sábado, setembro 11, 2010

Outros "11 de Setembro".

Existe um outro 11 de setembro que não se pode esquecer...

Os Estados Unidos da América do Norte entraram em comoção nacional com os atentados às torres gêmeas do World Trade Center em 11 de setembro de 2001. A ação terrorista deixou 2.752 pessoas mortas.
No século IV da antiguidade, Roma foi sacudida pelas invasões dos bárbaros, uma horda de hunos, comandada pelo líder Átila, submeteu o Império Romano ocidental. Depois de Átila, visigodos, ostrogodos e vândalos invadiram destruindo o império romano do ocidente.
Os novos bárbaros são motivados por ideologias religiosas... Os islâmicos são conclamados por Usama Bin Muhammad Bin Ladin, conhecido no ocidente como Osama Bin Laden, para uma luta religiosa contra os infiéis...
A América sentiu a dor de ser golpeada em suas entranhas... Solidarizo-me com o povo americano e suas vítimas.
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Existe um 11 de setembro que ensanguentou por muito tempo a América Latina...
O dia amanheceu nublado e a semana anterior trazia informação que os americanos estavam planejando a derrubada do governo democraticamente eleito...
Às 8h45 da manhã de 11 de setembro de 1973, uma voz pesada inicia a locução de um discurso que firma uma posição de lealdade ao povo chileno... Ali, naquele momento, se congelava no céu da América Latina um sonho de independência, o sonho sonhado por Simón Bolívar, José Martí, Eduardo Angelim... La Moneda despedaçado pelo bombardeio infame, sangue e o fantasma de Salvador Allende assombrando os ditadores e a América...

"Não tenho condições de ser um mártir, sou um lutador social que cumpre uma tarefa dada pelo povo. Entendam, porém, aqueles que querem fazer a história retroceder e desconhecer a vontade da maioria do Chile: sem ter carne de mártir, não darei nenhum passo atrás...Somente à balaços é que poderão impedir a vontade que é fazer cumprir o programa do povo."
Salvado Allende

Depois da queda de Allende, o golpe militar no Chile matou 3.197 pessoas, segundo a Comissão Rettig - Comissão Nacional de Verdade e Reconciliação Chilena. Durante a ditadura do General Augusto Pinochet calcula-se que o numero real de mortos e desaparecidos políticos esteja próximo a 50.000 pessoas.
Setembro de 1973 é inesquecível para os chilenos e para a América Latina, uma semana depois de matarem Allende, os carniceiros de Santiago prenderam e cortaram as mãos do engajado cantor chileno Victor Jara e mais tristes ficamos com a morte do poeta Pablo Neruda.

2 comentários:

Alexandre Mauj Imamura Gonzalez disse...

Mto bacana o seu post. Acho engraçado todo mundo se lembrar do 11 de Setembro americano, mas ninguém se lembra do que aconteceu com o país vizinho. A sangrenta ditatura do Pinochet passa em branco, muita gente sequer sabe da data.

abraços

citadinokane disse...

Alexandre,
Algumas datas deveriam ser lembradas como os japoneses lembram das bombas atômicas.
Aprendemos no silêncio respeitoso dos japoneses...