terça-feira, novembro 03, 2009

Tristes Trópicos, tristes...

"É assim que me identifico, viajante,
arqueólogo do espaço,
procurando em vão reconstituir
o exotismo
com o auxílio de fragmentos
e de destroços"
Claude Lévi-Strauss
("Tristes Trópicos", Ed. Cia. das Letras)
E lá se vai mais um escafandrista de culturas...


28.nov.1908 - Claude Lévi-Strauss nasce em Bruxelas, na Bélgica. É filho de pais franceses: Raymond Lévi-Strauss e Emma Lévy. Em 1909, a família, de origem judaica, muda-se para Paris.
1935 - Em fevereiro, desembarca no Brasil, em Santos e passa a viver em São Paulo. Assume a cadeira de sociologia na Universidade de São Paulo. Tem como colegas de trabalho o geógrafo Pierre Monbeig (1908-1987), o historiador Fernand Braudel (1902-1985) e o filósofo Jean Maugüé (1904-1985). Faz a primeira viagem a Mato Grosso, onde inicia os estudos sobre os índios cadiuéus, bororos e nambiquaras.
1938 - Não renova contrato com a Universidade de São Paulo e dedica-se a uma longa expedição pelo interior do Brasil.
1939 - Volta à França e instala, no Museu do Homem, as coleções etnográficas recolhidas nos anos em que esteve no Brasil.
1941 - Com o avanço da Segunda Guerra, decide partir para os EUA. Passa a viver em Nova York, onde ensina na New School for Social Research.
1947 - Retorna à França.
1955 - Publica "Tristes Trópicos", autobiografia intelectual, narrativa de viagem ao Brasil e ensaio científico sobre os indígenas cadiuéus, bororos, nambiquaras e tupi-cavaíbas. A obra torna-se um clássico da etnologia e dos estudos sobre o Brasil.
1982 - Aposenta-se do Collège de France
1985 - Volta ao Brasil após 46 anos
1989 - O Museu do Homem organiza a exposição "As Américas de Claude Lévi-Strauss"
1994 - Publica "Saudades do Brasil" , que reúne fotografias do interior do país que fez entre 1935 e 1938.
1996 - Publica "Saudades de São Paulo", com fotografias de São Paulo feitas entre 1935 e 1937. "Se, no título de um livro recente, apliquei ao Brasil (e a São Paulo) o termo 'saudade', não foi por lamento de não mais estar lá. De nada me serviria lamentar o que após tantos anos não reencontraria. Eu evocava antes aquele aperto no coração que sentimos quando, ao relembrar ou rever certos lugares, somos penetrados pela evidência de que não há nada no mundo de permanente nem de estável em que possamos nos apoiar" ("Saudades de São Paulo", tradução de Paulo Neves, Cia. das Letras, 1996).
28.nov.2008 - Claude Lévi-Strauss completa cem anos. "É assim que me identifico, viajante, arqueólogo do espaço, procurando em vão reconstituir o exotismo com o auxílio de fragmentos e de destroços" ("Tristes Trópicos", trad. Rosa Freire d'Aguiar, Cia. das Letras).
31.out.2009- Morre em Paris.
(extraído do Portal da UOL)

2 comentários:

JéssicaN. disse...

É como se a cultura estivesse morrendo,isso é triste...
espero que ninguém esqueça o valor dos que se foram.

citadinokane disse...

Jéssica,
Nunca mais te vi, o que aconteceu?
Continuas indo para o Reggae?
E o estudo, hein?!
Valeu pela preocupação, é isso mesmo! Não esquecer daqueles que contribuíram para tornar o mundo melhor.
beijos