quarta-feira, julho 07, 2010

Ezequiel, codinome: Beija-flor.

Chego ao hotel e corro para a internet, quero notícias do Brasil, nós não existimos para os ianques... sério! Fora da Copa do Mundo de Futebol, volta o esquecimento do Brasil nos noticiários da TV dos states.
No portal da UOL a notícia, e não oculto o meu espanto e tristeza: o "exagerado" Ezequiel Neves morreu!
Parceiro do inesquecível "maior abandonado" Cazuza. Ezequiel morre aos 74 anos, jornalista e produtor musical era também compositor de mão-cheia, no imaginário de minha geração, letra e melodia de "Codinome Beija-Flor" se fundiram na principal trilha sonora do amor perdido respeitosamente... "Pra que mentir/ Fingir que perdoou/ Tentar ficar amigos sem rancor/ A emoção acabou/ Que coincidência é o amor/ A nossa música nunca mais tocou...". Essa música desnuda para mim uma época maravilhosa, sentimentos amadurecidos, um tempo tão bom quanto o atual, não sou e não serei saudosista, como diria Paulinho da Viola, não quero voltar ao passado... Sinto a alegria dos tempos idos, mas meu tempo é agora!
Ezequiel vai fazer falta.
Não posso deixar de comentar sobre a entrevista que ele deu juntamente com a mãe de Cazuza, era o lançamento do filme "Cazuza - O Tempo Não Para", a película retrata a amizade entre Cazuza e o Ezequiel. A entrevistadora pergunta quando Ezequiel havia percebido que Cazuza estava doente, ele muito falante, ajeita o óculos e dispara sua metralhadora: - Olha eu e o Cazuza bebíamos todo dia no estúdio uma garrafa de uísque, comecei a perceber que estava alguma coisa estranha acontecendo com ele, quando chegava na metade da garrafa ele já estava "doidão"...
A sinceridade de Ezequiel foi interrompida pela Lucinha, mãe do Cazuza: - Pô você só fala dessas coisas!
Ele retrucou: - Vou falar de quê? A gente curtia isso...
A gente continua curtindo Ezequiel e Cazuza, podem falar que Cazuza era bad boy e que Ezequiel era maluco, não me interessa! Fui também um "menino mau", hoje sou apenas malvado, ahahaha...
Para encerrar, Ezequiel morreu numa quarta-feira, no dia em que se completou exatos 20 anos da morte de Cazuza - 7 de julho de 1990.
Salve os dois malucos!!!

Eduardo Bueres quando escuta essa música, chora rios de lágrimas, soluçando sem poder falar nada.

3 comentários:

Priscila Lima disse...

eterno poeta... o tempo não para!
Abraço das conchas.

citadinokane disse...

Priscila,
O nosso eterno poeta.
bjs

Anônimo disse...

Directly in the purpose