quarta-feira, setembro 30, 2009

Jober e as carpideiras

Acima a imagem da felicidade, o nosso melhor Procurador Jurídico [Jober Freitas] da Prefeitura de Belém em momento de relax, na mão direita ele ostenta uma taça com a melhor cerveja do mundo - a nossa Cerpa Gold, no ombro o filho único dele - o sanguinário Zezinho, ahahaha...
O querido amigo Jober enfrentou a temida morte e conseguiu despistá-la...
Tô falando sério...
Já contei alhures que Jober teve um problema no coração, e a medicina o tinha despachado, não havia mais nada o que fazer.
Milagres acontecem!
Ele resolveu enfrentar essa desgraçada, qual remédio que ele ingeriu?
Vida.
É isso mesmo mermão!
O cara resolveu viver intensamente, foi aprender a tocar violão (sempre sonhou, mas não tinha tempo), beber vinho e todo final de semana - praia... Lá, genuflexo, lágrimas e soluços diante da mãe natureza, o pedido de perdão pelo tempo que a desprezou...
Mas...
Antes de tomar a decisão de viver intensamente, o nosso amigo quando escutou o veredicto da equipe médica, baixou a cabeça e disse baixinho: - Agora fudeu!
Abalado, cabisbaixo, entregando os pontos... Comprou uma sepultura, pagou o velório, e saiu distribuindo os bens que havia acumulado em sua curta jornada na terra, sabe como é que é - o fusca velho ia ficar para o irmão dele e outras tralhas com o pai e etc., até então, ele estava abrindo mão de tudo, da vida...
Tudo mudou no dia que ele acordou e foi para o banheiro tomar banho, ele se olhou no espelho e disse para a morte: - Tu queres me levar, garaio?!
E prosseguindo o diálogo ou o monólogo macabro, ele insistia em desafiar a indesejável: - Tu podes até me levar, mas eu vou te dar uma canseira. Eu vou viver! Mete a cara, sou duro na queda!
Depois de mudar o estilo de vida, novos exames e a surpresa para os médicos, a enfermidade regrediu e o cara que tinha apenas seis meses de vida, esbanja saúde, alegria e uma vida toda pela frente para compartilhar com os amigos a sua experiência.
A única coisa que deixa ele aborrecido, foi não ter recuperado o dinheiro que ele pagou para umas mulheres carpideiras.
Quando tentou conversar com elas, uma respondeu: - Doutor fique despreocupado, o serviço já está pago, quando o senhor bater as botas, a gente vai lá no velório e chora com vontade pelo senhor, ok?
Não conseguiu o dinheiro de volta.
Jober sempre fala: - Aquelas carpideiras... um dia... deixa pra lá!

domingo, setembro 27, 2009

Dilma e Serra, duas trajetórias...


Dilma enfrentou regime militar e Serra fugiu (Emir Sader)
27/setembro/2009 12:31

Artigo do professor Emir Sader, publicado originalmente no Blog do Emir, hospedado no portal da Agência Carta Maior:

