segunda-feira, dezembro 27, 2010

A Vaca Mimosa, filosofia pura.

Filosofia de Banheiro.
Para os filósofos sofistas cada pessoa possuía suas próprias percepções e ninguém podia afirmar qual dessas percepções era “verdadeira”. Como o conhecimento provinha dos sentidos, não existiria para os sofistas uma verdade absoluta, universal ou imutável. O “homem é a medida de todas as coisas”, o argumento lógico e persuasivo construirá uma “verdade” racionalmente compreensível e relativa.

Mimosa, a Vaca
Uma fazendeira, que era dona de uma vaca chamada Mimosa, vendia leite estragado, e muitas pessoas morriam. Mesmo assim, ela continuava a vendê-lo. E estava errada por fazer isso? De acordo com os sofistas, não há moralidade absoluta e, se há, os seres humanos não têm conhecimento disso. Fulano diz que vender o leite é errado, e Beltrano diz que é certo. Realmente, todos nós temos de lembrar que são opiniões de homens, e essas opiniões diferem de pessoa para pessoa.

Fonte: “Filosofia de Banheiro”/ autor Gregory Bergman/ editora Madras/ ano 2004.

domingo, dezembro 26, 2010

Que venha 2011 já!


O Natal se despediu da gente e 2010 a barba cresceu e envelheceu.
2011 está por nascer...
Sejamos todos felizes!!!

sábado, dezembro 25, 2010

Diarista e a posição do TST

Diarista: serviço em 3 dias na semana não gera vínculo de emprego.
O TST rejeitou o vínculo de emprego requerido por diarista que trabalhava três vezes na semana, referente aos períodos de abril de 1999 a julho de 2002 e de fevereiro a dezembro de 2004.
Em Recurso de Revista a diarista pedia que fosse confirmada a decisão de primeira instância que reconhecia o vínculo de emprego da diarista, o Tribunal Regional da 1ª Região havia revogado esse entendimento, daí o recurso para o TST.
O caso foi analisado pela Segunda Turma, o relator foi o magistrado Roberto Pessoa.
O relator deixou claro em sua manifestação que o trabalho intermitente de diarista em casa de família não preenche os requisitos necessários à caracterização da relação de emprego.
A diarista não tem presença obrigatória ao serviço, o cumprimento de horário e nem a percepção de salário fixo mensal.
Solicitei para um amigo advogado comentar esse caso.
Comentário do Comendador Balbiano: Muito me apraz participar desse novo espaço blogueano, vamos ao caso em tela. Meus caros leitores, diaristas podem ser faxineiras, passadeiras, jardineiros, babás, cozinheiras, pessoas que cuidam de idosos e tantas outras ocupações eventuais. Diarista não se caracteriza como um trabalho contínuo, uma diarista, dependendo do trabalho pactuado, pode rapidamente realizá-lo e se liberando para no mesmo dia prestar serviço para outra família ou pessoa. Prosperando a decisão de primeira instância, teríamos a possibilidade de uma diarista ter reconhecido vínculos empregatícios com duas famílias ao mesmo tempo, ou até três famílias... Valha-me Deus!
O trabalho doméstico é contínuo, diarista: - Eventual.
A remuneração da hora trabalhada pela diarista é bem superior a da empregada doméstica.
Como muito bem relatou o magistrado Roberto Pessoa: “Nada impede que o tomador de serviço e o trabalhador celebrem um contrato de trabalho doméstico, ainda que a prestação do serviço não seja diária. O que não é correto é se estabelecer o entendimento de que há sempre um contrato de emprego doméstico com a diarista que, normalmente, presta serviços em dias alternados, em várias residências”.
Caso queira aprofundar o Processo TST: RR-58100-60.2005.5.01.0020.

Dinheiro não dou! Despeço-me com o que não onera o meu caixa: Ósculos e amplexos!

Para as costureiras de plantão.

Dicas de D. Joana Tamandaré.

Para as costureiras de plantão, se a ponta da agulha de costurar da máquina estiver ruinzinha, pegue uma lixa de madeira e costure um pedaço da mesma, a agulha vai ficar afiadíssima, ok?!

"Mingau" para os Tupinambás.

Cultura
A palavra “mingau” vem da pasta feita com as vísceras cozidas do prisioneiro devorado pelos tupinambás.

Fonte: “Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil” do Leandro Narloch, Editora Leya, 2009.

As Aventuras de um messias indeciso - Richard Bach.

Reflexão
Abaixo excerto do livro que nunca abandonei e sempre revisito: “Ilusões: as aventuras de um messias indeciso”. Autor Richard Bach, escreveu, também, “Fernão Capelo Gaivota”.

“As
perguntas mais simples
são as mais profundas.
Onde você nasceu? Onde é o seu lar?
Para onde vai?

O que está fazendo?
Pense sobre
isso de vez em quando, e
observe as suas respostas
se modificarem”.

Dicionário Tucanês de José Simão.

Dicionário Tucanês por José Simão:

“Indivíduo com deficiência pilosa na parte superior externa do crânio”.

Tradução para o português coloquial: “Careca”.

"Boca" poesia de Drummond.

Poesia
Do livro “Brejo das Almas” de Carlos Drummond de Andrade, Editora Record, Rio de Janeiro, 2001.

BOCA

Boca: nunca te beijarei.
Boca de outro, que ris de mim,
no milímetro que nos separa,
cabem todos os abismos.

Boca: se meu desejo
é impotente para fechar-te,
bem sabes disto, zombas
de minha raiva inútil.

Boca amarga pois impossível,
doce boca (não provarei),
ris sem beijo para mim,
beijas outro com seriedade.

quinta-feira, dezembro 23, 2010

Nascer imensamente: - Natal!

O Natal batendo à porta.
Deixo o poema do poetinha que, apesar do melancolismo, nos lembra que na noite de natal - nascemos imensamente.
Gostaria de abraçar o coração dos amigos da blogosfera que carrego comigo e os amigos da labuta diária.
Feliz Natal!!!

Poema de Natal (Vinicius de Moraes)

Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.

segunda-feira, dezembro 20, 2010

O dia em que Nilton Atayde encontrou Papai Noel.

O Natal se aproximando e os amigos vão mandando imagens, lembranças, notícias...
A fraternidade se estabelecendo no coração das pessoas, o Natal é mágico!
Nilton enviou-me uma foto na qual ele prova que se encontrou com São Nicolau, o bom velhinho que distribui presentes e alegria para as crianças no Natal e que faz o cartão de crédito do papai e mamãe estourar em janeiro.
Nilton esclarece que encontrou o papai noel numa "muquecada de arraia"  e ficou impressionado com o bom velhinho, o susto do Atayde ao perceber que o Noel era pinguço: - Égua mano! Esse pôrra bebe para garaio!
Papai Noel perdoe o Nilton.
Ele é um bom menino, viu?!

domingo, dezembro 19, 2010

Encontro de Blogueiros


Eu vou!
As redes sociais constituem uma realidade que influencia a tudo e a todos.

Poesia de Fernando Pessoa.

Je Chante Pour Oublier.

Hoje foi comemorado o aniversário do nosso amigo Marcelo Costa, não pude presenciar os festejos lá para os lados de Benevides...
A Juju já me deu o perdão antecipado, o domingo não consigo sair para parte alguma, bebo muita água, vou à missa e o padre sempre me diz: - Estás perdoado filho!
A rebordosa é no domingo.
Em homenagem ao aniversário do "menino veneno" adaptação ao hit dos anos 80 (Ritchie), ahahaha... Publico a letra que fizemos para a música do Rogério Friza.
Eu, Rogério e o Marcelinho fizemos a letra abaixo, estamos gravando... Vai ficar dugaraio!
Cantamos para esquecer muitas mazelas.
Em francês fica chic, não?!
Je chante pour oublier (Rogério Friza/Marcelo Costa/Pedro Nelito)
Je chante pour oublier
Ce clair de lune à l’horizont
Fille à m’attendrir
Les larmes ne font pas de mal non!

lourde mémoire
Je chante à nouveau
Je soufre dans cette chanson

Pluie lave mon corps
Feuille, oeillet et bouton
Celui voulant être une fleche tirez
Sur la cible de la solitude

Je me perds dans l’infinit
Dans le raccourci du coeur
Parmis de nues nostalgies
J’assouvis ma passion.

Eu juro! De pés juntos.

JURAR DE PÉS JUNTOS
Quem nunca jurou para a mãe que não fez determinada coisa?
Jurar que não fez, chorar dizendo: - Não foi eu mãe!
E quando o negócio pegava mesmo, quem nunca gritou deseperadamente: - Mãe, eu juro de pés juntos que não fui eu!
Jurar de pés juntos?
É isso mesmo!
Jurei muitas vezes. Não sabia porque dizia, mas sabia que era o juramento mais forte que podia fazer...
A expressão surgiu através das torturas executadas pela Santa Inquisição, nas quais o acusado de heresias tinha as mãos e os pés amarrados (juntos) e era torturado pra dizer nada além da verdade (prestem atenção! Nada além da verdade). Até hoje o termo é usado pra expressar a veracidade de algo que uma pessoa diz. É vero!

