sexta-feira, novembro 05, 2010

"Poema Esquisitamente Triste"



Segundo Ediney Santana,
O poeta Carlos Falck escreveu sonetos, versos livres, poemas filosóficos e não deixou de brincar poeticamente com o classicismo, sem contudo ser chato ou ter excesso de erudição, mal e doença de muitos poetas.
Falck em vida nunca publicou um livro sequer, sua produção foi quase toda publicada no extinto Jornal da Bahia. Do livro “Ofício de Cancioneiro e outros poemas” organizado por Ildásio Tavares (Imago Editora/ Fundação Cultura do Estado da Bahia, 2002).

"Poema Esquisitamente triste”
Estendo as mãos que tenho para o céu
e sinto-as plenamente de estrelas.
E ser sozinho
Assim
é ter um mar aprisionado de venturas
e entender de peixes e paixões.
Amei o que devia amar. Agora
a dor começa a ser compreendida.
O farol habita a solidão da praia;
meus olhos vão no vazio
mas sorririam se acontecesse
um crepúsculo qualquer.
Detesto o ter de sonhar o que não quero.
A raridade da calma
faz-me odiar o desejo e a posse.
Quero restar na solidão porque entendo
que assim será melhor .
Em vão os anjos prometem um amor maior
uma paixão que não termine em ódio,
um beijo que não seja
beijo mas muito surpreendente flor.
Minhas mão estão consteladas
de lágrimas. Estou na terra
e meu céu é a grandeza obscura de meu sofrimento.
E nenhuma musa perto,
e nenhuma mulher ardente para que brilhe
novamente o clarão da esperança."

Consulte: http://edineysantana.zip.net/
ediney-santana@bol.com.br

4 comentários:

Luciana Klopper disse...

Lindo o poema!
Saudades de vc amigo querido!

Guará Matos disse...

Opa, um abraço e legal o poema, amigo.

citadinokane disse...

Oi Luciana!
Prometo que não deixarei de visitar o teu blog, enlaçados.
bjs

citadinokane disse...

Grande Guará!
Muito obrigado por visitar o nosso barraco virtual.
abs