sábado, janeiro 29, 2011

Prédio desaba em Belém.

Abaixo a imagem impressionante.
Perto de onde moro, agora de tarde, um prédio de quase 35 andares desabou e matou operários e soterrou duas casas com os seus moradores... Uma tristeza só.
Pessoas que passavam pela calçada sofreram escoliações, isso é um absurdo!
Muitas construtoras buscando não pagar o imposto sobre serviço (ISS) criam incorporadoras com este objetivo, a ganância não tem limites... Economizam no material empregado na obra, descuidam do projeto de cálculo estrutural e aí? A desgraça fica rondando para se apresentar.
Agora apareceram o governador, o prefeito e outras autoridades para fazer uma média...
O importante é fiscalizar para que os acidentes não infelicitem tantas famílias.
Veja o tamanho do prédio que sumiu na imagem abaixo.

quinta-feira, janeiro 27, 2011

Viva a Sociedade Alternativa!!!

Raul Seixas chapado.
Foto histórica do Raulzito.
Viva a sociedade alternativa!!!

"Ataíde" o espírito dos manguezais de Curuçá.

O meu amigo J. Pinto, senador vitalício da República do Peixe-frito, me contou a estória abaixo entre uma golada de cerveja e uma amassada de pimenta no prato do peixe-frito...
O carnaval de Curuçá é notícia no Brasil inteiro já que o povo de lá e os turista se melam de lama do mangue e saem brincando os quatro dias de carnaval, uma festa popular e todo mundo na lama.
Muita gente tira o sustento do mangue, coletando principalmente caranguejo, os caranguejos de Curuçá vão para várias partes do Brasil, principalmente Salvador na Bahia.
O mangue tem um protetor, segundo os relatos dos nativos, se chama "o monstruoso ATAÍDE", o espírito de um negro gigante que não deixa ninguém abusar da natureza, quando isso acontece é o Ataíde que abusa do incauto.
Vamos ler!
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O CASO MAIS RECENTE DO ATAÍDE (J. Pinto)

Conheço um rapaz que, tal como o Duquinha (do Helly Pamplona) e o Severino dos Anzóis (do Juraci Siqueira) era ávido por coisas do mangue.
Tido como "cabra-macho", não respeitava nada, principalmente os desafios da natureza.
Certo dia foi catar caranguejo e outros mariscos num lugar muito bonito, nas cercanias de Curuçá, chamado Mãe Grande.
Ele já tinha fama de brabo, macho e comedor. Se mulher, ele não respeitava, imagina aqueles seres inofensivos e deliciosos que ele podia catar no mangal da Mãe Grande.
E, lá foi o sacripanta. Apoitou a canoa na beira do rio e entrou no mangue, pegando tudo o que via pela frente. Caranguejo, turu, ostra, sururu, mexilhão e principalmente as indefesas conduruas (fêmeas do caranguejo).
A colheita estava tão proveitosa que o "machão" nem percebeu que as horas passavam e o anoitecer estava chegando. E ele pensava. Só mais um pouco... Só mais um pouco.
Esse mais um pouco é que foi o pior.
Nosso herói tinha visto um caranguejo entrar num buraco, e foi lá, apesar de saber, por experiência, que ali estava uma condurua e não um caranguejo. Enfiou o braço no buraco e ficou naquela posição de quatro com o rosto colado na lama.
Uma sombra imensa apareceu por cima dele.
Era nada mais nada menos do que o monstruoso Ataíde, o defensor dos manguesais, que com seu corpo imenso e o seu vergalho enorme (como diz o Juraci Siqueira), vinha por trás do safado, pronto para enfiar-lhe o pau.
Nosso depredador quando quis esboçar alguma reação, já era tarde. Naquela posição, só sentiu o enorme vergalho arrombando suas entranhas. Mal teve tempo e forças para dar um grito assustador, espantando as aves que pairavam pelo local.
-Aaaaaaaaaaaiiiiiii...
O Ataíde, depois de soltar toda a colheita que era guardada numa cesta de palha, sumiu pelo mangue, com a certeza de que, aquele arrombado, jamais voltaria àquele lugar.
Passada a dor, a decepção, as lágrimas, nosso herói, já não tão macho nem tão herói, arrastou-se pelo mangal até o rio onde sua canoa estava apoitada, embarcou e saiu remando na direção de Curuçá. Remou em pé, pois com o traseiro naquele estado não conseguia sentar.
O que aconteceu depois pouca gente sabe.
Hoje porém, quem quiser conhecer nosso herói, terá que ir a Curuçá durante o carnaval. Lá está ele, todo lambusado pelo tijuco do mangue, comandando a ala gay dos “Pretinhos do Mangue”, famoso bloco de carnaval daquela cidade.
Ele comanda a ala com desenvoltura, acompanhado de seu namorado, que por ironia do destino, se chama Ataíde. Não tão grandes, nem ele nem o vergalho.

