terça-feira, janeiro 25, 2011

Gaio e a amnésia alcoólica.

Lembrei de um caso verídico e vou contar aqui, até citarei um nome, ahahaha... Não sou baú para guardar segredos, e quem me contou não pediu sigilo, ademais não guardo nem dinheiro.
O meu amigo Gaio (nome romano), calma! O cara não é pretoriano, mas um verdadeiro jurisconsulto...
Mas, voltemos ao acontecimento.
Gaio tinha um fusca verde 73, cuidava tão bem do fusca que diz a lenda que ele polia o automóvel com a língua. Esse meu amigo tem um sorriso largo e é um cabôclo muito alegre.
Uma coisa incomoda muito, até hoje, o meu intimorato amigo, quando ele bebe à noite... huumm... o dia seguinte é de profunda tristeza, ele é acometido do famigerado "esquecimento", mais conhecido como amnésia alcóolica, o cara não lembra de nada que aconteceu na noite anterior, não deixa de ser um caso sério, concordam?
Gaio saiu com uma namoradinha, foram para uma balada, e aí  beijinho aqui, um drinque acolá... começou a rolar desejos, volúpia abrasadora e o convite feito por ele, aceito por ela: - Vamos para um motelzinho amor?!
Ela libidinosamente, com voz lânguida e olhar de peixe-morto replica: - Fazer o quê?
Ele sorridente e dando uma piscadela de lado, disse: - Cola em mim que depois eu te digo.
Lá foram eles no Fusca 73, o verdinho, movido por uma força estranha, voava em direção ao mundo das fantasias - Estrada do Coqueiro.
Chegando lá...
Gaio escolheu um motel de responsa e pediu logo uma garrafa de uísque "bom", nada de Red. Foram generosas doses de escocês...
Gaio começou a se soltar, sorriso largo e muito amor para dar...
Tirou a roupa, mais uma dose... ela estava ali à sua frente, linda, se entregando aos seus instintos mais carnais.
Ele resolve virar mais uma dose.
Deita-se na cama, cola o seu corpo disforme ao corpo daquela princesa, abraça forte, ela corresponde, ele sussurra no ouvido dela um pedido...
Ela fica furiosa. Começa uma discussão, os dois não conseguem se entender, ela diz que vai embora, se veste toda e pede para a atendente do motel um táxi.
Fulo-da-vida, ele sentencia: - Vai embora e não enche o meu saco garaio!
Antes de se retirar ela acerta no rosto do Gaio um tabefe.
Ele disse que doeu o tapa, mas o pior foi escutar junto com o tapa uma imprecação feita pela namorada: - Te f... fdp!
Gaio me conta que ficou ali no motel, bebeu sozinho toda a garrafa de uísque, quando já era bem tarde, pediu a conta, pagou. Pegou a carteira e a chave do carro, entrou no Fusca 73 e se mandou para casa.
Ele ainda lembra de ter acionado o portão eletrônico de sua casa.
Quando perguntei pra ele o que aconteceu depois, ele relata rindo: - Pô mano, acordei com a mamãe batendo na janela do carro dizendo para eu ir tomar banho.
O pior aconteceu.
Quando Gaio saiu do carro, a mãe dele soltou um grito e quase teve um troço.
Gaio esqueceu as roupas no motel, dirigiu e adormeceu no volante totalmente nu.
Curioso perguntei para ele o que foi que havia sussurrado no ouvido da namorada,  para que ela tivesse aquela reação.
Ele franziu a testa fez um esforço do garaio e me disse: - Cara eu não me lembro!

4 comentários:

as-nunes disse...

Boa piada!
Diz que sim que muito álcool no bucho dá nisso.
Cá por mim já não sei o que é beber um copito a mais há muitos anos.

Mas, que saudades, Deus meu!...

Um abraço, Pedro

António

Guará Matos disse...

Pedro você tem arrebentado nos "causos", hahahaha!
Abraços.

citadinokane disse...

António,
Estou com o teu endereço direitinho e a tua encomenda está sendo acondicionada devidamente.
Em relação ao excesso de álcool, o bom é não abusar.
Um forte abraço de além-mar,
Pedro

citadinokane disse...

Oi Guará!
Sou um verdadeiro guaraniano, ahahaha...
Não chego nem perto dos teus "causos", né?!
abs