domingo, outubro 11, 2009

VioLência nO CamPo


Atenção!!!
O MST não é culpado pela violência no campo.
Fiquemos atentos aos movimentos no Congresso Nacional dos políticos conservadores, querem uma CPI contra o MST, mas não querem uma CPI da grilagem de terras, né?!
Especulação e grilagem que resultam em mortes de índios e camponeses...
Os trabalhadores se organizam e exigem a Reforma Agrária, mas as mortes continuam, a pistolagem continua e a Reforma Agrária não vem meudeus!
A elite do campo não quer a atualização dos índices de produtividade, ora, é elementar meu caro watson! A alteração do índice poderia levar as terras usadas para a especulação a uma outra destinação - desapropriação para assentamento de famílias que trabalham e moram no campo, mas que não têm terra.
A violência no campo historicamente é produzida pela concentração de terras... O MST não concentra terra, ok?!
O caso do laranjal da Cutrale derrubado pelo trator em protesto do MST, a imprensa esqueceu de dizer que a terra daquela Fazenda era grilada e que o INCRA luta na justiça para recuperá-la, a grande imprensa é autista? Claro que não!
Parece que não conta os ataques dos proprietários rurais e jacunzos aos guaranis kaiowás do Mato Grosso do Sul, queimar os acampamentos e balear os índios pode! E ninguém fala nada na grande imprensa.
Aqui na minha região a situação é muito delicada.
O avanço das fronteiras agrícolas na Amazônia tem gerado violência, a exploração da madeira tem gerado violência, o estilo de vida tradicional dos amazônidas tem sido colocado em xequemate por paulistas, goianos, mineiros e maranhenses... O cabôclo totalmente integrado com a floresta se depara com forasteiros que querem derrubar tudo e expulsá-lo com a sua família que há muitas gerações vivem ali.
A questão da violência não está com os trabalhadores sem-terras, mas com os grileiros e especuladores de terras.

Voltando à questão do laranjal, a Fazenda ocupada pelo MST é a Fazenda Capim situada na região central do Estado de São Paulo. A área faz parte do chamado Núcleo Monções, um complexo de 30 mil hectares divididos em várias fazendas e que pertencem à União.
A fazenda Capim, com mais de 2,7 mil hectares, foi grilada pela Sucocítrico Cutrale, uma das maiores empresas produtora de suco de laranja do mundo, para a monocultura de laranja. O MST destruiu dois hectares de laranjeiras e plantou alimentos básicos, não foi noticiado. A ação tinha por objetivo pressionar o judiciário, visto que há anos, o Incra entrou com ação para ser imitido na posse destas terras que são da União. A Cutrale instalou-se na Fazenda uns 5 anos, sabia que a terra era grilada... mas, continuou nela.
A ação do MST busca demonstrar à nação a realidade brasileira. São milhares de famílias esperando a reforma agrária acampadas Brasil afora, enquanto as grandes empresas continuam praticando a grilagem e conseguindo apoio e cobertura da grande mídia.
Por que a senadora Kátia Abreu (DEM-TO), a bancada ruralista e a Rede de TV Bandeirantes são contra a atualização dos índices de produtividades e a PEC 438? A PEC 438 propõe o confisco de terras onde existir trabalho escravo.

2 comentários:

Anônimo disse...

O Pontal do Paranapanema e o norte do Paraná são , todas as terras, produtos de grilagem orquestradas pelos governos estaduais e federais , palco de uma guerrilha pouco falada acho que no final dos 40 início dos 50, que teve com um dos combatentes seja no engajamento ou na logística de suprimentos o grande João Saldanha , não por acaso , botafoguense como eu.O livro biográfico dele menciona esse período obscuro da história brasileira
Abs
Tadeu

citadinokane disse...

Tadeu,
Temos que resgatar o João Saldanha, lembro dele como comentarista, bom para garaio!
Assim que tiver um tempinho sobrando irei pesquisar para postar sobre ele.
abraços manovéio!