segunda-feira, novembro 29, 2010

Aniversário do Elias.

No sábado o nosso amigo Elias Pinto ficou mais velho, fez aniversário e comemoramos efusivamente...
Lá se vai meio século, e em trinta e poucos anos a labuta do Elias tem sido o jornalismo sério.
Hoje um dos mais lidos colunistas do "Diário do Pará".
O meu presente para o Elias o CD Les Cargos - Orquestra de Contrabaixo. Acho que ele não vai gostar, mas qual presente para o Elias? Livros? Nem pensar, a casa não tem mais lugar para guardar livros.
Brincadeiras de lado, o Elias vai vibrar quando escutar "Week-end à deauville", vale a pena escutá-la acompanhada de um cálice de Jamburana.
Parabéns Elias!

8 comentários:

ELIAS disse...

Ainda estou tentando reconstituir os fatos com a ajuda de raras testemunhas. Altas horas da noite de sábado, um carro lembrando um batmóvel (mas a outra testemunha diz que lembrava limusine de barão petista) freou guinchando na Ferreira Cantão, disparou uns tiros para o alto (mas o vizinho da janela de frente jura que pareciam fogos de artifício, como no Complexo do Alemão anunciando que há droga pra dedéu)e largou um pacote disforme no asfalto. E disparou, deixando na madrgada silenciosa um grito de guerra: "Jamburana tem poder!".
Ressabiados, depois de um tempo, os vizinhos achegaram-se, cutucaram o volume e surpreenderam-se ao ver que era eu, que me desdobrava, recuperando meu perfil apolíneo, um tanto quanto bacante e dionisíaco naquela noite, como se um José Celso Martinez Correa me dirigisse numa oficina.
Entrei em casa e, na manhã seguinte, como os cachorros que nada sabem, acordei e fui para um cantinho, ressabiado do que eu possivelmente aprontara na noite anterior. Mas eis que a mulher afagou-me e o mundo tornou a se colorir. Lambi as feridas da ressaca e voltei para o leito, onde fui aceito e aconchegado.
O que estranho é essa barbicha branca que me cresceu da noite para o dia, como que grafitada em meu queixo em geral adornado com charmoso furinho.
Preciso checar alguns dados com o meu caro Watson, que também atende pelo chamamento de Pedro Nelito. Com Jamburana não se brinca, já dizia o Mefistófeles do Uriboca. Só sei que isso tudo me custou um ano de vida.

Anônimo disse...

Elias , ia te dar parabéns e tal e coisa mas pelo relato acima é absolutamente desnecessário.
Tenho a mesma política que vc , quando chego interpretando o "Elogio a loucura" , recolho-me num canto e quando o dia clareia , se ouço : "bom dia meu amor que farra hein?" é que os cachorros não me lamberam a cara , já quando sou ignorado tal qual bode na sala , tomo banho rápido , sumo alegando problemas e compromissos mil e gasto o lucro dos fretes com flores acompanhadas de poemas plagiados de minha autoria.
Abraços
Tadeu

citadinokane disse...

Elias,
Ahahaha...
Garaio!
Era para tu colocares a barba de molho, mas graças ao bom Deus a querida Dona Regina não enjeitou o pobre coitado lambuzado de jamburana...
Vou refrescar a tua memória, chegamos à República do Peixe-Frito e resolveste declarar o teu amor adormecido (o que a jamburana não desperta?!) pela bela e delicada garçonete Naná, para contornar a situação ela até te prometeu amor eterno. Refrescou?!
Antes de chegar na Ferreira Cantão mandaste parar, parei. O segurança das Lojas Americanas deu um tiro para o alto e disse: - Se o cabeludo tentar arrebentar a porta de enrolar, vou queimar, ok?!Recuaste, mesmo dominado pela jamburana, e falaste: -Companheiro me joga em casa.
O que fiz?
Parei o carro e te joguei, garaio!
A barba branca, falaste que irias raspar de manhã.
Sempre foste bem cuidado pela Dona Regina e a filhota.
A mensagem que fica: - Jamburana a terrível!
abraços,
Pedro

citadinokane disse...

Tadeu,
A Bia deve dar graças a todos os santos que não existe jamburana por perto.
A política que mencionaste é universal.
abs

Osvaldo disse...

Elias,
Ao narrares, em crônica, o desfecho da jornada natalícia, uma aventura homérica (da República do Peixe-Frito à alcova; iniciada na Terra do Meio, e tendo o Portela como entreposto), obrigados o leitor à reflexão: verossímel ou inverossímel. Além de restar mais poético.

Por sinal, como diria o Comandante da Nau Citadino Kane, Pedro Nelito, ela ficou paidégua!

Felicitações, companheiro.

Osvaldo disse...

Em tempo, a autoria da fotografia dos amigos Elias e Pedro é deste interlocutor.
Todavia, os créditos quanto à arte pertencem ao Pedro Nelito.
Até o próximo sábado.
Abraços.

citadinokane disse...

Ei Osvaldo!
Essa Nau nunca afundou... ahahaha...
O que a jamburana é capaz de fazer, né?!
abs

citadinokane disse...

Osvaldo,
A autoria é tua e a arte é de Dios.
O tempo deixa a barba branca...
abs