sexta-feira, maio 07, 2010

Não quero Tapajós e Carajás. Quero Pará Unido!

Paulo Paixão, poeta santareno, escreveu um artigo em favor da criação do Estado do Tapajós, clique aqui para ler.
Alhures escrevi que a cultura paraense é eminentemente santarena, dentre os grandes poetas paraenses e que sempre expressou a sua condição de paraense: Ruy Barata Paranatinga. Nasceu em Santarém.
Paulo Paixão, amigo querido, abraçou uma panacéia: Separatismo.
Paixão não percebe que criando o Estado do Tapajós, o poder econômico vem de fora... Não serão os santarenos da gema que irão governar o novo Estado, podem anotar no caderninho... Como aconteceu em outros Estados que foram criados depois da Constituição de 1988, Sarney é senador pelo Amapá e não Maranhão, viu?! Verifiquem a situação de Roraima e Rondônia.
Por favor! Chegou o momento de parar de vender ilusões...
O Oeste do Pará não foi esquecido pelos belemenses, façam o levantamento das últimas legislaturas e todos ficarão boquiabertos, a maioria dos deputados são do sul, sudeste e oeste do Pará, a pergunta que não quer calar: - Por que não criaram um bloco a favor dessas regiões?
Eu mesmo respondo. Porque estavam conchavados com os governadores de plantão, eram da base de apoio.
Não acredito que num passe de mágica, criados os novos Estados tudo se tornará uma maravilha.
Paixão deveria lutar para a integração da região amazônica, pressionar os amigos políticos para a formulação de políticas que proporcionem orgulho aos santarenos de serem paraenses.
Teremos mais despesas com criações de estruturas, não é garantia de desenvolvimento, olhem para Roraima.
Paixão, cuidado para não incutir nos santarenos nossos irmãos a fobia aos belemenses, ok?!
Abaixo um comentário feito no post do Poeta Paulo Paixão no blog Tapajós Já.
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"Eu acredito que a necessidade de realmente se criar um estado do Tapajós é a necessidade de um povo que briga por seus direitos, que comungam da necessidade de serem ouvidos, de organizações sociais capazes de gritarem contra as injustiças sociais e econômicas, de ter “em suas raízes” a força de seus antepassados, de construir uma verdade em que seu povo acredite piamente, de ser realmente uma força que destoe completamente do resto do estado.
Desculpe-me meu caro amigo Paulo Paixão, a quem tenho grande respeito e admiração, mas a região do logrado estado do Tapajós não é dos mocorongos, ela é dos Brasileiros que vem de todas as partes, plantar suas sojas, sujarem os seus rios e rir das suas culturas. São estes que tomam conta das terras e da sua querida cidade, são eles que destoam os batuques dos bois com musicas sertaneja, são eles que procriam nesta terra abençoada e descriam o sentimento amazônico de uma nação realmente amazônica, com seu respeito e bem querer de suas diversidades ecossistêmicas, étnicas e culturais.
Caro amigo, vamos brigar pela criação de um País Amazônico, uma nação soberana que seja redimida das injustiças históricas de colonização e políticas ocupacionais deste outro País chamado Brasil.


Sejamos Amazônidas e não Brasileiros!
Vamos nos unir e não dividir!


Um grande abraço.


Rafael L. A. Ferreira

Em 18 de março de 2010"

6 comentários:

Guará Matos disse...

Separatismo, ué!
Na verdade, querem é mais verba pra desviar. Cria-se um novo estado e toda a máquina pública tem que ser criada e então....
Abraços.

VANUZA PANTALEÃO disse...

Um bom tema a ser debatido. Minha mãe gostaria de lê-lo. Um abraço!
Guilherme

citadinokane disse...

Guará,
Uma das ambições dos poderosos, economicamente falando, sempre foi: tomar conta do cofre público...
Existem muitas pessoas honestas que participam desses movimentos separatistas, e às vezes embaladas por temas emotivos, se lançam inocentemente em defesa de bandeiras que favorecem os mais poderosos em detrimento dos miúdos e humildes... que no final ficam chupando os dedos e só.
Existem muitos empresários, madereiros, mineradoras e oportunistas de todos os matizes "metendo" corda no povão de que com a separação tudo será melhor... O paraíso na terra.
A formação dos dois Estados se assenta numa verdade que não se cala, existe muita madeira nobre, ouro e outros minerais valiosos, daí a briga...
Ninguém quer dividir o Piauí, né?
abraços irmão,
Pedro

citadinokane disse...

Guilherme,
A Vanuza é sempre bem vinda aqui e volte sempre! Esse tema é polêmico.
abs

Guará Matos disse...

É verda, Piaui é esquicido, até por Brasília.
Abraços
_______
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citadinokane disse...

Guará,
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