terça-feira, dezembro 27, 2011

Poesia de Álvaro de Campos

"Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim
todos os sonhos do mundo".
(Fernando Pessoa)

sábado, dezembro 24, 2011

Eu quero a Jamburana autêntica de André Nunes!!!

Elias Pinto noticia que o velho e bom André Nunes anda um pouco mofino, resolveu cuidar da saúde.

Faz tempo que não falo com o grande Xamã-do-Uriboca, já perguntei pro Lafayete sobre o Andrézão no twitter, mas o Lafa dialoga com mil pessoas ao mesmo tempo, a minha pergunta se perdeu nesse turbilhão de bytes, pixels e pessoas.

Recordando o passado lembro de André me apresentando uma bebida engraçada, não faz mal a ninguém, mas enfeitiça...

Estou falando da Jamburana.

Bebida que os ancestrais do André da tribo Xipaia lhe repassaram a fórmula e me arrisco a dizer que nem a fórmula da Coca-Cola está tão protegida quanto a da Jamburana, o Xamã-do-Uriboca guarda na cabeça e nem sob tortura revela.

Na República do Peixe-Frito, a delicada e educada garçonete Naná provou da Jamburana e deu um troço nela, ficou ardendo em febre e até viu o fim-do-mundo segundo a cosmologia dos Tapuios tribo que habitou as terras de Curuçá.

De lá da República o Pintinho, artista plástico de destaque, resolveu desenvolver uma jamburana, ainda em teste, provei, a língua e lábios ficam somente alguns átimos de segundos trêmulos. É verdade, o amigo Pintinho não alcançou o ponto certo.

Elias Pinto que é parente do Pintinho teme que a nova jamburana leve a óbito alguém da República, sou cético com relação a possibilidade de morte, o que fiquei sabendo é que o famoso e festejado cartunista J. Bosco depois de provar essa nova jamburana foi acometido de uma impudica "caganeira" que lhe sugou quase todos os sais minerais do seu corpo, ficou meio abobalhado e num quase transe epilético, dizia em brados: - Vou ao teu encontro senhor...

Não sabemos qual era esse senhor, talvez o Ernesto quem sabe???

Neste Natal, ainda tenho uma garrafa da autêntica Jamburana, claro que irei degustá-la de pouco a pouco em homenagem a todos os amigos em especial o Xamã-do-Uriboca: André Nunes.

Posto também para abraçar aos muitos amigos que preservei e conquistei em 2011: Jober Nunes, Edilben Falcão, Edineide, Marcelo Fernandes, Iraneide, Marluce, Fátima Conte, Lívia, Sara, Tadeu Schumann, Sandroka, David Carneiro, Rogério Friza, Berzé, André Abreu, J. Bosco, Pintinho, Naná da República, Osvaldo Jr., Oliviomar, Ailton Poema, Rui Baiano, Mauro Leão, Marcilhão, Xico Rocha, Nilton Atayde, Tozé, António, Elvira, Eva Franco, Dirceu Riker, Werner Coelho, Jimmy Night, André Nunes e muitos outros.

Feliz Natal!

Feliz Natal 2011

quinta-feira, dezembro 22, 2011

Alô Deus?!


Olha só essa foto de um judeu conversando com Deus pelo celular no muro das lamentações, quem bolou esse diálogo foi muito sagaz, ahahaha... Deus é Deus e pronto!


Judeu: Deus?
Deus: Sim!
Judeu: Eu posso lhe perguntar algo?
Deus: Claro, meu filho!
Judeu: O que é um milhão de anos para você?
Deus: Um segundo.
Judeu: E um milhão de dólares?
Deus: Um centavo.
Judeu: Deus, você pode me dar um centavo?
Deus: Espere um segundo...

quinta-feira, dezembro 15, 2011

Tucanos: aliança café-com-leite?!

Mais traços do artista Berzé, ahahaha...
Em 1930 com o rompimento da aliança política denominada pelos historiadores de "café-com-leite", os paulistas atraiçoaram os mineiros e indicaram novamente para a presidência da República um paulista, quando o acordo político era pela alternância da presidência entre Minas e São Paulo.
João Pessoa foi assassinado na Paraíba, Getúlio Vargas entra para a história, apoiado pelos tenentistas, detona com as oligarquias e toma o poder dos paulistas...

Serra e Aécio estão todos enrolados, e o Berzé acerta novamente - o PSDB é uma cobra de duas cabeças, o veneno é o mesmo: dossiês e dinheiro no Caribe.

Berzé: - Agora acertou, mesmo!

O genial Berzé, mineiro, caladinho, mas com a caneta na mão capta o momento político, certeiro...
Não foi uma bolinha de papel que acertou a careca do "pirata do caribe". Um ano após o episódio da "bolinha"de papel, um jornalista lançou um livro que acertou não somente a cabeça, mas a consciência de José Serra.
Berzé, concordo contigo: - Agora acertou mesmo!
E pensar que tudo isso começou com um pedido de proteção para o eterno adolescente Aécio Neves... Huumm... não sei não, mas o estrago é grande na embarcação, será que eles conseguem atracar em alguma ilha no Caribe???

