quinta-feira, outubro 29, 2009

A mensageira das violetas - Florbela Espanca!

Em momento de tanta intolerância, a mensageira das violetas se manifesta, Florbela Espanca fala de amor, que tal amar?

Amar! (Florbela Espanca)

Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: aqui... além...
Mais Este e Aquele, o outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disse que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...

Babacas e a minissaia.

"Trago na boca o coração dos cravos!
Boêmios, vagabundos, e poetas:
- Como eu sou vossa irmã, ó meus irmãos!..."
(Florbela Espanca)

Pense no neo-babaca. Existe?
Existem. É isso mesmo! São muitos e estudam numa Faculdade em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.
O que é prosaico pra gente aqui em Belém, para os paulistanos babacas dessa Faculdade de São Bernardo do Campo foi motivo de comoção extremamente preocupante, calma pessoal! Uma minissaia não pode causar tanto alvoroço puritanista... Inacreditável, como pode tantos jovens expressarem um conservadorismo medievo, não via a hora de alguém acender uma fogueira e queimar viva a estudante de turismo que ousou usar uma minissaia, era apenas uma minissaia, e diga-se de passagem, uma minissaia muito comportada...
Não entendo os paulistanos, por que essa babaquice?!
Deixem a menina em paz e vão estudar ô meu!
Vejam o vídeo e fiquem chocados com os muitos babacas, expressão do preconceito e intolerância.


quarta-feira, outubro 28, 2009

Meu tempo é hoje!!!

Nas imagens abaixo fica com certeza a saudade da Mari, Ivan "O Terrível", Dirceu "O pai da Aninha", Claudinha e o sanguinolento David Carneiro... Muitas garrafas de Periquita esvaziadas pelo ardor da amizade. É fraternidade? Tô dentro!

Gritando com Paulinho da Viola: - Meu tempo é hoje!!!

terça-feira, outubro 27, 2009

¿Qué tengo yo que hablarte, si el poeta eres tú?

Quando estive em Cuba a música abaixo perseguia-me... Vinha na brisa gostosa de Havana com o cheiro de café torrado e tabaco.
Pelo muito que representou na luta contra as injustiças sociais, pelo símbolo de rebeldia que ainda é tão presente em nossa juventude, o que posso mais dizer?
És o poeta de uma epopéia que não sabemos quando findará, a luta dos oprimidos do mundo toma nuances distintas, as ideologias e práticas despossuídas de humanismo, utopias gris...
Como faz falta um poeta como Ernesto Che Guevara.
O que tenho que falar-te, Comandante?

Sí el poeta eres tú
-como dijo el poeta,
y el que ha tumbado estrellas
en mil noches
de lluvias coloridas eres tú,
¿qué tengo yo que hablarte, Comandante?

Si el que asomó al futuro su perfil
y lo estrenó con voces de fusil
fuiste tú, guerrero para siempre, tiempo eterno,
¿qué puedo yo cantarte, Comandante?

En vano busco en mi guitarra tu dolor
y en mi jardín ya todo es bello, no hay temor,
¿qué puedo yo dejarte, Comandante,
que no sea cambiar mi guitarra por tu suerte,
o negarle una canción al sol,
o morir sin amor?

¿Qué tengo yo que hablarte, Comandante,
si el poeta eres tú?
-como dijo el poeta-,
y el que ha tumbado estrellas
en mil noches de lluvias coloridas eres tú,
¿qué tengo yo que hablarte, Comandante?

sexta-feira, outubro 23, 2009

A mulher do Colombo

O Nilton atayde sempre abastecendo o blog com curiosidades, rsrsrs... Abaixo reproduzido o monólogo da suposta mulher de Colombo, será que ele não tinha uma mulher pegando no pé dele?"COLOMBO SÓ DESCOBRIU A AMÉRICA PORQUE ERA SOLTEIRO!
Se Cristovão Colombo tivesse tido uma esposa, seria obrigado a ouvir coisas assim e teria desistido:
- E por que é você que tem que ir?
- E por que não mandam outro?
- Você está louco ou é idiota?
- Você não conhece nem a minha família e quer ir descobrir o novo mundo!
- E só vai homem nessa viagem? Acha que eu sou idiota?
- E por que eu não posso ir, se você é o chefe?
- Desgraçado, não sabe mais o que inventar pra sair de casa!
- Se cruzar esta porta eu vou embora para a casa da minha mãe! Seu sem-vergonha!
- Quem é Pinta? E quem é essa tal Nina? Essa Maria, filha da p#t@ que ainda se diz Santa?
- Tinha tudo planejado, maldito! Vai se encontrar com umas índias piranhas!...
- Você pensa que me engana?
- A rainha Isabel vai vender suas jóias para você viajar? Acha que sou maluca ou o quê? O que é que você tem com essa piranha velha?
- Você não vai a lugar nenhum! Você vai é cair num barranco porque o mundo é achatado, seu besta!!!"

"É nóis" na fita mano!

O amigo de além-mar (Tozé) enviou-me o vídeo abaixo e os seguintes dizeres:

"Londres... Beatles... Que máximo!!!

Uma empresa de comunicação móvel inglesa promoveu esta mobilização na Trafalgar Square, em Londres, reunindo mais de 13 mil pessoas.
A empresa simplesmente enviou um convite por telemóvel:
"Esteja na Trafalgar Square tal dia, a tal hora". E nada mais foi dito.
Os que foram acharam que iam dançar, como tem acontecido em outras mobilizações deste tipo.
Mas, no momento, foram distribuídos microfones, muitos (muitos, muitos mesmo),
e a empresa fez um karaoke gigante, de surpresa!!!
E todos os que estavam na praça, quem passava,
quem nem sabia do convite, cantou em conjunto.
É de arrepiar. Se um dia gostou dos Beatles, vai chorar.
Clique no link abaixo.
http://www.youtube.com/watch?v=orukqxeWmM0
"

O vídeo abaixo vai emocionar Eduardo Bueres, Xico Rocha, Nilton Atayde, Edgar Augusto...


JKCS041 é vero!

Abaixo a imagem do mais distante conglomerado de galáxias já encontrado, o JKCS041 está a 10,2 bilhões de anos-luz da Terra, só isso?!

O conglomerado tinha sido detectado em 2006, mas foi confirmado pelos cientistas americanos, a partir das combinações de dados do Observatório Chandra de Raios-X da Nasa (agência espacial americana), do telescópio óptico Very Large Telescope (VLT) no Chile, operado pelo Observatório Europeu do Sul e do Digitized Sky Survey.

