domingo, setembro 26, 2010

Rui Baiano e a hora das minorias...

Segundo Rui Santana, mais conhecido como Rui Baiano, o tempo é outro, muito estranho...
Rui é amigo de Luiz Mott e outros intelectuais baianos.
Mas, mesmo militando na esquerda, confessou que ainda encontrava alguma dificuldade para superar o caldo cultural machista: - Olhe meu rei! Só não aceito o agarra-agarra na minha frente.
Rui relatou-me que certa vez recebeu em sua casa um militante baiano das minorias - o cara era homossexual.
Levou o companheiro em vários espaços para palestrar.
Um companheiro petista de Ananindeua se juntou à comitiva de recepção do forasteiro baiano.
Rui tarde da noite, levou o companheiro militante das minorias baiana e o militante petista de Ananindeua para a sua casa. Chegando lá, pediu para os dois ficarem sentados na sala que ele iria providenciar na cozinha um jantar para todos.
Quando ele retorna da cozinha com os pratos feitos, quase joga tudo no chão. O que aconteceu?
Os dois estavam na sala se abraçando e dando beijos de língua, estalando.
Rui não se conteve e gritou para os dois: - Ê garaio! Na minha casa não!
E ainda acrescentou: - Vão comer em outro lugar.
Sabe o que aconteceu?
Rui colocou os dois para fora da casa.
Depois o Rui me confidenciou que ele tinha algumas dificuldades, mas reconheceu que agiu de forma errada... Era para ter sublimado aquela situação e ter pedido que parassem com o agarra-agarra e só.

6 comentários:

Lígia Saavedra disse...

Caro amigo Pedro, o seu artigo só prova que a militância do partido é centrada e sem preconceitos.

Né, Rui? Rsrsrs

Bjs

Anônimo disse...

Este teu amigo é um grossoooooooooo! Poxa que feio! Bobo

Wellyn Nascimento disse...

Ahhh eu não acredito que o Rui fez isso?! Mas tenho certeza que ele já é mais flexivel agora e que não fará isso de novo. Até pq se eu ver uma presepada dessa ele vai se ver comigo! hahaha
Beijossss Pedro!

citadinokane disse...

Lígia,
Dificilmente estaremos imunes aos "preconceitos", a socialização dos valores que são considerados os mais "corretos" pela sociedade, ops, pela classe dominante, projeta em cada pessoa uma visão de mundo repleta de estereótipos...
A condição para nos libertarmos dessas visões, já ensina o bom e velho camarada Marx, seria uma desalienação ou como ensinou Fernando Pessoa em "Tempos de travessia":
"Há um tempo em que é preciso
abandonar as roupas usadas
Que já tem a forma do nosso corpo
E esquecer os nossos caminhos que
nos levam sempre aos mesmos lugares
É o tempo da travessia
E se não ousarmos fazê-la
Teremos ficado para sempre
À margem de nós mesmos."

É Lígia... Rui não está sozinho. O que o diferencia de muitos "bacanas" é o esforço desuperação, e aí eu me somo ao bom baiano, fazemos um esforço contínuo para superarmos os nossos "preconceitos" e não ficamos achando "bonito" quem discrimina, qualquer tipo de discriminação é inaceitável...
Reconhecer as dificuldades é um grande passo para... o tempo de travessia...

citadinokane disse...

Anônimo,
Ele está ficando mais fino... ahahaha...

citadinokane disse...

Wellyn,
Na época ele tinha uma filha pequena, acho que faltou bom senso para os companheiros que se agarravam, não?! Independente da orientação sexual, ainda que fosse um casal hetero, caberia segurar o impulso...