quarta-feira, dezembro 14, 2011

A cidade invisível de Jimmy Night

Encontrei hoje com vários blogueiros.
Jimmy Night e seu telefonema a cobrar, meudeus como odeio esses telefonemas a cobrar...
Jimmy me indica uma esquina de Belém onde ele se encontra com outros blogueiros para conspirar, confirmo que chegarei em poucos minutos e assim encontrei Rui Baiano, Vicente Cidade e outros com Jimmy Night na direção da mesa, infelizmente não pude me demorar por conta dos compromissos profissionais.
Vida de blogueiro tão corrida e cheia de utopias, naquela mesa se falava de muitas coisas, se acentuava uma indignação com a administração de nossa cidade, uma centelha a incendiar as nossas convicções de que é possível um outro mundo.
Quando me retirava da esquina de Belém, Jimmy ao se despedir de mim voltou a insistir que ele continua firme em seu compromisso ético com as parcelas esquecidas de Belém...
Ao blogueiro Jimmy Night digo que não duvido de seu compromisso, verdade! 
Por favor meu amigo Jimmy! Não considere a minha sinceridade como uma fraqueza, tome-a, acima de tudo, como virtude.
A conversa de Jimmy em relação a nossa cidade, inevitavelmente, remeteu-me a um livro maravilhoso que li quando estava em retiro espiritual em Havana (Cuba) nos anos noventa, livro escrito por Ítalo Calvino (1923-1985), escritor intrigante, nascido em Santiago de Las Vegas (Cuba), mas que ainda criança foi para a Itália.
O livro de Calvino:  "As Cidades Invisíveis".
Após o papo do Jimmy retribuo todos com um pequeno texto que tem uma profundidade incrível, se alguém pensar em Belém do Pará será uma pura coincidência, o blog esclarece que se trata de uma obra de ficção.
"O atlas do Grande Khan também contém os mapas de terras prometidas visitadas na imaginação mas ainda não descobertas ou fundadas: a Nova atlântida, Utopia, a Cidade do Sol, Oceana, Tamoé, Harmonia, New-Lanark, Icária.
Kublai perguntou para Marco:
- Você, que explora em profundidade e é capaz de interpretar os símbolos, saberia me dizer em direção a qual desses futuros nos levam os ventos propícios?
- Por esses portos eu não saberia traçar a rota nos mapas nem fixar a data da atracação. Às vezes, basta-me uma partícula que se abre no meio de uma paisagem incongruente, um aflorar de luzes na neblina, o diálogo de dois passantes que se encontram no vaivém, para pensar que partindo dali construirei pedaço por pedaço a cidade perfeita, feita de fragmentos misturados com o resto, de instantes separados por intervalos, de sinais que alguém envia e não sabe quem capta. Se digo que a cidade para a qual tende a minha viagem é descontínua no espaço e no tempo, ora mais rala, ora mais densa, você não deve crer que pode parar de procurá-la. Pode ser que enquanto falamos ela esteja aflorando dispersa dentro dos confins do seu império; é possível encontrá-la, mas da maneira que eu disse.
O Grande Khan já estava folheando em seu atlas os mapas das ameaçadoras cidades que surgem nos pesadelos e nas maldições: Enoch, Babilônia, Yahoo, Butua, Brave New World.
Disse:
- É tudo inútil, se o último porto só pode ser a cidade infernal, que está lá no fundo e que nos suga num vórtice cada vez mais estreito.
E Polo:
O inferno dos vivos não é algo que será; se existe, é aquele que já está aqui, o inferno no qual vivemos todos os dias, que formamos estando juntos. Existem duas maneiras de não sofrer. A primeira é fácil para a maioria das pessoas: aceitar o inferno e tornar-se parte deste até o ponto de deixar de percebê-lo. A segunda é arriscada e exige atenção e aprendizagem contínuas: tentar saber reconhecer quem e o que, no meio do inferno, não é inferno, e preservá-lo, e abrir espaço." 
(Ítalo Calvino in "As Cidades Invisíveis")



terça-feira, dezembro 06, 2011

Parazinho, Carajás e o grande Tapajós?

Temos no próximo domingo o plebiscito que definirá o futuro do Pará e de seu povo.
Das alternativas apresentadas, uma certeza após os debates: - Não existem propostas.
O Pará unido ou dividido continuará sendo joguete do destino, ou pior, das forças do mercado...
Abaixo o texto que o meu amigo Lobinho escreveu para contribuir no debate sobre a divisão do Estado do Pará.
Após o dia 11 pode surgir o Parazinho...
Eu digo Não!
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Separados e unidos, o mesmo problema.
by Fernando Arthur de Freitas Neves


Como todos estamos nessa ciranda obrigo-me a dizer o que penso. Este não é um debate no qual a racionalidade possa sozinha ser guia na escolha. Experimentamos o Pará no lugar onde vivemos, não é à toa que em Santarém seja difícil encontrar forte representação do NÃO A DIVISÃO vis-à-vis em Marabá acredito que o grosso da população tenda a expressar o SIM à criação de Carajás. Ocorre que tentar fixar a idéia daqueles que defendem o NÃO ser um bando de mentirosos e aleivosos dificulta muito a percepção das possíveis conquistas a serem produzidas com ou sem a divisão. A questão em exame mexe muito com nossas emoções, se trata de uma economia de afetos agora em ebulição. Os dois lados fantasiam a expressão de desenvolvimento.

Em 1987 estive em Santarém para auxiliar na organização do movimento estudantil no campus da UFPA, fiz muitas reuniões com os colegas que nem lembro o nome, contudo o que ficou em minha memória foram as defesas vigorosas pela divisão do estado. Claro, com arrogância de alguém da capital disse ser um delírio fruto da inveja e da ausência de protagonismo daqueles do lugar, logo a seguir estive em Marabá com o mesmo objetivo e curiosamente nada encontrei de tão representativo pela divisão, pelo menos no campus da Ufpa naquela cidade.

Os sentimentos que me vieram neste instante do plebiscito não são dos melhores, sinto-me traído e questiono por que devemos nos separar? Cheguei a pensar uma solução para nos livramos daqueles, bastava tomar o centro geodésico desta cidade e determinar um raio de 30 km ao redor e ali ser proclamado o território, mas não basta, o resultado do plebiscito vai deixar chagas muito profundas para serem sanadas.

A reclamação da centralização e favorecimento de Belém feita pelos separatistas é de uma ingenuidade de fazer corar, não há opulência na capital sugando as energias criativas do resto do estado; deveriam demonstrar quando e onde se apresenta tal desempenho; acaso não padecemos das inúmeras fragilidades estruturais da gestão do estado em segurança, educação, saúde e infra-estrutura? Obviamente querer sustentar que a criação de novos estados conduzirá a plena satisfação dessas necessidades fundada na ideia de uma capacidade inata para responder aos desafios é uma ideologia pobre, pois as características de empreendedorismo não foram suficientes para romper as limitações estruturais em quase 400 anos de colonização, até o grande capital quando se enredou na floresta teve suas derrotas como ficou assinalado pelo fracasso da Ford no Tapajós, outros muitos exemplos poderiam ser arrolados, contudo basta este para demonstrar quão equivocada está a tese separatista, a despeito de arrolar vários dossiês inflando a receita dos novos estados como solução, descuida-se de evidenciar como esta mesma receita será efetivada.

Acusar o Pará de esquecimento é outra falsificação da realidade, a maioria da população do interior sofre de todo cosmopolitismo das elites em qualquer estado da federação, na lógica sugerida pelos separatistas deveríamos elevar todas as regiões à condição de capital para superar o drama interior X capital. Este é um falso problema, não alcançaremos horizontalidade no desenvolvimento sem reconhecer os biomas da Amazônia como parceiros para questionar o modo de produção de mercadorias no qual estamos envolvidos; bem como a posição secundaria que temos no pacto da federação é que faz com sejamos produtores de energia e ainda sim termos uma das contas mais cara da federação, situação similar no que se refere à questão mineral que deixa a compensação financeira irrisória pela lei Kandir enquanto a união fica com o grosso dos impostos. Acaso acreditam os separatistas que terão outra posição no pacto da federação e terá revista a questão dos impostos? Se assim é, estes candidatos à condição de elite já adquiriram a soberba sem sequer ter obtido alguma conquista material para viabilizar seus planos. Invés da exploração sobre o Pará será a continua extorsão sobre os três novos estados. As hidrelétricas a serem construídas no Tapajós acaso seriam regidas por regime distinto do resto do sistema? Como? O mineral explorado em Juriti também teria estatuto diverso para reger a questão mineral? Isso faz algum sentido? Quanto à proteção da floresta? Ahhhhh, aqui esta a inovação por excelência, as pressões pela formação de pasto e uso da madeira vão desaparecer e permitir a intrusão de um modelo de desenvolvimento que preserva a floresta e aqueles que dela vivem, humanos e todos os outros seres.