Por favor, não deixe isso morrer!!!

Roberto Pimentel envia o vídeo dizendo que Hurricane Smith sabia o que dizia há 40 anos, mas quem se importava com a natureza, as pessoas, as crianças nos anos 70??? Só os malucos que faziam a cabeça na beira do rio, no vadião... ahahaha...
Falando sério. A mensagem da canção do Hurricane dos anos 70, ainda continua cobrando respostas.
Pô mermão! Essa música era do tempo que o Roberto usava calça comprida boca-de-sino, sapato-de-cobrador e os cabelos com madeixas exuberantes, ahahaha...
Um forte abraço para o Roberto e Nilton Atayde.

Devo confessar, essas canções me deixam nostálgico...

video

terça-feira, outubro 20, 2009

Gratidão!

Hoje me senti tão frágil, tão pequeno, um nada... Sério!
Diante da vida e da morte, percebi que sou uma mierda, um nada...
E lembrei de tantas pessoas que fizeram da minha caminhada no planeta Terra tão cheia de sentido, mas...
Percebi que sou um verme, diante da esplendorosa experiência de viver num mundo tão prenhe de possibilidades.
Como a caminhada é repleta de pessoas que tornam a vida mais serena, sinto-me no dever de agradecer, agradeço primeiramente à vida - gracias a la vida!
Tenho gratidão, é verdade! E são tantas pessoas, próximas e distantes...
Maria de Nazaré
Fátima Ferreira
Isadora Lis
Eduardo Bueres
Nilton Atayde
Élcio Aláudio
David Carneiro
Oliviomar Barros
Tadeu Schumann
Rogério Friza
Rosana Costa
Edilben Falcão
Marcelo Fernandes
Tozé Franco
Elvira Carvalho...

domingo, outubro 18, 2009

Maitê Proença pisou na bola.

Sempre busquei pautar no blog uma atitude de respeito a todos os povos e de tolerância religiosa, acrescentando-se o repúdio à homofobia.
Sinto a necessidade de reproduzir o artigo de Rogério Mattos Costa da Agência Carta Maior,ele discorre sobre as ofensas aos portugueses lançadas pela atriz Maitê Proença, lamentável, lamentável...

Ofensas aos portugueses: Maitê Proença apenas repetiu a mídia

Em uma matéria exibida no programa Saia Justa (GNT/Globo), a atriz Maitê Proença cometeu uma série de grosserias contra os portugueses. Para o colunista Clóvis Rossi, da Folha de São Paulo, seria algo normal, fruto do preconceito que brasileiros e portugueses sentem uns dos outros. A atriz não expressou, na verdade, um preconceito que nasceu não se sabe de onde, mas sim vários conceitos alimentados pela mídia brasileira. Um processo de permanente negação das origens, de desprezo pelo nosso passado, que sempre quis nos ensinar a odiar ter sido colônia de Portugal e não da Inglaterra. O artigo é de Rogério Mattos Costa.

Rogério Mattos Costa, de Madri

Data: 14/10/2009
As grosserias de Maitê Proença, exibidas no programa Saia Justa (GNT/Globo) foram algo absolutamente normal. Essa é a conclusão a que chega Clóvis Rossi, da Folha de São Paulo, para quem, tudo seria culpa do preconceito que brasileiros e portugueses sentem uns dos outros, espontaneamente.
Permita-me discordar, meu caro Clóvis.
Maitê não expressou um preconceito que nasceu não se sabe de onde, mas vários conceitos criados pela mídia brasileira (veja o vídeo).