DUAS TRAJETÓRIAS DISTINTAS

Em que mãos você gostaria que estivesse o Brasil? Qual o verdadeiro diploma que cada um tem e que conta para construir um país justo, soberano e humanista?
Nas horas mais difíceis se revela a personalidade – as forças e as fraquezas – de cada um. Os franceses puderam fazer esse teste quando foram invadidos e tinham que se decidir entre compactuar com o governo capitulacionsista de Vichy ou participar da resistência. Os italianos podiam optar entre participar da resistência clandestina ou aderir ao regime fascista. Os alemães perguntam a seus pais onde estavam no momento do nazismo.
No Brasil também, na hora negra da ditadura militar, formos todos testados na nossa firmeza na decisão de lutar contra a ditadura, entre aderir ao regime surgido do golpe, tentar ficar alheios a todas as brutalidades que sucediam ou somar-se à resistência. Poderíamos olhar para trás, para saber onde estava cada um naquele período.
Dois personagens que aparecem como pré-candidatos à presidência são casos opostos de comportamento e daí podemos julgar seu caráter, exatamente no momento mais difícil, quando não era possível esconder seus comportamentos, sua personalidade, sua coragem para enfrentar dificuldades, seus valores.
José Serra era dirigente estudantil, tinha sido presidente do Grêmio Politécnico, da Escola de Engenharia da USP. Já com aquela ânsia de poder que seguiu caracterizando-o por toda a vida, brigou duramente até conseguir ser presidente da União Estadual dos Estudantes (UEE) de São Paulo e, com os mesmos meios de não se deter diante de nada, chegou a ser presidente da UNE.
Com esse cargo participou do comício da Central do Brasil, em março de 1964, poucas semanas antes do golpe. Nesse evento, foi mais radical do que todos os que discursaram, não apenas de Jango, mas de Miguel Arraes e mesmo de Leonel Brizola.
No dia do golpe, poucos dias depois, da mesma forma que as outras organizações de massa, a UNE, por seu presidente, decretou greve geral. Esperava-se que iria comandar o processo de resistência estudantil, a partir do cargo pelo qual havia lutado tanto e para o qual havia sido eleito.
No entanto, Serra saiu do Brasil no primeiro grupo de pessoas que abandonou o país. Deixou abandonada a UNE, abandonou a luta de resistência dos estudantes contra a ditadura, abandonou o cargo para o qual tinha sido eleito pelos estudantes. Essa a atitude de Serra diante da primeira adversidade.
Por isso sua biografia só menciona que foi presidente da UNE, mas nunca diz que não concluiu o mandato, abandonou a UNE e os estudantes brasileiros. Nunca se pronunciou sobre esse episódio vergonhoso da sua vida.
Os estudantes brasileiros foram em frente, rapidamente se reorganizaram e protagonizaram, a parir de 1965, o primeiro grande ciclo de mobilizações populares de resistência à ditadura, enquanto Serra vivia no exílio, longe da luta dos estudantes. Ficou claro o caráter de Serra, que só voltou ao Brasil quando já havia condições de trabalho legal da oposição, sem maiores riscos.
Outra personalidade que aparece como pré-candidata à presidência também teve que reagir diante das circunstâncias do golpe militar e da ditadura. Dilma Rousseff, estudante mineira, fez outra escolha. Optou por ficar no Brasil e participar ativamente da resistência à ditadura, primeiro das mobilizações estudantis, depois das organizações clandestinas, que buscavam criar as condições para uma luta armada contra a ditadura militar.
No episódio da comissão do Senado em que ela foi questionada por ter assumido que tinha dito mentido durante a ditadura – por um senador da direita, aliado dos tucanos de Serra -, Dilma mostrou todo o seu caráter, o mesmo com que tinha atuado na clandestinidade e resistido duramente às torturas. Disse que mentiu diante das torturas que sofreu, disse que o senador não tem idéia como é duro sofrer as torturas e mentir para salvar aos companheiros. Que se orgulha de ter se comportado dessa maneira, que na ditadura não há verdade, só mentira. Que ela o senador da base tucano-demo estavam em lados opostos: ela do lado da resistência democrática, ele do lado da ditadura, do regime de terror, que seqüestrada, desaparecia, fuzilava, torturava.
Dilma lutou na clandestinidade contra a ditadura, nessa luta foi presa, torturada , condenada, ficando detida quatro anos. Saiu para retomar a luta nas novas condições que a resistência à ditadura colocava. Entrou para o PDT de Brizola, mais tarde ingressou no PT, onde participou como secretária do governo do Rio Grande do Sul. Posteriormente foi Ministra de Minas e Energia e Ministra-chefe da Casa Civil.
Essa trajetória, em particular aquela nas condições mais difíceis, é o grande diploma de Dilma: a dignidade, a firmeza, a coerência, para realizar os ideais que assume como seus. Quem pode revelar sua trajetória com transparência e quem tem que esconder momentos fundamentais da sua vida, porque vividos nas circunstâncias mais difíceis?

Vinicius, eu e Periquita...