Sinto dizer, mas essas demandas não desaparecem por vontade ou desejo, elas são alimentadas pelo modo de produção de mercadorias que escolhemos viver. Digo, escolhemos, porque cada vez que ligamos um aparelho elétrico reforçamos a demanda por mais energia, tanto quanto ao utilizarmos carvão vegetal ou nos fartarmos no suculento bife ajudamos no endosso à devastação da floresta. Apenas para efeito de registro gostaria de saber qual proposta de preservação tem os separatistas para combater o arco do desmatamento? O deslocamento da fronteira sinaliza o desmatamento, um pouco de apreço ao estudo sistemático preencheria esta lacuna e veria que a criação de novos estados não responde a contento ao problema. Para aqueles que enfatizam quanto os novos estados deram certo seria recomendável ver este quesito desmatamento e logo vão ver como foi exponencial a expansão da destruição do meio ambiente no cerrado, pantanal e floresta amazônica justamente em Mato Grosso, Mato Grosso do sul e Tocantins.

Quanto às omissões do estado essas merecem ser duramente criticadas, contudo é preciso responsabilizar adequadamente as esferas de governo para melhor satisfazer as necessidades da promoção humana. A avalanche de criação de municípios também deveria ser frenada sob pena de continuar a serem estabelecidos municípios sem efetivas condições de sustento. As perguntas sobre os rumos do desenvolvimento precisam ser colocadas para toda sociedade e a gestão pública precisa considerar a imperiosa necessidade da continuidade das políticas públicas e das ferramentas de gestão. O Zoneamento Econômico Ecológico, ZEE, iniciado no governo Jatene e prosseguido no governo Ana Júlia não pode ser uma moda de gestão, em ambos os governos, e mesmo no presente, a referência para o desenvolvimento dos Arranjos Produtivos Locais e os Consórcios de Municípios foi pouco proveitosa, isto continua a gerar o abandono de metas e aprofunda a ausência de solidariedade entre as esferas de gestão e a sociedade civil. Mas é preciso saber o que cobrar de cada esfera, por exemplo, a educação do ensino fundamental é responsabilidade da prefeitura, contudo como manter uma escola que fica a três horas de lancha da sede? Não basta afirmar ser responsabilidade municipal, precisamos contabilizar como manteremos todos os alunos em idade escolar efetivamente na escola, outrossim, criar expedientes para atrair aqueles que por diferentes motivos tiveram interrompido esse percurso de educação ao longo da vida. Nesta perspectiva as esferas de governo federal, estadual e municipal devem amparar essa meta nos Plano Nacional de Educação, Plano Estadual de Educação e nos Planos Municipais de Educação.

É muito especiosa a tese de responsabilizar a capital pelo atraso do resto do estado. Só não conseguem demonstrar como é feita esta operação. Acredito que nossas escolhas se assentam a partir do lugar em que vivemos; obviamente isso é pueril, porém isso chega a determinar nossos afetos se sobrepondo ao valor de solidariedade irmanada na história e na cultura. Faz pouco tempo estive com os parceiros do Coletivo Poraquê numa intervenção da oficina de meta-reciclagem de computadores e investimento na plataforma Linux. Jovens, apaixonados, criativos, disseram-me de seus projetos de criação de Silicon Valley em Santarém e que não entendiam não ter reconhecida esta propositura no projeto de desenvolvimento do estado, chegaram a sustentar que tinham uma cultura distinta da minha e para provar usaram um vocabulário estranho para apartar-me de sua cultura, fiquei um tanto aparvalhado com situação e respondi que poderia emular o mesmo dispositivo, bastava usar o vocábulo estranho daqui da minha banda para assinalar que estas diferenças são do universo do uso da língua sem necessariamente delimitar uma fronteira.

Precisamos fazer muitos acertos sobre como disciplinar o debate, pois nem sempre as definições da sociologia do desenvolvimento conseguiram captar as dimensões e expectativas dos agentes locais. Talvez a noção abstrata de dada vocação para o desenvolvimento deva ter em paralelo a noção de constituição do protagonismo daqueles sujeitos, deste modo poderemos auxiliar as escolhas na direção de qual proposta de desenvolvimento subscrever.

Ser paraense não se restringe ao consumo e uso das drogas do sertão, significa a mobilização desta cesta de sabores, cheiros, tatos e expressões em relação de afeto com todos que aqui chegam. O resultado do plebiscito será danoso seja ele qual for. Meu voto no NÃO é o compromisso de sempre fazer da realização humana uma promoção dessa condição. Outro processo mais complexo sobre como se articula este debate de separação com a luta de classes ainda não foi feito, espero poder oferecer minha interpretação sob este prisma oportunamente.

Sorte a todos

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Fernando Arthur de Freitas Neves (Lobinho) é Professor de História da Universidade Federal do Pará (UFPª)



domingo, dezembro 04, 2011

A morte de Sócrates...

Sócrates era paraense...
Acima de tudo - um grande brasileiro!

Sócrates desafiou a ditadura militar ao liderar no Coringão a famosa "democracia corintiana".
Prestem atenção!
Não existia democracia no Brasil, mas foi criada uma e justamente no futebol, a paixão do brasileiro.
Sempre esteve à esquerda.
Vita brevis...
Sócrates morreu hoje pela manhã  - um domingo inesquecível!

O eterno capitão da melhor seleção brasileira de todos os tempos(1982), gostava tanto de usar o calcanhar nos seus passes mágicos... tinha um calcanhar de aquiles, o fígado.

quinta-feira, novembro 24, 2011

Big Head: O astronauta.