Obs.: Esse conto é fictício, mas se você quiser conhecer a Praia do Arrombado, vá a Curuçá no interior do Pará.

terça-feira, janeiro 25, 2011

Gaio e a amnésia alcoólica.

Lembrei de um caso verídico e vou contar aqui, até citarei um nome, ahahaha... Não sou baú para guardar segredos, e quem me contou não pediu sigilo, ademais não guardo nem dinheiro.
O meu amigo Gaio (nome romano), calma! O cara não é pretoriano, mas um verdadeiro jurisconsulto...
Mas, voltemos ao acontecimento.
Gaio tinha um fusca verde 73, cuidava tão bem do fusca que diz a lenda que ele polia o automóvel com a língua. Esse meu amigo tem um sorriso largo e é um cabôclo muito alegre.
Uma coisa incomoda muito, até hoje, o meu intimorato amigo, quando ele bebe à noite... huumm... o dia seguinte é de profunda tristeza, ele é acometido do famigerado "esquecimento", mais conhecido como amnésia alcóolica, o cara não lembra de nada que aconteceu na noite anterior, não deixa de ser um caso sério, concordam?
Gaio saiu com uma namoradinha, foram para uma balada, e aí  beijinho aqui, um drinque acolá... começou a rolar desejos, volúpia abrasadora e o convite feito por ele, aceito por ela: - Vamos para um motelzinho amor?!
Ela libidinosamente, com voz lânguida e olhar de peixe-morto replica: - Fazer o quê?
Ele sorridente e dando uma piscadela de lado, disse: - Cola em mim que depois eu te digo.
Lá foram eles no Fusca 73, o verdinho, movido por uma força estranha, voava em direção ao mundo das fantasias - Estrada do Coqueiro.
Chegando lá...
Gaio escolheu um motel de responsa e pediu logo uma garrafa de uísque "bom", nada de Red. Foram generosas doses de escocês...
Gaio começou a se soltar, sorriso largo e muito amor para dar...
Tirou a roupa, mais uma dose... ela estava ali à sua frente, linda, se entregando aos seus instintos mais carnais.
Ele resolve virar mais uma dose.
Deita-se na cama, cola o seu corpo disforme ao corpo daquela princesa, abraça forte, ela corresponde, ele sussurra no ouvido dela um pedido...
Ela fica furiosa. Começa uma discussão, os dois não conseguem se entender, ela diz que vai embora, se veste toda e pede para a atendente do motel um táxi.
Fulo-da-vida, ele sentencia: - Vai embora e não enche o meu saco garaio!
Antes de se retirar ela acerta no rosto do Gaio um tabefe.
Ele disse que doeu o tapa, mas o pior foi escutar junto com o tapa uma imprecação feita pela namorada: - Te f... fdp!
Gaio me conta que ficou ali no motel, bebeu sozinho toda a garrafa de uísque, quando já era bem tarde, pediu a conta, pagou. Pegou a carteira e a chave do carro, entrou no Fusca 73 e se mandou para casa.
Ele ainda lembra de ter acionado o portão eletrônico de sua casa.
Quando perguntei pra ele o que aconteceu depois, ele relata rindo: - Pô mano, acordei com a mamãe batendo na janela do carro dizendo para eu ir tomar banho.
O pior aconteceu.
Quando Gaio saiu do carro, a mãe dele soltou um grito e quase teve um troço.
Gaio esqueceu as roupas no motel, dirigiu e adormeceu no volante totalmente nu.
Curioso perguntei para ele o que foi que havia sussurrado no ouvido da namorada,  para que ela tivesse aquela reação.
Ele franziu a testa fez um esforço do garaio e me disse: - Cara eu não me lembro!

Admirável mundo novo!