Ela apenas colocou no vídeo toda lavagem cerebral a que quase toda a população brasileira é submetida há várias décadas, desde a escola primária até quando lê um artigo seu e de outros colegas seus que ainda escrevem para a Folha e outros jornais do gênero.
Um processo orquestrado, coordenado, de permanente negação das origens, de ataque à auto-estima, de desprezo pelo nosso passado, que em outras palavras, nos quis sempre ensinar a odiar ter sido colônia de Portugal e não da Inglaterra.
Para quê?
Ora, para nos fazer aceitar, mais fácil, sermos um tipo de colônia dos Estados Unidos, que “teria tido mais sorte” em ter sido colonizado pela Inglaterra, mas que agora poderíamos “imitar”, sendo colônia da colônia dela!
Um processo que consiste em falar mal o dia inteiro, do Brasil, pela boca de centenas de “jornalistas” e “colonistas” regiamente pagos por prêmios, concursos e convênios de universidades americanas com seus jornais de origem.
Um processo que nos leva a odiar ter nomes como Ferreira, Lobo, Oliveira e não Smith, Lee ou Carter.
A não valorizar nosso próprio país, nossos costumes, nossos heróis, nossa língua, nossa forma calorosa e afetiva de tratar o diferente e principalmente, ao estrangeiro.
Um processo de lavagem cerebral que nos ensina a principalmente, a odiar a verdadeira mistura de raças que é o Brasil, apontando-a inclusive, como a fonte de nossa desgraça. Quando o mundo inteiro saúda e reconhece com enorme vantagem competitiva do Brasil.
Maitê nada mais fez do que, em público e ao vivo, repetir aquilo que não só as suas decadentes colegas de programa na Globo, mas mesmo nossas vetustas mestras, coitadas, já tinham que nos dizer, desde que éramos pequenos: ser descendentes de Portugal é a fonte de todos os nossos males.
Fruto da dominação cultural e ideológica a que sempre esteve submetido o Brasil, que Nelson Rodrigues tão bem chamou de “complexo de vira-lata”, aprendemos entre uma lição de Historia e outra que todo nosso atraso vem do fato de termos sido colonizados por portugueses “criminosos, degredados, sifilíticos, assassinos” .
Enquanto isso, para os Estados Unidos, segundo nossos livros didáticos, teriam sido mandados piedosos “protestantes perseguidos em seu país”, todos “peregrinos religiosos”do Mayflower, que confraternizaram no dia de ação de graças comendo um peru presenteado por seus amigos índios, com quem se davam maravilhosamente bem.
Segundo essa surrada tese racista, seria do próprio povo e não da elite brasileira, a culpa dos 502 anos de desgoverno em que essa elite governou sozinha, como quis. Mandando até naquilo que nossas crianças, como eu e a Maitê já fomos um dia, iriam aprender na escola.
Daria assunto para muitos artigos desmentir todas essas teses racistas, anti-brasileiras, mas vou tentar desmentir pelo menos duas delas.
A mais importante delas é que se Brasil e Estados Unidos foram descobertos quase na mesma época, porque razão o Brasil é assim e os Estados Unidos são a maior potência da Terra que já existiu?
Eles gostam de explicar que isso se deve a que os Estados Unidos foram colônia da “Old Albion”, da gloriosa Inglaterra, composta unicamente de orgulhosos anglo-saxões, uma “raça pura” enquanto que nós, ora fomos apenas um quintal mal explorado e bagunçado de um reinozinho de segunda, plantado na ponta da Europa, que já era uma mistura de godos, visigodos, suevos, árabes, romanos, lusitanos, etc...
Vamos aos fatos.
Abra o Google e coloque as palavras entre aspas “english pirate” e anote o numero de verbetes que irá localizar. Eu encontrei 65.440 páginas. Agora coloque “american pirate” e verá 78.900 páginas. Tecle “portuguese pirate”. Eu encontrei 13.800 verbetes. O que isso significa? Quase nada? Significa apenas, amigos leitores, que nossa “História”não conta mas o processo de acumulação pré-capitalista que permitiu à Inglaterra e Estados Unidos acumularem riquezas para construir uma marinha mercante e de guerra que lhe permitisse a supremacia dos mares, foi construída e acumulada, em grande parte, pela repugnante atividade da PIRATARIA, principalmente contra navios portugueses e espanhóis.
E inglês? Você lembra de quem era “Sir” Francis Drake, The Queen’s Pirate?
A pirataria nos Estados Unidos e Inglaterra era tão comum que a própria rainha Elizabeth I tinha-o como seu próprio pirata para roubar e matar por ela. Isso também está nos livros. Mas nossas escolas e professoras não contam. Até hoje.
Aos que duvidarem faço um desafio: digam o nome de um único pirata português. Não vão encontrar. Pode ser até que tenham existido. Mas eram perseguidos e capturados pelo estado português e não nomeados como cavalheiros , ou “Sir”, como foi Drake , um verdadeiro monstro de crueldade, nomeado pela própria rainha da Inglaterra, que o contratou.
Vamos à outra grande mentira: a Inglaterra era a salvadora dos negros escravos, que os odiosos portugueses comercializavam.
Novamente vamos aos fatos. Ao Google novamente.
Escrevam lá : “irish slavery” e verão 16.800 verbetes.
Se explorarem um pouco as páginas que abrir-se-ão diante de seu solhos, vão saber de algo que nunca foi dito em nenhum livro de historia brasileiro: os ingleses não só foram os que iniciaram o tráfego de escravos da África para a América do Norte e do Sul, mas foram os ingleses que iniciaram o tráfego de brancos.
Já por volta de 1640, por ordem do rei e depois de Cromwell, o ditador da república inglesa, foram expulsos de suas casas, aprisionados e vendidos como escravos mais de 330.000 irlandeses, homens, mulheres e crianças.
Ainda em 1800, enquanto os ingleses “patrulhavam as águas do Brasil, à busca de libertar escravos”, na Irlanda, meninas e moças eram aprisionadas em casa e vendidas como escravas no norte da África, por mercadores apoiados pelas tropas britânicas.
Ou seja, a riqueza da Inglaterra também veio de roubar a terra, as plantações, as casas, as estradas, pontes, igrejas, castelos da Irlanda e vender seus homens, mulheres e crianças para fazendeiros, amigos de piratas, ou eles próprios piratas, estabelecidos como nobres no “Novo Mundo Inglês”.
Duvidam? Experimentem clicar: why is irish slavery is never talked about.
Maitê Proença não é culpada das grosserias e baixarias que cometeu. Ela é apenas mais uma vítima das elites intelectuais do Brasil e da mídia que a serve-utiliza cujo único objetivo é manter-nos eternamente com a “moral baixa”.
Uma mídia que deseja que não saibamos o grande país que temos, o excelente conceito que nossos técnicos, profissionais, empresas, artistas, escritores, cientistas temos lá fora.
Uma mídia mais do que racista: anglófila e americanófila, que detesta não só tudo que seja português, mas que tenha qualquer origem latina.
Para quê isso? Ora para dominar-nos mais facilmente, explicando por nossa origem de sangue nossas desigualdades sociais e não pelo domínio de uma elite má, egoísta, cheia de soberba e politicamente mesquinha e atrasada.
Num outro artigo volto ao tema para mostrar, com endereços de pesquisa na web, mais verdades que nos tem sido encobertas nos últimos 502 anos.
Aproveitem e pesquisem bem as dicas que deixei acima.
Vocês irão ter um baita susto, garanto.
Ainda bem que agora existem essas ferramentas de busca! Aproveitem meninos e meninas!
Não deixem a mídia golpista fazer com vocês o que fez com a Maitê Proença!

quinta-feira, outubro 15, 2009

Recírio

Ainda o Círio...
Que passa, sem passar...
A fé caminhando pelas ruas, às vezes, enredada em cordas, noutras, genuflexa, lacrimosa e apontando o céu.
Mesmo não sendo católico, ela não sai de mim, essa certeza de que a "mãe" está intercedendo por nós... me acompanha. Coisa que as leituras marxistas não apagaram, isso não se apaga não, porque foi concebido amorosamente.
Essas emoções, as minhas, encontrei todas, todas mesmo! Nas linhas rabiscadas pelo André Nunes, gosto desse cara.
Originariamente o título do artigo abaixo era "Círio Cabano", mas a revista "VEJA Belém" em 2007 publicou o artigo com o título "O Estado de Nossa Senhora de Nazaré".
Certa vez, estava no Café da Sol Informática e fotografei uma escultura de sucata de um artista paraense que agora não lembro o nome, depois vou checar o nome dele, pedi que ele colocasse na palma da mão a "santa" e a fotografei. Ei-la abaixo, a escultura de "Nossa Senhora com o Menino Jesus" feito de parafusos, porcas e etc.
Chamarei a minha fotografia de "Nossa Senhora da Sucata com o Menino Jesus dos Parafusos", ok?!

