sexta-feira, outubro 22, 2010

E aí dotô, é pra levar ou deixar as galinhas?

Escutei este causo pela primeira vez da boca do meu amigo Marcelo Costa, os causos contados pelo Marcelinho são impagáveis... A capacidade de discorrer com leveza e graça [igual o andar das moças de minibiquini nas areias do Atalaia] as anedotas é impressionante e considero uma virtude do Marcelinho Mecogi.
Vamos contar o causo ocorrido com o cabeçudo Ruy Barbosa de Oliveira, mais conhecido como Rui Barbosa - grande expoente do campo jurídico da República Velha.
Iniciarei o causo como todos os contos que escutei, que começam assim...
Era uma vez...  O Rui Barbosa sentado numa cadeira de balanço no pátio de sua casa, descansava preguiçosamente dos afazeres do Ministério da Fazenda quando de repente escuta os seus galináceos em alvoroço...
Levanta-se com o barulho e dirigi-se ao seu quintal. Ao chegar no quintal, verifica que um homem maltrapilho tentava pular o muro levando juntamente suas galinhas caipiras. Não se conteve e corajosamente andou em direção do gatuno, ao surpreendê-lo com suas penosas cacarejando, disse: Oh, bucéfalo anacrônico! Como ousas atravessar o umbral de minha vivenda? Não o interpelo pelo valor intrínseco dos bípedes palmípedes, mas sim pelo ato vil e sorrateiro de profanares o recôndito da minha habitação, levando meus galináceos à sonsice e à socapa. Se fazes isso por necessidade, transijo; mas se fazes para zombar da minha elevada prosopopéia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei com minha bengala fosfórica bem no alto da tua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que te reduzirei à qüinquagésima potência que o vulgo denomina - nada.
E o ladrão, confuso, diz:- E aí dotô, é pra levar ou deixar as galinhas?

2 comentários:

Xico Rocha disse...

Que eram penosas eram, mas, só que patos

citadinokane disse...

Xico,
Lá vem tu com esse papo de pato, qualé mano?!