quinta-feira, dezembro 10, 2009

Livres do jugo da mentira...

Depois de assistir as imagens do mensalão dos "Democratas" de Brasília, me deu uma saudade danada do poeta Thiago de Mello...
Anos 80, redemocratização do nosso país, os militares ali, soberbos e ainda acreditavam que os nossos destinos eles deveriam comandar... A nossa santa rebeldia falava mais alto, em casa a incompreensão dos nossos familiares, e a gente seguia com a certeza de que o mundo nos pertencia.
A minha leitura do poeta nortista, cabôclo do Amazonas e do mundo - Thiago de Mello, um poema comprido, lindo porque falava da nossa essência humana, profundamente humana... E um romântismo operante, seria possível retornarmos a dimensão do fraterno, do amor, fé no homem, fé na vida...
Quando estudante universitário, os vários artigos do "Os Estatutos do Homem" de Thiago de Mello, lidos e relidos me arrebatavam a alma e muitas vezes afirmei, assentado nas linhas traçadas pelo poeta amazonense, ser possível sonhar e realizar essa utopia...

Thiago de Mello
Os Estatutos do Homem (Ato Institucional Permanente)
Artigo V
Fica decretado que os homens
estão livres do jugo da mentira.
Nunca mais será preciso usar
a couraça do silêncio
nem a armadura de palavras.
O homem se sentará à mesa
com seu olhar limpo
porque a verdade passará a ser servida
antes da sobremesa.

2 comentários:

Jota Effe Esse disse...

A grandeza do Thiago de Mello fala por si. Meu abraço.

citadinokane disse...

JFS,
Um grande poeta, Thiago de Mello.