O Estado de Nossa Senhora de Nazaré

“Paraense, sou ateu. Filosoficamente, materialista. Mas, acima de tudo, sou devoto de Nossa Senhora de Nazaré. Este último atributo, no mês de outubro, transcende os demais. É inerente ao ser paraense. Durante algum tempo, no auge do obscurantismo ideológico da juventude, ainda tentei renegar minha devoção, porém, romântico inveterado, há muito deixei de remar contra a maré. Mergulhei de cabeça no paraensismo: açaí, tacacá, Ver-o-peso, marés, rios e ilhas, canoas e torço nu. E isso tudo, à imagem do próprio rio amazonas, como em um caudal, deságua em Belém no segundo domingo de outubro.
A colossal procissão do Círio, com seus milhões de romeiros, começa na Catedral da Sé e termina cinco ou seis quilômetros depois na Basílica de Nazaré. Mas um olhar atento vai além, vê que a romaria começa em cada furo, rio, igarapé, ilha ou beiradão. Canoas, ubás, caxiris, barcos a motor, velas ou remo. Começa nas palafitas e nos barrancos. Nos quintais das cidades, no porco cevado, no patarrão, no ralar da mandioca, no tipiti e no moer da folha de maniva, matéria-prima para o almoço do Círio – maniçoba e pato no tucupi. Farto e generoso. Para a família, os amigos e quem mais chegar.
O Círio começa no vestido de chita com babados, decote comportado e comprimento abaixo dos joelhos. Calça e camisa de manga comprida, novas, as únicas mudas de roupas compradas no ano, mas estreadas no Dia da Festa. Sapatos, sandálias, baixas ou de salto.
Tênis? Nenhum. Para acompanhar o Círio de Nazaré se vai descalço. Naturalmente. Começa com banho-de-cheiro. Vinde-cá, priprioca, patchouli, orisa, pau-cheiroso, chama, pau-rosa, catinga-de-mulata. E se vem de todos os cantos do Estado do Pará que, em outubro, se transmuda para além das fronteiras geopolíticas. Invade o Maranhão, o Amazonas, o Amapá. É como se fosse o Estado de Nossa Senhora de Nazaré. Esse é o núcleo central tangido pelas águas, senhora de todos os destinos. Essa é a procissão cabana de antes da estrada, do asfalto, do ônibus, do avião, do arranha-céu, do apartamento, do estacionamento proibido. Esta nova tribo do fast food também é bem-vinda. Por adesão, é claro. No Manto da Virgem e no coração cabano há sempre espaço de sobra. Apenas há que aderir ao espírito secular do Círio. Ficar mundiado pelo bom e pelo bem. Sentir-se igual. Caminhar descalço.
É por tudo isso, pelo peso dessa enorme bagagem da cultura paraense, que todos os anos, quando passa a Berlinda da Santa, este velho comunista se emociona e chora.”

André Costa Nunes, 67 anos (agora beirando os 70), escritor.

YESweCAN 2

YES, MARADONA VIVE!!!
VIVA MARADONA!!!

domingo, outubro 11, 2009

VioLência nO CamPo


Atenção!!!
O MST não é culpado pela violência no campo.
Fiquemos atentos aos movimentos no Congresso Nacional dos políticos conservadores, querem uma CPI contra o MST, mas não querem uma CPI da grilagem de terras, né?!
Especulação e grilagem que resultam em mortes de índios e camponeses...
Os trabalhadores se organizam e exigem a Reforma Agrária, mas as mortes continuam, a pistolagem continua e a Reforma Agrária não vem meudeus!
A elite do campo não quer a atualização dos índices de produtividade, ora, é elementar meu caro watson! A alteração do índice poderia levar as terras usadas para a especulação a uma outra destinação - desapropriação para assentamento de famílias que trabalham e moram no campo, mas que não têm terra.
A violência no campo historicamente é produzida pela concentração de terras... O MST não concentra terra, ok?!
O caso do laranjal da Cutrale derrubado pelo trator em protesto do MST, a imprensa esqueceu de dizer que a terra daquela Fazenda era grilada e que o INCRA luta na justiça para recuperá-la, a grande imprensa é autista? Claro que não!
Parece que não conta os ataques dos proprietários rurais e jacunzos aos guaranis kaiowás do Mato Grosso do Sul, queimar os acampamentos e balear os índios pode! E ninguém fala nada na grande imprensa.
Aqui na minha região a situação é muito delicada.
O avanço das fronteiras agrícolas na Amazônia tem gerado violência, a exploração da madeira tem gerado violência, o estilo de vida tradicional dos amazônidas tem sido colocado em xequemate por paulistas, goianos, mineiros e maranhenses... O cabôclo totalmente integrado com a floresta se depara com forasteiros que querem derrubar tudo e expulsá-lo com a sua família que há muitas gerações vivem ali.
A questão da violência não está com os trabalhadores sem-terras, mas com os grileiros e especuladores de terras.

Voltando à questão do laranjal, a Fazenda ocupada pelo MST é a Fazenda Capim situada na região central do Estado de São Paulo. A área faz parte do chamado Núcleo Monções, um complexo de 30 mil hectares divididos em várias fazendas e que pertencem à União.
A fazenda Capim, com mais de 2,7 mil hectares, foi grilada pela Sucocítrico Cutrale, uma das maiores empresas produtora de suco de laranja do mundo, para a monocultura de laranja. O MST destruiu dois hectares de laranjeiras e plantou alimentos básicos, não foi noticiado. A ação tinha por objetivo pressionar o judiciário, visto que há anos, o Incra entrou com ação para ser imitido na posse destas terras que são da União. A Cutrale instalou-se na Fazenda uns 5 anos, sabia que a terra era grilada... mas, continuou nela.
A ação do MST busca demonstrar à nação a realidade brasileira. São milhares de famílias esperando a reforma agrária acampadas Brasil afora, enquanto as grandes empresas continuam praticando a grilagem e conseguindo apoio e cobertura da grande mídia.
Por que a senadora Kátia Abreu (DEM-TO), a bancada ruralista e a Rede de TV Bandeirantes são contra a atualização dos índices de produtividades e a PEC 438? A PEC 438 propõe o confisco de terras onde existir trabalho escravo.

Governabilidade e alianças...