Escutei essa história e dei boas gargalhadas.
Como a situação ocorreu com uma pessoa que durante um longo tempo eu chamei de "amigo", mas que as vicissitudes da vida se encarregaram de separar-nos e hoje nos olhamos como estranhos, evitarei citar o nome da personagem principal.
Juro que prometi não tornar pública essa odisséia, mas é muito engraçada para morrer com um sacerdote egípcio, ahahaha...
Vou contar só para os amigos que insistem em visitar um espaço virtual quase abandonado.
Vou contar e pronto!
O professor José Ivandi foi a testemunha ocular e relator, detalhe importante: - Ele não mente jamais!
Ivandi... Huumm... Pode até aumentar, mas mentir?! Nunca.
José Ivandi contou-me que no início do 1º semestre letivo deste ano, o professor B. conhecido carinhosamente como "Big Head" foi convidado a assumir a coordenação do curso de Direito de uma determinada Instituição de Ensino Superior da capital do Pará.
O Big Head não tinha como assumir, pois tinha outros compromissos profissionais que tomavam todo o seu tempo, mas resolveu aceitar o desafio. Chegou com a diretoria da instituição e disse: - Podem contar comigo para o que der e vier, eu não fujo da briga.
Realmente Big Head impressionou os diretores que diziam entre eles: - Esse é o cara!
Em três dias à frente do curso de Direito, Big Head não tinha mais tempo para nada. Não conseguia respirar, muitas broncas para resolver, alunos em cima dele toda hora, mal conseguia lembrar da esposa e dos filhos queridos...
Correria, muita correria...
No quarto dia marcaram uma reunião para a manhã de sexta-feira, o diretor geral da Instituição olhou para o professor Big Head e disse: - Não podes faltar.
Depois desse ultimato, Big Head ficou nervoso...
Na manhã da sexta-feira, Big Head visitou rapidamente a outra instituição na qual ele trabalhava, só pensava na reunião da faculdade, não podia falhar, afinal de contas o diretor geral havia olhado no fundo dos olhos dele e dito que ele não podia faltar.
Acabou de despachar alguns processos, o relógio indicava que estava em cima da hora para a reunião na faculdade, ficou agoniado... não podia pisar na bola.
Saiu correndo em direção ao seu carro, ainda lembra o flanelinha dizendo: - E aí meu patrão?!
Entrou no carro suado para garaio, enfiou a chave no contato e virou a mesma, nada... o que aconteceu com a bateria do carro?
Não tinha tempo para divagações.
Fechou o carro.
Correu para o mototaxista e disse pra ele: - Mermão, mete o garaio nessa tua Honda!
Indicou o endereço da faculdade e não é que o mototaxista arrepiou!
Chegou a tempo.
Pagou o mototaxista.
O problema começou a se manifestar quando o Big Head tentou tirar o capacete da sua cabeça.
Sabe o que aconteceu?
O capacete não saiu...Quando colocou o capacete na cabeça, o Big Head estava melado e aí o capacete entrou fácil, mas como ele é orelhudo e cabeçudo não conseguiu retirar o capacete.
O mototaxista dizia: - E aí dotor? Quero o meu capacete.
O Big Head angustiado dizia para o mototaxista: - Cara, fique me esperando aqui no estacionamento, depois te entrego o capacete.
Ele não iria faltar à reunião com o diretor geral, não conseguiu tirar o capacete da cabeça e aí? Seria uma forma de demonstrar que ele era phoda.
Quando ele entrou na sala de reunião com a cabeça enfiada no capacete, os outros coordenadores de cursos perguntaram: - Quem é o astronauta?
Ele tentou explicar mil vezes...
Quando terminou a reunião, Big Head saiu de lá direto para a oficina  de um amigo onde utilizou uma serra elétrica para cortar o capacete.
E o mototaxista?
O Big Head pagou a diária dele e mais um capacete zerado.
No dia seguinte o Big Head não contou até três e entregou a coordenação do curso de Direito.
Ficou impressionado com a serra elétrica quase atingindo a sua pequena cabeça.
Ele até hoje fala em sussurro: - Não sou astronauta...

sábado, novembro 19, 2011

Poesia de Anne Veloso Monteiro

Uma poesia que ganhou o 1º lugar em concurso literário na Argentina, a autora é estagiária de direito na Procuradoria Fiscal da Secretaria de Finanças de Belém: Anne Veloso Monteiro.

Poemas en la riba del río

Sentada la riba del río,
Sosegadamente mirei su curso
Y vi que la vida pasa
como el río en la corriente.
Niños se hacen adultas
y la vida pasa y no queda,
Deja saudades y nunca regresa,
Va más allá del mar, muy lejos,
Más allá del fin del horizonte.

Pasamos en la vida como un río:
A veces, sin odios,
ni pasiones, ni dolores.
Ni amores que dan movimiento
la corriente del corazón,
Sin río, que corre y drena en el mar
Al menos en el lago drenar,
Nada tendré que sufrir
al acordarme de ti.
Recordación de otrora,
del crepúsculo, de la aurora,
que mis ojos ceñí

Al deslizarse por el río de la vida,
No veo lo que veía antes:
un mar, un cielo, un hogar
Se fueron, están lejanos,

Veo el último pez que llora la soledad.
De tiempos de otrora
En que en la marea se perdía,
en los brazos de la corriente era cargado\;
Y en el remanso descansaba.

Al menos, restaron recuerdos de mí.
Sin que mi recuerdo sea veneno,
puesto que nada quedar igual,
Nada es finale.
Ni más del que niños,
ni peces, ni mareas
Agua oscura, turva,

En la riba del río no hay poesía.
Findam las palabras, hoy poluídas,
sin rumbo como los mururés

(este poema é parte integrante do livro "Poemas na beira do rio" - todos os direitos reservados a Escritora Paraense Anne Veloso Monteiro).

Elias Pinto "mundiado"?!





terça-feira, novembro 15, 2011

Olhando a Amazônia


Pensavam que eu iria ficar calado com o início da campanha do plebiscito para a divisão do Estado do Pará?
Não ficarei.
Sou filho dessa terra, amor misturado com rios, canoas, florestas e chuva.
Sou paraense!
A nossa hospitabilidade é nossa grandeza e não nossa fraqueza...
O paraense sempre recebe os estranhos com muita solidariedade, e agora o que recebe em troca?
Querem levar os seus rios, florestas a sua identidade.
Toleramos as diferenças, mas parece quem vem de outras paragens não quer o diferente, e nesse caso é o paraense.
Pela vontade das elites econômicas de Carajás e Tapajós a floresta amazônica já estaria derrubada, proporcionando muito lucro para poucos.
A floresta só não está derrubada, porque nós não deixamos!
Escutem a música do paulista Celso Viáfora.

OLHANDO BELÉM (Celso Viáfora)

O sol da manhã rasga o céu da Amazônia
e eu olho Belém da janela do hotel
as aves que passam fazendo uma zona
mostrando pra mim que a Amazônia sou eu
Que tudo é muito lindo
é branco, é negro, é índio

No Rio Tietê mora a minha verdade
Sou caipira, sede urbana dos matos
Um caipora que nasceu na cidade
Um curupira de gravata e sapato
Sem nome, sem dinheiro
Sou mais um brasileiro

Olhando Belém enquanto uma canoa desce o rio
e um curumim assiste da canoa um Boeing riscando o vazio
eu posso acreditar que ainda dá pra gente viver numa boa
os rios da minha aldeia são maiores que os de Fernando Pessoa

Molhando meus olhos de verde-floresta
sentindo na pele o que disse o poeta
eu olho o futuro e pergunto pra insônia
será que o Brasil nunca viu a Amazônia?

E vou dormir com isso
Será que é tão difícil?

                                             

sábado, novembro 12, 2011

Side-car fantasy

J. Pinto e sua potente Harley-Davidson trazendo na tiracolo André Abreu.
Nem o camundongo da Disney, o famigerado Mickey, como aprendiz de feiticeiro conseguiria essa imagem...

terça-feira, novembro 08, 2011

Qual blogueiro?

Alguém poderia dizer qual blogueiro na pedra???

Jimmy bocudo!

A imagem acima é do maior conhecedor de Redes Sociais do Pará que responde pela alcunha de Jimmy Night.
Rui Baiano do blog AnanindeuaDebates me perguntou: - O Jimmy não dorme?
O Jimmy vive na rede, na blogosfera, Twitter e Facebook...
Já tentaram calar o Jimmy, mas ele só se cala quando a mãe dele manda e a esposa beija na boca dele e só nesse momento. O Jimmy não se cala!