"Poder Judiciário, MST e Gilmar Mendes" por Paulo Weyl.

Após a Operação Satiagraha em 2008, o Presidente do STF na época, o Ministro Gilmar Mendes, mais do que depressa tascou-lhe um hapeas-corpus em favor de seu amigo banqueiro Daniel Dantas.
O debate ficou aceso, muitos questionamentos em relação a atuação do Ministro Gilmar Dantas Mendes.
No final de 2008 o amigo professor e doutor em Direito - Paulo Weil, encaminhava uma reflexão sobre o caso, chamava a atenção pela "antecipação da eleição de 2010" pela grande mídia... Em e-mail para o meu camarada Cláudio Arroyo, Weil denunciava a postura diferenciada em relação ao MST, Gilmar Mendes agia como o algoz do movimento dos trabalhadores do campo, enquanto liberava Daniel Dantas, considerado um dos maiores sanguessugas da República.
Compartilho abaixo o e-mail do amigo Paulo Weil, direto do baú do CitadinoKane:

"Caro Arroyo
Penso que temos um debate aberto, uma boa chance para discutirmos um pouco mais essa coisa do direito e das instituições.
O nosso Presidente do Poder Judiciário, em face das ações promovidas por militantes direta ou indiretamente ligados ao MST, que resultaram em homicídio em Pernambuco e nas já famosas ocupações no Pontal de Paranapanema, em São Paulo, pronunciou-se no sentido de condenar o MST e os hipotéticos financiamentos públicos ao MST levados a efeito pela administração pública federal e algumas estaduais, certamente ligadas ao PT.
O pronunciamento é impactante. Antes do mais por se tratar do representante máximo do Poder Judiciário, um dos pilares do Estado Moderno, responsável, pelo menos em tese, pela garantia da ordem jurídica e da segurança jurídica.
É impactante também porque em parte o STF vem cumprindo esse papel, quando considerado a formalidade processual e em alguns casos quando considerado o direito material em questão.
Outra circunstância importante é o impacto público dos acontecimentos decorrentes da ação da militância direta ou indiretamente ligado ao Movimento dos Sem Terra. A sociedade política em nosso país não tolera a intolerância (por vezes os leitores não toleram os trocadilhos!). As ações que resultaram em homicídios em Pernambuco, ao juízo público, equivalem ao mesmo procedimento de intolerância que levam aos assassinatos de sem terra, de sindicalistas, de religiosos, de militantes políticos, enfim, provocados por particulares, muitas vezes com o apoio policial e inúmeras vezes pela ação direta das instituições de segurança pública, que tem por fim zelar pela segurança da cidadania.
Não podemos esquecer, também, da conjuntura política da denominada "antecipação das eleições de 2010". Essa invencionice midiática que pretende ampliar um conceito jurídico eleitoral para imobilizar ações de natureza política visando a inviabilizar possíveis repercussões positivas do governo Lula para as eleições de 2010.
Não há, não pode haver e é ilícito que haja antecipação do calendário eleitoral. Por esse motivo que a mídia "antecipa" o calendário eleitoral, para depois denunciar que o calendário eleitoral fora antecipado. É o que se pode chamar de ficcionismo: uma ficção criada por eles mesmos. É um jogo complexo, todavia. Difícil de "colar". Mas, como anteciparam o calendário, é preciso impacto político nas declarações negativas ao Governo Federal. E isso só pode ser obtido, em tese, por interlocutores com posição estratégica institucional e aparentemente neutral, como é o caso do Poder Judiciário.
O Presidente do Poder Judiciário, um quadro político forjado no cume de nosso neoliberalismo tupiniquim, sabe do que fala como fala e quando fala!
Mas é importante que se denuncie o caráter político dessas declarações. E por que político? Porque a rigor a declaração jurídica em tese é injusta. Em tese, sabe muito bem o Presidente do STF, que as ações do banqueiro Daniel Dantas não são propriamente ajustadas aos valores jurídicos que conformam um ordenamento justo e democrático. Mas ele não julgou em tese e por esse motivo, tão alta decisão, mesmo contestada internamente a partir de posições estratégicas dentro do sistema judiciário, são decisões respeitáveis e têm eficácia decisional.
Mas o que é uma opinião em tese em relação ao MST? É uma decisão judicial? Ou é uma ação política? E o que é uma ação política de um alto dirigente judicial, do Presidente da mais alta corte de justiça do País? Do presidente do Poder Judiciário? Nada mais é do que apenas isso, uma opinião política! Entretanto, infelizmente, não apenas, porque tem um espetacular efeito imaginário, para dentro do poder judiciário, forjando pré-compreensões dos agentes desse poder, e para fora do poder judiciário, forjando opinião na sociedade política.
Pesos e medidas diferentes, infelizmente, lamentavelmente, eticamente reprováveis e em prejuízo incalculável até mesmo a alguns aspectos de importantes políticas públicas conduzidas pela administração pública em várias esferas.
Afinal, as cooperativas incentivadas pelo Movimento têm o direito de obter do poder público financiamento para o Plantio? A colheita? A aquisição de bens? Mesmo que eventualmente parte de seus integrantes, ou a totalidade destes seja simpática ao MST. Aliás, pode a simpatia a um movimento político ser critério material para a inclusão em política de financiamento público, da grandeza e extensão que é o PRONAF, por exemplo? É certo dizer que o MST foi o beneficiário do financiamento informado pela mídia?
E a carona do Presidente do Poder Judiciário nas informações midiáticas?
É um debate importante. Certamente não podemos creditar financiamento público a atividades ilegais. Mas com mais certeza ainda, não podemos julgar como ilegais as atividades dos sem terra, de suas cooperativas, dos movimentos a ele articulados...
Aliás, se assim o fosse, o Presidente do Poder Judiciário deveria dar o mesmo descrédito às atividades ilegais do latifúndio, do sistema financeiro, de agentes deste setor conhecidos publicamente. Mas, o que vemos para estes, é o benefício do devido processo legal, um instituto valioso do direito, o mesmo instituto que queremos e exigimos que seja estendido a todos, efetivando o valor maior da equidade, da igualdade de direitos, da democracia, dos direitos humanos, da dignidade humana...
O juízo do direito é o fim de toda racionalidade jurídica, para buscar ao máximo a distância de todo o preconceito.
Paulo Weyl"

Uma tarde no "Terra-do-Meio"...

sábado, dezembro 18, 2010

Osvaldo e Renzo - patrulheiros rodoviários!

Tô juntando dinheiro pra participar dessa turma acima.
O Renzo é secretário de uma associação de motoqueiros, os caras se reúnem aos sábados ou domingos e vão andar pelas estradas do Pará, na maior liberdade...
Já tive moto, parei de andar nesses "camelos" motorizados depois que me arrebentei na traseira de um táxi, mas naquele tempo eu era muito jovem e valente.
O príncipe Valente sumiu!
Hoje eu sou todo cuidado, só na moral, podem confirmar com o Osvaldo.

quinta-feira, dezembro 16, 2010

Cartunistas e sobrepaleta.

É aquele negócio, a gente acha que ser amigo de cartunista é um salvo-conduto...
Eles ficam te olhando sempre com o papel e lápis na mão.
E o que acontece?
Eles fazem a tua caricatura, simples!
Antes de detonarmos uma sobrepaleta de porco na República do Peixe-Frito, o velho e bom Jota Bosco detonou, ahahaha... Fez a minha carica, olha aí acima.
Agora que estou mais calmo posso falar: - O sábado passado foi dugaraio!
Andrézinho Abreu com Jota Bosco ligaram pra mim dizendo: - Mermão vem pro Bira's Bar que tem um barato aqui!
Cheguei lá e logo depois chegou o nosso amigo Osvaldo em sua moto Harley Davidson possante. De repente, não mais do que de repente, apareceu o Andrézinho com a sobrepaleta na mesa.
Chegou o Jota Bosco e disse: - Manovelho trouxemos um tesouro pra essa mesa.
Um moleque foi comprar pão quente na panificadora pertinho, colocou na mesa e o Andrézinho falou pra mim: - Mano prova essa sobrepaleta com o pão.
Provei.
A minha resposta: - Deliciosa!
No sábado eu e o amigo Osvaldo conhecemos o Lélis fotógrafo do jornal "Diário do Pará" e o azulino cartunista A.Torres também do "Diário do Pará".
Na foto acima o Bosco e eu estamos com cara de otários... Deixa pra lá!
Na ponta esquerda da foto o nosso grande Senador Jota Pinto.

segunda-feira, dezembro 13, 2010

Salve Pedrinho Cavalléro!