Generosidade gera generosidade

Nilton Atayde certa vez me confidenciou que não considerava amigo a pessoa que se dizia amigo dele, mas, que maltratava os filhos, esposa ou empregados...
O humanismo do Nilton é profundo. E assim deve ser.
Já escrevi alhures que não escolho amigos pelo peso econômico ou pelas vantagens que posso usufruir desse relacionamento, decididamente, não quero esse tipo de amizade, não quero!
Utilitaristas encontramos de montão, o segredo é olharmos nos olhos, abrirmos as portas da alma e deixar o nosso coração falar a outro coração...
Eduardo Bueres avisou que essa comunicação se dá pelo olhar e umas duas garrafas de Periquita, ahahaha...
O que me leva a escrever este post é o comentário de um amigo sobre uma pessoa conhecida nossa que envolvida em uma disputa política, dizia para o meu amigo que iria detonar "fulano de tal"... "Fulano de tal" eu conheço. É uma pessoa correta, digna, mas a disputa política deixa muita gente cega, insensível e desumana.
Não posso deixar de citar o profeta Gentileza, que andava pelas ruas do Rio de Janeiro pregando amor e gentileza.
Não aceito a falta de generosidade em pessoas que se dizem minhas amigas, quem não for generoso, peço: - Pai afasta de mim esse cálice!
Abaixo a letra de uma música do Gozaguinha feita em homenagem ao Profeta Gentileza e o vídeo da Marisa Monte também homenageando o Gentileza.
É possível aprender com o profeta Gentileza.
Gentileza (Gonzaguinha)

Feito louco
Pelas ruas
Com sua fé
Gentileza
O profeta
E as palavras
Calmamente
Semeando
O amor
À vida
Aos humanos
Bichos
Plantas
Terra
Terra nossa mãe.

Nem tudo acontecido
De modo que se possa dizer
Nada presta
Nada presta
Nem todos derrotados
De modo que não de prá se fazer
Uma festa
Uma festa.

Encontrar
Perceber
Se olhar
Se entender
Se chegar
Se abraçar
E beijar
E amar
Sem medo
Insegurança
Medo do futuro
Sem medo
Solidão
Medo da mudança
Sem medo da vida
Sem medo medo
Das gentileza
Do coração.

Feito louco pelas ruas...


A inveja mata. O ódio enterra.


A inveja mata. O ódio enterra.(Rogério Mattos Costa)
Agência Carta Maior

A inveja mata, diz um conhecido ditado.
Bastaram poucas horas após o anúncio de que o Rio será sede das Olimpíadas 2016 para que uma série de artigos de crítica ao presidente Lula e aos seus sentimentos de patriotismo, inundassem como uma torrente, as páginas on-line da Folha de São Paulo.
Os artigos se repetem e questionam Lula como se, ao presidente de um país, não coubesse, nessa hora, elogiar o esforço daqueles homens e mulheres que contribuíram para que a maior festa de congraçamento da humanidade, viesse para o Brasil, ainda que no longínquo 2016.
Acostumado a dizer que tem vergonha de ser brasileiro, um dos jornalistas da Folha dedica-se não só a ofender, como sempre faz, ao presidente Lula, mas a lembrar dos males que quinhentos anos de má administração, preconceito racial, irresponsabilidade social e muita impunidade, fizeram ao país.
Como se a Lula coubesse a culpa pela situação e não os méritos de pela primeira vez, enfrentá-la com boa, ainda que não suficiente, dose de coragem. Lembram ainda com ironia este e outros jornalistas da Folha, que o patriotismo foi usado pela ditadura militar para combater à esquerda, quando esta reclamava da falta de liberdades básicas, como a de imprensa. Assim, segundo eles, a esquerda, da qual Lula faz parte, não poderia usar o patriotismo, “uma arma exclusiva da ditadura” para comemorar o bom momento que vive o país em todos os setores da economia, da evolução da sociedade e do prestigio do país no exterior.
Outros vão mais além, merecendo o carinhoso apelido de “colonistas”, criado por Paulo Henrique Amorim em seu blog, para designar aqueles colunistas que pregariam abertamente a volta do Brasil à condição de colônia de potencias estrangeiras. Agora, é claro, já não a colônia de Portugal, mas de um grande país da América do Norte.
De qualquer forma, para um jornal que tem em seu currículo a acusação, nunca desmentida de haver emprestado veículos próprios, de seu patrimônio, para o transporte ilegal de cidadãos que caíram presos políticos, sem mandado judicial, durante uma ditadura militar, a Folha está em péssimas condições para combater o patriotismo ou o uso, por Lula das conquistas de seu governo.
Afinal, as acusações de colaboracionismo com a tortura não prescreveram e estão ao alcance de qualquer pesquisa, mesmo acadêmica e pela internet.
Ao fazer brincadeiras e ironias com os sentimentos patrióticos do povo e do presidente da República, a Folha ofende a memória não só dos mortos e torturados que suas caminhonetes eventualmente teriam transportado, mas de todos os que morreram combatendo o regime de exceção que seu proprietário, à época, ajudou a implantar.

O Círio de novo!

Todo paraense sabe o que significa o Círio de Nossa Senhora de Nazaré.
Lembro-me quando criança indo acompanhar minha mãe, a preocupação dela em não perder-me na multidão, asseverava:-Filho, segura na mãe e não te perderás!
Precavida, ela escrevia num papelzinho o meu nome e o endereço de casa colocando no meu bolso de camisa, seguíamos a procissão. E já se foram muitas procissões...
Muitas emoções vividas... Muitos outubros se foram... Uma certeza que me acompanha na vida - "Segurar na mãe para não se perder!" Minha tradução? Segurar na mãe é segurar na corda da dignidade, da fraternidade e sobretudo da generosidade.
Sigamos com a fé acesa de que um outro mundo é possível!
Feliz Círio de Nazaré!

sábado, outubro 10, 2009

Direito dos travestis e transexuais no Amapá.