Os aborígenes na Austrália.
Povos nativos subjugados pelo Ocidente.
O europeu a partir do seu etnocentrismo buscava "civilizar" culturas diversas... Qual a dívida da Europa???

domingo, janeiro 23, 2011

Pinto antigo e pinto novo.

Acima Jota Pinto e Elias Pinto.
É muito pinto num espaço pequeno, né?!
Uma tarde na Academia Paraense do Peixe Frito, a imagem capta dois Pintos imortais...

terça-feira, janeiro 18, 2011

Ary Lobo e Jota Bosco: Forró no Garrincha.

O amigo J. Bosco um dos melhores cartunistas de Belém do Pará, deu uma ideia da gente resgatar o grande cantor Ary Lobo que morou muito tempo aqui em Belém, Ary fez muito sucesso no Brasil nos anos 50 e 60.
Escute o ritmo do cara. Ele canta o "Forró no Bosque", diz a lenda que o JBosco frequentou muito esse forró, parece que o nome do forró era "Forró no Garrincha", iihh... vamos parar por aqui para evitar confusões, né?!

quarta-feira, janeiro 12, 2011

Pintopress no fantástico mundo de Harold.

Mais uma tirinha do Paulo Emmanuel, além do nosso descolado Harold, ele criou no mundo fantástico do Harold uma figura dos anos setenta - o colunista Pintopress.
O jamburânico Elias Pinto é a cara do "seo" Pintopress, todos concordamos, não?!

As Aventuras de Harold's Uordi

Sou abençoado.
Em pouco tempo conheci muita gente boa.
Agora pergunto aos amigos e amigas da blogosfera: - Quem já conheceu,ou melhor, se tornou amigo de um personagem de tirinha???
Haroldo Brandão existe e virou um personagem de tirinha do Paulo Emmanuel (amigo dele).
Estamos falando da Aventura de Harold's Uordi...
O Haroldo é amigo de infância do Elias Pinto, os dois jogavam peteca "paga bolo", sinceramente, não sei quem errava palmo em cima... Mas, deixa pra lá!
O que é mais interessante, quando fomos apresentados, eu já conhecia o Haroldo. Trabalhamos na mesma instituição que lidava com o trabalho social de crianças e adolescentes em situação de risco.
Já conhecia o Haroldo, mas nunca conversamos, o cara é psicólogo e intelectual.
Foi no "Terra-do-Meio" que o Elias me apresentou ao Haroldo.
Obrigado Jamburânico Elias!
Haroldo, Helena e Pedro... Muito bom!

domingo, janeiro 09, 2011

Jamburana em três atos.

Moleza ser rico!!!

Eduardo Saverin já é o 10º homem mais rico do Brasil.
Esse rapaz foi criado em Miami e se tornou amigo de um cara que era tímido pra garaio!
Mas como ele fez para ser um dos homens mais ricos do Brasil?
Se tornou amigo do Mark Zuckerberg, cheio de lábia ficou dando força para o Mark desenvolver um site de relacionamento na Universidade de Harvard, o Mark tinha dificuldades com as meninas, aí o site virou uma rede social - o Facebook.
O Mark percebeu que o brasileiro não tinha feito nada, só ali dando força e lábia, resolveu dar um pontapé no traseiro do Saverin. O brasileiro entrou na Justiça e depois de muito chororô fez um acordo com o Mark conseguiu 5% da empresa e mais uma indenização, retomando o título de co-fundador do Facebook.
A fortuna de Eduardo Saverin está estimada em 2,5 bilhões de dólares.
O Facebook está avaliado em 50 bilhões de dólares. Só isso??? Ahahaha...

Sem Estado é a barbárie.