Salve Pedrinho Cavalléro!
Grande músico. Compositor dos melhores e intérprete virtuose.
Era universitário e já escutava o pessoal falar do Pedrinho, comprei o primeiro disco (vinil) que o Pedrinho lançou, um compacto disco, vinilzinho gostoso de escutar chamado "Prato de casa".
O tempo correu e os nossos barcos navegaram para garaio! Os bons ventos nos trouxeram ao Café Portela... Com o Flávio responsável por atar as cordas de nossas embarcações no ancoradouro, o meu amigo Flávio não só ata como entrelaça vidas e muitas histórias.
Sempre que encontro o Pedrinho no Portela vejo como a sua música transborda a sua verdade, vou penetrando um pouco mais o mundo do Cavalléro e percebo generosidade, poesia e muita música que faz bem para a saúde.
Sigo com Cavalléro trocando impressões sobre o mundo, música, poesia, vida...
Gosto da tatuagem do braço dele.


quinta-feira, dezembro 09, 2010

"Canção de Pai" por Salomão Habib.

Compartilho com os meus amigos da blogosfera a canção que eu gostaria de ter feito e cantado para a minha filha.
Léo Tocantins sempre que vou ao Portela no sábado, ele começa a dedilhar a música de Salomão Habib e me emociona ao cantar cada palavra que Habib escreveu, ele sabe que essa música escrevi no coração.
Essas emoções me matam...
Sara a irmã de Salomão me prometeu que iria me dar uma cópia dessa música. Espero com muita esperança conseguir, assim que tiver em minha posse a música irei colocá-la para rolar aqui no blog, ok?!
Cada palavra dessa música memorizei, falei pra minha filha... Muita emoção!
Salve Salomão Habib!!!

Canção de Pai (Salomão Habib)

Virar todas as esquinas
Ruas onde mora um anjo,
Onde a solidão possa fugir
Vem! És a minha estrela guia,
Canto pra alegrar a filha,
Ouve essa canção de pai

Eu preparei no violão
Uma canção que eu fiz pra ti
Pra te falar da vida e pra sorrir
As Três Marias iluminaram teu cavalo, teu alazão
Pra que ele possa galopar com direção

Saberás eu sei, eu sei
Nem tudo é como a gente, a gente quer
É como um guajajara a soluçar
Por ver sua seara se acabar
Não chore não filhinha temos flores no quintal

Trilhar as tuas manhãs de sol
Tua companhia livre
A tua palavra doce
Derrete no coração

A bicicleta a te levar
Como um tiê rasgando o ar
E na garupa levas o mundo
Se te esconderes vou te achar
O teu herói vai te encontrar
Enquanto a mãe nos tece de alegria

Quando na praça vais brincar
E o cachorrinho a acompanhar
Laço de fita de cetim
Da cor lilás

Lindo é pedalar a bicleta
Cantar salamê-minguê
Ciranda vida piruêta,
Agradecendo o dia

quarta-feira, dezembro 08, 2010

Mulher!

Puxei no arquivo, acho que já publiquei aqui, mas homenajear as mulheres sempre vale a pena.
Mulheres do meu Brasil varonil continuem lutando, ao lado com certeza um companheiro de fibra. 

Mulher (Pedro Nelito)

Mulher.
O que posso dizer-te?
És mulher!
E trazes a chama do amor
que não se apaga.
Mas, posso repetir as palavras do
Cristo a caminho do calvário, em
Lucas 23:28-29: “- Filhas de Jerusalém, não choreis
por mim, chorai antes por vós mesmas
e pelos vossos filhos, pois dias virão
em que se dirá: Felizes as estéreis,
os ventres que não geraram
e os peitos que não amamentaram.”
Não venho exaltar as beldades
brasileiras...
Meu pensamento repousa em cada
guerreira brasileira,
mulheres esquecidas, desamparadas, sozinhas...
Lutam, lutam, lutam todos os dias!
Carregam a fé que aprendi ao colo
de minha mãe: amanhã vai melhorar!
Vão à luta acreditando que o milagre
vai acontecer...
E diferente das mulheres
que seguiam Jesus no caminho do calvário,
elas não lamentam e nem choram mais...
Apenas lutam!

SOS Garaio! por Elias Pinto.

O nosso amigo jamburânico Elias Pinto escreve no "Diário do Pará" nos dias de terça a sexta-feira e no domingo. Elias é um cronista de mão-cheia, sem essa pretensão vai escrevendo sobre as suas vivências e sobre a nossa Belém.
Elias enriquece a todos com os seus textos, humor refinado, sacadas legais...
Estamos falando de alguém que recebe livros do Brasil inteiro, é isso mesmo! O velho e bom Elias não tem mais lugar em sua casa para guardar livros (verdade!), inclusive vou solicitar dele alguns para a gente distribuir aqui no blog. Será que ele topa?
Abaixo a coluna de domingo do "Diário do Pará" em homenagem ao alemão mais cearense do Brasil - Tadeu Schumann.

SOS Garaio! (Elias Pinto)
1 Lá pelo ano de 1981 pica-pau (como podia ter sido em 1980 ou 1982; era por ali), eu tinha três carros na garagem. Uma Belina da hora, um SP-2 recuperado praticamente porca a porca, e um Chevette que o meu pai achara melhor retomar do Raimundo José, meu irmão, por motivos que eu já não lembro bem. Teria sido por alguma barbeiragem do Zé, alguma deficiência de visão noturna, pois na época ele passava por um sério tratamento de vista? Como disse, não lembro.
2 Sei é que o Chevette veio se juntar à Belina e ao SP-2 na garagem. Quer dizer, os três na cabiam na pequena garagem e um tinha de dormir na calçada em frente. No embalo daquelas jovens tardes de universitário, rumo ao Vadião, na UFPA, ou às quebradas da vida, eu até escolhia a roupa de acordo com a cor do carro, para combinar. O amarelo da Belina, o vermelho-sangue do SP-2 e... Qual era a cor do Chevette?
3 O curioso, quanto ao Chevette, é que, na estrada, a mais de cem por hora, me fura o pneu do bólido, que sai da estrada e segue coiceando, feito cavalo xucro no rodeio, mato adentro. Como estou escrevendo esta coluna, sobrevivi. Outra vez (a última do Chevette), vínhamos, na Cidade Velha, pela Ângelo Custódio, eu ao volante, Banica, mais o Aldo, acho, e um quarto que agora não atino. Seria Antonio Osvaldo, o hoje célebre Toninho da Bocaiúva? Vínhamos festivos, que nem o pato da música, quando me rompe um outro carro, pela Joaquim Távora, e quase nos racha ao meio. Saímos rebolando e acabamos no muro da casa da esquina, todos (mais ou menos) sãos e salvos. E eu vinha na mão, poxa. Mas isso não serviu como atenuante e o papai também me tomou o Chevette – do qual já não se aproveitaria grande coisa. E o barbeiro era o Raimundo...
4 Não, eu dirigia bem. Na campanha política de 1982, papai candidato a deputado federal, rodei por boa parte das estradas do fundão desse Pará – estradas terríveis, de terra, que viravam sabão na chuva. Viajava de dia, de noite, de madrugada. Sempre na Belina, que já era uma extensão do meu braço, do meu corpo.
5 Belina que teve, como o Chevette, um final inglório. Eu vinha pela Boaventura, esquina com a Alcindo Cacela, quando meu pé dormiu – câimbra. Deve ter sido a primeira vez que não foi o motorista que, por inteiro, dormiu, mas o seu pé. Será que isso pode servir como exemplo metonímico, a parte pelo todo? Eu simplesmente não conseguia levantá-lo para pisar no freio. Nem deu tempo para puxar o freio de mão, pois eu já estava no meio do cruzamento. Torci para que, naquele momento, nenhum carro passasse. Mas passou. Um ônibus. Me pegou pela rabeira, saí rodando, rodopiando, entrei no térreo de uma casa. Ao golpe do estrondo, um de seus moradores desceu correndo pela escada. Era um amigo, o Manoel. Pedi desculpa pelo mau jeito. Da próxima vez, prometi, tocaria a campainha. O carro, uma sanfona. Imprestável. Vi-o pela última vez sendo levado pelo reboque. Eu? Desmenti um dedo.
6 Com o SP-2 foi menos trágico. Um dia ainda escrevo uma coluna inteira para contar seus feitos e desfeitas. Ele era uma versão, mais em conta, do esportivo Puma. Dois lugares. Rebaixado. Carro de playboy. Peguei-o na oficina, um esqueleto só. Como disse, foi recuperado peça a peça, centavo a centavo, meses de trabalho meticuloso. Fazia sucesso com as meninas. Mas jamais consegui que dessem um jeito no seu motor VW. Um dia, a caminho do campus do Guamá, vítima de mais um prego, espoletei. Larguei-o lá, no meio-fio. Nem fui buscá-lo. Vendi para o dono da oficina de quem eu era freguês contumaz para reparos no motor. Sintomaticamente, depois que ele me comprou o carro, via-o passar diariamente sob minha janela, ao que parece, com o motor ronronando como um tigre.
7 Tive outros carros não menos folclóricos. Um Dodginho 1800, conhecido como Providence. Chovia mais dentro que fora, por isso, um balde lhe era item obrigatório.
8 Hoje, diante desse trânsito, meu último desejo é ter um carro. A não ser que seja para lazer, ir até Mosqueiro (ao Paraíso, claro), Marudá (Algodoal, óbvio) ou no Terra do Meio, do compadre meu André Costa Nunes (para uma jamburana, evidente). Enquanto isso, sigo a pé (e com pés bem acordados), por que bairro for, qualquer que seja a hora, no Reduto, Cidade Velha, Pedreira, Umarizal, Jurunas ou Tapanã. Enfrentando chuva, bandido e canivetes. Em último caso, se precisar ser rebocado da República do Peixe Frito, aciono o SOS Garaio. Tem dado certo.