O Professor Maurício Leal Dias, um verdadeiro defensor das minorias em nosso torrão natal, estava esfuziante de alegria e devo concordar, realmente é uma conquista importante, exultante ele me informava sobre uma conquista ímpar dos travestis e transexuais amapaenses, eles poderão utilizar o "nome social" em seus documentos acadêmicos na Universidade Federal do Amapá.
Maurício que além de roqueiro heavy-metal é professor de Direito, enviou-me a notícia por inteiro e aqui abaixo compartilho, ok?!
"Universidade autoriza travestis e transexuais a usar nome social em documentos acadêmicos
Ag. Brasil
Data: 08/10/2009
Alunos transexuais e travestis da Universidade Federal do Amapá (Unifap) conquistaram, na semana passada, o direito de passar a usar seus nomes sociais (como preferem ser chamados) em documentos acadêmicos, com exceção do diploma. A resolução, inédita no Brasil, foi aprovada por unanimidade pelo Conselho Superior da entidade e embora ainda não tenha sido publicada, deve entrar em vigor em janeiro de 2010.
Além de estabelecer a possibilidade de os alunos optarem por incluir seus nomes sociais nos documentos estudantis de todos os órgãos e colegiados da instituição, como carteirinha da biblioteca, certidões e no diário de classe, a resolução determina que travestis e transexuais devem ser respeitados nas chamadas de presença às aulas e em eventos acadêmicos como formaturas e entrega de premiações
Com a medida, a universidade afirma estar estimulando as discussões sobre os direitos dos estudantes e promovendo a inclusão das minorias discriminadas no ambiente universitário, ainda que, até o momento, não haja qualquer levantamento sobre quantos alunos poderão se beneficiar com a resolução.
“Ainda não foi feito nenhum levantamento neste sentido, mas eu acredito que há sim travestis e transexuais entre os alunos e que a discriminação impede que eles se assumam”, afirma Betânia Suzuki, funcionária do Departamento de Extensão da Unifap e integrante do Grupo das Homossexuais Thildes do Amapá (Ghata), organização não governamental que luta pelos direitos da comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) e autora do pedido para que a universidade considerasse o tema.
Para Betânia, a iniciativa abre “um leque de possibilidades” para as minorias sexuais, sendo mais um avanço na luta contra o preconceito e a discriminação de que são vítimas os travestis e transexuais, “alvo de chacotas, de piadas”.
“Ser identificado pelo nome civil quando este está completamente desassociado da identidade visual causa constrangimento para transexuais e travestis”, diz Betânia, explicando que os alunos poderão optar por incluir ou não seu nome social nos documentos acadêmicos, com exceção do diploma. “Como ainda não existe uma lei nacional que me dê essa cobertura, o diploma continua tendo que trazer o nome civil [do estudante] para evitar qualquer tipo de problema às pessoas”.
Procurado pela reportagem, o Ministério da Educação (MEC) disse não existir qualquer ato normativo federal sobre o assunto e que cada universidade pública tem autonomia para tratar do tema."

sexta-feira, outubro 09, 2009

Certas Canções II

Não sei bem o que acontece com as pessoas.
Estava com o amigo Rogério no carro e coloquei para tocar o CD com a música do Gonzaguinha: - Ponto de Interrogação.
A música rolando e de repente, e como diria o poetinha Vinicius: - Não mais que de repente!
O Roger começou a lagrimar... levava a mão direita com muita rapidez para que os dedos enxugassem as lágrima... Lágrimas, Saint-Exupèry já havia comentado sobre o país das lágrimas no opúsculo "Pequeno Princípe", e como misterioso é este país.
Pô! O cara ficou inconsolável e até muito estranho quando a música rolando chegou no trecho:
"Tal qual um menino tão só no antigo banheiro
Folheando as revistas, comendo as figuras
As cores das fotos te dando a completa emoção"
Falei em cima, sem pestanejar: - Mermão! Qualé?! O que está acontecendo contigo, garaio?!
Ele com os olhos vermelhos, respondeu: - Cara! Isso fez parte da minha vida...
Ele não conseguia completar a frase, parei o carro. Ele? Chorava copiosamente, puxou a respiração, soluçando disse: - Não sei porquê, mas fico emocionado com esse trecho.
Não sou psicólogo, mas... Freud explica, né?!
Com certeza a música do Gonzaguinha marcou uma passagem da vida do velho e bom Rogério... uma pessoa muito sensível, sensível demais...
Ponto de Interrogação (Gonzaguinha )
Por acaso algum dia você se importou
Em saber se ela tinha vontade ou não
E se tinha e transou, você tem a certeza
De que foi uma coisa maior para dois
Você leu em seu rosto o gosto, o fogo, o gozo da festa
E deixou que ela visse em você
Toda a dor do infinito prazer
E se ela deseja e você não deseja
Você nega, alega cansaço ou vira de lado
Ou se deixa levar na rotina
Tal qual um menino tão só no antigo banheiro
Folheando as revistas, comendo a s figuras
As cores das fotos te dando a completa emoção
São perguntas tão tolas de uma pessoa
Não ligue, não ouça são pontos de interrogação
E depois desses anos no escuro do quarto
Quem te diz que não é só o vicio da obrigação
Pois com a outra você faz de tudo
Lembrando daquela tão santa
Que é dona do teu coração
Eu preciso é ter consciência
Do que eu represento nesse exato momento
No exato instante na cama, na lama, na grama
Em que eu tenho uma vida inteira nas mãos...

Certas canções I

Quantas vezes escutando uma música, eu não me perguntei: - Por que não fui eu que fiz?
Tamanha identidade de sentimentos, tudo transbordando nas letras da canção... São meus sentimentos ali!
A música de Tunai, geralmente na voz de Milton Nascimento ou do próprio Tunai, sempre provocaram essa vontade de perguntar.
Abaixo a música provocante, ahahaha...

Certas Canções (Tunai / Milton Nascimento)
Certas canções que ouço
Cabem tão dentro de mim
Que perguntar carece:
"Como não fui eu que fiz?!"
Certa emoção me alcança
Corta-me a alma sem dor
Certas canções me chegam, ôô
Como se fosse o amor
Contos da água e do fogo
Cacos de vida no chão
Cartas do sonho do povo
E o coração do cantor
Vida e mais vida ou ferida,
Chuva, outono ou mar,
Carvão e giz, abrigo,
Gesto molhado no olhar
Calor, que invade, arde, queima
Encoraja, amor
Que invade, arde, carece de cantar
Calor que invade, arde, queima
Enconraja, amor
Que invade, arde, carece de cantar...


quinta-feira, outubro 08, 2009

A arte de Alyssa Monks

Alyssa Monks es Dios?
O realismo da sua arte é impressionante, a arte imitando a vida...
Vejam as telas abaixo, pintadas como se o Todo-poderoso (vocês sabem de quem estou falando, né?!), ele mesmo rabiscasse cada traço das criaturas retratadas por Alyssa Monks.
Só me resta, olhando as telas, dizer:
- Parla!!!


1. a primeira imagem - Baptism 42x56 óleo sobre tela.
2. a segunda imagem - Smirk 48x64 óleo sobre tela.

terça-feira, outubro 06, 2009

Soy mucho loco por ti América!!!

