terça-feira, janeiro 05, 2010

A Primavera Materna de Maria Flor da Terra

Para iniciarmos o ano, vão as linhas tracejadas pela poetisa Maria Flor... O filho como uma flor frágil que o vento levou...
O vento, o tempo, as flores e as feridas sempre dialogam... Singelos monólogos, diria, pesaroso, o Locobueres depois da terceira garrafa de WhiteHorse. Ei mano! Segura esse cavalo.


PRIMAVERA MATERNA (Maria Flor da Terra)

Chegou setembro
E minha roseira não floriu!
Nenhum botãozinho em nosso lar.

Chegou setembro
E não há primavera em meu quintal
Porque meu menino partiu.

Já é setembro
Esperarei a próxima estação
Quem sabe o pé de rosa floresça
Então eu sorrirei com meu menino.

Tens o colo, o peito, o leite mãe.
As quatro luas habitam em ti

Sente a pulsação...

Sente a respiração...

Embalam o berço, as melhores lembranças.

Canta ciranda
Cantiga de ninar
Canta pra vida continuar
Canta, não pára de sonhar.

Canta, não pára de cantar.

Um comentário:

maria disse...

Amigo Pedro,
Fiquei emocionada quando ví sua postagem sobre minha "Primavera Materna".
Seu singelo e rico comentário valorizou ainda mais meu poema.

Obrigada amigo, te mandarei outros textos.

Beijo grande.
Mariazinha Flor da Terra