No muro da minha eterna casa...

No muro da minha eterna casa...
As cores azul e branco são constantes. Por conta dessas cores já compartilhei abraços, sorrisos e gozações, ahahaha...
Prestem atenção!
Não citei o nome daqueles que mais sofreram com a minha alegria.
Mesmo na alegria aprendi a não sapatear sobre o caixão dos adversários, um aprendizado para a vida toda... Vale não somente no futebol, mas para a vida, ok?!
Resolvi mostrar um pedaço do muro, lindo não?!
Caberiam mais pessoas nesse muro, dezenas, centenas, milhares, milhões...
Vamos subir Papão!!!

Obs.: Tem gringo no samba, isto é, tunante no muro.

domingo, dezembro 05, 2010

Jovens bárbaros. Pais omissos.

Após as agressões de cinco jovens da classe média paulistana contra um rapaz que eles achavam que era gay, agressões gravadas por câmera de segurança de um prédio, cabe refletirmos sobre a aplicação da justiça ao caso concreto. Os pais desses jovens têm muita responsabilidade com os atos praticados por eles, acima de tudo fica a demonstração de que foram péssimos educadores.
Todos nós corremos o risco de sermos agredidos nas ruas do Brasil  por esses bárbaros.
Vergonhoso a defesa feita pelos pais, as imagens são fortíssimas, não há justificativas. Se fossem jovens pobres que tivessem agredidos jovens da classe média, a Justiça seria mais dura, querem apostar?!
Marco André músico paraense, gravou um samba com letra que lembra a morte do índio pataxó Galdino. Há treze anos em Brasília, o índio Galdino foi participar da comemoração do dia dos índios, perdeu o ônibus e resolveu dormir na parada de ônibus, alguns jovens jogaram álcool no corpo do pobre índio e tocaram fogo nele. Galdino teve queimado 95% do corpo e não sobreviveu.
Eram jovens de classe média alta, um era filho de juiz federal, outro filho de ministro do TSE e por aí vai, a justificativa deles - pensavam que era um mendigo. Sendo mendigo podiam queimar?! Triste... Prestem atenção na letra do samba.

Res ab exitu spectanda et dirigenda est: - Atentado violento ao pudor.

Prestem bem atenção, o blog vai tratar seriamente de um tema para que os incautos ponham as barbas de molho, ok?!
Res ab exitu spectanda et dirigenda est em latim, traduzindo: "Antes de entrar, pensar na saída".
Existe muita gente por aí que adora novidades, nós gostamos de novidades, mas... é preciso atenção, novidade sob controle, chamo o meu advogado para confirmar que não se pode entrar nas ondas sem o controle da situação, estou certo Dr. Maurício Leal Dias? Depois é muito choro e ranger de dente, ahahaha... Calma! Vamos esmiuçar a "parada", ok?!
Retirei a informação do blog da minha amiga Tânia, visite a nossa defensora pública - www.taniadefensora.blogspot.com/.

Uma noite linda, um casal resolve sair para se divertir com outro casal amigo, tudo isso aconteceu na terra das duplas sertanejas - Goiás. Esse Estado é pródigo em duplas sertanejas, talvez pelas emoções fortes que as pessoas vivenciam, emoções que viram músicas e que arrebatam os corações inocentes, ahahaha... Eu não gostaria de ser amigo de JRO (mui amigo) e nem de ser o LCS (todotário). Numa boa, acho que LCS é um tremendo panaca, e JRO um aproveitador de loucos e bêbados. Agora o que tinha de LCS dar publicidade ao caso.
Mas, deixa a Tânia contar a história, fala Tânia!

"O Tribunal de Justiça de Goiás decidiu que o homem que, por vontade própria, participar de uma sessão de sexo grupal e, em decorrência disso, for alvo de sexo anal passivo, não pode declarar-se vítima de crime de atentado violento ao pudor.
O acórdão do TJ de Goiás, publicado no dia 6, é um puxão de orelhas no autor da ação que reclamava da conduta de um amigo.
LCS acusou o amigo JRO de ter praticado contra ele "ato libidinoso diverso da conjunção carnal " [ele foi enrrabado(informação do CitadinoKane)].
LCS alegou que, como estava bêbado, não pôde se defender.
Por meio do Ministério Público, recorreu à Justiça. Mas o Tribunal concluiu que não há crime, já que a suposta vítima teria concordado em fazer sexo grupal.
O acórdão dos desembargadores é categórico:
"A prática de sexo grupal é ato que agride a moral e os bons costumes minimamente civilizados. Se o indivíduo, de forma voluntária e espontânea, participa de orgia promovida por amigos seus, não pode ao final do contubérnio dizer-se vítima de atentado violento ao pudor.
Quem procura satisfazer a volúpia sua ou de outrem, aderindo ao desregramento de um bacanal, submete-se conscientemente a desempenhar o papel de sujeito ativo ou passivo, tal é a inexistência de moralidade e recto neste tipo de confraternização".
Para o Tribunal de Justiça do Estado, quem participa de sexo grupal já pode imaginar o que está por vir e não tem o direito de se indignar depois. "(...) não pode dizer-se vítima de atentado violento ao pudor aquele que ao final da orgia viu-se alvo passivo de ato sexual", concluíram os desembargadores.
Segundo o inquérito policial, no dia 11 de agosto de 2003, após ter embriagado LCS, JRO teria abusado sexualmente do amigo.
Em seguida, teria levado o amigo e sua própria mulher, senhora S, a uma construção no Parque Las Vegas, em Bela Vista de Goiás.
Lá, teria obrigado a mulher e o amigo a tirar suas roupas e a manter relações sexuais, alegando que queria " fazer uma suruba ".
Em seguida, JRO teria mais uma vez se aproveitado da embriaguez do amigo e praticado sexo anal com ele.
JRO foi absolvido por unanimidade pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás, que manteve a decisão da primeira instância. Segundo o relator do caso, desembargador PT, as provas não foram suficientes para justificar uma condenação, pois limitaram-se aos depoimentos de LCS e de sua mãe.
Em seu depoimento, a mulher de LCS confirmou que LCS teria participado da orgia por livre e espontânea vontade.
Para o magistrado, todos do grupo estavam de acordo com a prática, que definiu como desavergonhada.
"A literatura profana que trata do assunto dá destaque especial ao despudor e desavergonhamento, porque durante uma orgia consentida e protagonizada não se faz distinção de sexo, podendo cada partícipe ser sujeito ativo ou passivo durante o desempenho sexual entre parceiros e parceiras. Tudo de forma consentida e efusivamente festejada", esclareceu o relator.

sábado, dezembro 04, 2010

Pimenta amassada...