A minha retrospectiva sempre faço na primeira quinzena de janeiro.
Acima, aquele rapaz ao lado do jogador do Flamengo (Fernando Assunção), o  nosso cozinheiro-mor - Rui Santana, baiano de nascimento e sotaque: - Cê entendeu meu rei?! Se não entendeu vou ficar viradonaporra... Ahahaha... Ei Rui! Desculpa aí tá?!
Falei inicialmente do Rui porque é o cara que proporciona os nossos encontros, somos fisgados pela boca, o nosso querido baiano prepara pratos maravilhosos, sério! O cara manda bem na cozinha, expert em culinária nordestina, buchada de bode, muquecada de arraias e peixes... Uma gostosura!
Na imagem acima, depois da muqueca de arraia, tínhamos a solução para todas mazelas do Brasil e do mundo.
Após cervejas, vinhos e vodcas, o debate aceso...
Fernando Assunção, o cara que mais incomodou em 2010 o Prefeito de Ananindeua Hélder Barbalho, tentava puxar a "Internacional Comunista", mas a língua enrolava, não dava mesmo para cantar.
Eduardo Bueres impulsivo se apresentava como um bolchevique que acabara de ser transportado pela máquina do tempo de São Petersburgo do front de 1917.
Nilton Atayde alertava sobre a tolerância, falava de Jose Ortega y Gasset  e arrematava no debate com a frase do pensador espanhol: - "O homem é o homem e suas circunstancias".
Penso que a bússola que nos orienta hoje, aponta para uma sociedade em que o Estado só se justifica se for para a realização da felicidade das maiorias sem descuidar das minorias.
O concerto político, antes de confrontar esquerda e direita, há de escutar a sociedade civil organizada, ficou comprovado que sem a atuação do Estado frente a voracidade do mercado, milhões de pessoas no Brasil ficariam entregues à própria sorte, indigência...
Esse é um legado da era Lula, não podemos dispor do destino de uma nação em favor do mercado, são vidas humanas despedaçadas pela ganância e especulação. O mercado pode existir,mas com o Estado atento a proteger minorias e segmentos fragilizados economicamente da sociedade.
O mercado jogando sozinho, é brincadeira!!!
Sem o Estado organizando e direcionando as políticas públicas, restaria... a barbárie.




Obs.: Na imagem acima, da esquerda para a direita em pé: Maestro Jango, Oliviomar, Rui Santana e Fernando Assunção. Sentados: Pedro Nelito, Xico Rocha, Nilton Atayde e Eduardo Bueres.

terça-feira, janeiro 04, 2011

Como a Jamburana enviou o Elias Pinto para o passado?

Eu e o Jamburânico Elias nos encontramos na quinta-feira passada do ano-passado (30/12/2010) no Restaurante Rural Terra-do-Meio. O velho e bom Andrézão Nunes nos convidou para confraternizarmos, na última hora o Osvaldo se emboletou todo e não chegou na hora que marcamos e sobrou.
Sobrou mesmo! O André preparou um banquete sensacional, a mesa posta ao lado do rio uriboca, vários pratos de peixe, aves exóticas, garaio!...
Cerpinha, uísque e... Jamburana!!!
Antes de irmos para o Terra-do-Meio, Elias tinha que enviar para o "Diário do Pará" a sua coluna [no domingo é uma página inteira], quem mora em Belém sabe que a "Oi" ficou fora do ar na quinta-feira, pela manhã e tarde também, sem celular e sem internet...
Elias "agoniado" sentenciou: - Companheiro não podemos ir para a Jambulândia sem entregar esse garaio no Diário.
Diante do computador, o clone do John Lennon, ajeitou as suas madeixas (cabe um parêntese, segundo a comadre Regina os cabelos de Elias são muito bem tratados - só shampoo de babosa e creme rinse da Wella -, pouco enjoado!) e a mão direita rapidamente arrebatou uma garrafa de jamburana entornando pela goela duas generosas doses de pescador.
Trabalho pronto, partimos para a redação do jornal e só depois seguimos para a "Jambulândia".
Elias me responda: - A página de domingo está ensopada de jamburana?!
Olha só como saiu no domingo  a manchete da página do Elias: "Feliz 2001".
Como eu estava com os lábios trêmulos de jamburana [desgraçada!] no domingo de manhã, comecei a ficar em dúvida se não havia sonhado que vivia em 2011, alguma coisa como de volta para o futuro, ou vice-versa...
Não encontrava o calendário, comecei a entrar em desespero, afinal qual o meu tempo deusdocéu?!
Só me acalmei quando bebi, somente, quatro cálices de jamburana, a vista clareou e pude ver a data do jornal.
Pô mermão! Jamburana faz bem até pra vista, né?!





Obs.: Acima a caricatura do Elias imitando o John Lennon, o notebook no lugar das cordas da guitarra, um excelente trabalho do Luiz Pinto, caricaturista do "Jornal Pessoal" que por acaso é irmão do Elias. Parabéns Luiz!!!