sexta-feira, março 12, 2010

Lutar contra o Imperialismo onde quer que se encontre.

Sempre me posicionei com as propostas da esquerda...
Na juventude tive a incompreensão da família, muitas vezes chorei de raiva por ser uma voz dissonante e ridicularizada por pessoas que se alimentavam da ditadura. O tempo passou...
Não me considero o dono da verdade e não sou agressivo na defesa das minhas posições ideológicas, a vida me ensinou a ser tolerante, sigo tolerante com as posições que divergem comigo, por princípio sou tolerante... Só não tolero a fome, a negação da condição humana, não tolero!
Acredito que outros outubros virão e um outro mundo é possível!
Vou reproduzir o post do blog Vozes Militantes, ok?
Abaixo texto postado pelo blogueiro socialista João Pinto Durães, mas adora assinar com a-o-til-no-final, ahahaha... Impagável este gajo, ô pá!
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"Companheiros e companheiras,
Eis-me aqui para dizer em alto e bom tom, não conheço um cara da direita que tenha sacrificado a sua vida em favor de uma causa, de um povo, de uma utopia... Nunca! Eles preferem ficar em suas torres de marfim, contando vis metais...
Existiram muitos militantes de esquerda aqui e alhures que colocaram a própria vida em risco e até morreram por acreditarem que: Um outro mundo é possível!
Diante do embate com a direita tucana e a DEMoníaca, trago para o Terra Brasilis o "Discurso de Despedida de Che Guevara". Confesso que me emociono ainda, cada palavra do Che soa como uma profunda sinceridade revolucionária... Existe amor, não ódio...
Posto o discurso de despedida para fortalecer a nossa luta em favor de uma mulher de fibra e que lutou contra a opressão, sendo torturada cruelmente.
Dilma é de uma dignidade ímpar...
Estamos contigo companheira!




Che Guevara - Discurso De Despedida
A Fidel Castro
Havana. “Ano da Agricultura” 1965
Fidel:
Neste momento recordo muitas coisas: quando te conheci em casa da Maria Antónia, quando me propuseste acompanhar-te, toda a tensão dos preparativos.
Um dia passaram perguntando a quem se devia avisar em caso de morte, e a possibilidade real do fato chocou-nos a todos. Depois soubemos que era certo, que numa revolução se triunfa ou se morre, se é verdadeira, e muitos companheiros ficaram ao longo do caminho para a vitória.
Hoje todos temos um tom menos dramático porque estamos mais maduros, mas o fato repete-se. Sinto que cumpri a minha parte do dever que me ligava à revolução Cubana no seu território e despeço-me de ti, dos companheiros, do teu povo, que é já o meu.
Renuncio formalmente aos meus cargos na direção do Partido, ao meu posto de ministro, ao meu grau de comandante, à minha condição de cubano. Nada legal me liga a Cuba, só laços de outra classe que não se pode partir como as nomeações.
Ao rever a minha vida passada, creio ter trabalhado com suficiente honestidade e dedicação para consolidar o triunfo revolucionário. O meu único erro com alguma gravidade foi não ter confiado mais em ti desde os primeiros momentos da Sierra Maestra, e não ter compreendido com celeridade suficiente as tuas qualidades de dirigente e de revolucionário.
Vivi dias magníficos e senti ao teu lado o orgulho de pertencer ao nosso povo nos dias luminosos e tristes da Crise das Caraíbas. Poucas vezes brilhou mais alto um estadista que nesses dias; orgulho-me também de te ter seguido sem vacilar, identificado com a tua maneira de pensar e de ver e apreciar os perigos e os princípios.
Outras serras do mundo reclamam o concurso dos meus modestos esforços. Eu posso fazer o que te está negado pela tua responsabilidade à frente de Cuba e chegou a hora de separar-nos.
Saiba que o faço com uma mescla de alegria e dor: aqui deixo o mais puro das minhas esperanças de construtor e o mais querido entre os meus seres queridos, e deixo um povo que me admitiu como um filho; isso lacera uma parte do meu espírito; aos novos campos de batalha levarei a fé que me inculca, o espírito revolucionário do meu povo, a sensação de cumprir com o mais sagrado dos deveres: lutar contra o imperialismo onde quer que se encontre; isto reconforta e cura amplamente qualquer aflição.
Repito mais uma vez que liberto Cuba de qualquer responsabilidade, salvo a que emana do seu exemplo; que se a hora definitiva me chegar sob outros céus, o meu último pensamento será para este povo e especialmente para ti; que te digo obrigado pelos teus ensinamentos e pelo teu exemplo, ao que tentarei ser fiel até as últimas conseqüências dos meus atos; que estive sempre identificado com a política externa da nossa Revolução, e continuo a estar; que onde quer que me detenha sentirei a responsabilidade de ser revolucionário cubano, e como tal atuarei; que não deixo aos meus filhos e à minha mulher nada material e não me apena: alegra-me que assim seja. Que nada peço para eles, pois o Estado dar-lhes-á o suficiente para viver e educar-se.
Teria muitas coisas que dizer a ti e ao nosso povo, mas sinto que não são necessárias as palavras e não podem expressar o que eu desejaria; não vale a pena deitar mais borrões no papel.
Até a vitória sempre. Pátria ou morte!
Abraço-te com todo o fervor revolucionário,
Che
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6 comentários:

Wellyn Nascimento disse...

Sempre fui da esquerda.Sempre fui petista.Sei que ainda tenho muito chão pra percorrer,afinal tenho somente 22 anos,mas nessa curta jornada,eu aprendi a lutar pelos meus ideias,por aquilo que eu acredito que seja o certo.Hoje assim como vc Pedro,sou bem mais tolerante.Muito me orgulha ser militante,me emociona ver que assim como eu,tem tantos e tantos outros.A história de Che é incrivel,eu nunca perdi a esperança de que sim,um outro mundo é possivel.E como diria Che "Acima de tudo procurem sentir no mais profundo de vocês qualquer injustiça cometida contra qualquer pessoa em qualquer parte do mundo. É a mais bela qualidade de um revolucionário.".
Abraços,Companheiro!

citadinokane disse...

Wellyn,
Caminhemos com Che... Contra qualquer injustiça, ok?!
Beijos,
Pedro

Wellyn Nascimento disse...

Beijoooos!

Anônimo disse...

HUMMMMMMMMMM!

citadinokane disse...

Wellyn,
Bjs.

citadinokane disse...

Anônimo,
Huuummm... ???