sexta-feira, fevereiro 18, 2011

O coração perdoa...

Queria impressionar uma menina no tempo do curso de Sociologia, solteirinho-da-silva. Estávamos sentados à mesa de um boteco em frente da UFPA, gritei para o mãozinha: - Ei Edson! Mais uma cerveja, garaio!
Depois que os copos estavam cheios, transbordando... Comecei a declamar algumas poesias, os olhos delas brilhavam e o sorriso discreto revelava que "eu tava bem na foto"...
Definitivamente conquistei aquele sorriso, corpo e alma, depois de declamar a poesia de Chico Buarque e Ruy Guerra na canção - "Fado Tropical":

"Se trago as mãos distantes do meu peito
É que há distância entre intenção e gesto
E se o meu coração nas mãos estreito
Me assombra a súbita impressão de incesto.


Quando me encontro no calor da luta
Ostento a aguda empunhadura à proa
Mas o meu peito se desabotoa.

E se a sentença se anuncia bruta
Mais do que depressa a mão cega executa
Pois que senão o coração perdoa..."

Quando ainda falava perdoa ela me abraçou, beijando sussurrava ao meu ouvido: - Adorei Pedro!
Obrigado Chico!

4 comentários:

rjorge60 disse...

Alcool e poesia a receita infalivel desde os tempos homericos. Ate as sociologas rendem-se a essa combinaçao meu romantico amigo. Meu lado cinico nao resiste a acrescentar que a essa milenar poçao , e para sua maior eficacia, devemos acrescentar uma boa pitada de gorda conta bancaria.
Um grande abraço.

citadinokane disse...

Jorge,
Juntando os elementos que citaste, realmente, ficamos todos "bonitos", ahahaha... E nem as sociólogas resistem esse encanto.
Precisamos marcar um dia pra gente jogar conversar fora sem mais a impetuosidade que nos marcava nos anos 80, tudo muito diet, ahahaha...
Não te esqueces de enviar o nº do celular pela DM do tuiter, ok?
abraços,
Pedro

Wellyn Nascimento disse...

Ninguem resiste a Chico Buarque!

citadinokane disse...

Wellyn,
Chico eterno!