Sonhos...

Acima uma imagem que ficou fixada em minha mente, durmo e vejo os três nos meus sonhos...

Um terremoto terrível!

Recebo várias estorinhas de amigos de carne-e-osso e virtuais...
Nem sei quem me enviou essa que publico abaixo, resolvi compartilhar em homenagem aos meus amigos cearenses que são expert em alegria, ahahaha... Vamos ler a estória, ok?!
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Depois dos problemas do maremoto do Tsunami ocorrido na Ásia o governo brasileiro resolveu instalar um medidor de abalos que cobre todo o país. O Centro Sísmico Nacional enviou à polícia da cidade de Icó, no interior do Ceará, um telegrama que dizia:  "Possível movimento sísmico na zona, muito perigoso, superior Richter 7. Epicentro a 3 km da cidade, tomem medidas. Informem resultados com urgência".
Após uma semana, foi recebido no Centro Sísmico Nacional outro telegrama que dizia: "Aqui é da Polícia de Icó, movimento sísmico totalmente desarticulado. O tal Richter ainda tentou se evadir, metido a brabo, mas foi abatido a tiros. Desativamos a zona. As putas se rebarbaram e metemos a porrada, estão todas presas. Epicentro, Epitafanio e outros três cabras tentaram desconversar, mas estão detidos para averiguação e a disposição de vocês. Não respondemos antes porque houve um terremoto da pôrra aqui."

Milagres!!!

"Quem é ateu e viu milagres como eu
Sabe que os deuses sem Deus
Não cessam de brotar, nem cansam de esperar..."
(Caetano Veloso)

Não sou ateu, nunca fui ateu graças ao bom Deus!
Escrevo este post para dizer que milagres existem.
Sério!
Acreditem que é possível o milagre...
Muita gente não acredita, mas... é possível o milagre, acreditem por favor!
Tô feliz pra garaio!!!
Obrigado meudeus!

sexta-feira, novembro 04, 2011

Bueres e as pernas do caranguejo...

Há duas semanas fui visitar o velho e bom Locobueres que sofreu um acidente de moto, era um domingo e o horário da visita de 15h00 às 19h00, cheguei no Hospital Saúde da Mulher exatamente às 17h00.
Quando me dirigi à atendente para perguntar pelo apartamento onde estava o meu amigo, ela bem solícita disse-me o nº do apartamento e imediatamente sentenciou que eu não poderia visitá-lo, porque estava de bermuda.
Fui pego de surpresa e imediatamente retruquei: - Mas, porquê? Olha aquela moça de bermuda ali!
Ela impassível como Bruce Lee, respondeu-me: - Senhor, a orientação que recebemos dos médicos é que o homem tem as pernas cabeludas e podem carregar bactérias e microorganismos nos pelos, colocando dessa forma em risco a saúde de quem está a convalescer. Aquela moça que o senhor se refere tem as pernas depiladas, entendeu?!
Fiquei estático. Não falei mais nada...
Quando cheguei no carro lembrei do "prestobarba" que estava no porta-luva, peguei a lâmina de barbear e não contei conversa, raspei as duas pernas, a minha bermuda era abaixo do joelho, pronto poderia ver o Locobueres, as pernas estavam depiladas, uma beleza!
Quando ia caminhando para o hospital, lembrei do Xico Rocha dizendo: - Mermão, a perna de homem é igual a perna de caranguejo, fina, cabeluda e suja!
Mas, voltemos ao hospital, subi a rampa e estava novamente diante da atendente. Quando ela ia repetir todo aquele papo de que as pernas das mulheres são depiladas, etecetera e tal... Mostrei pra ela o "prestobarba" e as minhas canelas raspadas.
Ela ficou muda. Aí dei um sorriso e disse pra ela: - Agora posso entrar, né?!
Com os olhos esbugalhados e sem palavras, ela ainda assim, não me permitiu que visitasse o meu amigo.
Recuperada do susto, ela resmungou: - O senhor não vai entrar!
Educadamente ponderei: - Não tenho mais pelos nas pernas, elas estão zeradas, sem bactérias e microorganismos!
Ela olhou fixamente nos meus olhos e definiu a situação: - A ordem é a seguinte "homem de bermuda não entra", o senhor está de bermuda e o senhor não é homem?
Sem caguejar falei firme: - É claro que sou homem!
Ela ainda disse: - Pois é!
Falou isso e se virou para atender outras pessoas.
Eu não falei mais nada.
Fui caminhando para o carro pensativo, introspectivo... e dizia comigo mesmo: - Até raspo as pernas para visitar o Bueres, mas mudar de sexo? Poooorra mano, não dá!
Estou contando essa história agora, pra ninguém ficar pedindo pra ver as minhas pernas, ahahaha....
Hoje elas estão que nem as pernas do caranguejo.

terça-feira, novembro 01, 2011

BPN é alvi-azul!

O meu novo logo com uma sereia voadora... Gostei muuuiiito!
Espero que as cores alvi-azul sejam agradáveis a todos.

sexta-feira, outubro 28, 2011

A Carica do Jota Pinto

O meu amigo cartunista André Abreu tá matando a pau, olha a carica que ele fez do artista plástico Jota Pinto, perfeito! André parabéns, mermão!

Poesia para a Vida

Vitória Régia (David Carneiro)

Por que águas vago como náufrago
Com a ira de Tuxaua sobre o peito?
Régios sejam estes santos mares
Que me correm baldios para um leito!

Encontro no tormento a forasteira
E é no seu colo que me desmancho e deito
É a vitória de Jaci que vem surgindo
O encanto vai se abrindo do desfeito

Caí da morte bem na colcha dos seus braços
Pudera eu sortir-lhe como outrora
O giro dos meus passos lancinantes
A cadência do meu boto na memória!

Toda Maiá por Jaci quer ser beijada
Ao meu toque, inicia-se o feitiço
Das palavras que despertam sua chama
De sua dança que desperta o meu viço

Beijo sua flor com mil palavras
Abre-se em sua boca um sorriso
Temo em quebrá-la com olhares
Dispo com meus olhos seu vestido

Quisera Deus afogar-me antes
Nas águas deste mesmo Tapajós
Para encontrar-me nesses mesmos braços
Rodando nesses mesmos carimbós

Que fogo é esse que encharca e queima?
Esse perfume de estrelas se expandindo?
É doce ser escravo desse pensamento
Que em vermelho no teu peito vou tingindo

Teu nome escreverei na embarcação
Guardando pelos rios nosso momento
Presente dos deuses no meu leito
Estrela que caiu do firmamento!

