
Dalmo Dallari havia avisado: - Gilmar Mendes não fará bem para a magistratura brasileira.Não adiantou o velho e bom professor ter avisado, FHC quis pagar pra ver, indicou e nomeou Gilmar Mendes como ministro do STF, havia uma dívida de gratidão pelos bons serviços prestados ao governo tucano durante a privataria que se espraiou sobre o Estado brasileiro, naqueles anos em que a esperança saiu de férias...
Fora a "justiça de classe" praticada pelo presidente do STF no caso Daniel Dantas, repudio a arrogância impregnada em seus gestos e manifestações...
Joaquim Barbosa talvez incomode a muita gente por ser negro e competente, mas não só isso, é a dignidade dos esquecidos e deserdados de nosso país que insiste em levantar a voz e não se submeter ao tacão do imponderável... Incomoda para garaio!
Ontem Gilmar Mendes, em plena sessão que julgava um processo sobre a Previdência pública no Paraná, indagou se o ministro Joaquim Barbosa havia questionado uma suposta "sonegação de informações" sobre o caso. O ministro Joaquim Barbosa respondeu que não havia feito tal questionamento e acrescentou que os ministros não estavam totalmente inteirados sobre quais seriam as conseqüências dessa decisão, e a partir daí começou o bate-boca entre os dois ministros.
Não é o primeiro bate-boca entre o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e o ministro Joaquim Barbosa, em setembro de 2007, os dois discutiram após Mendes, que não estava na presidência do STF na época, pedir para que fosse retomada uma votação ao alegar que um dos ministros não estava presente na ocasião.
Joaquim Barbosa, que era relator da ação, afirmou que a discussão estava encerrada, quando começou a discussão. "Ministro Gilmar, me perdoe a palavra, isso é jeitinho. Nós temos que acabar com isso", disse Barbosa. "Vossa Excelência não pode pensar que pode dar lição de moral aqui", respondeu Mendes. O ministro Ricardo Lewandowski colocou um fim no bate-boca ao pedir vistas do processo.
Joaquim Barbosa disse o que o povo brasileiro queria dizer ao Presidente do STF: - Saia à rua, ministro Gilmar, saia à rua.
Abaixo a transcrição da discussão:
Barbosa: eu sou atento às conseqüências da minha decisão, das minhas decisões, só isso.
Mendes: todos nós somos. Vossa excelência não tem condições de dar lição nenhuma aqui dentro. Barbosa: nem vossa excelência. Vossa excelência me respeite. Vossa excelência não tem condição alguma. Vossa excelência está destruindo a Justiça desse País e vem agora dar lição de moral a mim. Saia à rua, ministro Gilmar, saia à rua. Faça o que eu faço. Vossa excelência não tem condição alguma, nenhuma condição...
Mendes: eu estou na rua, ministro Joaquim. Vossa excelência...
Barbosa: não está não, vossa excelência não está na rua não. Vossa excelência está na mídia destruindo a credibilidade do Judiciário brasileiro, é isso. Vossa excelência quando se dirige a mim, vossa excelência não está falando com os seus capangas do Mato Grosso, ministro Gilmar. Respeite, respeite.
Mendes: ministro Joaquim, vossa excelência me respeite...
Barbosa: eu digo a mesma coisa, eu digo a mesma coisa.
Após intervenção de outros ministros, que pedem o fim da sessão, a discussão continua.
Barbosa: fiz uma intervenção formal, regular. A reação brutal, como sempre, vem de vossa excelência.
Mendes: não. Vossa excelência disse que eu faltei aos fatos.
Barbosa: eu não disse isso, não disse. O áudio está aí.
Mendes: não é verdade. Vossa excelência sabe que não se faz aqui um...
Barbosa: eu simplesmente chamei a atenção da Corte para as conseqüências da decisão...
Mendes: o assunto está encerrado, vossa excelência...
Barbosa: e vossa excelência veio com sua tradicional gentileza e lhaneza.
Mendes: e vossa excelência quis dar lição de lhaneza ao tribunal. Está encerrada a sessão.





