Soy loco por ti América!
Minha América Latina, teus poetas e cantores entoam loas em tua homenagem... A minha América é latina!
Cito Drummond, Vinicius de Moraes, Pablo Neruda, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Pablo Milanés, Silvio Rodriguez, Mercedes Sosa, Fito Paez, Dércio Marques...
Com o poeta e escritor uruguaio Mario Benedetti, militante de esquerda e que combateu a ditadura uruguaia, pergunto: E Si Dios fuera una mujer?
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¿Y si Dios fuera mujer?

pregunta Juan sin inmutarse,
vaya, vaya si Dios fuera mujer
es posible que agnósticos y ateos
no dijéramos no con la cabeza
y dijéramos sí con las entrañas.

Tal vez nos acercáramos a su divina desnudez
para besar sus pies no de bronce,
su pubis no de piedra,
sus pechos no de mármol,
sus labios no de yeso.

Si Dios fuera mujer la abrazaríamos
para arrancarla de su lontananza
y no habría que jurar
hasta que la muerte nos separe
ya que sería inmortal por antonomasia
y en vez de transmitirnos SIDA o pánico
nos contagiaría su inmortalidad.

Si Dios fuera mujer no se instalaría
lejana en el reino de los cielos,
sino que nos aguardaría en el zaguán del infierno,
con sus brazos no cerrados,
su rosa no de plástico
y su amor no de ángeles.

Ay Dios mío, Dios mío
si hasta siempre y desde siempre
fueras una mujer
qué lindo escándalo sería,
qué venturosa, espléndida, imposible,
prodigiosa blasfemia.


Poema de Mario Benedetti

Felicidade é feita de coisas pequenas...

Sei que o texto abaixo já correu o mundo virtual. Mas, recebi agora, quem enviou? O colega de trabalho José Reis. O Reis é uma pessoa muito generosa, em nossa convivência fraterna aprendi a ter grande respeito por ele, adoro a generosidade dos humanos!!! Sinto-me reconfortado e crente que é possível mudarmos o nosso mundinho, pelo menos este, o mundo que envolve as pessoas próximas, as pessoas que enxergamos no cotidiano, busco reproduzir a máxima do filosófo carioca "Gentileza": - Gentileza gera gentileza!
O Reis enviou um texto do médico Shinyashiki, gosto dos livros e dicas que Roberto Shinyashiki espraia em nossas vidas.


Entrevista da revista ISTO É com Roberto Shinyashiki:
ISTO É – Muitas pessoas têm buscado sonhos que não são seus, isso é verdade?
Shinyashiki - A sociedade quer definir o que é certo. São quatro loucuras da sociedade:

A primeira: Instituir que todos têm de ter sucesso, como se ele não tivesse significados individuais.
A segunda: Você tem de estar feliz todos os dias.
A terceira: Você tem que comprar tudo o que puder. O resultado é esse consumismo absurdo.
A quarta: Você tem de fazer as coisas do jeito certo. Jeito certo não existe. Não há um caminho único para se fazer as coisas.
As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade. Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito.
Tem gente que diz que não será feliz enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do casamento. Você pode ser feliz tomando sorvete, ficando em casa com a família ou amigos verdadeiros, levando os filhos para brincar ou indo a praia ou ao cinema.
Quando era recém-formado em São Paulo, trabalhei em um hospital de pacientes terminais.
Todos os dias morriam nove ou dez pacientes. Eu sempre procurei conversar com eles na hora da morte. A maior parte pega o médico pela camisa e diz: “Doutor, não me deixe morrer. Eu me sacrifiquei a vida inteira, agora eu quero aproveitá-la e ser feliz”.
Eu sentia uma dor enorme por não poder fazer nada. Ali eu aprendi que a felicidade
é feita de coisas pequenas.
Ninguém na hora da morte diz se arrepender por não ter aplicado o dinheiro em imóveis ou ações, ou por não ter comprado isto ou aquilo, mas sim de ter esperado muito tempo ou perdido várias oportunidades para aproveitar a vida.
Todos na hora da morte dizem se arrepender de ter esperado muito tempo ou perdido várias oportunidades para aproveitar a vida.
Aprendi que a felicidade é feita de coisas pequenas

Reflita sobre isto, e veja se existe alguma semelhança em sua vida.

domingo, outubro 04, 2009

Bar do Parque Revisitado

Como não irei homenagear Tadeu Schumann, Maurício leal Dias e outros loucos?!...

Trazendo um povo em sua voz...

Não gostaria, nunca!
De anunciar que Haydé Mercedes Sosa nos abandonou...
Hoje o coração dela deixou de bater, apesar de continuar pulsando... Pulsa em meu destino, em minha vida, em minha história, em minha vida simples, ela continua pulsando e cantando, apontando o caminho...
Não tenho como separá-la desse caminho...
Era tão constante a sua presença, a proposta de unirmos a América Latina e construirmos um mundo melhor fundado na fraternidade, sinto que perdi um pedaço dessa história...
"Eso es lo que siento yo
En este instante fecundo
...
Y va brotando, brotando
Como el musguito en la piedra..."

Neste domingo aos 74 anos, Mercedes Sosa depois de 11 dias em um hospital na cidade de Buenos Aires, não resistiu a uma doença hepática complicada por problemas respiratórios.
Mercedes nasceu no dia 9 de julho de 1935, na cidade de San Miguel de Tucumán. A Voz da América Latina silenciou... Era o compromisso social através da música, e se calou, hoje...
Fica a mensagem.

Discografia
La voz de la zafra (1962)
Canciones con fundamento (1965)
Yo no canto por cantar (1966)
Hermano (1966)
Para cantarle a mi gente (1967)
Con sabor a Mercedes Sosa (1968)
Mujeres argentinas (1969)
Navidad con Mercedes Sosa (1970)
El grito de la tierra (1970)
Homenaje a Violeta Parra (1971)
Hasta la victoria (1972)
Cantata Sudamericana (1972)
Traigo un pueblo en mi voz (1973)
Niño de mañana (1975)
A que florezca mi pueblo (1975)
La mamancy (1976)
En dirección del viento (1976)
O cio da terra (1977)
Mercedes Sosa interpreta a Atahualpa Yupanqui (1977)
Si se calla el cantor (1977)
Serenata para la tierra de uno (1979)
A quién doy (1980)
Gravado ao vivo no Brasil (1980)
Mercedes Sosa en Argentina (1982)
Mercedes Sosa (1983)
Como un pájaro libre (1983)
Recital (1983)
¿Será posible el sur? (1984)
Vengo a ofrecer mi corazón (1985)
Corazón Americano (1985)
Mercedes Sosa ´86 (1986)
Mercedes Sosa ´87 (1987)
Gracias a la vida (1987)
Amigos míos (1988)
En vivo en Europa (1990)
De mí (1991)
30 años (1993)
Sino (1993)
Gestos de amor (1994)
Oro (1995)
Escondido en mi país (1996)
Alta fidelidad (1997)
Al despertar (1998)
Misa Criolla (2000)
Acústico (2002)
Argentina quiere cantar (2003)
Corazón Libre (2005)

Filmografia
Güemes, la tierra en armas (1971)
Argentinísima (1972)
Ésta es mi Argentina (1974)
Mercedes Sosa, como un pájaro libre (1983)
Será posible el sur: Mercedes Sosa (1985)
Historias de Argentina en Vivo (2001)

sábado, outubro 03, 2009

YESweCAN!