São Paulo, 2011

segunda-feira, outubro 24, 2011

Padre Antonio Vieira e a divisão do Pará

Espero que com esse post, fique mais claro as nossas razões contra a divisão do Estado do Pará, reproduzirei artigo do Professor José Ribamar Bessa Freire, imperdível! E que deixa o pessoal divisionista agoniado, uma verdade secular sobre a região vem à tona...
Chego a desconfiar que o Padre Antonio Vieira quando falou com o rei D. João IV quase disse os nomes de Giovani Queiroz, Lira Maia e outros picaretas, naquele tempo ainda prevalecia o livro V das Ordenações Filipinas, aí o bicho pegava, mano! Era esquartejamento do cabra vivo e o escambau ilustrado para o lesa-pátria. Vamos ao artigo do professor, solicito que façam a leitura com calma, e depois me digam se o Padre Antonio Vieira é ou não atual, ok?!
Agradeço à Help Santos por enviar o artigo abaixo, obrigaduuuu!
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TAPAJÓS E CARAJÁS: FURTO, FURTEI, FURTAREI...
José Ribamar Bessa Freire
09/10/2011 - Diário do Amazonas 


Essa foi a vaia mais estrondosa e demorada de toda a história da Amazônia.
Começou no dia 4 de abril de 1654, em São Luís do Maranhão, com a conjugação do verbo furtar, e continuou ressoando em Belém, num auditório da Universidade Federal do Pará, na última quinta-feira, 6 de outubro, quando estudantes hostilizaram dois deputados federais que defendiam a criação dos Estados de Tapajós e Carajás. A vaia, que atravessou os séculos, só será interrompida no dia 11 de dezembro próximo, quando quase 5 milhões de eleitores paraenses irão às urnas para votar, num plebiscito, se querem ou não a criação dos dois Estados desmembrados do Pará, que ficará reduzido a apenas 17% de seu atual território caso a resposta dos eleitores seja afirmativa.
A proposta de divisão territorial não é nova. Embora o fato não seja ensinado nas escolas, o certo é que Portugal manteve dois Estados na América: o Estado do Brasil e o Estado do Maranhão e Grão-Pará, cada um com governador próprio, leis próprias e seu corpo de funcionários. Somente um ano depois da Independência do Brasil, em agosto de 1823, é que o Grão-Pará aderiu ao Estado independente, com ele se unificando.

Pois bem, no século XVII, a proposta era criar mais Estados. Os colonos começaram a pressionar o rei de Portugal, D. João IV, para que as capitanias da região norte fossem transformadas em entidades autônomas. O padre Antônio Vieira, conselheiro do rei de Portugal, D. João IV, convenceu o monarca a fazer exatamente o contrário, criando um governo único do Estado do Maranhão e Grão-Pará sediado inicialmente em São Luís e depois em Belém. Para isso, o missionário jesuíta usou um argumento singular. Ele alegava que se o rei criasse outros Estados na Amazônia, teria que nomear mais governadores, o que dificultaria o controle sobre eles. "É mais fácil vigiar um ladrão do que dois", escreveu Vieira em carta ao rei, de 4 de abril de 1654: "Digo, Senhor, que menos mal será um ladrão que dois, e que mais dificultoso será de achar dois homens de bem que um só".

Num sermão que pregou na sexta-feira santa, já em Lisboa, perante um auditório onde estavam membros da corte, juízes, ministros e conselheiros da Coroa, o padre Vieira, recém-chegado do Maranhão, acusou os governadores, nomeados por três anos, de enriquecerem durante o triênio, juntamente com seus amigos e apaniguados, dizendo que eles conjugavam o verbo furtar em todos os tempos, modos e pessoas. Vale a pena transcrever um trecho do seu sermão:
- "Furtam pelo modo infinitivo, porque não tem fim o furtar com o fim do governo, e sempre lá deixam raízes em que se vão continuando os furtos. Esses mesmos modos conjugam por todas as pessoas: porque a primeira pessoa do verbo é a sua, as segundas os seus criados, e as terceiras quantos para isso têm indústria e consciência"
.
Segundo Vieira, os governadores "furtam juntamente por todos os tempos": Roubam no tempo presente, "que é o seu tempo" durante o triênio em que governam, e roubam ainda "no pretérito e no futuro". Roubam no passado perdoando dívidas antigas com o Estado em troca de propinas, "vendendo perdões" e roubam no futuro quando "empenham as rendas e antecipam os contratos, com que tudo, o caído e não caído, lhe vem a cair nas mãos". O missionário jesuíta, conselheiro e confessor do rei, prosseguiu:
"
Finalmente, nos mesmos tempos não lhe escapam os imperfeitos, perfeitos, mais-que-perfeitos, e quaisquer outros, porque furtam, furtavam, furtaram, furtariam e haveriam de furtar mais se mais houvesse. Em suma, que o resumo de toda esta rapante conjugação vem a ser o supino do mesmo verbo: a furtar, para furtar. E quando eles têm conjugado assim toda a voz ativa, e as miseráveis províncias suportado toda a passiva, eles como se tiveram feito grandes serviços tornam carregados de despojos e ricos; e elas ficam roubadas e consumidas". Numa atitude audaciosa, Padre Vieira chama o próprio rei às suas responsabilidades, concluindo:
"E
m qualquer parte do mundo se pode verificar o que Isaías diz dos príncipes de Jerusalém: os teus príncipes são companheiros dos ladrões. E por que? São companheiros dos ladrões, porque os dissimulam; são companheiros dos ladrões, porque os consentem; são companheiros dos ladrões, porque lhes dão os postos e os poderes; são companheiros dos ladrões, porque talvez os defendem; e são finalmente, seus companheiros, porque os acompanham e hão de acompanhar ao inferno, onde os mesmos ladrões os levam consigo"
. Os dois novos Estados - Carajás e Tapajós - se criados, significam mais governadores, mais deputados, mais juizes, mais tribunais de contas, mais mordomias, mais assaltos aos cofres públicos.

Por isso, o Conselho Indígena dos rios Tapajós e Arapiuns, sediado em Santarém, representando 13 povos de 52 aldeias, se pronunciou criticamente em relação à proposta. Em nota oficial, esclarece:
"Os indígenas, os quilombolas e os trabalhadores da região nunca estiveram na frente do movimento pela criação do Estado do Tapajós, porque essa não era sua reivindicação e também porque não eram convidados. Esse movimento foi iniciado e liderado nos últimos anos por políticos. E nós temos aprendido que o que é bom para essa gente dificilmente é bom para nós".

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Professor José Ribamar Bessa Freire é coordenador do Programa de Estudos dos Povos Indígenas(UERJ), pesquisador no Programa de Pós-Graduação em Memória Social(UNI-RIO).  

sexta-feira, outubro 21, 2011

Vida longa ao bom e velho Locobueres!!!



