O post foi concebido como um alerta para que os valorosos remistas coloquem as barbas de molho...Clube do Remo e Paysandú, carregam uma maldição, são irmãos siameses, vivem juntos ou morrem juntos.
Administrativamente representam o que existe de mais desastroso na condução de associações civis. Recentemente o Paysandú Sport Club conseguiu ampliar o seu patrimônio com a construção de mais um módulo de arquibancada, não foi uma iniciativa da diretoria, mas de pessoas apaixonadas por essa briosa agremiação esportiva do norte do Brasil. Médicos, engenheiros, empresários e muitos anônimos fizeram doações em dinheiro e material de construção, deu certo porque existia uma comissão de pessoas sérias e o resultado foi espetacular, não se pode esquecer que contribuíram decisivamente para o sucesso da empreitada dois ídolos da torcida bicolor, ambos artilheiros recentes do Campeão do Norte: Deputado estadual Robgol e Vereador Vandyck.
Vamos agora atravessar a Almirante Barroso e tecer algumas considerações sobre a atual panacéia do Clube do Remo. Não preciso dizer que tenho muitos amigos remistas, para entender melhor faço uma digressão necessária, 60% da população do Pará torce pelo Paysandú, 30% pelo Remo e 10% por outros, concluindo, há muitos remistas por aí – 30% é gente pra cacete!
Mas, voltemos à panacéia remista: - Venda do Estádio Baenão.
Os dirigentes atuais e os ex-dirigentes, de um passado recente, em discurso uníssono, afirmam e reafirmam que com a venda do estádio, o Clube do Remo pagará todas as suas dívidas e poderá fazer outros investimentos. Será verdade?
O que Amaro Klautau e sua troupe fizeram pelo Clube do Remo? O que os ex-dirigentes recentes construíram?
Se ninguém responde só me resta apontar algumas possíveis respostas. Em relação ao Amaro Klautau e sua equipe, desde que assumiram parecem com um boneco de ventríloquo, sendo que o ventríloquo é a Agra/Leal Moreira(interessada na compra do estádio), não lembro de uma entrevista de Amaro Klautau que não seja dito que com a venda do estádio tudo estará resolvido, o Remo volta para a 1ª divisão do campeonato brasileiro e disputa a Libertadores da América.
Os ex-dirigentes do Remo deveriam tomar um chá de “simancol”, alguns são empresários bem sucedidos em nossa terra, mas como dirigentes da agremiação azulina, foram desidiosos, negligentes e irresponsáveis com o patrimônio e finanças do Clube do Remo, a dívida dessa agremiação não foi criada por entidades sobrenaturais, ok?
O Clube do Remo perdeu a sua sede campestre de 530 mil metros quadrados em Benfica pela bagatela de 3 milhões de reais em leilão, o arrematador – Construtora Leal Jr Ltda., o preço foi considerado uma barbada pelos especialistas da área.
Quem melhor define as administrações do Clube do Remo é o promotor de justiça, professor de direito e conselheiro da agremiação Dr. Benedito Wilson Sá: “O clube é administrado como se administra um prostíbulo, é uma dívida cíclica. Paga-se uma e vem outra. A gente só vende um patrimônio para adquirir outro melhor”.(20/07/2008, Amazônia - Esporte – Pág.48)
O dinheiro da sede campestre acabou e continua a dívida, entenderam?!
O estádio do Remo fica numa área supernobre da cidade, muito valorizada, salvo engano meu são 29.000 metros quadrados de terreno.
A incorporadora Agra/Leal Moreira oferecia R$40 milhões, mais um estádio e centro de treinamento. Como os dirigentes remistas são afobados, demonstrando desespero, a Agra/Leal Moreira segundo notícias recentes baixou a proposta para R$15 milhões mais estádio e só.
O Conselho Deliberativo do Clube do Remo votou sob pressão e aprovou a venda do estádio, até outdoor com a planta da nova arena remista estava estampado na frente da sede social.
Colocar as barbas de molho... Atenção remistas!!!
A localização da nova Arena do Clube do Remo é onde fica o metro quadrado mais barato do entorno de Belém, faz parte do que as forças de segurança pública denominaram de faixa vermelha ou faixa de "gaza" de Belém, até a polícia tem medo de entrar lá. Esmola grande o santo desconfia...
Trocar uma área nobre por uma outra problemática, será a solução?
A nova Arena do Remo se localiza no Tapanã, não existe esgotamento sanitário e nem água potável. É uma região que nem Cosanpa e nem Saeb assumem os serviços de água e esgoto, há um conflito de competência.
Os jogos no Mangueirão já se constituem em sufoco para o cidadão de bem, porque os meliantes arrepiam na hora que os torcedores vão apanhar o transporte para ir para casa, imaginem no Tapanã.
Como é uma área de expansão e foi ocupada desordenadamente, a ida do Remo para lá, quiçá, pode também se constituir em uma força civilizadora para aquela região.
A Incorporadora Agra/Leal Moreira fará um excelente negócio, o Clube do Remo nem tanto. Quem viver verá!
Arena do Leão
Veja o projeto Arquitetônico


Capacidade do estádio: 24.550 torcedoresarquibancada: 22.400
cadeiras: 2.000
camarote: 150
A Arena Leão deve ter ainda restaurante panorâmico, pista de cooper, bosque, a estátua de um leão em pedestal, sala de troféus, academia, espaço para divisão de base, além de dois placares eletrônicos e entrada separada de torcidas, entre outras benfeitorias.
Como o papel tudo aceita, vamos esperar que se concretize na realidade, será?!