Mais de meio século e ainda é do Papão...
Só para lembrar às 17h41 estaremos na República do Peixe-Frito para rever a bela e meiga garçonete Naná, além é claro de "matarmos" o resto de Jamburana com peixe-frito e pimenta-de-cheiro, amassada,,,
Um feliz sábado para todos!!!

quarta-feira, dezembro 01, 2010

O Canto de Minas

A pedido de alguns amigos vou tirar do meu baú (do CitadinoKane) os Cds que tenho escutado e compartilhar com a blogosfera. Um aprendizado edificante, na blogosfera todo compartilhar se transforma em multiplicação de percepções... São muitas emoções que multiplicamos.
Sempre que posso visito as livrarias Paulinas e Paulus, sou um funçador-mor de novidades, busco nas prateleiras de Cds a música, o intérprete, o compositor desconhecidos... O que é lançado com estardalhaço pela mídia sempre olho com desconfiança.
Abri o baú e meti a mão, alegria de pescador quando puxa a rede do rio e vem peixe bonito... Nas minhas mãos dois Cds bonitos...
O primeiro Cd é de um quarteto vocal de meninas mineiras: "O Canto de Minas". O repertório passa por Edu Lobo, Marcus Viana, e os Lulas: Barbosa e Queiroga e outros. As meninas são afinadas, o Cd a gente escuta inteirinho cantarolando é pura satisfação. As irmãs Otaviano são mulheres lindas que formam o quarteto "a4vozes": Thatiana, Dora, Jussara e Jurema. Eis a força da mulher mineira na música.
Repertório: 1. Casa Forte; 2.A Flor da África; 3.Santos Negros; 4.De Luas a Sóis; 5.Mira Ira; 6.Pantanal; 7.Essa Alegria; 8.Tempos e Canções; 9.Boi do Pindaré; 10.Vendedor de Caranguejo; 11.Quarto Crescente; 12.Amor Não se Compra e 13.Conto de Areia.
Tirei do baú e agora vai para o carro, vou escutar para garaio!
______________________________________________________
A outra dica vem de Minas também!
O Cd "Quadros Modernos" tem pitada do Toninho Horta. Alguém lembra do "Manuel Audaz"? É do Toninho Horta. Mas o forte do cara é a música instrumental. Fã de carteirinha do Toninho Horta é o meu amigo Rogério Friza, o Roger "Coração Valente" tem todos os Cds do Toninho Horta, não é para menos o Rogério é dublê de músico e tira todas as músicas do Toninho no violão e guitarra. O cara é bão!
O Cd foi idealizado por nivaldo Ornelas e juntou o mestre do violão mineiro - Chiquito Braga e seus dois mais importantes discípulos: Toninho Horta e Juarez Moreira. Todas as músicas são composições dos três músicos.
A música instrumental brasileira é de ótima qualidade, quando escutamos "Quadros Modernos" percebemos que temos virtuoses aos montes.
Repertório: 1.Baião Carioca; 2.Diamantina; 3.Prado; 4.Quadros Modernos; 5.Baião Barroco; 6.Século XX; 7.Afternoons in Thailand; 8.Ouro Preto, Julho de 1986; 9.Jota; 10.Prelúdio e Dança de Oxum; 11.Shamisen; 12.Estudo Brasileiro; 13.Prado (Versão 2); 14.Homenagem a Radamés, Garoto e Jobim e 15.Mocidade.
Não deu para colocar as músicas dos Cds para os blogueiros escutarem, para não ficar zerado escute o velho e bom Milton Nascimento cantando, huuummm... Acho que vou acompanhar o Milton nessa viagem, na direção do Sol... É lá que eu vou!


Milton Nascimento - O Sol

segunda-feira, novembro 29, 2010

"A Segunda Morte do Che" por Pedro Galvão.

O Rogério em agosto de 2008 havia me avisado que na Revista "Caros Amigos" daquele mês iria sair publicado a poesia do seu sogro Pedro Galvão.
Comprei a revista e resolvi guardar com muito zelo, só hoje a reencontrei, a homenagem de Pedro Galvão ao homem que virou uma legenda na luta contra todo tipo de opressão é emocionante.
O texto é longo, mas... Vale a leitura.
Pedro Galvão é renomado publicitário. No passado foi ligado ao movimento estudantil e foi preso pela ditadura. Sobreviveu e tocou a vida.
Abaixo a homenagem aos 40 anos da morte de Guevara.

A Segunda Morte do Che (Pedro Galvão)

Es un trámite morir.
Atribuído a Don Francisco
de Quevedo y Villegas

As rugas já não rasgam no seu rosto
as nervuras da morte. O nó da asma
já não mais o estrangula, nem desgosto,
nem diarréia, nem vômito ou fantasma
de dor, tortura e medo. O coração
jaz em paz
jaz em paz?
já se fez pó,
o cérebro está morto – o sonho, não –
nem cadáver mais resta, agora é só
ossos, mas ossos de um guerreiro, vivo
como jamás quisieran que estuviera.
Agora que está morto é mais esquivo,
além de toda bala e toda Higuera.
Resta o sonho a matar, resta esse mito,
um c, um h, um e, morto infinito.

“É preciso matar sua coragem
até que reste apenas covardia.
É preciso matar o herói-miragem
até que reste apenas vilania.
É preciso matar sua beleza
até que reste apenas sua feiúra.
E até que reste apenas sua frieza
é preciso matar sua ternura.
É preciso matar sua piedade,
é preciso matar-lhe o aroma e a flor,
até que reste apenas crueldade,
até que reste apenas seu fedor.
É preciso matar sua memória
até que reste apenas sua escória.”

“We must kill him. O, we gotta kill him
anywhere, elsewhere, everywhere.
Ô gunfighters do mundo, dai um fim
à tão sinistra luz, a luz esquerda
que assombra e, sem medo, engatilhai
Macintoshes, mirai, usai o Windows
– ó épicos satélites, rastreai
o olhar campeador (o mais ruim dos)
e os passos que não passam –, com o florete
da palavra mais livre e seus repiques
em googles e youtubes, na internet,
por CNNs e times e newsweeks,
deletai as três letras que empeçonham
os sonhos desses loucos que ainda sonham.”

“¿Qué sé yo de la muerte? No sé nada.
De la vida sabré tal vez un poco,
de hambre y hombres, de lucha apasionada.
De morir sí, lo sé, tránsito loco
entre dos tiros, dos tinieblas, dos
punzones en el pecho sin dolor,
o entre vida y no vida, no más, los
ojos como entornados y el rigor
final de los juicios que te alaban
o te destruyen. Y os diré: morir
es solo un trámite, todos se acaban
aunque paguen el precio de vivir
por la causa del Hombre o, así lo quieras,
del odio, sus pasiones, sus banderas.”

“Matai, matai o morto que não morre
e está no céu
– no inferno? –,
está emboscado
nas tocaias da morte e à vida acorre
dando sangue ao terror, torvo legado.
Agora que está morto é mais difícil
matá-lo. Ele se esconde em mil obscuros
altares ou covis e sub-reptício
coleia em vossa mente, ei-lo intramuros
em vossa má-consciência, na obsessão
de vencer o vencido vencedor,
na pedra de rancor do coração.
Mas primeiro limpai todo rancor
de vossa alma. E matai esse herói torto,
matai o que não morre, morte ao morto.”

Nas revistas, refém, o ressuscitam
para matá-lo enfim completamente.
Mas como se, nas fotos que nos fitam
com dureza ou ternura, o olhar não mente?
Nesta foto de Korda, o camarada:
olhar campeador, encara o tempo
e conduz sua bandeira estraçalhada
na luta mais feroz, sonho irredempto.
Matar como, esse olhar, se frente à morte,
se até na última foto do Che vivo,
não há ódio nem medo ao cão e à sorte,
mas só o olhar humano, compassivo
– frente à metralhadora e ao assassino –,
de quem sabe que a morte é seu destino?

Ei-lo vivo na morte, Cid ou Che,
conduzindo a bandeira, não na aurora
mas sozinho na noite, sem mercê:
um homem, sua coragem, tempo afora.
Nenhum deus há no céu a defendê-lo
na luta além da morte, só a memória
e o peito de homens justos, só o desvelo
de guardar a grandeza de sua história.
Chegai, chegai, reuni vossa brigada
e resgatai sua áspera ternura,
até que nasça outro hombre em nossa estrada,
otro hombre raro y rico de aventura.
Na luta contra o algoz, quem o socorre?
Salvai, salvai o morto que não morre.

Aniversário do Elias.

No sábado o nosso amigo Elias Pinto ficou mais velho, fez aniversário e comemoramos efusivamente...
Lá se vai meio século, e em trinta e poucos anos a labuta do Elias tem sido o jornalismo sério.
Hoje um dos mais lidos colunistas do "Diário do Pará".
O meu presente para o Elias o CD Les Cargos - Orquestra de Contrabaixo. Acho que ele não vai gostar, mas qual presente para o Elias? Livros? Nem pensar, a casa não tem mais lugar para guardar livros.
Brincadeiras de lado, o Elias vai vibrar quando escutar "Week-end à deauville", vale a pena escutá-la acompanhada de um cálice de Jamburana.
Parabéns Elias!

domingo, novembro 28, 2010

Soneto da criação com Jamburana.