Sim, nós podemos!!!



Içami Tiba - algumas frases

Recebi de uma amiga algumas frases retiradas da Palestra ministrada pelo médico psiquiatra Dr. Içami Tiba, em Curitiba, 23/07/08. [O palestrante é membro eleito do Board of Directors of the International Association of Group Psychotherapy. Conselheiro do Instituto Nacional de Capacitação e Educação para o Trabalho "Via de Acesso". Professor de cursos e workshops no Brasil e no Exterior.]
Içami Tiba sempre me ajudou na tarefa de pai, professor, cidadão... Leiam as frases retiradas da palestra:
1. A educação não pode ser delegada à escola. Aluno é transitório. Filho é para sempre.
2. O quarto não é lugar para fazer criança cumprir castigo. Não se pode castigar com internet, som, TV, etc.
3. Educar significa punir as condutas derivadas de um comportamento errôneo. Queimou índio pataxó, a pena (condenação judicial) deve ser passar o dia todo em hospital de queimados.
4. É preciso confrontar o que o filho conta com a verdade real. Se falar que professor o xingou, tem que ir até a escola e ouvir o outro lado, além das testemunhas.
5. Informação é diferente de conhecimento... O ato de conhecer vem após o ato de ser informado de alguma coisa. Não são todos que conhecem. Conhecer camisinha e não usar significa que não se tem o conhecimento da prevenção que a camisinha proporciona.
6. A autoridade deve ser compartilhada entre os pais. Ambos devem mandar. Não podem sucumbir aos desejos da criança. Criança não quer comer? A mãe não pode alimentá-la. A criança deve aguardar até a próxima refeição que a família fará. A criança não pode alterar as regras da casa. A mãe NÃO PODE interferir nas regras ditadas pelo pai (e nas punições também) e vice-versa. Se o pai determinar que não haverá um passeio, a mãe não pode interferir. Tem que respeitar sob pena de criar um delinqüente.
7. Em casa que tem comida, criança não morre de fome. Se ela quiser comer, saberá a hora... E é o adulto quem tem que dizer QUAL É A HORA de se comer e o que comer.
8. A criança deve ser capaz de explicar aos pais a matéria que estudou e na qual será testada. Não pode simplesmente repetir, decorado. Tem que entender.
9. É preciso transmitir aos filhos a idéia de que temos de produzir o máximo que podemos. Isto porque na vida não podemos aceitar a média exigida pelo colégio: não podemos dar 70% de nós, ou seja, não podemos tirar 7,0.
10. As drogas e a gravidez indesejada estão em alta porque os adolescentes estão em busca de prazer. E o prazer é inconseqüente.
11. A gravidez é um sucesso biológico e um fracasso sob o ponto de vista sexual.
12. Maconha não produz efeito só quando é utilizada. Quem está são, mas é dependente, agride a mãe para poder sair de casa, para fazer uso da droga. A mãe deve, então, virar as costas e não aceitar as agressões. Não pode ficar discutindo e tentando dissuadi-lo da idéia. Tem que dizer que não conversará com ele e pronto. Deve "abandoná-lo".
13. A mãe é incompetente para "abandonar" o filho. Se soubesse fazê-lo, o filho a respeitaria. Como sabe que a mãe está sempre ali, não a respeita.
14. Se o pai ficar nervoso porque o filho aprontou alguma coisa, não deve alterar a voz. Deve dizer que está nervoso e, por isso, não quer discussão até ficar calmo. A calmaria, deve o pai dizer, virá em 2, 3, 4 dias. Enquanto isso, o videogame, as saídas, a balada, ficarão suspensas, até ele se acalmar e aplicar o devido castigo.
15. Se o filho não aprendeu ganhando, tem que aprender perdendo.
16. Não pode prometer presente pelo sucesso que é sua obrigação. Tirar nota boa é obrigação. Não xingar avós é obrigação. Ser polido é obrigação. Passar no vestibular é obrigação. Se ganhou o carro após o vestibular, ele o perderá se for mal na faculdade.
17. Quem educa filho é pai e mãe. Avós não podem interferir na educação do neto, de maneira alguma. Jamais. Não é cabível palpite. Nunca.
18. Se a mãe engolir sapos do filho, ele pensará que a sociedade terá que engolir também.
19. Videogames são um perigo: os pais têm que explicar como é a realidade, mostrar que na vida real não existem "vidas", e sim uma única vida. Não dá para morrer e reviver. Não dá para apostar tudo, apertar o botão e zerar a dívida.
20. Professor tem que ser líder. Inspirar liderança. Não pode apenas bater cartão.
21. Pais e mães não podem se valer do filho por uma inabilidade que eles tenham. "Filho, digite isso aqui pra mim porque não sei lidar com o computador". Pais têm que saber usar o Skype, pois no mundo em que a ligação é gratuita pelo Skype, é inconcebível pagarem para falar com o filho que mora longe.
22. O erro mais freqüente na educação do filho é colocá-lo no topo da casa. O filho não pode ser a razão de viver de um casal. O filho é um dos elementos. O casal tem que deixá-lo, no máximo, no mesmo nível que eles. A sociedade pagará o preço quando alguém é educado achando-se o centro do universo.
23. Filhos drogados são aqueles que sempre estiveram no topo da família.
24. Cair na conversa do filho é criar um marginal. Filho não pode dar palpite em coisa de adulto. Se ele quiser opinar sobre qual deve ser a geladeira, terá que mostrar qual é o consumo (kWh) da que ele indicar. Se quiser dizer como deve ser a nova casa, tem que dizer quanto isso (seus supostos luxos) incrementará o gasto final.
25. Dinheiro "a rodo" para o filho é prejudicial. Mesmo que os pais o tenham, precisam controlar e ensinar a gastar.