O Xico Rocha é só sabedoria...
Ele consegue ler o futuro nas entranhas do bode.
Também pudera, o cara é do Piauí e sabe fazer uma senhora buchada de bode...
Liguei para o Xico e perguntei: - Xico mermão, como foi o acidente do Locobueres?!
O que me impressiona no Xico é justamente a sabedoria que transborda de sua longa vivência, aí ele me respondeu com uma profunda reflexão filosófica, aquelas reflexões que talvez tenham sido alcançadas por um sacerdote egípcio numa madrugada de um longíquo março de 2.000 anos A.C. e contagiado por uma grande emoção, ele tenha sido imediatamente fulminado por um enfarte...
Xico me responde dizendo: - Mermão, tu sabes que quando nós somos jovens, a gente cai e quebra a perna, mas quando envelhecemos, a gente quebra a perna e cai.
Locobueres sempre me disse, parafraseando Caetano Veloso em Soy loco por ti América, que um dia ele iria morrer de bala, de susto ou vício...
Xico me esclareceu que o Locobueres foi levar a sua amada de moto até um certo lugar, ela desceu da moto e ele deu um beijo de despedida e ainda disse calidamente: - Tchau meu amorzinho!
Bueres ao tentar dar impulso com um dos pés para seguir viagem com sua potente moto, pisou em falso e torceu o tornozelo, caiu com a moto espetacularmente por sobre a sua perna. Resultado do susto, quebrou o fêmur e o joelho ficou imprestável, segundo o médico, Bueres corre o risco de ficar sem o movimento do joelho, isto é, com a "perna dura" igual um personagem antigo do telekete dos anos 70 chamado "verdugo".
O nosso amigo se encontra internado no Hospital Saúde da Mulher que fica na Humaitá e a hora de visita das 15h00 às 19h00.
Não vale morrer de susto, ok?!
Saúde e vida longa ao velho e bom Bueres!

sábado, outubro 15, 2011

Viva o Professor!!!

Acima de tudo o professor prepara o cidadão.
Não existe país desenvolvido sem valorização do magistério.
Viva o professor!!!

terça-feira, outubro 11, 2011

Loucura irreversível de Maurício Leal Dias?

Tuitar virou um vício, para muitos uma patologia social.
Acima o amigo e tuiteiro Maurício Leal Dias, fazendo o quê?
Tuitando, facebookeando, blogando...
O dia que ele deixar o "Locomotiva" (chamado carinhosamente por ele de trenzinho) para ficar tuitando ou deitado nas "redes sociais", o diagnóstico médico será com certeza: - Loucura irreversível!

domingo, outubro 09, 2011

Quando Elias Pinto abandonou a cristandade...

Querida Regina,
Eis aí a comemoração tardia, mas não menos empolgante, de sua formatura.
O fotógrafo ficou fazendo graça, já o dispensei, e não captou os nossos melhores momentos ali na espetaria.
O Vinicius ficou só no RedBull, impressionante! Ele vai acabar virando um touro de tanto beber essa bebida desgraçada.
O Harold ao fundo com a esposa e o nosso grande amigo Elias Pinto, que, só nesse dia, deixou de ser cristão para se tornar "pagão", pena que o paganismo dele durou umas breves horas... que saudade! rsrsrs
Abraços!

O Círio de Nazaré num pedacinho de papel.

O Círio de Nossa Senhora de Nazaré sempre marcou a minha vida...
Lembro-me quando era criança, minha mãe anotava num pedacinho de papel o meu nome, o nosso endereço, telefone para contato e colocava no bolso da minha camisa. Ela me olhava firme e dizia: - Filho não vai te perder de mim.
E lá íamos, cheios de fé, agradecer a Nossa Senhora pela esperança de dias melhores.
Hoje, no dia da santinha, as ruas transbordam de emoções, risos, choros, aplausos e mãos suplicantes erguidas em direção da berlinda... A santa na berlinda, passando... um rio de pessoas acompanhando a berlinda, a santa passa e vai adiante como se singrasse um mar misterioso.
Olho para a santa e lembro de minha mãe dizendo para que eu não me perdesse dela...
Nazaré mãe de Jesus, por onde anda teu filho?
Perdido na multidão?
E a multidão a procurar por ele...
Nazaré mãe de Jesus menino, por que não escreveste num pedacinho de papel o nome dele, o endereço e como devolvê-lo aos pais?
Ele não se perdeu de ti, o vejo em teu colo.

Minha mãe é Maria e também Nazaré...

domingo, outubro 02, 2011

Dividir pra quê?!

Alguns parasitas, aproveitadores e incautos podem embarcar nessa proposta de dividir o grande Pará.
Nós não deixaremos, todos juntos pelo Pará Grande!
Alguns dos políticos que querem sangrar o nosso Estado, assombram há muito tempo Santarém e o sul do Pará.

segunda-feira, setembro 26, 2011

Termópilas e as batalhas do Papão da Curuzú!

Uma das batalhas mais famosas e empolgantes da história, é sem sombra de dúvida a Batalha de Termópilas, ocorrida em 480 a.C., conta a lenda que em pleno verão o Ocidente com o Oriente se confrontaram numa estreita passagem que ligava ao território grego, mais precisamente o desfiladeiro de Termópilas, daí o nome da batalha...
De um lado Leônidas e 300 espartanos tentavam retardar o avanço de 200 mil soldados do exército persa sob o comando do próprio rei persa - Xerxes (filho de Dario).
No calor da luta, a disciplina dos espartanos fez a diferença, acarretando uma enorme baixa para o exército persa.
Leônidas reconhecido pelos seus comandados pela valentia, sempre à frente de seus comandados, percebeu desde o início da batalha que dificilmente sairiam vivos de Termópilas...
Num intervalo da batalha, chamando todos os seus liderados, os brindou com a seguinte afirmação: " - Soldados almocemos agora, pois, nos encontraremos para jantar no inferno!"
De acordo com a tradição veiculada pelo historiador Heródoto de Halicarnasso, depois de falar para os 300 espartanos sob forte emoção, o próprio rei Leônidas comandante dos espartanos, solicitou a bandeira e o escudo do Papão da Curuzú para o enfrentamento final com os persas. 
Quando questionado o  porquê da bandeira e o escudo do Papão, Leônidas explicou que o traidor Efialtes (filho de Euridemo) de Mális empunhara uma bandeira azulina e atraiçoou a todos os gregos, revelando um caminho secreto, através das montanhas de Termópilas, para Xerxes. E ainda sentenciou Leônidas: - Esse Efialtes é um secador todo-otário!
Com os persas atacando pela retaguarda dos espartanos, com a tropa de elite de Xerxes - os imortais se lançando furiosamente sobre os espartanos, não sobreviveu nenhum dos 300, inclusive, Leônidas.
Mas, entraram para a história...
A imagem de Leônidas empunhando a bandeira e o escudo do Papão da Curuzú, entrou para a história.
Leônidas venceu... se tornou imortal.
Conta a lenda que Leônidas antes de ser trucidado pelos persas, tirou de combate uns 10 mil azulinos que estavam "secando" os espartanos...

domingo, setembro 18, 2011

Direto do baú do Kane

Mais uma blogueira que não esquecemos - Luana Caldas.
Nos tempos do Café da Sol Informática ela bebia o seu suco de uva e só.
Agora fico intrigado com aquele sirizinho no ombro da Luana, alianças para quem???

Inveja, futebol e Papão da Curuzú!