Depois do aniversário do nosso querido amigo Marechal Ribeiro Pinto, vulgo Elias, eis que constato que todos sobrevivemos aos festejos regados pela desgraçada Jamburana.
Andrézão o xamã do uriboca, recomenda moderação... Afinal de contas, a Jamburana foi por durante séculos, quiçá, milênios do conhecimento apenas da tribo Xipaia do alto Xingú.
André confidenciou que até se arrependeu de ter produzido e dado ao homem branco provar do licor dos Xipaias.
No Terra-do-meio a jamburana tem esgotado com muita rapidez.
Essa Jamburana é uma "caixa de pandora", quando a gente bebe esse licor, os lábios e a mente ardem e começamos a falar línguas de fogo. Quando cessa o efeito fica só a esperança de ter mais um pouco de jamburana na garrafa, só a esperança...
Vai o poetinha aí com jamburana?!

Soneto de criação (Vinicius de Moraes)

Deus te fez numa fôrma pequenina
De uma argila bem doce e bem morena
Deu-te uns olhos minúsculos de china
Que parecem ter sempre um olhar de pena.

Banhou-te o corpo numa fonte fina
Entre os rubores de uma aurora amena
E por criar-te assim, leve e pequena
Soprou-te uma alma cálida e divina.

Tão formosa te fez, tão soberana
Que dar-te aos anjos por irmã queria
Mas ao plasmar-te a carne predileta

Deus, comovido, te criara humana
E para tua justa moradia
Atirou-te nos braços do poeta.

Rio de Janeiro, 28.03.1938
in Poesia completa e prosa: "Poesias coligidas"

sábado, novembro 27, 2010

Senador da República do Peixe-Frito: Jota Pinto.

Direto do Bira's Bar a República do Peixe-Frito.
O nosso Senador vitalício Jota Pinto, cartunista juramentado.
O peixe abaixo foi direto para a frigideira da simpática e delicada garçonete Naná.

sexta-feira, novembro 26, 2010

O Bigode do Meu Tio no Blogspot.Com

A amizade está nos píncaros!
Aqui no blog é assim, amigo de fé e faca amolada pede e a gente publica.
O outrora lascivo Leal Dias, hoje totalmente regenerado...
Deixemos o passado sepultado, silencie para sempre a impudicícia, luxúria e lubricidade. Ahahaha... (tomara que as moçoilas não leiam esse post).
Eis o novo homem que o socialismo tanto propalou, intelectual cioso com os compromissos assumidos com a sociedade, a cidadania agradece. Estou falando do Professor de direito urbanístico Maurício Leal Dias, intelectual de boa cepa.
Pô! O Maurício deve está fulo-da-vida comigo... Vamos ao pedido do amigo Leal Dias, ele pede que o CitadinoKane divulgue o blog de uns amigos que mandam bem no blog "O Bigode do Meu Tio" .
É isso aí, vamos prestigiar os rapazes no Bigode.
Maurício vou ficar na espera do convite para degustar uma tijuca, ok?!

Cristóvam Araújo e seu "Diário de Bordo"

Meu caro Pedro Nelito:

Estou ajudando a divulgar o lançamento do livro "Diário de Bordo", do meu amigo Cristóvam Araújo. Se você puder inserir alguma coisa do material em anexo, fico-lhe muito grato.

Abs

José Carneiro



Autor de “Olho de Boto” - o poema que, musicado e gravado por Nilson Chaves, é sucesso do repertório musical paraense - Cristóvam Araújo está em Belém para lançar o seu livro de poesia “Diário de Bordo”, em edição da Paka Tatu.
Cristóvam Araújo, radicado no Rio de Janeiro, lançou o seu primeiro livro em Belém, no ano de 1980. Trinta anos depois, ao publicar o seu segundo trabalho, traz registradas na memória de sua vivência paraense as nuances poéticas de sua terra natal.
Nas palavras do autor, “Diário de Bordo” constitui uma seleção do que vivi e escrevi nesses 30 anos em que estou longe de Belém. É um registro das minhas impressões durante esse tempo – essa viagem – do ponto de vista poético”
Apesar de morar há trinta anos fora do Pará, Cristóvam Araújo manteve ligação constante, apaixonada e inalterada com sua terra natal, sua cultura, seus amigos e seus familiares. O novo livro reúne uma seleção de poemas recorrentes a sua história de vida, ligados a pessoas e símbolos de uma Belém que não sai da sua memória.
O lançamento do livro “Diário de Bordo” ocorrerá no dia 10 de dezembro, em meio a uma tarde/noite de autógrafos e de confraternização com seus amigos de tantas datas. O local será o espaço literário da Fox Vídeo, na rua dr. Moraes 584.

Cada cabritinha com o seu dono.

O Hélio Azevedo mandou um recado, disse nas entrelinhas "cada cabritinha com o seu dono", ahahaha... Pura sacanagem do Hélio, sempre brincalhão vai captando as imagens do cotidiano e tome trocadilho.
Ê mano! As mina vão ficar fulas-da-vida contigo, hein?!
Vamos para as imagens.
A 1ª imagem segundo o Hélio trata-se da Cabritinha do rico.
A 2ª imagem - a Cabritinha do pobre.
Eu quero uma cabritinha com tatuagem e jamburana.

Cinema e Direitos Humanos

5ª MOSTRA CINEMA E DIREITOS HUMANOS NO CINE LÍBERO LUXARDO
CINE LÍBERO LUXARDO - De 25 a 28/nov e 02 a 05/dez

PROGRAMAÇÃO

25/11 - QUINTA-FEIRA
19h – Sessão de Abertura
ABUTRES - Pablo Trapero (Argentina/ Chile/ França/ Coréia do Sul, 107 min, 2010, fic)
Classificação indicativa: 16 anos


26/11 – SEXTA-FEIRA
10h
A VERDADE SOTERRADA - Miguel Vassy (Uruguai/ Brasil, 56 min, 2009, doc)
ROSITA NÃO SE DESLOCA - Alessandro Acito, Leonardo Valderrama (Colômbia/ Itália, 52 min, 2009, doc)
Classificação indicativa: 12 anos
15h
KAMCHATKA - Marcelo Piñeyro (Argentina/ Espanha/ Itália, 103 min, 2002, fic)
Classificação indicativa: livre
17h
A BATALHA DO CHILE II – O GOLPE DE ESTADO - Patricio Guzmán (Chile/ Cuba/ Venezuela/ França, 90 min, 1975, doc)
Classificação indicativa: 12 anos
19h
VIDAS DESLOCADAS - João Marcelo Gomes (Brasil, 13 min, 2009, doc)
PERDÃO, MISTER FIEL - Jorge Oliveira (Brasil, 95 min, 2009, doc)
Classificação indicativa: 14 anos


27/11 – SÁBADO
10h – Audiodescrição
AVÓS - Michael Wahrmann (Brasil, 12 min, 2009, fic)
ALOHA - Paula Luana Maia, Nildo Ferreira (Brasil, 15 min, 2010, doc)
CARRETO - Marília Hughes, Claudio Marques (Brasil, 12 min, 2009, fic)
EU NÃO QUERO VOLTAR SOZINHO - Daniel Ribeiro (Brasil, 17 min, 2010, fic)
* Sessão com audiodescrição para público com deficiência visual.
Classificação indicativa: 12 anos
15h
HÉRCULES 56 - Silvio Da-Rin (Brasil, 94 min, 2006, doc)
Classificação indicativa: 12 anos
17h
DIAS DE GREVE – Adirley Queirós (Brasil, 24 min, 2009, doc)
PARAÍSO - Héctor Gálvez (Peru/ Alemanha/ Espanha, 91 min, 2009, fic)
Classificação indicativa: 12 anos
19h
CARNAVAL DOS DEUSES - Tata Amaral (Brasil, 9 min, 2010, fic)
MEU COMPANHEIRO - Juan Darío Almagro (Argentina, 25 min, 2010, doc)
LEITE E FERRO - Claudia Priscilla (Brasil, 72 min, 2010, doc)
Classificação indicativa: 16 anos


28/11 – DOMINGO
10h
ALOHA - Paula Luana Maia / Nildo Ferreira (Brasil, 15 min, 2010, doc)
AVÓS - Michael Wahrmann (Brasil, 12 min, 2009, fic)
CINEMA DE GUERRILHA - Evaldo Mocarzel (Brasil, 72 min, 2010, doc)
Classificação indicativa: 12 anos
12h
A CASA DOS MORTOS - Debora Diniz (Brasil, 24 min, 2009, doc)
CLAUDIA - Marcel Gonnet Wainmayer (Argentina, 76 min, 2010, doc)
Classificação indicativa: 14 anos
14h – Audiodescrição
PRA FRENTE BRASIL - Roberto Farias (Brasil, 105 min, 1982, fic)
* Sessão com audiodescrição para público com deficiência visual.
Classificação indicativa: 14 anos
19h
GROELÂNDIA - Rafael Figueiredo (Brasil, 17 min, 2009, fic)
MUNDO ALAS - León Gieco, Fernando Molnar, Sebastián Schindel (Argentina, 89 min, 2009, doc)
Classificação indicativa: 12 anos

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Programação completa clica abaixo.
MOSTRA CINEMA E DIREITOS HUMANOS

Rio e a fuga da bandidagem

As cenas ao vivo dos bandidos em fuga da Vila Cruzeiro no Rio de Janeiro (canal de TV GloboNews) são cenas assustadoras... Os caras armados até os dentes.
Para o amigo Osvaldo Jr. as cenas dos bandidos com o armamento pesado encaixaria na música do Alceu Valença na voz do Ney Matogrosso.
Os caras com os fuzis nas mãos são bandidos, nada revolucionário... O Rio não merece!