"Como eu nunca lutei para deixar-te
nada além do amanhã
indispensável: um quintal de terra verde
onde corra, quem sabe, um córrego pensativo;
E nessa terra, um teto simples
onde possas ocultar a terrível herança
que te deixou teu
pai apaixonado - a insensatez
de um coração
constantemente apaixonado."
(Vinicius de Moraes)

Acima as linhas que numa tarde de domingo chuvosa [eu quieto, bem quietinho mesmo!] lia atento, sentindo o pulsar do coração do meu poeta popular e camarada - Vinicius... Lia como se estivesse lendo um testamento sentimental, de tão sentimental o texto do poetinha, que me vi impregnado de sentimentos, sentimentos à flor da pele... Incontinenti, resgatei da pequena adega uma singela garrafa do Periquita [pô cabeção! tô falando do vinho português, entendeste agora?!], devidamente climatizada [meudeus como amo essa adega] o líquido a derramar-se na taça e a minha mão impune levantando o cálice e vertendo goela-a-dentro o licor dos dioses, e como num passe de mágica, os sentimentos aninhados em meu peito, transbordando...
E o poeta vai falando sua poesia, e eu murmurando, dentes cerrados: -Te entendo poetinha... Nós pais, amamos nossos filhos e morreríamos por eles.
O poetinha continua falando:

"E porque te fiz com o meu sêmen
homem entre os homens,
e te quisera para sempre escravo
do dever de zelar por esse alqueire,
não porque seja meu,
mas porque foi plantado
com os frutos da minha
mais dolorosa poesia .
Da mesma forma que eu, muitas noites,
me debrucei sobre o teu berço e verti
sobre o teu pequenino corpo adormecido
as minhas mais indefesas lágrimas de amor,
e pedi a todas as divindades que cravassem
na minha carne as farpas feitas para a tua.
E porque vivemos tanto tempo juntos
e tanto tempo separados,
e o que o convívio criou
nunca a ausência pôde destruir."
Com o rosto umedecido pelas lágrimas que alardeavam a minha condição - humana, simplesmente humana... Num movimento brusco, uso a manga da camisa como lenço, digo para Vinicius: - Por que fazes o sentimento desabotoar do peito o coração? Por insistência, continuo perguntando: - Por que celebraste a vida e o amor?
Após muitas taças de Periquita, vejo nitidamente Vinicius se materializando à minha frente, não fiquei assustado, o vinho tem a propriedade de deixar a gente valente, basta lembrar o exército romano da antiguidade, bem... Vinicius materializado não quer vinho, pede um uísque, claro que disponibilizo todos, ele agradece e diz: - Gêlo, por favor!
Uma dose, duas e outras mais... O poeta complementa a sua poesia em viva voz, nunca sem antes solicitar mais uma dose, uma dose dupla, generosa mesmo! Ele com voz embargada, derrama os seus versos:

"Assim como eu creio em ti
porque nasceste do amor
e cresceste no âmago de mim
como uma árvore dentro de outra,
e te alimentaste de minhas vísceras,
e ao te fazeres homem rompeste
meu alburno e estiraste os braços para um futuro
em que acreditei acima de tudo.
E sendo que reconheço nos teus pés
os pés do menino que eu fui um dia,
em frente ao mar;
e na aspereza de tuas plantas
as grandes pedras que grimpei
e os altos troncos que subi;
em tuas palmas as queimaduras do infinito
que procurei como um louco tocar.
Porque tua barba vem da minha barba,
e o teu sexo do meu sexo,
e há em ti a semente da morte
criada por minha vida.
E minha vida, mais que ser um templo,
é uma caverna interminável,
em cujo recesso esconde-se um tesouro
que me foi legado por meu pai,
mas cujo esconderijo eu nunca encontrei,
e cuja descoberta ora te peço.
Como as amplas estradas da mocidade
se transformaram nestas estreitas veredas
da madureza,
e o Sol que se põe atrás de mim
alonga a minha sombra
como uma seta em
direção ao tenebroso Norte.
E a Morte me espera em algum lugar
oculta,
e eu não quero ter medo
de ir ao seu inesperado
encontro."

Vinicius seguia cantando a vida e a morte, e eu? Foram três garrafas de Periquita... Eu firme. Seria um fenômeno de paranormalidade? Vinicius diante de meus olhos, não estava fora de mim, continuava sóbrio, e incrível, abraçados eu e ele, com a mão direita ele levantava o copo de uísque dos bão e eu com o meu indefectível Periquita, éramos uma alegria melancólica contagiante, ele balbuciando:

