sexta-feira, fevereiro 11, 2011

Rogério Friza: - Naquele dia eu derrotaria até o Anderson Silva.

Só uma pessoa pode parar o demônio chamado Anderson Silva, darei nome e sobrenome dessa pessoa, peguem caneta e papel, estão prontos para anotar o nome da fera? Então lá vai: - Rogério Friza.
Quem é Rogério Friza?
O Rogério é um amigo nosso advogado.
Antes de me perguntarem mais sobre o Rogério, vou contar uma historinha sensacional e verdadeira.
Rogério queria praticar uma atividade física e começou a treinar jiu-jitsu na academia do primo dele, aqui em Belém.
Algumas semanas depois, talvez dois meses de treinamento sério, Rogério chega do trabalho e pega a sacola com a roupa de treinamento. Quando ia saindo a esposa com as duas filhas pediram para ir com ele, queriam assistir o treino, ele de pronto concordou com o pedido, as meninas ainda levaram mais dois primos para que eles vissem o papai delas lutando no tatame.
Rogério tomou um susto ao chegar na academia, foi informado que haveria uma competição e a luta seria valendo, os lutadores foram distribuídos não pela faixa, mas pelo pêso... O cara que ia lutar com o amigo Rogério era faixa preta, enquanto ele faixa branca.
Rogério ainda pediu para o professor quebrar o galho dele, que colocasse um cara de faixa pelo menos roxa, mas não foi atendido...
Já enfiado no seu kimono, ainda teve tempo de olhar em derredor e viu as filhas gritando o seu nome. Entrou em desespero, pensou angustiado: - Não posso voltar pra casa com uma derrota, as minhas filhas estão aí, me ajuda meudeus!!!
Tomou uma decisão, não voltaria vivo para casa se não ganhasse do seu opositor, murmurou baixinho: - Nem que eu me f..a! Vou dar nesse cara um mata-leão ou um armlock, deus me ajude, por favor!
Começou a luta e o seu opositor voou pra cima dele, mas como se o corpo do meu amigo fosse uma couraça de aço, ele resistiu brilhantemente, retirava força e energia não sabia de onde.
No chão Rogério deu um jeito de segurar com firmeza o kimono do faixa preta, puxava com toda a força do seu ser e segredava ao ouvido do adversário: - Cara, daqui tu não vais sair, nem pelo garaio! Vamos morrer abraçado...
Usou de tanta força que acabou rasgando o kimono do faixa preta.
Depois ele deu um jeito e conseguiu enfiar as pernas não sabe onde no corpo do seu adversário e inclusive, no desespero, deu até umas dedadas impudicas no assustado faixa preta que reagia gritando que aquilo era jogo sujo, no que Rogério retrucava em tremenda angústia: - Na guerra e no amor, vale tudo e nem tô aí!
O relato do Rogério é hilário, principalmente, quando confidenciou que não sabe como, mas deu um abraço forte no faixa preta se emboletando mais ainda com ele, se assustou quando o cara bateu na lona desistindo da luta.
- O juiz falou pra mim que eu tinha aplicado um lindo "crucifixo partindo da guarda". Concluiu Rogério todo sorridente.
Perguntei pra ele o que era esse crucifixo?
Resposta dele: - Mermão, estava tão agoniado que eu nem sei o que fiz naquela hora, joguei pernas para os lados segurei os braços deles com muita força e sair puxando...
Ele não deu nenhum armlock da meia guarda, nem estrangulamento com omoplata, mas um lindo crucifixo partindo da guarda...
A imagem das filhas, sobrinhos e esposa correndo em sua direção gritando que ele era campeão, foi eternizada em sua memória.
Ainda escutei ele dizendo: - Naquele dia eu derrotaria até o Anderson Silva.

6 comentários:

Sandra disse...

Que historia!amei até chorei!
Pedro achei seu blog procurando coisa de Belém e estou adorando!
Na verdade estou me viciando.
abraço!

Mari Alquimia disse...

Pedro,

Saudadetú!!

Bjs

citadinokane disse...

Sandra,
Muito obrigado por me visitar.
E sigamos juntos, compartilhando imagens, textos e emoções...
Bjs

citadinokane disse...

Mari,
Então me liga, né?!
bjs

Anônimo disse...

Pedro, pede para o Rogério levar as filhas dele para a nossa bola de 4ª feira para ele melhorar o futebol dele. Rsss

Abraços,

Wanderlei Ladislau

citadinokane disse...

Fala Vandeco!
Não sabia que ele jogava bola, é uma novidade. Quando ele era criança na Senador Lemos com Doca, ele só fazia correr na chuva com os moleques da "ganhação"...
Abraços mano e tô com saudades de ti, garaio!