FM Rebeldia (Alceu Valença)

Um dia eu tive um sonho
Que havia começado a grande guerra
Entre o morro e a cidade
E o meu amigo Melodia
Era o Comandante-em-Chefe
Da primeira bateria
Lá do morro de São Carlos
Ele falava, eu entendia
Você precisa escutar a rebeldia
Pantera Negra, FM Rebeldia
Transmitindo da Rocinha
Primeiro comunicado
O pão e circo e o poder da maioria
Um país em harmonia
Com seu povo alimentado
E era um sonho ao som
De um samba tão bonito
Que quase não acredito
Eu não queria acordar
Pantera Negra, FM Rebeldia
Transmitindo da Rocinha
Primeiro comunicado
Um dia desses
Alguém falava, eu entendia
Nós precisamos conviver em harmonia
Ele falava, eu entendia
Você precisa escutar a rebeldia
Pantera Negra, FM Rebeldia
Transmitindo da Rocinha
Primeiro comunicado

quarta-feira, novembro 24, 2010

"Eu, Odair José e o Se Rasgum" por Elias Pinto

Olha mais um texto do jamburânico Marechal Ribeiro Pinto, vulgo Elias...
Vejam com que facilidade o Elias transitava no Guamá e por sobre as estivas do antigo pedaço boêmio (uma espécie de sodoma e gomorra tupiniquim) de Belém: a velha e safada Condor. Namorar por lá (anos 70/80) com as garotas perdidas, era uma aventura... O Elias, tenho certeza, ainda irá registrar com tintas carregadas de nostalgia aqueles tempos malucos, saudades da gonorréia...
Mas deixa pra lá!
Vamos ler o texto que foi publicado hoje no jornal o "Diário do Pará". Quanto mais jamburana ingerida, mais lembranças dos loucos anos 80, dá-lhe Elias!
_____________________________

Eu, Odair José e o Se Rasgum (Elias Pinto)
1. Vivendo e (des)aprendendo. Quer dizer que eu já era vanguarda desde o Guamá velho de guerra, do Palácio dos Bares, Patesco e outros inferninhos. Explico, explico, deixem de fissura.
2. Naqueles idos de 1979, 1980, por ali, a bordo da minha Belina cor de batida de jamburana, subindo ou descendo para a UFPA, eu costumava parar num dos bares nos arredores da praça Princesa Isabel, na Bernardo Sayão. Descia já carregando uma pilha de elepês, de Led Zeppelin, John Lennon, Doors e Miles Davis a Mike Oldfield, Alceu Valença e Diana Pequeno, passando por Charlie Parker, Chet Baker, Xangai e a turma do Clube da Esquina.
3. Enquanto mandava descer um Conhaque de Alcatrão São João da Barra, o conhaque do milagre (e desse milagre meu fígado é testemunha), pedia ao dono da birosca para ir tocando o meu repertório. Evidentemente, de vez em quando eu acedia (não é acender, eu não acendia nada, acredite se quiser) e abria uma exceção para atender o gosto da freguesia normativa do botequim, que, ameaçando descarregar o trabuco na minha cara, diziam – com a gentileza peculiar aos nativos daquela região guamaense – para dar um tempo naquela música de veado e tocar coisa de gente (ou de corno, comentário que eu me escusava de dizer em voz alta), tipo Reginaldo Rossi e Odair José.
4. Para agradar a gregos e guamaenses, passei a incluir no meu catálogo de elepês, além dos Pink Floyd cabeças, discos de Benito di Paula, Agnaldo Timóteo, Altemar Dutra e Nelson Ned, mostrando aos botequineiros que eu também, “avant la lettre”, era brasileiro e não desistia nunca.
5. Quem passasse por aquele bar, mesmo lá do asfalto (que para chegar até ele tinha de se equilibrar por uma longa e descabelante estiva, minha tradução, aproximada, para “The long and winding road”, do Paul McCartney), não entenderia como Lou Reed e Alípio Martins, Thelonious Monk e Fernando Mendes podiam sair da mesma vitrola de um boteco de periferia. Era eu pregando a fusion do chiclete com banana, da maçã com açaí, espécie de antecessor visionário do Se Rasgum.
6. Pois não foi esse espírito sonoro ecumênico que regeu a mais recente versão do Festival Se Rasgum, duas semanas atrás, ao reunir Otto, André Abujamra, Madame Saatan e Odair José no mesmo embalo dissonante? Então eu já era Me Rasgum todo naquele pé-imundíssimo no Guamá, celebrando o caldeirão da Cuca (não, querida, não é você) naquele sítio do picapau amarelo ensandecido que tinha à porteira o boqueiro Milton Gaivota. Não me perguntem como eu descobri e elegi aquele boteco sem-lei para beber e ouvir música. E muito menos como saí dali vivo. E também não venham, como costumam fazer, me chamar de elitista quando esculhambo Calypso e essas outras paradas chimbicadas. Nada a ver. Como diria o meu amigo Martinho, elitistas são vocês, eu não passo de um pobre pós-joyceano e quem quiser ser como eu vai ter de pestanejar um bocado, um bom bocado. Falando nisso, me passa um brigadeiro.
7. E falando no bregueiro Fernando Mendes lembrei de um namoro dos meus tempos de moleque que ia passar férias em Santarém. Durante uma dessas férias, namorei entre janelas, eu na da casa da minha avó, e a minha Rapunzel na torre, digo, na janela de sua casa, do outro lado da rua.
8. Ficávamos assim, espelhados, em arrulhos de janela a janela, enamorados. Eu teria pouco mais de 10 anos. Ela mais velha pouquinha coisa. Faltava-me a coragem de atravessar a rua e declarar-me. A vizinhança, óbvio, foi testemunha dessa muda paixão platônica, digo, tapajônica.
9. Pois sabem qual era a trilha sonora desse amor intervalado? Era um grande sucesso popular da época, e quem ouviu jamais esquecerá. Era “Cadeira de rodas”, de Fernando Mendes. Claro que você lembra, foi um dos maiores hits musicais do início dos anos 70. “Sentada na porta/ em sua cadeira de rodas ficava/ seus olhos tão lindos sem ter alegria/ tão triste chorava/ mas quando eu passava/ a sua tristeza chegava ao fim/ sua boca pequena no mesmo instante/ sorria pra mim...”. Bateu?
10. Pois bem, como praticamente só via, da minha amada, a metade do corpo que se debruçava sobre a janela, a música alimentava as chamas da minha imaginação, que via a parte oculta de seu corpo entregue a uma cadeira de rodas. Putz, podia acabar a coluna sem essa.

Lima Barreto: Mauro Rosso e a literatura brasileira.

Amigos da blogosfera!
A postagem sobre Lima Barreto de Elias Pinto, trouxe até o nosso blog o Professor Mauro Rosso. O distinto professor/pesquisador me enviou um e-mail que fortalece a nossa opção por divulgar a literatura brasileira, a nossa cultura... Obrigado Professor Mauro Rosso!

