia mesmo sem ser convidados os "coco-boys" da época.Tinha gente de nível que nem o Elias e família e os bons personagens da cultura "uma lera , uma estera , uma égua no cio" , tinha os medianos que nem Tadeu , tinha os primeiros "cheiradores de cola" quaisquer que fossem as cocas, tinha a gente toda.E era bom estar e beber no "quiosque" , Bar do Parque sempre foi pra turista.Tudo isso com a "régia" do Abaeté , do Sérgio - que sempre achei que jogava um tanto de charme pra Lena Vilma.
Continuo depois.
Por conta do dia-a-dia.
Abs
Tadeu

Anônimo disse...

O Abaeté era um caso a parte , já que mais velho , era na época já parte do ativo imobilizado do quiosque , fazia um silvo ridículo e dava umas pancadinhas na garrafa com o abridor ao abrir mais uma e invariavelmnete as cervejas que servia iam esquentando a medida que vc ia bebendo.O must do bar e meu preferido ao contrário da brincadeira do Elias não era o camarão e sim o sanduiche de filet que consistia em pão amanhecido com sola de sapato , cebola e tomate que amainava nossa "ira" verbete usado por meia duzia de malucos da época para se referir a tal de "larica" aqui do sul , Abaeté depnedendo do seu(nosso) estado etílico adicionava na conta sua data de nascimento e a qualquer confrontamento de valor falava cínico : "Ih essa conta é do vizinho , já refaço a de vcs" e saia rindo faceiro.
O quiosque nessa época já apresentava sinais da degradação que o Elias já comentou em sua coluna mas ainda era o bastião bebadocultural da cidade e fervilhava de gentes , projetos , idéias , bebedeiras , viciados , drogados (muitas vezes éramos nós mesmos) e lá por muitas vezes caiu a ditadura em performances desde Cacá a Eloy Iglesias. Eram anos de chumbo e droga mas ficou marcado na minha memória afetiva como um dos pontos de resistência da minha formação para o bem ou para o mal, e acho assim o era pra muitos de nós.Elias Pinto , contemporâneo meu , fez várias referencias ao saudoso bar em cronicas que lí e com elas me emocionei.
Ao Elias garçon que muitas vezes travou novos pedidos , cuidando de mim como um irmão ou que sentava com a Lena a protegendo dos "infiéis e impuros" rsrsrs enquanto ela se embriagava me aguardando da labuta durante um tempo de taxi-driver , um abraço caloroso e a promessa de em minha nova incursão por Bel a visita para muitas geladas e um tete a tete para matar as saudades
Valeu Pedro
Abs
Tadeu

Anônimo disse...

Só um detalhe o Abeté era a caricatura em versão marajó do Cantinflas , o Mazzaropi mexicano dos anos 40/50.
Pedro , pergunta pro Elias como faço pra ler a coluna dele não consigo acessar via Diario edição eletronica

citadinokane disse...

Ei Elias!
Fui lá no Ranulfo e não estava por lá.

citadinokane disse...

Mano Tadeu,
Esse Abaeté não consigo fixar a imagem dele, provavelmente porque eu já chegava com dez grades de CERPA na cabeça... Mas, lá estava o Ruy Barata e tantas outras personagens da noite, e também tinha a Revolução, né?!

citadinokane disse...

Mano Tadeu,
"Larica" ainda existe. Não somente o Abaeté batia o abridor na garrafa, essa mania era de todos os garçons, irritava! E no tempo que eu freqüentava, o bar continuava sendo a nossa referência boêmia-revolucionária, como não sentávamos com as putas, mas com as companheiras de partido, maior tranqüilidade nada de rupinol(depois te explico).
A Lena Vilma era tua cat?
Vou te esperar, "O retorno do alemão" ótimo título de post ou filme.
abraços

citadinokane disse...

Tadeu,
Vou perguntar amanhã pro Elias.
Eduardo Bueres gravou um Lundu, lembrei de ti, vou jogar no youtube.
abraços em ti, na Bia e nos meninos.
Pedro

Anônimo disse...

Lena Vilma , era a grande paixão da época.Linda e louca.
Já tá no youtube?
Abs
tadeu
family stone tudo na boa o que espero pra tua tb

citadinokane disse...

Tadeu,
Nunca vi Lena Vilma e já sinto saudades dela, ahahaha...
Estou captando imagens da dança do lundu e te informo, ok?
Depois, quando estiver com os CDs da música paraense te informo também,para enviar para a querida Dani.
abraços,
Pedro

Elias disse...

Em tempo: Pedro, passei por lá, no Ranulfo, no dia seguinte e resgatei meu pacotaço.
Tadeu, tem de acessar a edição eletrônica e ir virando as páginas. Hoje, quinta-feira, pra variar, falo de bares. E variando ainda mais, nesta sexta-feira também.
Aquele abraço

citadinokane disse...

Elias,
Esse Ranulfo é tododoido...
Perguntei e ele respondeu que não tinha nada.
Tá perdoado!

Anônimo disse...

Pedro, o bar do parque foi o berço de todos nós. Era pra lá que iamos após as aulas na universidade. Abaeté, Sergio e Elias até hoje se confundem com o proprio bar do parque. Alguem me informou que o Abaeté já teria falecido. Não sei.
Valeu pela postagem.
(PS:Valeu, também,a visita de voces (Xico Rocha e Bueres) lá em casa.)
Nilton Atayde

citadinokane disse...

Fale meu irmão!
Não lembro do Abaeté, sou da geração "malhação" pra cá, mas bons tempos aqueles, né?!
Foi muito bom te encontrar.
abraços