"Por isso que eu chorei tantas lágrimas
para que não precisasses chorar,
sem saber que criava um mar de pranto
em cujos vórtices te haverias também
de perder.
E amordacei minha boca
para que não gritasses
e ceguei meus olhos para que não visses;
e quanto mais amordaçado,
mais gritavas;
e quanto mais cego, mais vias.
Porque a poesia foi para mim
uma mulher cruel
em cujos braços me abandonei
sem remissão,
sem sequer pedir perdão
a todas as mulheres
que por ela abandonei."
Já inquieto, argumentei com o meu poeta camarada, para que viver como ele viveu? Polêmico, ácido e amoroso ao mesmo tempo, eis Vinicius de Moraes! Amado e odiado pelas mulheres... Pagou o seu preço, é verdade!
Artífice das palavras, trouxe a poesia para os mortais brasileiros, de maneira simples, foi rascunhando entre um uísque e outro as mais lindas trovas do cancioneiro popular, como não amar Vinicius? Cada poesia e canção transformaram nossos sentimentos tão altivos e importantes... Vinicius desperta paixões, se a pessoa não tiver preparada, é melhor não ler Vinicius, como dizem os meus alunos: - Vinicius é porrada!
Quando percebi que não conseguia concatenar mais as ideias, perguntei: - Poetinha por quê?
Respondeu-me:
"E assim como sei que toda a minha vida
foi uma luta para que ninguém
tivesse mais que lutar:
Assim é o canto
que te quero cantar,
Pedro meu filho..."
A poesia acima é de Vinicius de Moraes, o título é: "Pedro, meu filho."

quarta-feira, setembro 23, 2009

Vasto é meu coração...


"Mundo mundo vasto mundo
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração."
Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, setembro 21, 2009

Muita injustiça?!

Ó Pai Todo Poderoso!
Jamais permita que durante a minha vida como professor me depare com uma situação como a que serviu de mote para a charge abaixo, jamais... jamais...
A mensagem implícita exige dos professores e instituições muita atenção.
Mas, Deus Todo Poderoso, nos livrai de todo o mal...
Amén!

sexta-feira, setembro 11, 2009

Una imagen vale mas que mil palabras...

Gostaria de falar da minha admiração pelo povo argentino, sempre me chamou a atenção as políticas públicas que difundiram (no fim do século XIX e primeira metade do XX) - a leitura, poderoso instrumento de promoção da cidadania, levando a expansão do ensino primário e a criação de bibliotecas. Redes de bibliotecas escolares e populares difundindo a leitura... Os nossos hermanos gostam de ler... Leem muuuiiito, daí a minha admiração, verdade!!!
Hoje vejo que as questões futebolísticas causaram um distanciamento grande entre nós, a imprensa dos dois lados acirram essa disputa... Tudo deveria ficar apenas como uma forma alegre de nos relacionarmos, mas não é o que acontece. Na recente vitória da seleção brasileira de futebol sobre o selecionado argentino, o Galvão Bueno deitou e rolou sobre o Maradona, é necessário cuidado para não envenenar mais ainda o relacionamento complicado entre os dois povos.
Torço para que a seleção argentina consiga a classificação para o Mundial de Futebol no próximo ano, seria um desastre para América Latina a ausência da Argentina. Antes que algum incauto lance um deboche sobre as minhas pequenas certezas, peço humildemente que lembre da letra de Pablo Milanés em "Canción por la unidad latinoamericana":
(...)
Realizaron la labor de desunir nuestras manos
y a pesar de ser hermanos nos miramos con temor.
Cuando pasaron los años se acumularon rencores,
se olvidaron los amores, parecíamos extraños.

(...)

Vou comprar uma briga agora, gosto mais do Maradona do que do Pelé!
Eu assisti o incrível Maradona em ação, o pé esquerdo com uma habilidade inigualável... o futebol genial de Maradona não pertencia somente aos argentinos, ele pertencia a humanidade, e todos agradecíamos com sorrisos transbordando de satisfação, como era bom assistir D. Dieguito com a bola no pé ou na mão, ahahaha...
Sei do envolvimento de Maradona com drogas, espero que tenha se recuperado totalmente. O Pelé não se envolveu com drogas, né?! Mas, para mim ele é uma droga, não posso esquecer da filha que Pelé teve fora do casamento e que lutou para reconhecer na Justiça a paternidade do "rei" através do exame de DNA, conseguiu, ela provou, mas o egoísta Pelé, jamais teve um gesto de reconciliação com sua filha, quando ela morreu de câncer, faltou dignidade para visitá-la no hospital e abraçá-la... Deus irá cobrar do "rei", pode ter certeza.
Li agora no Portal Terra que um Hacker invadiu o site da Federação Argentina de Futebol e colocou uma imagem do Maradona vestido com a camisa da seleção brasileira de futebol, seria tão bom se fosse vero, o invasor utilizou imagem tirada da propaganda do Guaraná Antartica, dirigida pelo nebuloso "Duda Mendonça", lembram dele? Lutas de galos, huuumm... é melhor deixar pra lá!
A propaganda vai naquela linha que eu havia comentado acima, estão lembrados?
Salve Maradona!!!