"caro Pedro,
com grande satisfação vejo seu inusitado empenho em difundir o nome e a obra do grande Lima Barreto. solidarizo-me, identifico-me, congratulo com vc. eu, professor e pesquisador de literatura brasileira,ensaísta e escritor (7 livros ensaisticos publicados), faço de Lima um de meus elementos primordiais de estudos (os outros são Machado e Alencar), e dele publico 2 livros neste 2010: Lima Barreto versus Coelho Neto : um fla-flu literário (Difel), em outubro -- que trata de futebol, sim, e do repúdio de Lima a um esporte “estrangeiro, elitista, sectário, violento”, mas sobretudo trata de literatura e da irrascível oposição de Lima à literatura nefelibata, à linguagem de floreio, predominante no início do século XX , exatamente no que Lima se constitui (analiso isso em meu livro e no outro que publiquei : falo dele adiante) no elemento de inflexão na linguagem literária brasileira, e formulador e 'moldador' da linguagem ficcional contemporânea (o que se escreve e como se escreve hoje na ficção urbana vem dele). os modernistas, p.ex, já na década de 20, entenderam isso.
e Lima Barreto e a política: os "contos argelinos" e outros textos recuperados (PUC-Rio\Loyola), em outubro -- estendo-me aqui em algumas considerações a esta obra pertinentes, no que se diferencia em parte do livro (esplêndido) da Lilian Moritz. meu livro resgata não apenas os importantes 13 contos a que Lima deu essa rubrica("argelinos" ( no livro interpreto e explico, supostamente - como legítimo exercício intelectual\histórico - o porquê da totulagem ) mas 33 outros contos escritos na mesma época sob os mesmos teor, timbre e foco político, mas sem a linguagem, forma e estilo alegórico e de simulacro dos "argelinos". insisto nesse ponto -- e isso meu estudo diferencia-se e contrapõe-se ao brilhante trabalho da Lilian, que coloca os 46 sob a mesma rubrica de "argelinos" , quando não o são (Lilian inclui no rol um 47º conto, "Na avenida", que é COMPROVADAMENTE crônica e não conto: como de resto 25 dos 45 contos inéditos que Lilian apresenta, num incomparável, admirável, trabalho de resgate e recolha, não são contos e sim crônicas. Outro elemento, no tocante aos "argelinos" e aos 33 contos políticos que me contrapõe a Lilian está nas notas de contextualização e breves introduções que aponho a cada um deles, a meu juízo imprescindíveis para entendimento (e admiração) do leitor de hoje.
meu livro, vale enfatizar, é temático, não de foco e escala abrangente, per se já um viés de diferenciação. e além de tudo mais (ou por essa conotação especificamente temática) formulo uma interpretação, ou análise, nunca realizada em estudo da obra de Lima: seu antipatrimonialismo, no que se opunha essencialmente a toda forma de poder (do qual a República era a expressão mais bem acabada -- e seu repúdio ao futebol, p.ex. era antes e acima de tudo manifestação de sua repulsa à república).
reitero meus agradecimentos pelas atenção e acolhido, renovo as congratulações por seu belo trabalho no blog e desejo plena continuidade. trajetória.

saudações,
Mauro Rosso"

Abandonar as ilusões...

Resolvi escrever o post, depois que um amigo professor me enviou o e-mail com o texto abaixo:

"PREZADO AMIGO PROFESSOR :
Na área, esta é uma oportunidade de
recebermos uma ferramenta básica ao
sucesso de nossas atividades diárias.
Vamos divulgar, pois, para receber
a contrapartida de nosso esforço
comum...
A empresa Ericsson está distribuindo gratuitamente
'lap tops' com o objetivo de se equilibrar com a Nokia,
que está fazendo o mesmo. A Ericsson deseja assim aumentar
sua popularidade. Por esse motivo, está distribuindo
gratuitamente o novo Lap Top WAP.
Tudo o que é preciso fazer é enviar uma cópia
deste e-mail para 8 (o ito) conhecidos.
Dentro de 2 (duas) semanas você
receberá um Ericsson T18.
Se a mensagem for enviada para 20 (vinte)
ou mais pessoas, você poderá receber um Ericsson R320... "

A minha resposta ao meu amigo foi até singela, pensei, pensei e resolvi ser bem leve que nem Muhammad Ali...
Só o trabalho cria riqueza, e sempre pautei minha vida nessa crença. Por isso, nem jogo na Mega-Sena.
Trabalho alegremente para que a labuta seja prazerosa, e tem sido assim a vida inteira.
Não acredito em bondade do capitalista. Tenho até outras motivações para meter o dedo na goela do meu amigo e dizer pra ele: - Ei cinderela acorda!
Mas, resolvi despertá-lo com umas palavras do filósofo alemão do século XIX - Karl Marx.

"A exigência de abandonar
as ilusões
sobre a situação
é a exigência de
abandonar uma situação
que necessita de ilusões."
Karl Marx

sábado, novembro 20, 2010

Dúvidas?! Pergunte agora.



"Não pode ter grandes dificuldades quando abunda a boa vontade." Maquiavel

Deixo o post para os meus alunos que queiram tirar alguma dúvida. Não existindo dúvida vamos ao encontro da verdade de cada um.

Às armas cidadãos, ops! Ao peixe-frito republicanos!

Sábado, huuummm... Vou à República do Peixe-Frito.
O Marechal Elias gosta de amassar aquela pimentinha amarela na posta do peixe delicioso.
Naná tô correndo praí!
O subcomandante Osvaldo estará submetendo o pobre peixe ao terrível despedaçar de sua carne para a alegria do estômago do amigo republicano juramentado do peixe-frito.
Eu vou!

A imagem acima foi feita pelo Osvaldo Jr. antes de estraçalhar o pobre peixe.

1º Congresso Espírita Paraense.

Aproveitando que a postagem anterior foi sobre uma experiência mediúnica espetacular, faço abaixo a divulgação solicitada pelo amigo e irmão de fé e faca amolada - José Almeida.
Os caminhos que Alan Kardec desnudou com suas obras clássicas, novos estudos tem aprofundado a essência dos ensinamentos difundidos pelo Espiritismo, o 1º Congresso Espírita Paraense tem tudo para se constituir em pleno sucesso.
A doutrina espírita se apresenta como uma bússola em meio a tempestade...

"Uma ópera no além" por Wilson Malheiros

Recebo o e-mail do colega professor e juiz federal aposentado - Wilson Malheiros. Depois de escutar de um outro colega professor a experiência vivida pelo Prof. Wilson, me interessei e quando o encontrei pedi que me enviasse a história que foi inclusive publicada no jornal "Diário do Pará".

"Alô, prezado colega. Finalmente tenho condições de te mandar o que me pedes.
Está no texto aí abaixo. Já foi publicado na imprensa.
Um grande abraço. Que este e mail seja o começo de muitos.
jwmalheiros"
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UMA ÓPERA NO ALÉM (José Wilson Malheiros)

Afirma-se, com toda a razão, que hoje em dia o que não sai publicado na imprensa, não existe. Então, com a finalidade de deixar gravado para o futuro, dou a público, agora, aproveitando a ocasião, um fato que merece ser mencionado na biografia do maestro.
Neste vinte e quatro de março o Maestro Wilson Fonseca (Izoca) completou sete anos de falecido. No início do ano passado um grupo de interessados manifestou a vontade de conhecer melhor a ópera do compositor, que tem libreto e arranjo orquestral de minha autoria, pois Izoca, ao encerrar essa obra, infelizmente não teve mais condições físicas de fazer a orquestração.
Em uma das reuniões, um fato incomum aconteceu. Veja o texto da declaração que tenho em meu poder:
“DECLARAMOS que no mês de abril/2008 estivemos reunidos, uma tarde, na residência de José Wilson Malheiros da Fonseca, em Belém Pa., mais precisamente da dependência que ele denomina de “gabinete”.
Passamos a tarde vendo e escutando as partituras da ópera Vitória Régia, um Amor Cabano, música de Wilson Fonseca (Izoca).
Estavam presentes, entre outras pessoas, Célia Maracajá, Luiz Arnaldo, Maestro Martinho Lutero (brasileiro, que vive na Europa), José Wilson e sua esposa Damea.
Quando acabamos de ver, escutar e comentar o libreto e as partituras, mais ou menos pelas seis da tarde, o computador foi totalmente desligado. Não havia, na casa, mais nenhum aparelho eletrônico ligado, nem rádio, nem televisão, aparelho reprodutor de CD, cassete etc, estando também a máquina filmadora da Célia (que nem foi usada nessa ocasião), desligada. Tudo isto foi verificado minuciosamente pelos presentes.
Em dado momento começamos a escutar, dentro do gabinete, com grande nitidez e com razoável volume, uma voz de tenor operístico a cantar uma ária que não conseguimos identificar.
Ao chegarmos perto da “voz” sentíamos como se estivéssemos perto do “cantor”. Todos ficaram perplexos.
Esse fenômeno durou mais ou menos meia hora. A sensação era de que alguém, que não podíamos ver (apenas escutar) estava ali bem próximo de nós, cantando, mesmo.
Atestamos que o acima relatado é verdade.
Assinam o documento como testemunhas presenciais (tudo reconhecido em cartório):
Luiz Arnaldo Dias Campos, produtor cultural, cineasta. Célia Maracajá, produtora cultural, atriz. Damea Gorayeb S. Fonseca, professora”.
A coincidência se repete: no início do século vinte, como atesta bibliografia abundante, um maestro e professor recém chegado da Itália também assistia, em companhia de pessoas ilustres da sociedade da época, os fenômenos espirituais que ocorriam em Belém na casa do casal Eurípedes e Ana Prado.
O maestro era Ettore Bosio, que inclusive bateu algumas fotos que estão na internet.
Fica, portanto, registrado o fato. Onde não se pode criticar, todos os elogios são suspeitos. Fique à vontade para emitir sua opinião sobre o fato.

Missão Cumprida!

Uma crônica da vida real...
Depois do vídeo sobre o envelhecimento, dizer o quê???
Relaxe e curta a "Missão Cumprida!" Ahahaha...