Que Deus te proteja Papão dos "secadores"!
Todos sabemos que no Pará a torcida nacionalmente conhecida como "secadora" é a torcida do nosso rival - o antigamente temido Leão Azul, hoje o time de futebol do Clube do Remo não passa de uma lenda, como o saci-pererê, mula-sem-cabeça, matinta-perera e e outros folclores brasileiros.
Como o Leão Azul está de férias, a torcida fica acendendo velas e fazendo promessas pelo Leão?
Por incrível que possa parecer, a torcida do Leão não está nem aí para o seu time, a inveja transborda como fel da boca desses torcedores amargurados e mal-resolvidos... Eles ficam acendendo velas e fazendo promessas para que o glorioso Papão da Curuzú seja desclassificado do campeonato brasileiro da 3ª divisão, tudo porque o Remo nem na 4ª divisão conseguiu disputar.
Esqueçam o Papão, por favor!
Bora subir Papão!!!
É hoje o dia.
Que Deus nos proteja...

sexta-feira, setembro 16, 2011

Ainda a República do Peixe Frito...

Os ecos da República do Peixe Frito da Naná...
JBosco olhando os peixes fugindo da delicada e educada garçonete Naná, as "douradas" buscando refúgio na Skol geeeelaaada... Andrézinho todo estiloso, cheio de tatuagens, e o Ernesto apertando os dois maiores cartunistas do Pará.
O que faz aquele siri no ombro do bad boy do Papaxana com um par de alianças???

Amigos da República do Peixe Frito

Tenho me ausentado do blog e da República do Peixe Frito.
Acima os amigos Ernesto e Osvaldo Jr., eles mandam prender e soltar na República, a delicada e educada garçonete Naná só faz o que eles mandam...
Saudade do peixinho pulando no nosso prato, e a pimentinha amarela de cheiro amassadinha... Huuummm...
O melhor peixe frito de Belém do Pará, sem nenhuma dúvida.

domingo, setembro 11, 2011

Nas tetas, sem intermediários...

                                                      Garoto se alimenta de leite em vaca de vilarejo no Camboja Samrang Pring/Reuters
Encontrei a imagem acima no portal da UOL.
No lugar desse menino, muitos políticos e outras pessoas estranhas mamam  em outras tetas...
Olhando esse menino mamando e puxando as outras tetas, falei bem baixinho: - Nunca fiz isso meudeus!

sábado, setembro 03, 2011

BELÉM DEBATES: política & cultura.


Estive um tanto afastado aqui do blog por conta de um projeto que iniciei com outras pessoas, trata-se de um blog que reune economista, sociólogo, advogados, webdesigner, cartunista...
Estou falando do Blog Belém Debates, um espaço destinado ao debate sério e responsável sobre política e cultura.
O consenso que se estabeleceu no grupo que assumiu o BD(Belém Debates) é de que toda e qualquer informação tem que ser checada com a fonte e sempre garantir o direito de resposta para quem se sentir prejudicada com a informação dada pelo BD.
Os membros ou articulistas do BD apresentam posicionamentos políticos distintos, mas ninguém aceita maquiar a "verdade" que se alevanta diante dos nossos olhos.
Peço aos amigos da blogosfera que além de linkar o novo blog do qual participo que divulguem aos outros amigos.
Obrigaduuuuuuuuuuuu!!!

Anota aí o endereço do Belém Debates: www.belemdebates.blogspot.com

sábado, agosto 27, 2011

Aniversário do Duda Bueres

Aniversário do Duda Bueres hoje!
Detalhe... Já faz algum tempo que conheço o velho e bom Bueres, na época ele tinha 50 anos, agora fiquei surpreso, ele revelou que tem 49 anos, como é esse negócio?
Por acaso Duda Bueres é o Dorian Gray de Oscar Wilde?
Só podemos entender o rejuvenescimento do Locobueres pela letra de suas baladas para o Boizinho Estrelado:
"O meu boi é do mundo!
Porque ele não tem limite no universo
E sua coragem o transformou numa bala
Incandescente que vai caminhar pela
Língua da verdade
Abrindo veredas
Nos corações
Revelando segredos dos Espíritos das Águas e
Das matas do amor da alegria e acima de tudo
Da liberdade, pois, que sempre existiu
Muito além da instância do futuro.
Na sua língua está despossuída a própria morte
Mesmo que seu pensamento
Que bebe nas águas de fontes boas
Não se bastando de si mesmo
Se afogue no fogo das paixões efêmeras."

Nilton Atayde já tinha matado a charada, Bueres e Boizinho Estrelado constituem uma única entidade despossuída da própria morte...
Locobueres domina e submete o tempo, por isso não envelhece jamais!
Feliz aniversário, mermão!

Falas inglês?! Cuidado!

Tito Sapiens trouxe a sua contribuição, ahahaha... Valeu Osvaldão!

Três assuntos interessantes:
Sobre a GORDURA
No Japão, são consumidas poucas gorduras e o índice de ataques cardíacos é menor do que na Inglaterra e nos EUA; em compensação, na França se consome muitas gorduras e, ainda assim, o índice de ataques cardíacos é menor do que na Inglaterra e nos EUA.

Sobre o VINHO
Na Índia, se bebe pouco vinho tinto e o índice de ataques cardíacos é menor do que na Inglaterra e nos EUA;
Em compensação, na Espanha se bebe muito vinho tinto e o índice de ataques cardíacos é menor do que na Inglaterra e nos EUA.

Sobre o SEXO
Na Argélia, se transa muito pouco e o índice de ataques cardíacos é menor do que na Inglaterra e nos EUA;
Em compensação, no Brasil se transa muuuuuito e o índice de ataques cardíacos é menor do que na Inglaterra e nos EUA.

CONCLUSÃO :
Beba, coma e faça sexo, pois o que mata é falar inglês!

Olha os exemplos que eu tive!

Uma amiga enviou-me algumas considerações sobre o fato dela ser considerada desguiada...
Ela vai elencando várias situações que tomou conhecimento na infância e no final do e-mail ela diz: "Ainda pedem pra eu me comportar?!"
Vamos aos argumentos dela sobre a infância:
O Tarzan corria pelado...
Cinderela chegava em casa meia noite...
Aladim era ladrão...
Batman dirigia a 320 km/h...
Pinocchio mentia...
Bela Adormecida era uma vagabunda...
Salsicha (Scooby-Do) tinha voz de maconheiro, via fantasma e conversava com o cachorro...
Zé Colméia e Catatau eram cleptomaníacos e roubavam cestas de pic-nic...
Branca de Neve morava na boa com 7 homens (pequenos)...
Olívia Palito tinha bulimia.
Popeye fumava um matinho suspeito!!!
Pac Man corria em uma sala escura com música eletrônica comendo pílulas que o deixam ligadão.
Super Homem locão, colocava cueca por cima da calça.
A Margarida namorava o Pato Donald e saía com o Gastão.

Ela acentua no final: - Olha os exemplos que eu tive!
E agora pedem para eu me comportar?
Tarde demais!!! Não tô nem aí...
Eu só posso dizer: - Calma Martinha! Calma...