domingo, setembro 06, 2009

"Sinto Vergonha de Mim" por Cleide Canton

O Vieirinha de Marapanim enviou-me o e-mail com o texto - "Sinto vergonha de mim", e antes mesmo de iniciar o texto, o velho e bom amigo Vieirinha dizia que Ruy Barbosa sabia o que falava... E ele (Vieirinha) continuava dizendo: "como professor sinto que é muito atual a mensagem", e descobri um certo tom de melancolia nas linhas tracejadas pelo amigo.
Calmamente li o texto e imediatamente percebi que não era da lavra do "cabeçudo" Ruy Barbosa, elementar meu caro Watson! O Ruy viveu grande parte da vida no Brasil Império, entendo que não teria incorporado essa vibração ao escutar o hino nacional e... as palavras "jamais usei a minha bandeira para enxugar o meu suor ou enrolar meu corpo na pecaminosa manifestação de nacionalidade", não faziam parte do linguajar de um homem culto como Ruy Barbosa, tenho certeza que não faziam parte dos hábitos ao tempo que Ruy Barbosa viveu, com certeza!!!
Bingo!!!
Acertei. O texto não é de Ruy Barbosa, mas da poetisa Cleide Canton.
Pesquisei na internet e confirmei a minha suspeita.
Inclusive o apresentador da TV Cultura - Rolando Boldrin, havia cometido o erro e fez a retificação em Rede Nacional, veja abaixo, ok?!

Sinto vergonha de mim! (Cleide Canton)
"Sinto vergonha de mim!
Por ter sido educadora de parte desse povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil
enveredar pelo caminho da desonra.

Sinto vergonha de mim
por ter feito parte de uma era
Que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez
no julgamento da verdade,
a negligência com a família,
célula-mater da sociedade,
a demasiada preocupação
com o "eu" feliz a qualquer custo,
buscando a tal "felicidade"
em caminhos eivados de desrespeito
para com o seu próximo.

Tenho vergonha de mim
pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos "floreios" para justificar
atos criminosos,
a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre "contestar",
voltar atrás
e mudar o futuro.

'Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo
que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer...

Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.
Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.

Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti, povo brasileiro!"

"De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes
nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto". (Ruy Barbosa)


terça-feira, setembro 01, 2009

Eduardo Bueres no Festival de Tradição Açoriana

Eduardo Bueres e a "Comitiva Estrelado" se mandaram para o sul do Brasil, mais precisamente para Florianópolis, os caras vão soltar a voz no tradicional Festival Folclórico de Tradição Açoriana, a Comitiva vai representar a cultura Paraense, antes de viajar Duda Bueres disse-me que iria mundiar as pessoas que forem assisti-lo com o cheiro amazônico do patchouli...
O convite foi feito pelo Governo do Estado de Santa Catarina. Quem indicou o Eduardo & Comitiva para o festival? Foi o compositor e percussionista maranhense Papete, artista de renome internacional, escutou o CD da Comitiva e ficou maravilhado.
O CD do Eduardo Bueres & "Comitiva Boi Estrelado", esgotou, mas já estamos providenciando uma nova tiragem.
A Comitiva Estrelado & Eduardo já começaram a selecionar o repertório para o próximo CD que será gravado no moderníssimo estúdio do Chimbinha da Banda Calipso, com co-produção do maestro Maceió ( amigo e irmão de fé do Chimbinha). A produção executiva ficará com o dublê de violonista Rogério Friza e a 2ª Voz da Comitiva - Citadinokane.
Muita força para o Eduardo Buerers & sua Comitva Estrelado: Sabath, Xico Rocha (a melhor 3ª voz dessas paragens)...
O festival será realizado entre os dias 01 e 07 de setembro 2009.

Contatos para Show e vendas de CDs. (91) 88279900

Eduardo Bueres & “Comitiva Estrelado” se apres...